Presente no meio equestre desde o nascimento, Enrico Franchini Carlone construiu uma trajetória sólida e respeitada na criação e no julgamento do Cavalo Árabe. Criador especializado em provas de halter (conformação) e jurado internacional, ele conversou com a nossa reportagem do avião, a caminho para um dos maiores desafios da carreira: julgar a etapa de Doha, no Qatar, do Global Champions Arabians Tour (GCAT), circuito que reúne a elite mundial da raça.
A temporada de 2026 do Global Champions Arabians Tour (GCAT) apresenta um calendário expandido com 13 eventos distribuídos pela Europa, Oriente Médio e Américas. A competição iniciou em Abu Dhabi em janeiro e culminará no prestigiado World Arabian Horse Championship Supreme em Paris, no final de novembro.
O vínculo de Enrico com o Cavalo Árabe começou ainda na infância, na fazenda da família, onde seu tio era criador da raça. Esse contato precoce foi determinante para sua formação técnica e para a escolha profissional. Hoje, além de criador, atua como jurado na categoria de halter — modalidade que avalia conformação, tipicidade racial, movimento e presença em pista, pilares fundamentais da seleção genética do Árabe moderno.


A carreira como juiz, no entanto, exigiu paciência e consistência. Enrico realizou o curso de formação de jurados pela ABCCA – Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe há cerca de dez anos e enfrentou as dificuldades comuns do início da trajetória, quando as oportunidades ainda eram escassas. “O começo é sempre difícil, há pouca exposição e poucas convocações. Com o tempo, fui conquistando espaço, mostrando meu trabalho e, graças a Deus, hoje sou chamado com mais frequência”, relembra.
A consolidação veio com convites internacionais de peso. Em 2024, Enrico integrou o quadro de jurados do GCAT em etapas realizadas em Denver, nos Estados Unidos, e Praga, na República Tcheca. Agora, em 2025, o convite para Doha marca um novo patamar. Considerada uma das etapas mais fortes e competitivas do circuito, a prova no Qatar reúne alguns dos principais criatórios, expositores e exemplares do Cavalo Árabe no mundo.
“O GCAT costuma convidar juízes diferentes para cada etapa, o que torna a seleção ainda mais criteriosa. Ser chamado para Doha, logo no início do ano, é uma honra enorme e, sem dúvida, a maior exposição que já tive como jurado”, destaca Enrico, que celebra o momento também no âmbito pessoal, conciliando a carreira internacional com a vida familiar ao lado da esposa e da filha de apenas 11 meses.
A presença de Enrico Franchini Carlone em um dos palcos mais importantes da raça Árabe reforça o reconhecimento do Brasil no cenário internacional do Cavalo Árabe e evidencia a qualidade técnica dos profissionais brasileiros envolvidos na criação, julgamento e desenvolvimento genético da raça.
Foto: Arquivo Pessoal
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