Uso de capacete equestre passa a ser facultativo nas modalidades esportivas do Cavalo Crioulo

Decisão da ABCCC marca mudança de paradigma ao permitir o uso do equipamento, reforçando a segurança sem abrir mão da tradição

Uma mudança significativa no regulamento das modalidades esportivas do Cavalo Crioulo passa a valer em todo o país. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), por meio de seu Conselho Deliberativo Técnico (CDT), anunciou que o uso do capacete equestre agora é facultativo nas competições da raça, atendendo a uma demanda crescente por mais segurança no esporte.

A medida entrou em vigor no dia 6 de abril e representa uma inversão importante em relação ao cenário anterior. Até então, o uso do capacete era proibido nas modalidades esportivas e seletivas, principalmente em função da preservação de aspectos culturais ligados à tradição do Cavalo Crioulo.

Com a nova diretriz, os competidores passam a ter liberdade para optar pelo uso do equipamento de proteção, sem obrigatoriedade. Segundo a entidade, a decisão tem como principal objetivo ampliar a segurança dos participantes, especialmente entre crianças e jovens, que vêm ganhando cada vez mais espaço nas provas da raça.

Uso do capacete equestre

De acordo com o vice-presidente técnico da ABCCC, Leonardo Alberton Ardenghy, a mudança busca equilibrar tradição e responsabilidade. O uso do capacete equestre não será imposto, mas passa a ser permitido como ferramenta de proteção individual, acompanhando uma tendência já consolidada em entidades internacionais.

Um dos exemplos é a Federação Equestre Internacional, que desde 2021 adota regras mais rígidas quanto ao uso de capacetes em diversas modalidades, reforçando a importância do equipamento na prevenção de acidentes.

Apesar do avanço, a autorização não se estende a todas as provas. Nas modalidades seletivas do Cavalo Crioulo, o uso do capacete equestre ainda não é permitido, mantendo regras específicas que seguem alinhadas aos critérios técnicos dessas competições.

Outro ponto importante destacado pela entidade é que, embora não haja exigência quanto a marcas ou modelos, recomenda-se atenção à qualidade e à vida útil do equipamento. Em casos de queda ou impacto, a substituição do capacete equestre é indicada, assim como a troca periódica entre três e cinco anos, dependendo da intensidade de uso.

A decisão reforça um movimento gradual dentro da equinocultura esportiva, que vem incorporando práticas mais alinhadas à segurança sem necessariamente romper com suas raízes culturais. No universo do Cavalo Crioulo, onde tradição e identidade têm peso significativo, a medida representa um passo relevante rumo à modernização responsável.

Com isso, a ABCCC reafirma seu compromisso com o bem-estar dos competidores e a evolução do esporte, sinalizando que segurança e tradição podem caminhar lado a lado dentro das pistas.

Por Redação/Portal Cavalus (Com informações da ABCCC)
Foto de chamada: Divulgação/Maurício Vinhas

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