Mangalarga Marchador

Bê-a-bá do Mangalarga Marchador: entenda termos usados nas provas

A ABCCMM divulgou um tipo de dicionário para explicar o conceito de algumas palavras utilizadas durante os julgamentos

Sem dúvidas, começar a criar a raça Mangalarga Marchador, não é tarefa fácil. Afinal, a atividade exige dedicação, trabalho, persistência e, acima de tudo, conhecimento.

Por conta disso, a Associação Brasileira dos Criadores o Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) resolveu contribuir no aprendizado daqueles que iniciam o ofício de criar. Para tanto, resolveu explicar o conceito de palavras comuns utilizados durante os julgamentos de marcha e morfologia.

Afinal, conhecê-las e saber identificá-las durante as competições é essencial para se tornar um bom criador da raça. Confira!

Bê-a-bá do criador do Mangalarga Marchador

Frente oblíqua: animal com o pescoço bem dirigido e sustentado, formando um ângulo de aproximadamente 45º em relação ao solo;

Animal ponteiro: atitude causada pela falta de confirmação do apoio na embocadura, em que o cavalo mantém o focinho apontado para frente.

Cavalo braceiro: animal que, quando olhado por frente durante a locomoção, apresenta voo dos membros anteriores lateralizados.

Animal profundo: equino que apresenta boa capacidade torácica, com altura de costado satisfatória. Essa altura é tomada do esterno ao dorso do animal. A análise será feita de perfil.

Animal arqueado: visto por frente tem as costelas com boa abertura e em forma de arco, proporcionando uma boa amplitude torácica e consequentemente boa condição respiratória.

Passarinheiro : cavalo que se assusta facilmente. Está sempre refugando.

Calma… que ainda tem mais!

Cavalo debruçado: postura corporal do animal onde este se apresenta com a frente baixa e membros anteriores atrasados (sobre si), depositando mais peso do que o normal nesses membros. Essa postura causa dificuldade de flexão e extensão dos anteriores. Esses animais tropeçam com frequência.

Engajamento: os membros posteriores, quando observados de perfil, se exercitam abaixo da massa corporal do animal durante a locomoção. Se traçarmos uma linha da ponta da nádega até o solo, observamos que o animal movimenta os membros a frente dessa linha. O engajamento promove força e impulsão ao animal.

Animal com andamento diagramado: cavalo que equilibra bem os tempos de apoio da marcha durante a locomoção, apresentando apoios diagonais, laterais e tríplices. Os tempos de apoios diagonais são maiores que os laterais e os tríplices.

Dissociação: falta de sincronia dos apoios do bípede diagonal. O anterior sai frações de segundos à frente do posterior oposto durante o avanço diagonal e automaticamente aterrissa na frente. Essa característica é fundamental para que ocorra uma marcha de qualidade.

Cavalo de tipo bom: cavalo de formas planas, com boas proporções lineares (medidas de cabeça = pescoço = dorso-lombo = garupa = espádua = perna), apresentando boa proporção antebraço-canela (antebraço maior que a canela) e boa proporção de altura de costado e altura do solo ao esterno (proporção 1:1,33). Leve na aparência geral.

Animal em atitude: postura corporal do animal durante a locomoção, onde este mantém a frente oblíqua, a nuca flexionada, com a cabeça formando um ângulo um pouco maior que 90º em relação ao eixo do pescoço e os posteriores engajados.

Fonte: ABCCMM
Crédito das fotos: Divulgação/Júlio Oliveira

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