O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) recomendou a suspensão temporária da exigência de comprovação de vacinação contra Influenza Equina para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em todo o Brasil. A orientação foi formalizada por meio do Ofício nº 134/2026 do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária e direcionada às Superintendências de Agricultura e Pecuária, órgãos executores de sanidade agropecuária e setores de fiscalização estaduais.
A decisão ocorre diante de um cenário de desabastecimento crítico de vacinas contra a doença no mercado brasileiro. Segundo o documento, o problema teve início após falhas na cadeia produtiva da indústria privada, situação inicialmente comunicada pela Associação Brasileira dos Médicos Veterinários de Equídeos em janeiro de 2026. O diagnóstico apontou a interrupção na fabricação do imunógeno por parte de um dos principais fabricantes, a empresa Ceva Brasil, somada a dificuldades operacionais enfrentadas por outros fornecedores.
Como consequência direta, cerca de 70% das doses disponíveis no mercado foram retiradas de circulação, provocando uma redução abrupta no estoque nacional de vacinas. A gravidade da situação também foi debatida pela cadeia produtiva durante a 59ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial de Equideocultura.
Diante desse cenário, o MAPA avaliou que manter a exigência da vacinação como requisito obrigatório para a emissão da GTA poderia gerar um impacto significativo no setor. A medida poderia inviabilizar o trânsito de equídeos entre propriedades, centros de treinamento e eventos, além de comprometer a realização de competições e atividades agropecuárias em todo o país.
Para evitar esse risco, o departamento recomendou que as autoridades sanitárias estaduais adotem medidas administrativas locais que suspendam temporariamente a obrigatoriedade da comprovação da vacina contra Influenza Equina para a movimentação dos animais.
Apesar da flexibilização, o Ministério reforça que a orientação possui caráter estritamente transitório. A suspensão deverá permanecer em vigor apenas até que seja confirmada a normalização do abastecimento de vacinas pela indústria farmacêutica veterinária.
O documento também destaca que a decisão busca mitigar impactos econômicos e logísticos na equideocultura brasileira, preservando o funcionamento regular das atividades do setor enquanto o mercado restabelece a disponibilidade do imunizante.
Com a retomada da produção e regularização dos estoques, a recomendação será revogada e a exigência sanitária voltará a vigorar normalmente em todo o território nacional.
Por Redação Portal Cavalus
Foto de chamada: Reprodução/Freepik
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