Saúde & Bem-estar

MAPA investirá mais de R$2,8 milhões em pesquisa sobre Mormo

Na segunda fase da pesquisa Estudo do Mormo no Brasil – caracterização de cepas e antígenos”, Embrapa deve trabalhar no desenvolvimento de uma vacina

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Mais de R$ 2,8 milhões serão investidos pelo MAPA em pesquisa sobre Mormo

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), o convênio de Cooperação Técnica e Financeira entre a Embrapa Gado de Corte e a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) que, através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), disponibiliza investimentos de R$ 2.873.488,28, na segunda fase dos trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e/ou inovação no ambiente agropecuário, sobre o “Estudo do Mormo no Brasil – caracterização de cepas e antígenos”

A Funarbe será responsável pela transferência e operacionalização do recurso para a segunda fase do estudo, decorrente do Termo de Execução Descentralizada (TED), nº 01/2022, firmado entre a EMBRAPA e o Ministério, por meio do seu Departamento de Saúde Animal, em 28 de dezembro de 2022.

Nesta segunda fase sobre o “Estudo do Mormo no Brasil “, a Embrapa deverá trabalhar no desenvolvimento de uma vacina e testes em camundongos até 2026.

Mais de R$ 2,8 milhões serão investidos pelo MAPA em pesquisa sobre Mormo
MAPA disponibiliza investimentos de R$ 2.873.488,28, para a segunda fase do “Estudo do Mormo no Brasil – caracterização de cepas e antígenos”

Trabalho do IBEqui sobre o Mormo

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), Manuel Rossitto, a continuidade da pesquisa deve trazer esclarecimentos técnicos necessários para a revisão do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos (PNSE). “Essa segunda fase do projeto de pesquisa contribui para o melhor entendimento da doença e tem o potencial de ser revolucionário nos novos caminhos a serem seguidos no país, evitando assim a eutanásia de cavalos e contribuindo de forma efetiva com a revisão do PNSE”, explica Rossitto. 

O presidente do IBEqui destaca ainda que não há evidências que esclareçam o impacto do Mormo como doença zoonótica, ou seja, transmitida de maneira natural entre os equídeos e os seres humanos; e que o investimento em pesquisa sobre a doença deve possibilitar o desenvolvimento de uma vacina que ajudará a dinamizar a cadeia produtiva do setor.

“A equipe da Câmara Setorial de Equideocultura do MAPA abriu possibilidade real ao debate sobre a doença, através de um GT. Hoje, vivemos num impasse: na ponta, o proprietário tem certa resistência em abraçar o PNSE como está hoje; já o Judiciário vem apresentando sentenças em que suspendem o processo disciplinado pelo MAPA, e sem rastreabilidade, autoriza a movimentação de animais no país”, aponta Rossito, reforçando que o país precisa de medidas eficazes para avançarmos com segurança na questão do mormo.

Reprodução / IBEqui

Fotos: Reprodução / Pexels

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