O agronegócio paulista iniciou 2026 com desempenho sólido no comércio exterior, registrando um superávit de US$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre do ano. O resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 6,03 bilhões, frente a importações de US$ 1,54 bilhão, consolidando o setor como um dos principais motores da economia do estado.
No período, o agro foi responsável por 38,5% das exportações totais de São Paulo, enquanto as importações representaram apenas 7,4%. O dado ganha ainda mais relevância ao considerar que, no mesmo intervalo, a balança comercial geral do estado apresentou déficit de US$ 5,24 bilhões, evidenciando o papel estratégico do setor para o equilíbrio econômico.
Mesmo com desafios no cenário internacional, como as tensões no Oriente Médio, os impactos sobre o desempenho do agro paulista foram pontuais. Em março, as exportações para a região recuaram 17,5% na comparação anual, enquanto as vendas ao Irã caíram 8,5% no acumulado do trimestre. Ainda assim, o setor manteve sua trajetória positiva, demonstrando resiliência diante de instabilidades externas.
Principais produtos e desempenho do setor
Entre os produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou com 25,6% de participação, totalizando US$ 1,5 bilhão, com destaque para o açúcar. Na sequência, o setor de carnes respondeu por 16,1% das exportações, somando US$ 972 milhões, com predominância da carne bovina.
Os produtos florestais também tiveram forte presença, representando 13,9% das vendas externas, enquanto os sucos, especialmente o de laranja, corresponderam a 8,9%. Já o complexo soja participou com 8,4%, seguido pelo café, que respondeu por 6,9% das exportações do agro paulista.
Apesar do bom desempenho geral, alguns segmentos apresentaram retração em relação ao mesmo período do ano anterior, como sucos, soja, açúcar e café. Por outro lado, setores como carnes e produtos florestais registraram crescimento, mostrando a dinâmica e a diversidade da pauta exportadora.
Mudanças no mercado internacional
Um dos pontos de destaque no trimestre foi a mudança no destino das exportações de açúcar. A Índia assumiu a liderança como principal compradora do produto paulista, substituindo a China, que deixou de figurar entre os principais destinos.
O movimento evidencia a constante reconfiguração dos mercados internacionais e a capacidade do agronegócio brasileiro de se adaptar às demandas globais, mantendo sua competitividade mesmo diante de cenários desafiadores.
São Paulo no cenário nacional
No contexto nacional, São Paulo ocupa a segunda posição entre os estados exportadores do agronegócio, com 15,8% de participação, ficando atrás apenas de Mato Grosso.
O resultado reforça a importância do estado na cadeia produtiva do agro brasileiro e evidencia a força de um setor que, além de gerar riqueza, impacta diretamente diversas atividades, incluindo a equideocultura, que depende de uma base econômica sólida e de cadeias produtivas estruturadas.
Com um início de ano positivo e perspectivas de continuidade, o agronegócio paulista segue como um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e um indicativo da força do campo brasileiro no cenário global.
Fonte: Secretaria de Agricultura de SP
Fotos: Reprodução/Internet
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