Criadores e proprietários de equinos no Estado de São Paulo devem ficar atentos ao prazo da Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre de 2026. A ação, coordenada pela Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, segue até o dia 14 de junho e contempla diversas espécies animais, entre elas cavalos, asininos e muares.
A atualização cadastral é obrigatória e deve ser realizada por todos os produtores rurais que possuam animais em suas propriedades. Além dos equídeos, também devem ser declarados bovinos, bubalinos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, animais aquáticos, colmeias de abelhas e bichos-da-seda.
Segundo dados da Defesa Agropecuária, aproximadamente 55% dos rebanhos paulistas já haviam sido declarados até o final de maio, conforme registros do sistema GEDAVE.
Para o setor equestre, a atualização é fundamental para garantir a regularidade sanitária dos animais e evitar problemas relacionados ao trânsito animal. A não realização da declaração pode resultar no bloqueio da movimentação dos animais e impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para participação em provas, exposições, leilões e demais eventos equestres. Além disso, o produtor pode estar sujeito a sanções administrativas.
A declaração pode ser feita diretamente pelo sistema GEDAVE ou presencialmente em uma das unidades da Defesa Agropecuária distribuídas pelo estado.
Controle sanitário fortalece a equideocultura paulista
Embora a campanha tenha ganhado destaque neste ano pela implementação da contribuição ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC) para bovinos e bubalinos, a atualização cadastral de todas as espécies segue sendo uma ferramenta estratégica para o monitoramento sanitário estadual.
No caso dos equinos, a manutenção de dados atualizados permite maior rastreabilidade dos animais, auxilia no controle de doenças e fortalece a segurança sanitária do setor, especialmente diante do intenso calendário de competições, exposições e movimentações interestaduais que marcam a equideocultura paulista.
A recomendação é que proprietários, criadores e responsáveis por haras, centros de treinamento e propriedades com equinos realizem a atualização o quanto antes para evitar restrições operacionais e garantir a regularidade dos registros junto aos órgãos de defesa sanitária.
Com informações: Secretaria de Agricultura de SP
Fotos: Reprodução/Internet
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