O laçador, que é concorrente direto do brasileiro Junior Nogueira, se prepara para a temporada de verão
O tricampeão mundial de Laço Pé, Jade Corkill passou a maior parte de 2018 em um período sabático auto-imposto. Ele e seu parceiro nas conquistas de 2013 e 2014, Clay Tryan, haviam decidido parar na primavera e Corkill achou melhor não continuar na estrada.
Avançando para junho de 2019, o laçador soma US$ 25.095,88 no ranking mundial de Laço Pé, está em 15° lugar no momento. Ganhou também pelo menos outros US$ 40.000,00 em jackpots esse ano. Pronto para cair na estrada, voltou agora em Reno, com seu novo parceiro, o atual campeão de Laço Cabeça pela PRCA Clay Smith.
Na equação ainda o seu novo cavalo, JLC Royal American. E uma nova e boa perspectiva para o futuro nos próximos meses. Rumo a sua décima National Finals Rodeo. E quem sabe, o quarto título mundial. Ele conta que ano passado sentiu que tudo estava muito bagunçado.
“Nada estava indo bem, nem os jackpots e nem os rodeios. Havia uma série de coisas que eu não conseguia reunir e não sabia o que precisava fazer. A situação me cansou e não estava sendo justo com meu parceiro. Para não estregar a amizade, já que a dúvida era minha, propus que parássemos. Quando decidi que ia ficar em casa e contei ao Clay, veio a sensação de alívio”.
Ninguém acreditava que Corkill realmente fosse ficar parado. Alguns amigos laçadores de cabeça ligavam para ele, mas ele tinha falado sério. Precisava de uma pausa. “Nesse tempo, sabendo que era esse o melhor, me senti bem. Passava meus dias treinando, tentando entender como me conectar mais com meu parceiro”, disse, lembrando que gosta de laçar com parceiros diferentes, é um estilo.

Envolvido com a família em Stephenville, Texas, passando mais tempo com os amigos, Corkill pode acompanhar, por exemplo, os jogos de beisebol dos filhos – Colby, 8, e Kelton, 5. O que não o afastou completamente da indústria. O laçador procurou cavalos novos. Seu ótimo companheiro Caveman estava parado por lesão e ele estava usando Chrome para laçar, talvez muito cedo.
Formar conjunto com demorou um pouco mais do que Corkill esperava. Mas ele estava de olho mesmo em Huey, registrado como JLC Royal American. Ficou em negociação com Travis Graves até que conseguiu comprá-lo. O ele – que já foi dono de grandes cavalos de Pé, como Jackyl, Ice Cube, Caveman e Switchblade – não sabia era como Huey mudaria sua vida.
“Não precisei ajustar nada. Apenas o montei e comecei a laçar. Nos entendemos de cara. E isso me fez entender o que estava faltando, o que tanto tinha dificuldade de compreender um tempo antes, quando decidir passar um tempo em casa”. Essa conexão ele tinha sentido com Ice Cube, cavalo que ele marcou 3s3 durante a NFR de 2009.
Com a nova montaria, ele percebeu o que vinha fazendo de errado e que estava refletindo nos resultados. Além dos treinos, com a mãe e a irmã como parceiras, ele assistiu muitos vídeos. Tudo que ele esteva fazendo de errado, como antecipar a entrada no boi, entre outras coisas, ficaram evidentes.
Nesse tempo de redescobertas, Clay Smith acabou se tornando campeão mundial. Velhos conhecidos, já que Smith já laçou com o irmão mais novo de Jade, Jake Corkill, a parceria dos dois era algo que o cabeceiro ansiava. Fez uma boa temporada de inverno com Jake Long, ganhando dólares suficientes para, praticamente se garantir na NFR, então ligou para Corkill, propondo que laçassem juntos no verão. “Se o atual campeão mundial te faz um convite, você não pode recusar”, sorri Jade.
Ele já havia voltado para as competições. Laçou com Luke Brown na primavera, na Califórnia, somando muitos dólares em jackpots. Nas primeiras laçadas com Clay Smith, ganhou US$25.000,00 no Robertson Hill Open Showdown, marcando uma nova era para sua carreira. “Estou animado.”
Por Chelsea Shaffer/Team Roping Journal
Tradução e adaptação: Luciana Omena
Fotos: Hubbell Rodeo