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Tradição espanhola Las Luminárias protege os cavalos das epidemias

Animais cruzam fogueiras que percorrem a principal rua da cidade para se purificarem

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A cidade de San Bartolome de Pinares, na Espanha, reviveu na noite do dia 16 a tradicional Las Luminarias, uma cerimônia que teve início no século XVIII, quando uma epidemia dizimou a população equina da região.

A cerimônia consiste em ascender fogueiras ao longo da rua principal da cidade, onde cavalos em velocidade atravessam as chamas para assim, evitar epidemias.

Os animais passam pelas chamas sem perder velocidade, um seguido do outro, pisoteando os galhos incandescentes. Seus cascos fazem as faíscas das chamas voarem, hipnotizando o público que se encanta com a atmosfera medieval da cerimônia.

Segundo a tradição, ao passam pelas chamas a fumaça promovida pela queima dos galhos verdes vai promovendo a proteção e purificação dos animais, visto que, quando a tradição começou os cavalos que adoeciam e morriam com as infecções eram queimados.

As chamadas “Chamas Purificadoras” são promovidas na véspera do Dia de San Antón Abad, o santo padroeiro dos animais. Por toda a Espanha são realizadas missas para abençoar os animais nesta data.

Em outras cidades do país também se acendem fogueiras, mas em datas diferentes e sem os cavalos, também com o intuito de relembrar as epidemias e a peste.

Apesar de muito criticada pelos defensores dos animais, os organizadores garantem que a cerimônia não faz mal aos cavalos.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Correio Braziliense

Fotos: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP

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Você sabia que os cavalos são usados para a produção de soros?

Eles são utilizados pois possuem uma capacidade maior de produzir anticorpos, são mais resistentes e têm tamanho adequado

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O uso de anticorpos produzidos por cavalos vem desde 1901. No final da década de 1890, quando a descoberta da soroterapia trouxe a cura para a difteria, doença que se espalhava rapidamente entre as crianças e matava metade daquelas que adoeciam. Para elaborar esses medicamentos, eram utilizados anticorpos produzidos por animais.

Como os casos de difteria no século 19 eram inúmeros, a produção de soro em grande quantidade se tornou necessária, e os cientistas perceberam que precisavam usar um animal robusto para o trabalho. E ficou a pergunta: qual bicho poderia ser usado para essa finalidade? É aí que o cavalo entra na história.

Os mamíferos, que possuem um sistema imune bem parecido entre si, têm uma capacidade maior de produzir anticorpos e acabam sendo mais resistentes. Há também uma questão simples de tamanho: quanto mais sangue o animal possui circulando no corpo, maior é a quantidade de plasma (parte do sangue em que ficam os anticorpos) e, portanto, maior é a produção de soro.  

Os cavalos têm o tamanho e a força necessária para tolerar bem todo o processo de obtenção do plasma. E, mais ainda, são calmos e fáceis de controlar, e podem ser treinados para a atividade que os cientistas precisam.

Como funciona a produção de soro?

O processo começa quando são aplicadas no cavalo pequenas doses contendo o veneno, vírus ou bactéria a ser combatido pelo organismo humano; o cavalo produz o anticorpo contra a doença ou as toxinas do veneno; o plasma do animal, rico em anticorpos, é coletado. Esse plasma passa por procedimentos químicos e físicos até se tornar um soro que pode ser usado para tratar a saúde de pessoas.

O Butantan produz 13 tipos de soros diferentes, entre antiofídicos (contra veneno de cobra), antiescorpiônico (escorpião), antiaracnídico (aranha e escorpião), antilonômico (lagarta), antidiftérico (difteria), antitetânico (tétano), antibotulínico (botulismo) e antirrábico (raiva), além de versões combinadas. E desde 1901 conta com a ajuda dos cavalos para isso. Eles ficam na Fazenda São Joaquim, propriedade do Butantan no interior de São Paulo, e trabalham como se estivessem doando sangue, sendo retirada apenas uma quantidade de plasma que não prejudica o animal. Depois de todo o processo, eles ficam 40 dias apenas descansando e comendo.

Em 2018, a coleta de plasma dos cavalos foi automatizada, melhorando a qualidade da matéria-prima. Atualmente, ela é feita por meio de plasmaférese, um processo no qual os veterinários utilizam um equipamento que coleta o sangue, separa o plasma que contêm os anticorpos e devolvem ao animal as hemácias, plaquetas e outros elementos, tudo isso feito em um ciclo contínuo, de modo que o cavalo não fica debilitado com a retirada do plasma.

Como é a coleta de plasma para a produção do soro

Os cavalos trabalham em grupos e cada grupo atua na produção de um soro específico. Se em um conjunto foi feita a coleta para o soro antirrábico, por exemplo, esses animais sempre serão usados para este propósito.

Geralmente, os cavalos do Butantan não são de raça específica. Os cavalos passam por um processo de aprovação (critérios como altura mínima, peso proporcional, exames de sangue e cuidados veterinários também são importantes nesse momento) e cabe ao Butantan selecionar estes futuros doadores de plasma.

Os cavalos começam a doar plasma a partir dos cinco anos de idade e se aposentam com mais ou menos 20 anos. E eles são muito bem tratados: são sempre escovados, vacinados, bem alimentados e monitorados para não terem vermes ou parasitas.

Por: Assessoria Butantan

Fotos: Divulgação

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Projeto de equoterapia já auxiliou mais de 600 crianças e jovens com necessidades especiais

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Projeto de equoterapia já auxiliou mais de 600 crianças e jovens com necessidades especiais

O amor de uma jovem por cavalos crioulos e seu desejo de revolucionar o mundo de crianças com necessidades especiais, resultou na fundação da EquoSorriso – Equoterapia e Equitação Lúdica, em 2013.

Criada como uma homenagem ao legado de Rubia Collect, que faleceu aos 17 anos, a Organização da Sociedade Civil (OSC), que oferece equoterapia para potencializar crianças e adolescentes para a vida social, familiar e escolar em São José dos Pinhais/PR, recebeu esse nome devido aos largos sorrisos estampados no rosto da adolescente.

A instituição iniciou suas atividades após a família de Rubia encontrar um pré-projeto para crianças com necessidades especiais em meio aos seus materiais escolares. Seus familiares já tinham o hábito de auxiliar em projetos sociais e, para atribuir um novo sentido às suas vidas, transformaram o sítio em que moravam, no interior do Paraná, em um espaço de acolhimento e esperança.

“Quando a criança senta no lombo do cavalo, há uma conexão, as crianças com deficiência são hipersensíveis e cria-se uma conexão entre a coluna do cavalo e a coluna da criança”, explica Rosana Collect, diretora e fundadora da EquoSorriso.

A equoterapia é um método terapêutico que utiliza uma abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação para promover o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência.

Dados da Associação Nacional de Equoterapia mostram que o método é indicado para doenças genéticas, neurológicas, ortopédicas, musculares e clínico metabólicas, sequelas de traumas e cirurgias, doenças mentais, distúrbios psicológicos e comportamentais e distúrbios de aprendizagem e linguagem. 

Benefícios físicos e emocionais

As atividades equestres foram qualificadas como regeneradoras por Hipócrates, considerado o pai da medicina, no período de 458 a 377 a.C. Em seu livro Das dietas, ele menciona os benefícios da equitação à saúde e a recomenda para preservar o corpo humano contra doenças e como tratamento para distúrbios do sono.

A equoterapia foi trazida ao Brasil em 1971, pela fisioterapeuta e especialista em equitação Gabriele Walter. Em 1997, foi reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil (CFM), sendo incorporada a programas de reabilitação para pessoas com necessidades especiais.

De acordo com a Associação Nacional de Equoterapia, o cavalo ajuda na obtenção de ganhos físicos e psíquicos e a utilização de todo o corpo do praticante auxilia no relaxamento e na conscientização corporal, contribuindo com o desenvolvimento da força muscular e com o  aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

“A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima”, informa a Associação.

Atualmente, a EquoSorriso já atendeu mais de 600 crianças, a partir de dois anos de idade. Os diagnósticos são diversos e incluem desde restrição à mobilidade, paralisia cerebral, depressão, displasia e síndromes raras. Para realizar seu trabalho interdisciplinar, a OSC possui profissionais de fisioterapia, psicologia, pedagogia e de equitação.

O fisioterapeuta é o responsável pela parte motora, a pedagoga estimula a parte lúdica e sensorial e o psicólogo realiza um atendimento voltado às famílias, já que muitos comportamentos apresentados pelos jovens refletem situações que ele presencia em sua residência. 

Mentoria individualizada e que respeita às necessidades de cada criança

As sessões de equoterapia têm duração de uma hora e cada criança recebe um programa individualizado e preparado conforme o diagnóstico e suas necessidades.

Periodicamente, o programa é revisado e adaptado de acordo com o progresso, estagnação ou regresso da criança. “Os estímulos da equoterapia atingem o cerebelo, que é a parte do cérebro responsável pela coordenação motora e pelo equilíbrio. A gente chama isso de abrir caixinhas”, completa Rosana.

Contemplar o belo, desfrutar do contato da natureza e fantasiar são apenas algumas atividades que ocorrem em uma sessão de equoterapia. A conexão com o meio ambiente e com o cavalo ajudam os jovens a evoluir psicologicamente, pois também lidam com questões emocionais.

Segundo a  pedagoga da EquoSorriso, Carla Agulham, a equoterapia ajuda na cognição, na memória, em comportamentos estereotipados e enraizados. A profissional utiliza as estações (momentos de parada de cada sessão) para introduzir desafios às crianças e jovens. 

Para Carla, a natureza exerce um papel fundamental no progresso dos praticantes: “A principal diferença em relação à sala de aula, é o emparedamento, o jovem vive de cabeça baixa voltada para o celular. Quando conheci a EquoSorriso, trabalhava no Centro Municipal de Atenção Educacional Especial em Estimulação e Avaliação Precoce. Percebi como estamos pobres de contato porque a maioria das pessoas que vai até a Equo Sorriso mora em apartamento, está emparedada. A equoterapia abre a percepção do indivíduo e isso é encantador. A natureza pode oferecer suporte com seriedade e de uma forma muito lúdica”.

Além da equipe multidisciplinar, a EquoSorriso recebe voluntários do Projeto Comunitário da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Mais de mil alunos da instituição já colaboraram com o trabalho da EquoSorriso. Ao longo de sua trajetória, a organização atendeu mais de 500 crianças e jovens nas sessões de equoterapia. Mais informações, entre em contato pelo (41) 99753-4439 ou pelas redes sociais Instagram ou Facebook.

Por: Assessoria de imprensa

Fotos: Divulgação

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Rainha Elisabeth comemora 96 anos ao lado de seus pôneis

A rainha Elisabeth comemora suas bodas pouco mais de dois meses depois de completar 70 anos no trono, o reinado mais longo do Reino Unido

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Rainha Elisabeth comemora 96 anos com uma foto com seus pôneis

Em comemoração ao 96º aniversário da rainha Elisabeth, uma nova foto dela com dois de seus amados pôneis foi lançada durante a discreta comemoração realizada em Sandringham, seu retiro rural em Norfolk, na Inglaterra.

A rainha Elisabeth comemora suas bodas pouco mais de dois meses depois de completar 70 anos no trono, o reinado mais longo do Reino Unido.

Tirada nos terrenos da Fortaleza de Windsor no mês passado, a foto revela a rainha Elisabeth em pé com dois de seus pôneis favoritos, Bybeck Nightingale e Bybeck Katie, na entrada de uma enorme árvore de magnólia em plena floração no início da primavera.

A foto foi lançada pelo Royal Windsor Horse Present, que a rainha Elisabeth frequenta anualmente desde 1943 e foi tirada por Henry Dallal, que foi contratado para tirar um retrato oficial dela para marcar seu nonagésimo aniversário.

A monarca, que completou 96 anos ontem, viajou para Wooden Farm na propriedade Sandringham em Norfolk, onde o príncipe Philip passou sua aposentadoria antes de sua morte aos 99 anos.

A rainha era uma especialista em cavalos quando jovem e seu amor pelos animais é uma atividade que ela compartilhou com sua mãe.

Elisabeth sempre gostou de cavalos e era particularmente interessada em corridas. Ela mostrava reações muito sinceras às vitórias e derrotas durante as competições, como desta vez, em que ela foi fotografada torcendo por um cavalo em 8 de junho de 1978.

Os funcionários estão ‘movendo céu e terra’ para garantir que a rainha Elisabet, mesmo debilitada pelo avançar da idade, possa participar da corrida de maior prestígio do ano: o Epsom Derby. 

Isso inclui alterar a rota de seu automóvel oficial para que ele possa parar instantaneamente do lado de fora da arquibancada, fazendo um breve passeio de alguns metros até a reta elevada para acessar seu assento.

Uma fonte mencionou que a monarca ‘na verdade está totalmente decidida a comparecer’. O Derby no sábado, 4 de junho, é sem dúvida uma das celebrações oficiais em todo o país durante o fim de semana do jubileu de quatro dias e que tem um significado especial para a rainha. A corrida é uma das muitas 5 ‘Clássicas’ que ela ainda não venceu, tendo completado o segundo lugar com Aureole em 1953 – apenas 4 dias após sua coroação.

O lendário jóquei real Willie Carson, 79, mencionou que poderia ser um ‘conto de fadas’ para ela finalmente vencer o Derby. “Você não sabe, ele lá em cima pode simplesmente supor que já é hora de ela ter um vencedor do Derby”, disse ele no hipódromo de Epsom essa semana.

Ela pode ser saudada na corrida por uma guarda de honra formada no monitor por 40 jóqueis que montaram para Sua Majestade.

Por: Camila Pedroso

Fonte: https://snbc.online// G1

Fotos: SNBC

Foto Capa: henrydallalphotography.com

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Cavalo é transportado dentro de trem urbano na Índia

Proprietário resolveu “facilitar as coisas” e transportou seu cavalo dentro do vagão lotado. Vídeo viralizou na internet

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Quem tem cavalos atletas sabe como é complexo locomover os animais para as provas. Preparar o caminhão, pensar no trajeto, nas paradas de descanso…

Mas um indiano resolveu “facilitar as coisas” no transporte de seu cavalo e a aventura viralizou na internet.

Gafoor Ali Mollah e seu animal foram participar de um prova de corrida em Dakshin Durgapur, 23 km de Netra, cidade que sediava a corrida, na Índia.

E para transportar seu animal de volta pra casa, Mollah resolveu embarcar com ele em um trem urbano lotado.

A carona foi registrada pelos passageiros e viralizou. Mas, a aventura não acabou muito bem para Mollah.  

Vídeo de Mollah e seu cavalo viralizou

O que diz a lei sobre o transporte de cavalo?

Pelas leis indianas, os animais não podem ser transportados no trem comum, precisam ser colocados em um vagão exclusivo. Por isso, Mollah foi preso por delitos previstos na Lei de Ferrovia da Índia.

Segundo as leis do país, apenas cachorros e gatos podem ser transportados dessa maneira no país, mas em vagões de primeira classe.

Já pensou se a moda pega?

Por: Camila Pedroso

Fonte: UOL

Imagem: India Today

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Como e onde surgiu o cavalo doméstico?

Pesquisa divulgada no periódico Nature revela que ele teria surgido no Sul da Rússia e se espalhado rapidamente pela Europa e Ásia. Mais de 100 pesquisadores participaram da pesquisa.

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Você já parou para pensar qual é a origem dos cavalos domésticos?

Pois mais de cem cientistas em dois continentes diferentes realizam uma vasta pesquisa para responder essa pergunta. O estudo foi publicado em 20 de outubro no periódico Nature.

Antes de tudo, o líder do estudo Ludovic Orlando, arqueólogo molecular da Universidade Paul Sabatier, em Toulouse, na França, e seus colegas de pesquisa reconstruíram genomas de cavalos antigos a partir de esqueletos encontrados em sítios arqueológicos que vão de Portugal a Mongólia.

De antemão, a resposta encontrada é que o cavalo doméstico teria surgido no sul da Rússia, com a espécie Equus caballus.

Sul da Rússia

Durante a pesquisa, uma região situada ao sul da Rússia chamou a atenção. Localizada perto dos rios Volga e Don, a região possui diversas criações de gado e já possuía evidências arqueológicas indiretas sobre a domesticação dos cavalos.

Mas, essa nova pesquisa revelou, por meio da análise dos DNA encontrados nas ossadas, que os cavalos domésticos podem ter sua origem na região entre 4,7 e 4,2 mil anos atrás. 

Frequentemente, os moradores dessa região migraram para novos locais e levavam com eles os cavalos que domesticavam. Com isso, essa nova linhagem de cavalos se espalhou para a Europa Ocidental e Ásia Oriental.

Segundo o líder do estudo, essa migração foi realizada rapidamente, quase da noite para o dia e não ao longo de milhares de anos.

“Conforme as linhagens de cavalos domesticados se expandiam, substituíam todas as linhagens anteriores que viviam nas regiões da Eurásia. Com isso, o cavalo doméstico que conhecemos hoje é a espécie que predominou”, afirma o arqueólogo.

Passo a passo da pesquisa

Orlando e sua equipe internacional realizaram suas pesquisa em museus e sítios arqueológicos, reunindo material para testar 273 genomas encontrados pela Europa e Ásia Central.

Imediatamente, as descobertas anteriores a cinco mil anos atrás revelaram uma grande diversidade de cavalos domésticos, que segundo a pesquisa, surgiu quando os humanos passaram a criar seletivamente os animais que tinhas características como resistência, docilidade e capacidade de suportar o corpo humano.

Logo depois, com estes ajustes genéticos, fizeram com que o animal ficasse semelhante ao que conhecemos hoje.

Dessa forma, com a domesticação dos cavalos, os humanos passaram a viajar distâncias mais longas, fazendo com que o comércio e o intercâmbio entre as sociedades se intensificassem.

O pesquisador responsável pela pesquisa afirma que essa possibilidade de viajar com os cavalos acabou desenvolvendo a “primeira experiência de globalização” humana. O mundo ficou menor, pois os cavalos diminuíam as distâncias.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Pixabay

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Curiosidades

Cientistas identificam primeiro animal híbrido criado por humanos

Kungas foram desenvolvidos através do cruzamento de uma burra e um jumento selvagem para puxar as carroças reais

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Pesquisadores encontraram em Umm el-Marra, no norte da Síria uma série de fósseis de esqueletos equinos. A ossada foi retirada de um complexo funerário real de 2600 a.C.

A descoberta, realizada em 2000, revelou que os ossos estavam longe de ser os cavalos que conhecemos, pois eles só chegaram à Ásia aproximadamente 500 anos depois. O misterioso animal foi batizado de kunga.

Os pesquisadores observaram que o animal estava representado em diversos materiais artísticos da época o que representava sua importância para a sociedade.

Entretanto, os pesquisadores queriam saber qual era a origem destes animais e, 20 anos após a descoberta, um grupo formado por arqueólogos, paleontólogos e geneticistas analisaram o DNA dos fósseis e descobriram que ele era um híbrido de burro e jumento-selvagem-sírio.

Este estudo foi publicado na revista Science Advances e é a evidência mais antiga da relação dos humanos coma criação de animais híbridos.

Ainda de acordo com o estudo, os povos dessa região queriam animais fortes, capazes de puxar carroças de guerra. Entretanto, os burro não se dava bem em situações de perigo e os jumentos selvagens eram impossíveis de serem domados. A solução encontrada foi o cruzamento dos dois animais.

O kunga se tornou símbolo de status na antiga Mesopotâmia, sendo oferecido como dote em casamentos reais, pois seus valores eram seis vezes maiores que os dos burros.

A mãe do kunga era uma burra e o pai um jumento e como em outras espécies hibridas, ela era estéril.

Outro híbrido, uma mula descoberta na Turquia, conhecido agora como o segundo mais antigo, teve suas origens reveladas em 2020 pelo mesmo grupo de pesquisadores.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

Fonte: gizmodo.uol.com.br/ umsoplaneta.globo.com

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Você conhece as cinco raças com os maiores cavalos do mundo?

Realizamos uma pesquisa e listamos os maiores exemplares de cavalos. Brasil possui seu representante

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Big Jake, cavalo mais alto do mundo, morre aos 20 anos

Existem cavalos das mais variadas raças. Uns mais altos, fortes, atléticos, dóceis, cada um com uma característica que o permite desenvolver diversas atividades como trabalho no campo, cavalgadas, esportes, entre outros.

Você sabia que existem raças com cavalos muito altos e fortes? Preparamos uma lista com cinco raças para você conhecer. Confira!

O maior cavalo do mundo

Big Jake, um exemplar da raça Belgian Draft, desaparecido em 2010, foi considerado pelo Guines Book o maior equino vivo do mundo, com 2,10 metros e pesando mais de uma tonelada.

Big Kake pertencia a um fazendeiro de Wisconsin, EUA.

Antes dele, o recorde pertencia à Luscombe Nodram, ou simplesmente ‘Noddy’, que mede 2,05 m e pesa 1,5 toneladas.

Raças com maiores exemplares

A raça Shire, originária da Inglaterra, é reconhecida como a maior dentre todas as raças. Devido ao seu grande porte, resistência e inigualável força, o cavalo Shire era utilizado para puxar carroças que transportavam todo tipo de carga através de terrenos irregulares, por vezes, cobertos de neve.

Originalmente, era a raça de cavalo mais utilizada para conduzir as carroças carregadas com cerveja, desde os produtores até os bares ingleses.

Outra raça com animais enormes são os Clydesdales. Originária da Escócia, são semelhantes ao cavalo Shire, mas com pernas mais longas.

Os animais dessa raça medem 1,60 metro de altura na cernelha. Muito ativo e forte, de temperamento disposto e equilibrado, apresenta-se nas pelagens zaino, zaino negro, negro ou tordilho.

Ele era utilizado para o transporte de todo e qualquer tipo de carga pesada no século 18.

Os Percheron, raça francesa, originária de Perche, também se destaca pelo tamanho dos animais.

O animal é referência em seu país por se tratar de uma típica raça de cavalo de tração, e a mais conhecida das raças equinas francesas. É um animal bem proporcionado, com ossos duros e de pé firme e forte, utilizado para carruagens e trabalho.

Seu tamanho pode variar entre 1,40 m e 1,60 m de cernelha.

Outra raça com exemplares grandalhões é a Suffolks. Desenvolvidos por fazendeiros ingleses das cidades de Suffolk e Norfolk, na Inglaterra, em 1800, eles eram utilizados para trabalhos de tração nas fazendas.  

O tamanho médio de um exemplar da raça é de 1,70m de altura e seu peso gira em torno de 810 kg.

Por fim, e não menos importante, temos o Australian Draught, raça nacional de cavalos da Austrália que se desenvolveu principalmente para uso em fazendas.

Seus exemplares possuem franjas nas patas e chegam facilmente a quase uma tonelada.

Representante brasileiro

O Brasil também possui seu exemplar de cavalos grandes. Um exemplar da raça Campolina pode ir de 1,58 m a 1,75 m de altura e pesar 500 kg.

Apesar da altura, eles são menos pesados devido ao seu corpo mais atlético.

Conhecido como “Grande Marchador Brasileiro”, o animal é o resultado de vários anos de seleção e cruzamentos de raças de cavalo feitos por Cassiano Campolina, um rico fazendeiro do Estado de Minas Gerais, no Brasil. O criador começou seus esforços para criação da nova raça de cavalos nos anos 1870.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Você conhece a história da ferradura?

No início, objeto era produzido com plantas transadas e couro

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Tão essenciais na vida dos cavalos, as ferraduras possuem seu surgimento muito difícil de se datar ao certo.

As primeiras evidências histórias são de 400 A.C., quando os egípcios e persas, ao domesticar os cavalos, perceberam a importância de proteger o casco do animal e passaram a produzir “ferraduras” de capim trançado e amarradas com cordas nos cascos do animais.

Os romanos também tinham a sua própria versão de ferraduras, chamadas “hipposandais”. Eram produzidas com couro e sola de ferro e eram amarradas ao redor do boleto.  

Na Ásia, para aliviar os ferimentos sofridos em decorrência das atividades, os cavaleiros equipavam seus cavalos com uma espécie de sapatos feito de plantas trançadas.

Ferradura de ferro

O surgimento do ferrageamento com ferro e cravos é datado dos séculos VI e VII. Em várias partes da Europa, devido ao clima frio e úmido, os cavalos tinham dificuldade de se locomover neste tipo de terreno, dando origem ao sapato de metal. Não se tem descrito em qual região, pois devem ter surgido em várias ao mesmo tempo, uma influenciando a outra.

Tubalcaim, segundo o livro de Génesis 4-22, foi o primeiro ferreiro que se tem evidências.

Na China, em 2000 A.C., os Mongóis ferravam seus cavalos. Eles tinham muitas habilidades com o aço.

Já na Itália, em 300 A.C., na Ilha de Taranto, existia uma moeda esculpida com um cavalo com o casco sendo examinado, comprovando que a região estava atenta à importância de cuidar dos cascos no animal.

O exército Romano, entre os séculos VIII e IX D. C., possuía uma lista de matérias e equipamentos para ferrar seus cavalos, segundo evidências históricas.

Em 400 D.C., segundo historiadores, surgiram os primeiros vestígios de ferrageamento frequente nos animais. Até então, eram apenas adornos utilizados em cavalos e guerra.

Na Roma Antiga XXVIII D.C., Nero ordenava que seus cavalos fossem ferrados com ferraduras de ouro e os de sua esposa com ferraduras de prata. Na França século IX, indícios levam a crer que os cavalos só eram ferrados em ocasiões especiais ou para batalhas.

Por volta de 2500 A. C., os cavalos de guerra que eram normalmente amarrados em carros, tinham que ser equipados com algum tipo de equipamento de proteção para os pés produzido em couro.

Contudo, em 1000 D. C., principalmente na Europa, é que a prática de ferrar os cavalos se difundiu. Elas eram produzidas de ligas de bronze leves, tinham a forma recortada e seis orifícios para as unhas.

Com o passar do tempo, dois furos para as unhas forma adicionados ao formato da ferradura, resultando em uma forma mais ampla e pesada.

No século XIV, as ferraduras passaram a ser uma mercadoria comum, vendida em grandes quantidades na Europa medieval.

Produção em massa

No século XIX, foi desenvolvido uma máquina que produzia ferraduras em massa, oferecendo uma enorme vantagem durante as guerras.

Em 1835, os Estados Unidos patentearam pela primeira vez uma máquina de ferraduras. Ela era capaz de produzir 60 unidades por hora.

Durante a Guerra Civil Americana ocorrida entre 1861 a 1865, a produção em massa de ferraduras foi uma vantagem significativa para o exército do norte. Eles adquiriram uma máquina de produção de ferraduras, deixando seus cavalos melhor equipados se comparados aos do sul, resultando em sua vitória.

As ferraduras se tornaram um sucesso comercial em 1900, devido ao surgimento da equitação esportiva. Durante os Jogos Olímpicos deste ano, o hipismo foi introduzido nos jogos, promovendo uma expansão nas vendas de ferraduras.

Por: Camila Pedroso

Fonte: mundoecologia.com.br/ comprerural.com

Fotos: Internet/ Pixabay

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Competição de fantasias com cavalos movimenta Jockey Clube do Espírito Santo

Proposta do evento foi agregar a família capixaba aos esportes equestres

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Uma competição de fantasias entre famílias e seus cavalos. Este inusitado concurso aconteceu no sábado (11), no Jockey Clube do Espírito Santo, na Praia de Itaparica, Vila Velha, na capital do Estado.

Organizado pela WR Equitação, o “Concurso de Cavalos à Fantasia” teve o objetivo de eleger o cavalo, junto com o participante, com a fantasia e apresentação mais inovadora.

Realizado há cinco anos, o evento pra lá de inusitado bateu recorde de inscritos. Ao todo foram 29 conjuntos que abusaram da criatividade em fantasias para os humanos e seus cavalos.

O desfile contou com duas categorias individual e equipe, em que as fantasias deveriam conversar entre si.

A proposta da organização do evento é agregar a família capixaba aos esportes equestres.

Os participantes inovaram nas fantasias, com temas natalinos, vikings e até piratas.

Os campeões

Kissia Ramos e Bernardo Lemuel, fantasiados de mamãe Noel, elfo ajudante e as renas, foram os grandes vencedores do concurso.

O segundo lugar foi para a fantasia com o tema “O Mágico de Oz”, de Eduarda Netto, de 16 anos.

Por: Camila Pedroso

Fotos: @nettoeduarda 

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Resgate de cavalo por helicóptero?

Exército da Suíça realiza teste para resgatar seus animais que atuam nas montanhas do país

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Você sabia que na Suíça, em pleno século XXI, o exército do país, o Swiss Army, ainda utiliza tropas montadas especializadas em ações nas montanhas?

O país é uma das poucas nações no mundo a utilizar os cavalos e possui um dos melhores treinamentos para operações em montanhas. O motivo é a versatilidade do animal nestes tipos de ações.

As ações realizadas pela tropa são diversas, desde a contenção de rochas de uma construção anti deslizamento de terras até o impedir o avanço de uma coluna blindada ou derrubar aeronaves que se aventurem pelos espaços das montanhas que cercam o país.

Entretanto, o que fazer com estes animais se eles sofrem algum tipo de lesão? Pois as montanhas de lá possuem mais de 1.700m de altitude.

A Força Aérea da Suíça realizou uma ação que chamou a atenção: um teste para resgate de um cavalo com um helicóptero. O objetivo da ação era testar se a técnica pode ser utilizada para transferir os animais mais rapidamente ao hospital veterinário.

Segundo o site do exército suíço, os testes foram realizados em parceria com a Faculdade de Veterinária da Universidade de Zurique.

Como içar em segurança o animal?

O principal objetivo do teste era saber qual seria a inclinação e velocidades adequadas para transportar o animal em segurança. O primeiro cavalo teve seu corpo quase coberto por uma roupa especial, tapando também seus olhos para evitar pânico durante o trajeto. Foram testadas cordas de suspensão de diferentes comprimentos e redes especiais.

Apesar de balançar com o vento, o animal não ficou agitado.

Na segunda fase dos testes, foram içados três cavalos de uma vez, por um helicóptero Super Puma, usando botas protetoras.

A Suíça é reconhecida internacionalmente pelos seus esforços para resgatar seus cavalos, afirmou o diretor de cirurgia equina da Universidade de Zurique, Anton Fürst.

Os testes concluíram que os animais não podem voar a uma velocidade maior que 130 km/h e agora todos os animais do exército poderão ser resgatados pelo helicóptero, se necessário.

Por: Camila Pedroso

Fotos: VBS/DDPS/Sam Bosshard

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