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Você sabia que cavalos brasileiros já correram a final mundial da PRCA?

Conheça as histórias de Buzina, Pocotó, Play e Timeto Catch e suas participações no momento mais importante da temporada americana do rodeio completo

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Estar na National Finals Rodeo é o sonho de muitos competidores. A final mundial do rodeio completo da PRCA acontece todos os anos no final do ano nos Estados Unidos. Reúne, portanto, os mais pontuados do ranking em cada uma das modalidades. Mas, você sabia que cavalos brasileiros de Laço Individual já participaram dessa competição?

Conheça as histórias de Buzina, Pocotó, Play e Timeto Catch, cavalos brasileiros e suas participações no momento mais importante da PRCA
Buzina e Cory Solomon

Buzina

Aos dois anos de idade, Cactus Pine ‘Buzina’ foi para as mãos do treinador brasileiro Nilton Braga. “Era um potro com conformação perfeita e linhagem aberta. Domado em casa, percebi precocidade em inteligência e agilidade. Sem dúvida, até hoje um dos três melhores cavalos que já montei”, relembra o laçador.

Em 2004, seu ano de estreia nas pistas, Buzina ganhou tudo, rodeios importantes, inclusive o título de campeão Potro do Futuro. Então, quatro meses antes de embarcar para os Estados Unidos em 2005, ganhou Barretos. “Logo depois que chegamos, ele sofreu um acidente que o deixou parado por 60 dias. Assim que recuperou totalmente fomos a um rodeio e ganhamos”, conta Nilton.

Em seguida, a dupla participou do circuito americano, uma vida estrada a fora competindo em rodeios e provas por lá. “Vários campeões como Trevor Brazile, Fred Withfield, Clint Cooper, me pagaram diárias para laçar nele. Foi questão de tempo até chegar à NFR. De 2010 a 2013, foi o primeiro entre os cavalos brasileiros de laço na competição, e participou ao lado de Cory Solomon”.

Pocotó

Daniel Carvalho viu o Pocotó pela primeira vez em um rodeio na cidade de Pedro Leopoldo/MG. Assim, algum tempo depois, em 2008, com a dica dos amigos Marinho e Beto Bobeda, ele comprou o cavalo, que considera um animal acima de média em diversos quesitos.

O destino, então, fez com que o treinador tivesse contato com americanos que vieram ao Brasil. “Em 2013, organizei e ajudei a traduzir o curso de laço com Stran Smith, Tuf Cooper e Clif Cooper. O Stran me pediu pra montar o Pocotó e correu uma prova com ele na semana seguinte. Meses depois, voltou ao Brasil decidido a levar o cavalo e não teve jeito”, recorda o brasileiro.

Essa foi a mesma época em que o norte-americano conheceu o laçador brasileiro Marcos Alan Costa. Foi todo mundo para os Estados Unidos e dai para frente só sucesso. “Sem dúvida, uma realização tremenda ver um cavalo que foi meu no maior rodeio do mundo e ainda sob a sela do meu amigo Marcos Alan ajudando a trajetória dele lá”, conta Daniel.

Conheça as histórias de Buzina, Pocotó, Play e Timeto Catch, cavalos brasileiros e suas participações no momento mais importante da PRCA
Cory Solomon e Play – Foto: André Silva

Play

Play Lil Peppys JA foi o parceiro durante 12 anos do brasileiro Eduardo Peres e hoje está nas mãos de Cory Solomon nos Estados Unidos. Em 2020, entrou para a lista dos cavalos brasileiros na NFR de última hora e fez bonito na competição.

O cavalo desembarcou nos Estados Unidos em outubro de 2019. De criação do Haras Atalla, o cavalo foi para as mãos de Eduardo Peres com dois anos de idade. “Eu o treinei e entre os muitos títulos, fomos campeões Potro do Futuro ABQM 2009”, lembra Du Peres.

Até que apareceu a oportunidade de venda para o Cory Solomon, através do Henrique Merlin, que é o veterinário da Fazenda Alegria. “O Henrique nos ajudou nesse intermediação e o Cory comprou o cavalo em setembro de 2019, um mês depois o Play já estava por lá”.

A estreia da dupla na PRCA foi em 2020. “O mais bacana é que ele comprou o cavalo por vídeo, sem experimentar, tudo na confiança”.

Classificado em 16° lugar no ranking mundial, Cory entrou na lista da NFR logo após Caleb Smith testar positivo para Covid-19. Ele e Play fizeram uma grande NFR, somaram 95s20, terceira melhor média da etapa, e como resultado, encerraram a temporada em quinto lugar.

Conheça as histórias de Buzina, Pocotó, Play e Timeto Catch, cavalos brasileiros e suas participações no momento mais importante da PRCA
Frederico Werneck e Timeto Catch – Foto: Ross Hecox

Timeto Catch

De acordo com a Western Horseman, Timeto Catch WA é um dos melhores cavalos de Laço Individual das arenas da AQHA e da PRCA. E ele começou sua carreira no Brasil. Nascido em 1992, dos criadores Think A Mite A Ranch, depois de ganhar o potro do futuro, fez Rédeas nas mãos do brasileiro Franco Bertolani.

Aos cinco anos de idade, parou nas mãos do treinador brasileiro Frederico Werneck ainda no Brasil. Ou como diz, o destino levou Timeto Catch até ele. A partir de 1999, Fred o apresentou e ganhou diversas provas, até que sua proprietária o levou para a fazenda. Em 2007, Timeto Catch voltou, agora sendo Fred seu proprietário.

Anos depois, surgiu a oportunidade de mudar-se de vez para os Estados Unidos e o brasileiro levou Timeto Catch com ele. Blair Burk, amigo de Fred, ajudou a dupla a se estabelecer na Terra do Tio Sam e começou a correr os rodeios da PRCA com o cavalo, até que chegou à NFR de 2007. Em 2009, foi a vez de Tyson Durfey, outro fã dos cavalos brasileiros, correr a NFR com Timeto Catch.

Colaboração: PRO Tie Down Roping e Western Horseman
Crédito da foto de chamada: André Silva

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Você sabia que a Missa do Vaqueiro tem origem com o ‘Rei do Baião’?

Realizada desde 1970, é um evento religioso, tradicional na cultura popular do sertão pernambucano

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Uma tradição cinquentenária, pela primeira vez a Missa do Vaqueiro aconteceu sem público em 2020. A pandemia da Covid-19 interrompeu, momentaneamente, a tradição de reunir centenas de vaqueiros em Serrita/PE. Contudo, uma celebração simbólica marcou os 50 anos do evento idealizado pelo ‘Rei do Baião’.

De fato, essa celebração teve origem a partir do desaparecimento do vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, cantor e compositor pernambucano. Considerado de muita coragem do Sertão nordestino, Jacó foi assassinado traiçoeiramente em 1954 nas caatingas do Sítio das Lages, distrito do município de Serrita.

A primeira homenagem de Luiz Gonzaga foi a música ‘A morte do vaqueiro’. Criada a fim de lembrar a morte do e imortalizada no LP ‘Pisa no Pilão (Festa do Milho)’ de 1963. Sete anos depois, o ‘Rei do Baião’ voltou a homenageá-lo criando, junto com o padre João Câncio, a Missa do Vaqueiro.

Realizada desde 1970, a Missa do Vaqueiro é um evento religioso, tradicional na cultura popular do sertão pernambucano, ideia do Rei do Baião

Celebrada sempre no terceiro domingo do mês de julho, ao ar livre, em um local onde foi construído um altar de pedra rústica em forma de ferradura. Vaqueiros de vários estados do Norte e Nordeste se confraternizam diante da fé cristã. Todos de gibão, chapéu de couro e perneira, como se vestem tradicionalmente. Celebrando bravura, dedicação e a fé do homem sertanejo.

Além da Missa, os vaqueiros participam da tradicional Pega do Boi. Para a cidade, é uma alegria, já que a programação começa uma semana antes com Vaquejada, banda de pífanos, zabumbeiros, sanfoneiros, comida típica, exposição de artesanatos.

Para 2020 não passar em branco então, a Fundação Padre João Câncio, que organiza o evento, preparou uma peça musical Rezas do Sol com artistas que gentilmente de suas casas realizaram uma Live transmitida pelo Youtube.

Fonte: basilio.fundaj, diariodonordeste
Crédito das fotos: Divulgação/G1 e Diário do Nordeste

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Cavalos que têm ligação com o Brasil foram finalistas em prova importante

O NRCHA Celebration of Champions, primeiro grande evento da NRCHA de Working Cow Horse da temporada nos Estados Unidos, tem em sua programação o World’s Greatest Horseman

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‘O Melhor dos Melhores’! Esse é, sem dúvida, o ponto alto do NRCHA Celebration of Champions, primeiro grande evento da NRCHA de Working Cow Horse da temporada. O curioso na edição 2021, no entanto, foi a presença entre os finalistas de dois cavalos que têm ligação com o Brasil.

O World’s Greatest Horseman, traduzindo de forma literal, quer dizer: Maior Cavaleiro do Mundo. Isso porque o cavaleiro e seu cavalo em um mesmo evento competem em quatro diferentes provas. Mostram para os juízes, então, suas habilidades no trabalho de rebanho (cowhorse), trabalho de rédeas, trabalho com gado (apartação) e guia de parada (laço).

De 58 cavalos das classificatórias, 11 chegaram à final e dois cavalos que têm ligação com o Brasil

CSR Lay Down Sally é irmã própria de Dual Patron, de propriedade do Haras Império. Enquanto a mãe de Dual Chexx, Starlight Chex, é de propriedade de Valtoir Ferreira da Silva e mãe de Real Starlight Gun, campeão Potro do Futuro da ANCR.

CSR Lay Down Sally, apresentada por Chris Dawson, encerrou a sua participação em quinto lugar. Sua melhor prova na final foi Steer Work, ou seja, o trabalho com o laço. Antes de mais nada, seus pais são Dual Spark e Look At Her Glo, reprodutores também de propriedade do Haras Império, de Cassilândia/MS. Dual Patron, que é do criatório e também está no Brasil, é um cavalo ganhador em provas de laço, assim como seus pais produziram outros campeões nessa modalidade.

Sexta colocada, apresentada por Jake Gorrell, Dual Chexx é filha de Starlight Chex. A matriz compõe o plantel do criador Valtoir Ferreira da Silva, do Haras Gravataí, no Rio Grande do Sul. Entre outros, Starlight Chex é mãe de Real Starlight Gun, de Joana Azevedo. Os dois foram campeões do Potro do Futuro da ANCR Amador em 2018 e são os atuais campeões Nacionais de Rédeas pela ANCR Amador 2020.

Fonte: NRCHA e Plusoneandahalf
Na foto de chamada: CSR Lay Down Sally/crédito: Reprodução/Instagram

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Você conhece os presidentes dos EUA que gostam de cavalos?

Desde que foi criado em 1789, o cargo já foi ocupado por 45 pessoas e cinco eram apaixonados e muito ligados aos cavalos

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O presidente dos Estados Unidos é o chefe de Estado e chefe de governo do País. Dessa forma, alguns deles ao longo de mais de 230 anos tinham nos cavalos uma forma de lazer. Imagine só, comandar a maior nação do planeta deve ser algo estressante. Por outro lado, para alguns era instrumento de trabalho.

Desde que foi criado em 1789, o cargo de presidente dos EUA já foi ocupado por 45 pessoas e 5 gostam de cavalos e eram apaixonados por eles
Entre os presidentes dos EUA que gostam de cavalos, o famoso Theodore Roosevelt – Foto: friendsofsagamorehill

Desde os primórdios

Como general das forças armadas, andar a cavalo era uma obrigação para o presidente George Washington (1789-1797). Ele começou a cavalgar muito jovem e tinha um profundo respeito por seus parceiros equinos. Durante a Guerra Revolucionária, preferiu montar seu cavalo, Nelson. No entanto, a maioria das pinturas o mostra em seu cavalo tordilho, Blueskin.

O 18° presidente, Ulysses S. Grant (1869-1877), tinha uma incrível habilidade para cavalgar. Dessa forma, sempre foi muito estimado por sua proficiência a cavalo. Ele não era apenas um cavaleiro, mas também um treinador. Ou seja, conhecido por sua habilidade para manejar cavalos. Há rumores de que com apenas 7 anos de idade, Grant ensinou um potro, até então xucro, a puxar um trenó a fim de carregar lenha em apenas um dia.

Como presidente, Theodore Roosevelt (1901-1909) mantinha vários cavalos nos estábulos para que sair e cavalgar a hora que quisesse sozinho ou com os filhos. Ele cresceu cavalgando em fazendas nas Dakotas (Sul e Norte). Roosevelt  fez parte ainda dos Rough Riders (Primeiro Regimento de Cavalaria Voluntária dos Estados Unidos) na Guerra Hispano-Americana.

Desde que foi criado em 1789, o cargo de presidente dos EUA já foi ocupado por 45 pessoas e 5 gostam de cavalos e eram apaixonados por eles
Lyndon B. Johnson também está entre os chefes de estado da nação americana que gostam de cavalos – Foto: historic_imagery

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Lyndon B. Johnson (1963-1969), o 36° presidente, cresceu no trabalho com gado em uma fazenda no Texas. A casa da fazenda na propriedade, inclusive, tinha o nome de Casa Branca do Texas. Famoso por criar gado Hereford, o Rancho LBJ participava de exposições e seus animais tinham grande valor. Ao longo de sua carreira política, ele ajudaria a manter o rancho, local em que foi quando se aposentou.

Já o presidente Ronald Reagan (1981-1989) usou cavalos para fazer uma pausa em sua carreira política. Tanto é verdade, que criou a Unidade Montada de Serviços Secretos. Ele era dono de um rancho em Santa Bárbara, Califórnia, conhecido como ‘Ranch in the Sky’. Sua esposa Nancy também era vista cavalgando ao lado dele.

Fonte: Cowgirl Magazine
Na foto de chamada: George Washington|Crédito: thesummitlighthouse

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