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Associações sugerem criação de entidade “agregadora” do segmento

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Proposta foi apresentada durante a segunda rodada da série “Horse Debates Equestres”, com a participação dos presidentes do Mangalarga, Árabe e BH

A segunda rodada da série “Horse Debates Equestres” reforçou, mais uma vez, a necessidade da criação de um entidade “agregadora” do segmento. Desta vez, o bate-papo – promovido pela Revista Horse – contou com a participação dos presidentes das associações do Mangalarga, Luis Ópice, do  Árabe, Rodrigo Forte, e do Brasileiro de Hipismo, Luís Flores.

Acima de tudo, o ponto mais defendido foi da necessidade de haver uma maior aproximação e, consequentemente, articulação das associações de raças de cavalos no Brasil. Isso, sem dúvida, como forma de enfrentar os antigos problemas do setor.

O assunto já havia sido comentado no primeiro debate, com a participação dos presidentes do Quarto de Milha, Mangalarga Marchador e Crioulo. Agora, voltou a ser cogitado no encontro que reuniu os dirigentes de outras raças.

Desta vez, a proposta sugerida inclui a formação de uma entidade “guarda-chuva” , com a participação de todas as associações, para representar o segmento.

Entidade agregadora

A proposta de formação de uma entidade “agregadora” foi apresentada pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM), Luis Ópice.

Para ele, essa seria a melhor forma de resolver questões antigas, como, por exemplo, um melhor alinhamento nas questões sanitárias. Além disso, com relação aos ajustes necessários das barreiras alfandegárias impostas pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), segurança na condução das regras de bem-estar animal, entre outros. 

“Não temos uma associação brasileira de raças equinas. É uma lacuna que, enquanto essa associação não for criada, qualquer outra tentativa, como a sugerida pelo presidente Caco Auricchio não se sustenta”, afirmou Luis Ópice se referindo a uma colocação do presidente da ABQM, Caco Auricchio. No debate anterior, Caco defendeu o que chamou de uma liderança mais “horizontal”, juntamente com outras entidades do agronegócio, como Sociedade Rural Brasileira (SRB) e o Instituto Pensar Agro (IPA).

Ainda de acordo com Ópice, não só a questão das normas sanitárias, mas também o Mormo e o ICMS cobrado da equinocultura pago em operações interestaduais. “Acho que está na hora de mostrar ao governo muito mais demandas, apresentar muito mais pontos que possibilitem um crescimento como um todo. Depois que terminar essa pandemia, vamos marcar um jantar, convidar todos os presidentes de associações e vamos discutir”, concluiu.

Ideia compartilhada

A proposta de união, que já havia sido um dos temas principais do primeiro debate, também foi compartilhada pelos presidentes da ABCCA e ABCCBH, Rodrigo Fortes e Luiz Flores, respectivamente.

“O nosso setor é muito grande, muito forte, mas é bastante desunido entre as associações. Creio que não precisamos esperar a pandemia terminar, a gente pode realizar uma boa reunião on-line e começar a debater assuntos de comum interesse das associações, do cavalo no Brasil”, pontuou Forte.

Já Luiz Flores, presidente do BH,  ressaltou a importância da iniciativa do jornalista Marcelo Mastrobuono da Revista Horse com a realização da série de debates.

“Abriu os olhos da maior parte dos presidentes de associações. A gente não está se unindo, não está mostrando a nossa força. Tem que se unir e lutar por questões de interesse comum, como a exportação de cavalos. A gente tem que ter uma liderança”, finaliza.

Caso você não tenha dito a oportunidade de acompanhar o segundo debate ao vivo, acima, você encontra a íntegra do programa. Confira!

Fonte: Revista Horse
Crédito da foto: Divulgação/Revista Horse

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