Um esporte não muito conhecido, nem muito divulgado para o grande público, mas quem chega logo no comecinho dos eventos da ABQM, certamente já viu um pouquinho

 A prova exige resistência, velocidade e adestramento. É disputada simultaneamente por dois conjuntos – cavalo e cavaleiro  – que devem fazer o percurso no menor tempo possível.  É  uma modalidade bem interessante, com regras singulares e oferece uma adrenalina igual ou maior que as demais provas.  Foi criada no Brasil, na época em que o Quarto de Milha estava entrando no país. Como neste período ainda não existia a fotocélula, a disputa era simultânea (dois por vez), o que facilitava reconhecer o campeão, já quem chegasse primeiro, ganhava.

Os dois conjuntos partem ao mesmo tempo. Foto: Beto Negrão

A prova começa com uma fase classificatória, onde os concorrentes fazem o percurso individualmente, classificando-se os melhores tempos. Há a presença de dois juízes, um na largada e outro na chegada. Após essa tomada de tempo, formam-se chaves, ou seja, os competidores correrão em dupla e essa fase ainda será eliminatória. É feito um corte, dependendo do número de inscritos, antes de formarem as chaves.

Foto: Nelson Sevilheira/ABQM

Para a segunda fase passam uma quantidade de competidores baseada na regra matemática múltiplo de dois (um múltiplo de um número inteiro é o produto deste número por um outro número inteiro. Exemplo: 0, 2, 4, 8, 16… ). Então se houverem 17 inscritos, o que tiver maior tempo será cortado e as chaves serão formadas por 16 competidores. Para essa segunda fase, o maior tempo corre contra o menor. No nosso exemplo, o 16° contra o 1°; o 15° contra o 2° e assim sucessivamente.

A partir dessa fase, não valerá mais o tempo e sim quem chegar primeiro. Os ganhadores de cada chave permanecem e os perdedores são desclassificados. Formam-se novas chaves, dessa vez o ganhador da primeira chave com o da última e assim por diante. A prova transcorre até que sobrem duas chaves. Nessa fase, ninguém mais é eliminado. Os perdedores voltam para disputar terceiro e quarto lugares e os ganhadores, primeiro e segundo. Sempre a disputa simultânea, até que reste um vencedor.

Na tomada de tempo, a pista já está montada com os dois percursos e o competidor escolhe o lado que quiser. Quando competem em dupla, quem tem o menor tempo, tem direito a escolher o lado que vai correr. Nesse momento, vale usar estratégia para vencer seu oponente, já que você pode escolher o lado em que o cavalo do outro é melhor, tentando neutralizá-lo. Se houver penalidade, ganha quem tiver derrubado menos tambores. Se as penalidades forem iguais, ganha quem tiver chegado primeiro. Erros de percurso, por exemplo, podem desclassificar o conjunto.

Animais que não têm muita velocidade, mas têm muita resistência, são indicados para a prática dos Cinco Tambores. E quem, no Brasil – e no Quarto de Milha -. é um nome forte neste esporte? Ele, claro, Vagner Simionato, que pratica a modalidade desde que ela começou a ser realizada nas competições.  Ele avalia o grau de dificuldade. “É uma prova demorada, que necessita de muita resistência, tanto do cavalo como do cavaleiro. São muitas passadas em um curto espaço de tempo”. Os cavalos também devem ser calmos, pois há o fator brete, local de onde partem para o percurso.

Prova pela Associação do Mangalarga. Foto: cedida

São poucas provas por ano. Além da ABQM, alguns núcleos regionais realizam provas de Cinco Tambores.. Outras raças, como Mangalarga, Paint Horse, também tem a modalidade em seus eventos. Não é comum vermos, mas que é uma disputa cheia de adrenalina, isso é!!!!

Por Luciana Omena

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