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Desafios dos Esportes Equestres no Mundo em Transformação

Orlando Filho, médico veterinário e consultor em equideocultura e agronegócios – EquiAgro, faz uma análise nesse artigo sobre o mercado equestre frentes às tendências de bem-estar animal

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Análise do mercado equestre frente às tendências de bem-estar animal.

O esporte equestre é uma atividade eminentemente cultural em diversas
regiões do mundo, obviamente, possuindo suas particularidades, as quais
basicamente foram originadas e moldadas através da utilização dos equídeos
para fins bélicos, caça e lida no campo, este último com presença marcante até
os dias atuais.

Segundo dados dos últimos Censos Agropecuários – IBGE, respectivamente
dos anos de 2006 e 2017, os equinos utilizados para trabalho no Brasil não
estão somente associados à atividade pecuária como a criação de bovinos,
mas também em outras atividades como produção de lavouras, produção
florestal, horticultura, dentre outras. Assim sendo, as estimativas mais recentes
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a cerca da
divisão do efetivo de equinos no país apontam que 78% da tropa são de
animais para lida (trabalho) e 22% são animais destinados ao esporte, lazer e
criação.

No entanto, mesmo com um efetivo menor em comparação aos animais de
trabalho, são os equinos de esporte e lazer que movimentam economicamente
a maior fatia deste mercado. Ou seja, são os consumidores relevantes,
justamente pela representatividade e grande participação junto à sociedade
como um todo. Com essa relevância e grande exposição, os questionamentos,
principalmente sobre questões técnicas e éticas, são inevitáveis e atualmente
se mostram mais frequentes.

Exemplo claro e recente é a decisão da União Internacional de Pentatlo
Moderno (UIPM), entidade que rege essa modalidade olímpica, em excluir a
prova de hipismo da modalidade, após a ONG global PETA (People for the
Ethical Treatment of Animals) encaminhar ao Comitê Olímpico Internacional
(COI) pedido de exclusão da prova que é uma das modalidades disputada com
outras quatro provas no pentatlo moderno. Situação gerada pela polêmica da
acusação de agressão a um cavalo durante as Olimpíadas de Tóquio 2020.

No Brasil, situações em que ocorrem questionamento e intervenções por parte
da sociedade em questões relacionadas aos esportes equestres não são
incomuns. Mesmo com a existência de um extenso aparato legal a fim de
garantir, regular e normatizar as atividades esportivas equestres, é sabido que
diversas provas das mais diferentes modalidades, realizadas em todos os
cantos do país, têm sofrido com este cenário. A priori modalidades com
participação de bovinos tendem a ser o maior alvo, justamente devido à
presença desse terceiro envolvido além do conjunto cavalo e cavaleiro.
Contudo, as demais modalidades equestres também acabam sendo alvos e
não escapam dos olhares vigilantes da sociedade.

Nos dias atuais, cada vez mais a sociedade reconhece a importância de se
preservar a integridade de todos os animais que estão em convívio com os
seres humanos, bem como, de se exigir medidas que visem à ética e o respeito
aos animais. Nesse sentido, setores do agronegócio sequem essa tendência
de atenção ao bem-estar animal, conceito que vem progressivamente tomando
conta dos debates em todo o mercado do Agro. Logo a equideocultura e
especificamente o segmento dos esportes equestres tiveram ações evolutivas
com relação a suas leis e normativas específicas que, sem dúvida, trouxeram
um verdadeiro avanço do princípio jurídico, estabelecendo o direito de regular
as condutas do setor equestre de maneira razoavelmente previsível e estável,
deste modo propiciando a segurança jurídica. Porém, ainda assim, os
enfrentamentos judiciais com relação a questionamentos sobre o bem-estar
dos animais que participam das atividades é uma realidade latente deste
mercado.

E por que isso ocorre? Não se trata de algo simples de se esclarecer, mas, cabe aqui uma consideração relevante na tentativa de ampliarmos um pouco mais o tema.

E por que isso ocorre? Não se trata de algo simples de se esclarecer, mas,
cabe aqui uma consideração relevante na tentativa de ampliarmos um pouco
mais o tema.

No cenário atual que vivemos, criou-se uma barreira entre ideias, propósitos e
atitudes diferentes, dificultando que haja o mínimo de sensatez. Em outras
palavras, em todas as esferas da sociedade existem grupos favoráveis e
grupos radicalmente contrários aos esportes equestres. Com isso, as leis, que
possuem a função de controlar, regrar e legitimar, muitas vezes acabam por
ser contestadas e até mesmo desafiadas por grupos contrários, trazendo luz ao
tema para grande parte da sociedade que por sua vez buscam esclarecimentos
e atitudes positivas do setor. Pois, a obtenção de uma licença formal dos
órgãos governamentais e o atendimento aos requisitos regulatórios, não são
suficientes para os esportes equestres obterem e manterem uma chamada
Licença Social para Operar

O conceito Licença Social para Operar (LSO) vem ganhando espaço nas
publicações acadêmicas nas últimas duas décadas, e sendo amplamente
empregado por diferentes setores como a mineração, fabricação de papel e
celulose, geração de energias alternativas e na agropecuária. No setor
equestre pesquisadores australianos, da Central Queensland University,
interpretam esse cenário socioeconômico da seguinte maneira:

O público questiona se os esportes deveriam estar acontecendo na sociedade
de hoje, se tiver apoio público suficiente, ou “licença”, para a operação, e se os
esportes continuarem, as organizações realmente atenderão ao bem-estar
requerido pelos cavalos?” (Ames, K & Thomas, M. 2018).

Em meio a esses fatores, e conjecturando uma perspectiva otimista e realista,
é possível acreditar que a sustentabilidade dos esportes equestres será sim
possível, desde que haja a busca pelo equilíbrio ético e econômico das ações e
que o controle técnico das condições adequadas para o desenvolvimento dos
esportes equestres sejam medidas fundamentais para garantir o bem-estar dos
animais e o sucesso da atividade. Ainda assim, para almejar a conservação
dos esportes, Confederações, Federações, Associações de Raça, Associações
de Modalidades e Organizadores de provas deverão assumir a
responsabilidade de dialogar com a sociedade e fornecer informações sérias e
de fontes técnicas através de ferramentas de boas práticas, possibilitando a
legitimidade da atividade, o consentimento da sociedade e confiança de todos.
Com tudo, os esportes equestres devem perdurar e evoluir, mas para isso o
bem-estar animal deverá estar em primeiro lugar e o esporte em segundo
lugar.

Referências:

AMES, K. & THOMAS, M. Sports horse welfare and social licence to operate Informing communication strategies. Equestrian cultures in transition Leeds Beckett University, UK 19 -21 June, 2018.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário – 2006. Rio de Janeiro, 2006.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário – 2017. Rio de Janeiro, 2017.

MAPA – MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. 2016. Revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo. Brasília, 2016.

UIPM – UNION INTERNATIONALE DE PENTATHLON MODERNE. 2021. Disponível em:

< https://www.uipmworld.org/news >. Acesso em: 25, nov. 2021. 

Por: Orlando Filho, Médico Veterinário e Consultor em Equideocultura e Agronegócios – EquiAgro Consultoria @equiagroconsulroria / equiagro@hotmail.com

Fotos: Pixabay

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O Centro Avançado de Podologia Equina recebe clínica com Mark Caldwell

Considerado um dos maiores especialistas do mundo em ferrageamento e morfologia dos cascos, ferrador apresenta seus conhecimentos durante a Clínica Internacional realizada neste final de semana

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Entenda a importância do planejamento financeiro e diário na vida do ferrador

O Centro Avançado de Podologia Equina, em Tietê/SP, recebe entre os dias 21 e 22 de janeiro uma Clínica Internacional, e a grande estrela do curso é um dos maiores especialistas do mundo em ferrageamento e morfologia de cascos, o ferrador Mark Caldwell.

Membro da England’s Farrier Team e professor titular da Myerscough School of Farrier, é o responsável pelo desenvolvimento do programa BSc (Hons).

Foi juiz e examinador do WCF e entrou para o Internacional Horseshoeing Hall of Fame em 2015.

Caldwell também é membro da Worshipfull Company of Farriers e recentemente concluiu um estudo de doutorado em morfologia do casco como indicador preditivo de patologia na University of Liverpool Veterinary School.

O ferrador ministrou palestras e demostrações de técnicas avançadas de ferrageamento em todo o mundo.

Detalhamento das atividades

No sábado, 22, às 7h30, será ministrada uma aula de anatomia e fisiologia dos cascos, seguida de uma palestra e demonstração com cavalos e slides sobre equilíbrio do casco, estalico e dinâmico, usando o mapeamento do casco para identificar a orientação interna dos principais componentes anatômicos.

No segundo dia, também às 7h30, a palestra e demonstração serão sobre protocolo prático de corte e como e o por que o casco se distorce. Como controlá-lo?

Em seguida, será realizada uma apresentação de demonstração do uso de ferraduras com artifícios para o tratamento de patologias em tecidos moles.

Inscrições e informações sobre o curso oelo telefone (11) 99660-6362 ou pelo e-mail behoofvet@gmail.com.

O Centro Avançado de Podelogia Equina está localizado na Rondon Saúde Anima, no KM 147 da Rodovia Marechal Rondon, Tietê/SP.

Por: Camila Pedroso

Foto: Arquivo

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Centro de Equoterapia clama por novos padrinhos

Instituição está com quatro crianças carentes precisando de apoio financeiro para realizar o tratamento

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O Centro de Equoterapia de Bauru/SP está precisando de apoiadores. A instituição recebeu quatro pacientes carentes que precisam de auxílio financeiro para realizar o tratamento de equoterapia.

Segundo a coordenadora do projeto Sabrina Lombardi Martinez Breslau, uma das crianças está com 15 anos e possui esclerose múltipla, uma doença que faz com que o paciente vá, aos poucos, perdendo os movimentos do corpo, e como ela é de uma família bem humilde, não consegue arcar com os custos do tratamento.

A segunda criança é um menino de 7 anos, autista, vindo do estado de Pernambuco, em situação de abandono familiar e que mora em um abrigo da cidade.

A terceira e quarta crianças são um casal de gêmeos, que também sofrem de autismo e são de uma família carente.

“São crianças especiais que precisam da ajuda da equoterapia para alcançarem algum conforto de suas doenças”, explica Sabrina.

Como ajudar?

Para ser padrinho de uma das crianças, basta entrar em contato com o Centro de Equoterapia pelo telefone (14) 99745-7556. Entretanto, explica a coordenadora, a instituição precisa saber por quanto tempo o padrinho poderá contribuir e com qual valor. “Isso acontece pois como é um tratamento, eu não posso dizer a família venha este mês, mas no próximo eu não sei. Precisa ter uma continuidade. Quanto mais padrinhos, maior será o tempo do tratamento das crianças”, explica Sabrina.

Ainda de acordo com a coordenadora, a tabela do Coffito (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), o valor do tratamento mensal de Equoterapia é de R$ 728 por mês. Como o centro conta com o apoio de algumas instituições e possui o fornecimento gratuito de ração, é possível baixar o valor para R$ 450.

“Por exemplo, se conseguirmos nove padrinhos doando R$ 50 por mês, teremos o valor de R$ 450, o equivalente ao tratamento de uma criança por mês. Estes tratamentos são longos, então precisamos de apoio constante para levantar os valores”, explica Sabrina.

Centro de Equoterapia de Bauru

Instalado na Hípica Bauru, o centro oferece há 21 anos terapia de equoterapia a crianças e adultos.

Possui uma equipe completa habilitada pela Ande Brasil com fisioterapeuta, psicóloga, instrutor de equitação em equoterapia, zootenista, terapeuta ocupacional, auxiliares e guia.

A instituição atende hoje 20 pacientes, sendo 70% por apadrinhamento, 20% por meio de ação judicial contra os planos de saúde e 10% particular.

Para se tornar um padrinho, basta entrar em contato pelo telefone: (14) 99745-7556 ou pelo Instagram: https://www.instagram.com/centrodeequoterapiabauru/

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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3° Curso de Horsemanship e Cuidados Gerais reúne apaixonados por cavalos em Avaí/SP

Ministrados por Aluísio Marins e Claudio Ceola, as atividades possuem vagas limitadas e começam neste sábado (15). Serão dois dias de cursos

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O Haras Agae, em Avaí/SP recebe o 3° Curso de Horsemanship e Cuidados Gerais, neste sábado e domingo (15 e 16), a partir das 8.

Aluísio Marins, fundador da Universidade do Cavalo (UC), médico veterinário e treinador, ministrará o curso de Horsemanship, e Claudia Ceola, médica veterinária técnica da Guabi, ministrará o curso sobre cuidados gerais no dia a dia com o cavalo.

Nestes dois dias de aprendizado, os participantes poderão conhecer técnicas para reconhecer o comportamento natural do cavalo; aprenderão a gerar confiança e segurança no redondel, dessensibilização, como preparar e colocar uma sela corretamente, como montar corretamente com segurança tanto para o potro quanto para o domador, além dos primeiros exercícios de doma em cavalos.

Já durante o curso de Cuidados Gerais, o público poderá ter acesso as técnicas de alimentação, suplementação e bem-estar de seu animal.

Horsemanship

Palavra de origem inglesa, horsemanship é resultado da junção de três palavras: horse, que significa cavalo; man, homem em inglês e ship, que é relacionamento. Ou seja, horsemanship traduzindo é o relacionamento entre o cavalo e o ser humano.

Assim como em uma relação entre humanos, que é preciso compreender e conhecer as características do outro indivíduo para se relacionar, com o cavalo a ideia é a mesma.

A técnica define que é preciso conhecer o animal, suas características e personalidade e, por meio da paciência, estabelecer uma relação com ele.

Assim como os indivíduos, os cavalos possuem suas dificuldades e um horsemen (especialista em horsemanship) precisa compreender e trabalhar essas características apara conseguir que o animal execute as atividades propostas.

O curso possui vagas limitadas. Para mais informações ou inscrições pelo telefone: (14) 99779-7387.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo/ Divulgação

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Pandemia adia mais uma vez a 14ª edição do Encontro de Muladeiros de Iporá (GO)

Crescimento do número de casos e surto de gripe na região levaram autoridades a mudar a data do evento

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Diferente do que a maioria das pessoas imaginava, infelizmente, a pandeia da Covid-19 não deu trégua em 2022 e, diante do aumento do número de casos, aliado ao surto de gripe H3N2, a Associação Muladeiros do Oeste Goano (AMOG), organizadora da 14ª edição do Encontro de Muladeiros de Iporá (GO), cancelou o evento que seria realizado entre os dias 25 e 30 de janeiro.

A decisão, tomada em conjunto com a prefeitura de Iporá e o governo de Goiás, foi tomada visando a priorização da saúde da população local bem como dos visitantes e participantes do encontro.  

A nova data do 14ª edição do Encontro de Muladeiros de Iporá (GO), deverá ser agendada entre abril e maio.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) anunciou a decisão em sua conta no Twitter. “Diante do atual cenário, em conversa com o prefeito de Iporá, Naçoitan, o presidente da Amog, David Melo, e líderes do setor, decidimos adiar o encontro e reagendar para uma data ainda a ser definida para o grande encontro de muladeiros que seria realizado no final deste mês na cidade”, publicou o governador de Goiás.

Segundo adiamento

Ano passado, a diretoria da AMOG também adiou o evento em virtude da pandemia. Na ocasião, o encontro seria realizado tradicionalmente em janeiro, mas mesmo com o início da vacinação houve consenso de que o evento deveria ser adiado para este ano.

Histórico do evento

Em sua última edição, em 2019, o Encontro de Muladeiros de Iporá reuniu apaixonados pelas mulas do Brasil e do exterior. Para se ter uma ideia da dimensão da festa, o número de pessoas que visitou a cidade neste período foi 3 vezes maior que sua população local que é de um pouco mais de 30 mil habitantes, segundo dados do IBGE.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Quanto vale o meu cavalo?

Confira algumas sobre o que levar em consideração ao vender seu animal

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Conheça algumas curiosidades sobre o cavalo Árabe

Quanto vale o meu cavalo? Na hora de comercializar seu animal essa pergunta martela na cabeça de todos. Afinal, precificar um animal não é uma tarefa fácil.

O primeiro ponto que vem a nossa cabeça é a raça do animal. Se o cavalo é registrado em uma associação de raça, seu valor de marcado será maior.

Outro ponto que devemos levar em consideração é a raça do animal. Cavalos das principais raças do Brasil e do mundo possuem um valor diferenciado no mercado. Em parâmetros mundiais, são consideradas as principais raças de cavalos o Quarto de Milha, Cavalo Árabe, Puro Sangue Inglês, Puro Sangue Lusitano, Andaluz, Percheron e Appaloosa.

Já para o mercado nacional, podemos adicionar a essa lista o Mangalarga Marchador, Mangalarga e o Campolina.

Pelagem

A pelagem do animal é um ponto importante na valorização do cavalo. Um exemplo claro são os animais com a cara branca. Em uma situação envolvendo dois animais irmãos próprios, porém um deles com a pelagem da cara na cor branca, e o outro uma pelagem alazão, este com a cara branca terá mais valor de mercado que o irmão.

Atualmente, estão em alta no mercado pelagens das cores palomino, rosilho e tordilho, valorizando os animais que possuem essa característica.

Genética

No interior, é comum você ser abordado com a pergunta: você é filho de quem? Para os cavalos, essa pergunta é ainda mais importante, visto que o sangue que corre nas veias também conta na valorização do animal. Pais campeões, mãe filha de pai campeão, avôs campeões também impactam no preço.

Por isso é muito importante analisar essas informações antes de adquirir seu animal. No site das respectivas raças você consegue encontrar todas as informações pertinentes a filiação do animal, além de suas conquistas.

Local de nascimento

Parece bobagem, mas não é. Animais oriundos de haras de renome possuem mais valor de mercado que animais de propriedades desconhecidas, mesmo sendo irmãos próprios e de mesma pelagem.

O mesmo vale para a região. O Brasil é um país muito grande e cada região possui sua raça de preferência. Por isso, animais da raça Crioula, por exemplo, terão maior valor de mercado no sul do país do que no norte. O mesmo vale para modalidades. Cavalos de Vaquejada, por exemplo terão mais valor no nordeste do que no sul do pais.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Shady Leo, uma lenda do cronômetro na reprodução

O jornalista Abdalla Jorge Abib, escreve em sua coluna no Portal Cavalus sobre Shady Leo

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Mesmo desaparecido há 21 anos ocupa, em todos os tempos, a 9ª colocação do Ranking da ABQM, como pai, e líder absoluto, como avô

Texto: Abdalla Jorge Abib

Nascido em 1978, Shady Leo mostrou sua versatilidade como atleta a partir de 1982, sendo premiado em Rédeas, Apartação e dois anos após também em Western Pleasure. Filho da lenda Shady Apolo Bars e a reprodutora Miss Tonta Leo (Bufferin’s Leo), foi criado pelo Haras 4 Irmãos, em Bauru (SP), passando para o plantel do dr. Marcio Tolentino (Haras ST) em dezembro de 79, onde serviu as matrizes de sua propriedade por longos anos. Esse garanhão teve toda sua vida reprodutiva nessa região do Estado de São Paulo e em julho de 1996, após 16 anos e meio, foi transferido em parceria para Fazenda Caruana, dos titulares Fauzet e Paulo Farha, que se tornaram seus últimos proprietários até ocorrer seu desaparecimento em 28 de janeiro de 2000.

Leia mais em:

Na reprodução deixou um imensurável legado, principalmente em relação aos animais voltados às modalidades cronometradas, o que fez seu nome ser conhecido por todo o Brasil.

Um dos grandes líderes de estatísticas em todos os tempos

Mesmo desaparecido há 21 anos, Shady Leo ocupa atualmente a nona colocação no Ranking da ABQM, comprovando também sua versatilidade como pai de 134 produtos – a maioria veio a óbito – que totalizaram ao longo do tempo 6.296 pontos em 16 modalidades. Distribuídos assim: Três Tambores 3637 pontos, representando 57,8% do total; Seis Balizas 2188 pontos; Cinco Tambores 127; Ranch Sorting 91,5; Laço Individual 90; Rédeas 61,5; Laço em Dupla 28; além de Laço Individual Técnico; Western Pleasure; Apartação; Maneabilidade e Velocidade; Team Penning; Laço Pé e Cabeça; Vaquejada; e Conformação.

Entre os inúmeros craques nas pistas que acumularam mais de 100 pontos em campanha e que atingiram o Registro de Mérito Superior em Tambor e Baliza, destacam-se as fêmeas: Cromita MA 10, que somou 734,5 pontos; Kromita Comka 2F, com 450 pontos; ST Analeo (345,5 pontos); Sally Shady (197,5); Fofinha San (168,5); She’s A Shady (166,5); Henna Leo SZ (146); Fascinação Moon PI (118,5); Shady Sally Times FF (105,5); ST Creekita (105,5). Já entre os machos aparecem: Filito 2F, com 217 pontos; Thunder Leo Bar 3J, 148 pontos; e Rick RF, com 125 pontos; além dos castrados: Shady By Creek (406,5 pontos); Special Shad Jay WA (160,5); Fighter Zan PI (115); First Class Zan PI (106,5); Fireball Leo PI (103); entre tantos outros.

O nº 1 como avô materno e paterno

Sua marcante qualidade genética o coroou também como um excelente avô, seja materno ou paterno, ocupando o ponto mais alto do ranking. Pela ABQM superou todas as expectativas, acumulando mais de 63,5 mil pontos em 1986 netos em campanha. Em relação ao SGP – Sistema de Gerenciamento de Provas, que é baseado na soma da premiação em valores, Shady Leo é o líder como Avô Paterno, passando da casa dos R$ 14,3 milhões, e como Avô Materno, com mais de R$ 6,3 milhões.

Justíssima homenagem

Por todo o desempenho reprodutivo deste ícone da raça no Brasil, a ABQM lhe concedeu em 2012 o título de Hall da Fama. E na ocasião desta homenagem, o dr. Marcio Tolentino destacou curiosidades conhecidas por poucos sobre o cavalo. “Sem dúvida o Shady Leo foi o maior fenômeno na criação brasileira do Quarto de Milha de Trabalho, particularmente nos Três Tambores. Sua mãe morreu antes que ele completasse dois meses e foi criado na mamadeira, pois quando ela foi levada ao Pruden Haras para ser coberta com o Show a Chick veio a falecer. O carinho e atenção dos tratadores daquele haras manteve o potro vivo até voltar para o Haras 4 Irmãos, do dr. Heraldo Pessoa, seu plantel criador”.

Por Abdalla Jorge Abib – jornalista e design gráfico, que atua há 45 anos com experiência e dedicação à agropecuária e ao cavalo Quarto de Milha. Foi editor e produtor da revista oficial da ABQM por mais de 33 anos
E-mail: ajabibeditor@hotmail.com| Instagram: abdallajorgeabib | Facebook: abdallajorgeabib
Crédito da imagem: Anielo Pernice (in memoriam)

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Acreditar sem ver

Marcelo Pardini, em sua coluna da semana, comenta sobre a a importância de acreditarmos nos sonhos e colocarmos amor em tudo o que desejamos

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Aos pensamentos que divagar e, principalmente, às ações que executar, coloque o mais nobre dos sentimentos, o amor

“Acreditar no que você pode ver e tocar… não é acreditar de verdade. Acreditar no que é invisível… é um triunfo e uma bênção”. A emblemática frase de Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos, faz total sentido, haja vista que muitos dos nossos sonhos ainda estão por realizar. Podemos (e devemos) criar as imagens daquilo que queremos, projetar as nossas mentes a tais situações, colocarmo-nos na desejada cena e, sobretudo, agirmos corretamente e na velocidade adequada para a conclusão dos nossos objetivos. É preciso sermos gratos a cada passo dado, pois o hoje é agora! Então, que mandemos a dúvida, o medo e a tristeza embora!

A capacidade de nos reinventarmos é aflorada quanto maiores são os desafios a serem enfrentados. “A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo, sem ficar superado”, disse outrora o sábio físico alemãoAlbert Einstein.

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Aos pensamentos que divagar e, principalmente, às ações que executar, coloque o mais nobre dos sentimentos, o amor. Ame agora, ame sempre, ame a sua obra, ame-se, ame os outros, ame a vida!

Fé no hoje e esperança no amanhã. Coragem é o princípio da ação. Através da simplicidade busque a harmonia. A vitória está no equilíbrio das forças. Emane boas energias e vibre positivamente. Muitas vezes, a dificuldade camufla a oportunidade. Confie nas próprias convicções, mas não se feche às novidades que venham a somar ao todo.

Melhore a sua metodologia de trabalho. Otimize as suas potencialidades. Valorize aquilo que realmente importa. Olhe a floresta, não dispenda energia somente com aquela árvore que ainda não desabrochou. Acredite, em breve ela estará frondosa! Não se prenda aos pequenos problemas. Siga em frente! Geralmente, os caminhos são longos e duradouros, já os atalhos podem até dar a ilusão da rapidez, mas invariavelmente têm questionáveis eficiência e eficácia.

Arrisque, mantenha-se em movimento. Aja com a convicção dos vencedores. Invariavelmente, o sucesso vem logo depois de mais um fracasso. Erre. Remodele. Erre de novo. Reajuste. Mude a rota. Atente-se os detalhes. Persista em evoluir. Se o outro pode, você também pode!

Olhos abertos às oportunidades. Um coração puro abre-se às novas ideias. Pode ser que o seu objetivo seja improvável. Isso não se traduz em impossível. Nossas opções se multiplicam quando temos humildade em rever as nossas fraquezas, visando a dirimir as falhas, sobrepondo-as com os acertos.

Renuncie ao secundário. Foque no imprescindível. Doe-se. Dedique-se. Assim, a sua luz brilhará! “Apenas os que aprenderam o poder da contribuição sincera e altruísta experimentam a mais profunda alegria da vida: a verdadeira realização”, escreveu o californiano Anthony Robbins, escritor e palestrante de renome mundial, responsável pela popularização da Programação Neurolinguística. Gratidão, caridade e amor. Não há vitória sem dor!

Marcelo Pardini é narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural. Titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.

E-mail: contato@agromp.com.br / Instagram: agromp.marcelopardini

Crédito da imagem: Arquivo Pessoal

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Como identificar que a sela está correta?

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Selar o cavalo e sair cavalgando por ai. Parece uma situação tão corriqueira, mas você sabe se está colocando e usando a sela ideal para o seu animal?

Imagine praticar alguma atividade com uma roupa ou calçado apertado. Desconfortável, não é mesmo? Com a sela errada, a sensação e o desconforto do animal serão os mesmos.

Por isso, precisamos estar atentos aos ajustes da sela. Se o cavalo se comporta muito bem sem a sela, trabalhando em liberdade, mas muda de atitude assim que ela é apresentada, murchando as orelhas, estufando a barriga ou tentando morder quem a aperta, é hora de avaliar o equipamento, seus pontos de pressão sobre o cavalo e os possíveis efeitos que isso já causou.

Observe as alterações físicas do seu cavalo

Além de mudanças comportamentais, existem outros fatores físicos que apontam que a sela utilizada no cavalo está errada.

Se seu animal passa a apresentar depressões na musculatura ao redor da cernelha e/ou ao longo da coluna e sinal que sela utilizada está coma a amarração errada. Ela está pressionando a cernelha, fazendo com que o animal contraia conscientemente o músculo para evitar a dor.

Outro sinal de sela errada é um inchaço ao redor da cilha após o trabalho. A cilha deve ser mais estreita na porção onde toca atrás do cotovelo e deve ter entre 4 e 8 cm de largura aonde toca o esterno, para a pressão ficar melhor distribuída ao longo do seu comprimento.

Cilhas que são muito curtas ou muito estreitas podem lesionar o músculo peitoral.

Tropeços sem motivo aparente também podem ser sinal de erro na sela. Se o canal da sela for muito estreito, a inserção do trapézio é impactada, comprometendo a capacidade do cavalo se movimentar livremente, podendo causar claudicação “sem razão aparente” ou tropeços.

Se a sela é muito longa, alcançando a área da base da cernelha, geralmente onde a juba acaba, e onde está localizada a 18° vertebra, começando a lombar, o cavalo terá o gatilho de dar coices para tentar se livrar do incômodo que a sela causa nesta posição.

Cavalo inquieto também é um sinal

Selas muito compridas causam espasmos no cotovelo do cavalo, um reflexo muscular não controlado pelo animal que é causado pela pressão da sela na cernelha. O cavalo parece espantar uma mosca invisível sem parar.

Sela desequilibrada, com muita pressão em uma determinada área, pode causar atrofia muscular na região dos ombros do animal, fazendo com que o cavalo tente evitar a pressão, contraindo a musculatura podendo alterar o andamento.

Essa pressão diminui a circulação na região reduzindo assim os nutrientes e oxigênio enviados para a área afetada. Com isso, o músculo vai atrofiando.

O aparecimento de pelos brancos e bolhas ao redor do suporte da sela ou a incapacidade de se movimentar também são sinais de sela errada. A perda de folículos resulta em pelos brancos ao longo da coluna, que indicam os pontos de pressão no cavalo.

Fique atento, se o canal da sela não está alinhado com a coluna, surgem os abcessos e/ou bolhas de fluídos devido às lesões de ligamentos.

Outro sinal de sela errada é a atrofia na garupa do animal. Ela é causada pela pressão nos nervos espinhais, causando perda da musculatura.

Como reconhecer que o cavalo está sentindo dor?

Precisamos estar atentos às mudanças comportamentais do animal. Se o cavalo passa a arremessar a cabeça, tropeçar sem aparente motivo, apresentar problemas na língua, fazer malcriações e a oferecer resistência, é sinal que ele pode estar sentindo dores.

Lembre-se os cavalos não mudam o comportamento conscientemente. Eles valorizam o vínculo entre eles e seus cavaleiros. Por isso, ao primeiro sinal de mudanças comportamentais, procure seu médico veterinário.

Por: Camila Pedroso

Foto: Arquivo

Fonte: Cavalo atleta

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Federação Paulista de Hipismo promove clínicas durante o mês de janeiro

Atividades serão ministradas por Pedro Veniss, Caio Sérgio de Carvalho, Everaldo Mendes e Artemus de Almeida e serão divididas conforme a categoria dos atletas

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Inscrições abertas para as provas de Salto do XVI Festival Nacional do Cavalo BH

A Federação Paulista de Hipismo promove quatro clínicas durante o mês de janeiro, realizadas por cavaleiros e treinadores de renome no Hipismo. As clínicas estão abertas aos interessados conforme programação das respectivas categorias.

Os campeões do Troféu Eficiência 2021 possuem inscrição gratuita, exceto estabulagem.

Confira a programação:

Entre os dias 25 e 27 de janeiro, na Sociedade Hípica Paulista (SHP), o cavaleiro olímpico e medalhista pan-americano Pedro Veniss, ministra uma clínica voltada às categorias Pré-Junior, Jovem Cavaleiro Top, Junior, Under 25 e Senior.

Caio Sérgio de Carvalho, cavaleiro olímpico e renomado treinador, que recentemente assumiu a coordenação das categorias de base de alto rendimento da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), também ministrará uma clínica destinadas às categorias Mini-mirim, Jovem Cavaleiro B, Pré-mirim e Jovem cavaleiro A, Mirim e Jovem Cavaleiro, promovida naSociedade Hípica Paulista.

Everaldo Mendes, o Kareka, ministrará uma clínica voltadas à categoria Salto para Iniciantes entre os dias 17 e 19 e janeiro, no Centro Hípico Granja.

Já para as categorias Amador e Masters, o cavaleiro Artemus de Almeida, ministrará uma clínica de Salto no Clube Hípico de Santo Amaro entre os dias 21 e 23 de janeiro.

As inscrições são online e poder ser feitas no portal da FPH.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Projeto que regulamenta a clonagem de animais é aprovado em Comissão da Câmara dos Deputados

Pela proposta podem ser clonados animais domésticos de interesse zootécnico como bovinos, búfalos, cavalos, asnos, mulas, entre outros

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O Projeto de Lei 5010/13, do Senado, que regulamenta a pesquisa, a produção e a comercialização de animais domésticos clonados foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

Pela proposta, podem ser clonados animais domésticos de interesse zootécnico como bovinos, búfalos, cabras, bodes, ovelhas, cavalos, asnos, mulas, porcos, coelhos e aves.

Segundo lembrou o relator do projeto, o deputado Jose Mario Schreiner (DEM-GO), a técnica de clonagem de animais teve início no Brasil em 2001, com o nascimento de Vitória, uma bezerra da raça Simental, resultado de pesquisas na área de reprodução desenvolvidas pela Embrapa desde 1984.

Na ocasião, o processo utilizado foi um semelhante ao da famosa ovelha Dolly, desenvolvida pela empresa PPL Therapeutics, na Escócia, em 1997.

Ainda de acordo com o deputado, no Brasil, até o momento, não existe uma legislação específica sobre o tema, detalhando o uso dessa tecnologia.

Para Schreiner, o Projeto vai atender às necessidades do setor produtivo, das atividades de pesquisas científicas e dos órgãos de fiscalização, proporcionando segurança e transparência aos segmentos envolvidos, inclusive ao mercado externo.

O relator do projeto ainda ressaltou que o processo de reprodução definido é assexuado, não promovendo modificação genética nos animais. A técnica, segundo Schreiner é realizada artificialmente, e é baseada no uso de material genético animal de um único indivíduo; não se tratando, portanto, de organismos geneticamente modificados (OGM.

Outro benefício, pontuado pelo depurado é a utilização da tecnologia para garantir a preservação de espécies com risco de extinção.

Comercialização e fiscalização

De acordo com o texto final, a comercialização dos clones deverá ser controlada durante todo o ciclo de vida do animal, cabendo ao governo ter um banco de dados de acesso público com as informações genéticas doa animais, assegurando assim, o controle e garantindo a identidade e propriedade do material genético do animal e seus clones.

A fiscalização ficará a cargo do órgão federal, que examinará, entre outros aspectos, as condições sanitárias e de segurança nas quais as produções são realizadas.

O desrespeito das normas, além de sofrer penalidades que vão de advertência e multa que variam entre R$ 1,5 mil a R$ 1,5 milhão, além da destruição do material e cancelamento da autorização da prática, além de responderem a ações penais.

O projeto do deputado Schreiner revoga a Lei 6.446/77, que trata da inspeção e fiscalização de sêmen para inseminação artificial em animais domésticos.

O projeto tramita em caráter conclusivo e em regime de prioridade e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Portal DBO

Fotos: Pixabay

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