A ligação da estrela do vôlei Carol Gattaz com os cavalos

A fazenda é o seu refúgio nos dias de folga

Aos 36 anos, a central Carol Gattaz vive um momento especial na carreira. Capitã do Minas, a jogadora recentemente foi eleita a MVP do Sul-Americano de clubes e tem sido um dos destaques na campanha das mineiras na Superliga Feminina 2017/18. Em 2018, a atacante comemora 20 anos de carreira e segue com objetivos traçados e sonhos no voleibol. Em meio a uma disputa acirrada pela semifinal contra o Sesc-RJ, Carol falou com a nossa reportagem, comentando a boa fase no voleibol, seu amadurecimento nas últimas temporadas e sua ligação com os cavalos.

“Vivo um momento incrível na minha carreira. Posso falar que com a experiência aprendo diariamente no vôlei. Achamos que já sabemos tudo, mas agora aprendo o que já deveria ter aprendido há dez anos. Hoje, com a experiência e a vivência que tive, consigo aliar isso com um bom cuidado de mim, do meu corpo e da minha vida. Acho que isso me ajuda a manter o nível”.

A paixão pelo voleibol segue sendo o fator propulsor para a batalha diária de treinos, viagens e jogos. Quando ela consegue uma folga, corre para a fazenda, que fica na região de Araçatuba/SP. “Eu amo jogar vôlei. O voleibol é a minha vida e o que eu mais amo fazer. Sou uma atleta muito competitiva. Sempre gostei dos desafios e de ganhar. Isso me move dia a dia. Infelizmente minha vida de atleta me impossibilita de eu montar, quase nunca dá tempo de ir para a fazenda, porque tenho poucas folgas durante a temporada. Mas quando vou nas férias, eu monto um pouco e sinto uma felicidade e uma paz incrível”.

A relação dela com cavalos vem desde bem pequenininha, quando passou a ir para a fazenda da família passar férias. Carol não lembra a idade que tinha quando começou a montar, mas tem certeza que era bem novinha. A fazenda fica em Ilha Solteira. “Eu cresci no meio dos cavalos, bois, animais, que eu sempre fui apaixonada!” A jogadora chegou a competir no Campeonato Nacional da ABQM quando era jovem, nos Três Tambores. “Não lembro quantos anos eu tinha, mas amava montar. Só que chegou um momento que percebi que era muito grande (alta) para essas provas (risos), o cavalo tinha que fazer muita força para me carregar e eu resolvi partir para outro esporte”.

Para quem é do meio do Tambor deve estar achando o sobrenome de Carol conhecido. Sim, ela é irmã da Marcela Gattaz, competidora e que mesmo atuando na profissão de nutricionista, ama cavalos e mexe com eles até hoje. “Ela sempre foi bem mais ligada em provas e sempre soube de tudo sobre cavalos. Ela disputou várias provas, até bem pouco tempo atrás”.

Com as irmãs. Marcela à esquerda

Antes do Minas, Carol passou por vários times e já defendeu as cores do Brasil também. Pela Seleção Brasileira, ela sagrou-se campeã Sul-Americana Juvenil (1999), e no time adulto, tetracampeã Sul-Americana (2003/05/07/09), cinco vezes campeão do Grand Prix (2004/05/06/08/09), bicampeã da Copa dos Campeões (05/13), tricampeã do Torneio Montreux (2005/06/09), bicampeã do Final Four (2008/09), bicampeã da Copa Pan-Americana (2006/09).

E essa supercampeã das quadras encerra nossa entrevista comentando o que o cavalo significa na sua vida: “Os cavalos são seres iluminados, lindos por natureza e que emanam uma energia maravilhosa.”

Por Luciana Omena
Colaboração Assessoria de Imprensa
Fotos: arquivo pessoal

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