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Mano Walter, um astro movido por sonhos e paixões

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Além de destaque da música de raiz nordestina, é vaqueiro, criador de cavalos Quarto de Milha e, por uma fatalidade, teve uma de suas paixões interrompidas

A palavra show é sinônimo de espetáculo para muitos artistas. Mas, sem dúvida, para José Walter Tenório Lopes, nacionalmente conhecido como Mano Walter, o seu significado é múltiplo.

Nascido em 13 de julho de 1986 na cidade de Quebrangulo, interior de Alagoas, o cantor tem como origem uma grande raiz voltada à Vaquejada. Sendo assim, tem como inspiração o pai Djalma Lopes da Silva, vaqueiro e pecuarista. Já sua mãe, a professora Elineusa Tenório Cerqueira, foi a grande incentivadora para que ele se formasse Engenheiro Agrícola.

Sua história é farta de grandes momentos. Afinal, desde criança Mano Walter fomentou duas paixões em seu coração: o cavalo de Vaquejada e a música.

Acompanhe um pouco de sua trajetória, após a recente entrevista realizada no início de outubro para o No Galope. Confira!

Primeiro contato com cavalos

“Me lembro que, desde pequenininho, estava ao lado do meu pai cuidando dos cavalos. Lavando, dando ração, colocando sela e outras coisas do dia a dia. E já quando eu estava um pouco maior, me deu uma égua, os arreios e roupa de couro. E, então, passei a acompanhá-lo nas festas de Vaquejada”, disse Mano Walter.

“Sempre tivemos uma grande conexão. Pois o seu Djalma me mantinha bem perto. E por volta dos meus nove anos de idade, tive uma grande alegria! Foi quando ele me deu de presente uma égua comum (sem raça), bem mansinha. Começando assim a germinar dentro do meu coração a paixão pelos cavalos”, conta Mano.

De acordo com ele, o prazer de estar junto dos cavalos era tanto que se lhe perguntassem hoje o que preferiria desde aquela época – ir pra Disney ou ganhar um cavalo –, com certeza nem pestanejaria, o cavalo.

Ainda jovem, Mano se encantou quando montou um filho de Eternaly Fred – Foto: Divulgação

Sua primeira corrida de Vaquejada

Ele contou que aos 14 anos ganhou outro cavalo de presente de seus pais, por ter passado no teste da escola técnica. E desta vez, foi um mestiço Quarto de Milha chamado Caboclinho.

Portanto, o animal o levou a participar pela primeira de uma prova no Parque Chã da Pedra, em sua cidade natal. Isso durante um “bolão” de Vaquejada. “Foi a partir daí que o ‘bicho pegou mesmo’. Pois ter a emoção em fazer o boi pontuar e sentir arrepiar os pelos dos braços escutando ‘valeu boi’, mexeu comigo. E sem dúvida nenhuma foi a largada para essa paixão”, revelou ele.

Todo iniciante no esporte se espelha em um ídolo. Na Vaquejada não é diferente. Para Mano, na época, o ídolo maior era o paraibano “Tete” Tobias (Francisco Tobias da Silva). Afinal, além de vencedor de inúmeras provas e diretor do Circuito Mastruz Com Leite, era uma referência da modalidade. Respeitado por muitos, veio a falecer de um infarto fulminante em maio de 2011, quando participava da primeira festa de gado de Itajá (RN). 

E como queria levar adiante às competições e aperfeiçoar suas habilidades, pensou até em procurar o “Tete”. Assim, para contar com o apoio de um experiente treinador profissional.

“Era minha vontade contatá-lo, mas neste período foi impossível ter treinamentos devido aos meus estudos. Eu cursava a Engenheira Agrícola. Então a alternativa era ficar em casa assistindo DVDs de Vaquejada, vendo as sacadas do Tete e de outros profissionais”, pontuou Mano.

Novas aquisições

Paralelo a isso, percebeu também que para competir em bom nível, teria que acompanhar o crescimento da modalidade. Ou seja, adquirindo animais com melhor genética.

“Me lembro que, quando passei no vestibular, não pedi aos meus pais de presente um carro. Mas, sim, outro cavalo Quarto de Milha que possuísse um pedigree mais voltado à Vaquejada”.

Mesmo não tendo muito tempo para se dedicar às prova, Mano Walter não desistia de seu sonho. Pela manhã cursava a faculdade e à tarde trabalhava para custear o cavalo que havia ganho.

No Parque Chã da Pedra, em sua cidade natal, Mano Walter correu pela primeira vez com um cavalo QM, o mestiço Caboclinho – Foto: Divulgação

Eternaly Fred, a inspiração

Decorrente de toda sua origem, outro de seus sonhos era o de possuir um haras voltado à Vaquejada. E, consequentemente, idealizando um selecionado plantel com animais Quarto de Milha.

“Queria formar um plantel com pilares da modalidade e que tivesse um garanhão da linhagem do ‘pai de todos’ o Eternaly Fred. Pois acompanhava as inúmeras e importantes conquistas de seus produtos”, destacou Mano.

Ele ressalta ainda que ratificou esse desejo, quando conheceu um dos seus representantes: “Era um cavalo que fazia muito sucesso na minha região, com vários exemplares vencedores. E após montá-lo não tive mais nenhuma dúvida, tem que ter Eternaly no sangue!”.

Show Steel, um sonho que estava sendo concretizado

E assim ocorreu! Alguns anos se passaram, até que em setembro de 2017, Mano Walter concretizou esse desejo adquirindo um descendente do fenômeno Eternaly Fred. Trata-se do neto paterno Show Steel, com apenas nove meses de idade, e que se tornou seu grande ídolo.

“Ele era um palomino muito bem estruturado e com um pedigree nobre. Afinal, é filho de Shady Steel SLN (Eternaly Fred), que atualmente ocupa a segunda colocação nas Estatísticas de Reprodutores em todos os tempos na Vaquejada pela ABQM. Sem falar com filhos que somam mais de 2.117 pontos. A mãe é a produtora Holland Tools, filha da lenda Holland Ease, e irmã própria do craque das pistas Holland Jeck”, descreveu Mano com largo sorriso no rosto durante a entrevista.

Segundo o criador, estava tudo planejado para os acasalamentos de importantes matrizes com Show Steel. Isso já pensando na formação do seu plantel. “Como investir em qualidade custa caro, procurei adquirir selecionadas matrizes para servir nosso garanhão. As quais possuem como pais comprovados reprodutores, como: Don Diego Bars, Holland Ease, Roxão, Apollo VM, Don Príncipe Bar, El Shady Zorrero, além de outras promessas que pelas características raciais poderão despontar, como A Streak Of Fling e Hollywood Gotta Gun”.

A potra Gunner Show HMW é a única representante de Show Steel que estará no leilão – Foto: Divulgação

A complementação de uma paixão interrompida no 1º Leilão HMW

Os amantes da Vaquejada e, também, os admiradores do cantor e quartista Mano Walter, teriam a oportunidade de compartilhar com ele de mais um de seus sonhos com a realização do 1º Leilão MW, no próximo domingo, 25/10.

Estava tudo planejado por Mano, que iria abrilhantar ainda mais o evento, colocando em licitação coberturas do garanhão Show Steel, que se tornou seu grande ídolo.

Mas, infelizmente, o destino lhe reservou uma triste surpresa. Precisamente uma semana antes do evento, o dia 17 de outubro de 2020 ficará marcado em sua memória. Isso com o desaparecimento de sua estrela maior, acometido de uma forte cólica.

Em emocionado vídeo divulgado em seu Instagram, Mano Walter fez o seguinte comunicado: “Como sei que o Show Steel tinha muitos admiradores, quero compartilhar com vocês meu sentimento. Bem como agradecer a todos que sonharam e torceram comigo neste projeto. Desde o tratador, ao treinador Juvenal, aos veterinários e ao amigo Erlan Bezerra por ter recebido tão bem o cavalo em sua casa. Infelizmente não poderei lançá-lo mais o cavalo no leilão, e pensei até em cancelar o evento. Mas por incentivo de vários amigos estou confirmando. O ‘Show não pode parar’”.

Ele encerrou, dizendo que o dia 25 terá a oportunidade de homenageá-lo: “Vou realizar esse leilão em homenagem a você, ‘meu Show, meu grande amigo’. E quero dizer que sempre irei acreditar em sua genética e que, se Deus quiser, farei um filho seu se tornar um garanhão”.

E a prova dessa paixão é tão grande, que em 2017 levou Mano Walter a compor a música que se tornou outro sucesso em sua brilhante carreira: “Meu cavalo é show papai”.

Mano Walter e seu grande ídolo, o cavalo Show Steel – Foto: Divulgação

O leilão ocorrerá através de uma Live no Haras MW

Organizado pela Agreste Leilões, o evento ocorrerá a partir das 17h, em uma Live diretamente do Haras MW. Sendo assim, terá apenas 20 lotes, sendo 11 deles exclusivamente de propriedade de Mano Walter. Portanto, composto por nove fêmeas, e os outros animais pertencentes aos plantéis especialmente convidados.

Sobretudo, o pregão terá a batida do martelo a cargo do competente leiloeiro Aníbal Ferreira. Ademais, conta com apoio do experientes assessores técnicos Ayrton Lins, Junior Machado e Marcelo Frazão.

Dessa forma, eles foram unanimes em destacar a qualidade dos animais que serão ofertados. Estes que são aliás oriundos de importantes cruzamentos com matrizes produtoras de animais premiados nas pistas de Vaquejada em todo o Nordeste.

Nesse sentido, eles ressaltam: Eternaly Ease PFF em mães Roxão e Eternaly Rojo Jr; Holland Ease em mães Mr Jess Perry e Destiny Steel; Throwin A Fit em mãe Sucesso SKR e Silver Doc SLN; Destiny Steel em mães Shady Steel SLN, Holland Ease e Briganlena; Tres Seis em mãe Roxão; Don Príncipe Bar HJG em mães Apollo VM e Colonel’s Badger; Holland Jeck em mãe Roxão; Diego Steel HJG em mãe Order Me A Shine; Destiny Steel em mãe Don Príncipe Bar HJG; Roxão em mães Blazen Bryan e Eternal Diamond RRV; e A Streak Of Fling em mãe El Shady Zorrero.

“Também terei o maior prazer de dispor ao mercado uma única filha do ‘Show’, a potranca palomina de apenas dez meses Gunner Show HMW, que tem como avô materno Hollywood Gotta Gun”, destacou Mano Walter.

A música, sua outra grande paixão

Deixando de lado um pouco a atividade esportiva, a música é outro sentimento que desperta paixão em Mano Walter. Com forte DNA familiar, pois esta arte vem de berço!

“Além de minha mãe que sempre gostou de cantar, a música me cativou pois em ambos os lados de minha família é composto por alguns artistas e instrumentistas. E desde ‘pirralhinho’ eu acompanhava meu pai nas festas de Vaquejada. Onde pediam para eu cantar e, também, participar em shows de calouros”, revelou Mano.

E como o campo foi sempre o seu ‘Norte’, escolheu o forró – o sertanejo regionalista nordestino – como estilo musical, até que um dia resolveu gravar profissionalmente. Segundo ele, sempre contou com o apoio de seus pais, tanto para o esporte como para a música.

“Eles bancaram meu primeiro CD independente, em 2016, mas pediram que nunca deixasse o estudo e que eu me formasse, pois esse aprendizado carregaria o resto da minha vida e todo o conhecimento para a carreira que eu fosse seguir”.

Embora tenha concretizado o pedido de seus pais, formando-se engenheiro agrícola, não exerceu a profissão e direcionou seu foco à música. De acordo com Mano Walter, seu grande ídolo musical e que se tornou referência foi Vavá Machado (falecido em 2012).

“Desde criança ouvia muito as músicas dele em casa. Era primo do meu pai e me deu grande apoio e muitas dicas para que eu desempenhasse bem minha carreira”.

E após está gravação suas músicas passaram a ser muito tocadas nas rádios e, também, pedidas pelos ouvintes cada vez mais nas programações.

A música “O que Houve”, gravada por Mano Walter e Marília Mendonça, fez sucesso em âmbito nacional – Foto: Divulgação

Grandes sucessos

Com a grande repercussão, o alagoano gravou “Balada do Vaqueiro” e Playboy Fazendeiro”, ambas com grande destaque no Nordeste. Mas segundo divulgações no site uma das mais tocadas no Youtube em 2016 foi a música “O que houve”. Afinal, atingiu mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, sendo eleito como o segundo cantor de forró mais escutado do Brasil no final deste mesmo ano.

“A música ‘O que Houve’, com a participação de Marília Mendonça, atingiu enorme sucesso e que deu início para nós dois de uma projeção em âmbito nacional”, destacou Mano.

Depois, já no ano seguinte Walter gravou “Não deixo não”, o clipe brasileiro mais visualizado na história do forró. “Sem dúvida foi a música da minha vida! Teve mais de 400 milhões de visualizações, tornando-se a maior do gênero na história do Youtube. Foi a partir desta música que me tornei definitivamente conhecido em todas as regiões do Brasil”, afirmou o cantor.

Para ele, a felicidade é enorme em ter alcançado seu objetivo em poder transmitir através das músicas as coisas boas de nosso país, com letras reproduzindo as origens sertanejas e a cultura nordestina.

“Nada mais gratificante para mim é ouvir as músicas sendo tocadas constantemente nas rádios, a alegria das pessoas cantando e elas sendo visualizadas no Youtube e nas plataformas digitais. Só tenho que agradecer a Deus por tudo isso”.

“Meu cavalo é show papai”

Gravada em 2017, a música “Meu cavalo é show papai” tem um significado diferente para o quartista Mano Walter. “Tenho um carinho muito especial por esta gravação, porque ela é comemorativa ao meu cavalo Show Steel. Ela representa meu sonho de criança e com certeza o de muita gente. Eu sempre almejei conseguir adquirir um cavalo lindo, com pelagem diferenciada, com uma admirável genética disputada por muitos criadores e que, com a graça de Deus, consegui concretizar”.

Mano conta ainda que o destino estava traçado: “Tentei comprá-lo logo que nasceu, mas o proprietário não quis. No ano seguinte ele foi ofertado em leilão e aí consegui arrematá-lo. Parece que é um cavalo abençoado, pois neste mesmo evento ocorreu o sorteio de um carro e a sorte brilhou para nós”.

Mesmo com uma intensa jornada musical, o Haras MW é o local preferido do criador. “Todo tempo que tenho disponível, dou um jeito de estar no haras. É o local que me realizo! Antes de seguir ao aeroporto para qualquer viagem dou um pulo lá para saber das novidades e, quando retorno, antes de ir para casa, também dou uma passada para ver como estão as coisas”.

Mano Walter têm uma equipe de veterinários e colaboradores competente que lhe dá todo o suporte. “Sempre estou acompanhando no grupo do haras o que ocorre diariamente na propriedade, seja através de fotos dos potros nascendo, imagens dos treinamentos, quando estão sendo lavados ou em qualquer outra atividade”, concluiu Mano Walter que não esconde sua paixão pelos animais.

Homenagem especial

Por fim, antes de mais nada vale destacar que ao lado de mais sete personagens, Mano Walter foi homenageado pela diretoria da ABQM. Sobretudo, isso ocorreu na noite de 21 de fevereiro de 2019, durante a festa do Hall da Fama e ABQM Awards, ocorridos no Espaço das Américas, na capital paulista.

Como resultado, na oportunidade recebeu o troféu “Destaques do Ano” por sua atividade no fomento à raça Quarto de Milha no Brasil, tanto através de ações sociais ou em âmbito esportivo.

Por Abdalla Jorge Abib – assessoria de imprensa No Galope
Crédito das fotos: Divulgação/Assessoria de imprensa No Galope

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As dificuldades nos Três Tambores que levam à desistência

Claudia Ono, em sua coluna da semana, conta que sim, existe solução para todos os problemas nos Três Tambores

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Quando amadores se sentem perdidos e acreditam que só eles têm problemas nos Três Tambores. Porque olhando as passadas alheias fica a impressão de que com os outros tudo é fácil.

Todo início de Mentoria vem com relatos que só falam de problemas. Mas esse foi demais, muito longo e detalhado. Já era mais de onze da noite quando o pai da Lana contratou a Mentoria para ela. 

Ela queria desistir de correr e ele não queria que ela desistisse. Então, lá estava eu no meio disso. 

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Desistir dos Três Tambores?

Na manhã seguinte a Lana me passou um relatório gigante com mil motivos para desistir dos Três Tambores.

Contou que já havia feito seis cursos presenciais com vários treinadores e nem assim deu certo. Tipo ‘Ok, Claudia, não deu certo com eles do meu lado e vai dar certo com você a 700 km de distância?’.

Lana, eu preciso te contar uma coisa: através de vídeos eu vejo muito mais do que qualquer um pode ver pessoalmente.

Em primeiro lugar, porque o vídeo me dá a chance de rever a cena. E, em segundo, porque sou capaz de entender cada reação do seu cavalo e o motivo delas. E tem mais: presencialmente seriam três dias e online serão 30.

Ela mandou um emoji sem graça e começamos. Estou treinando a Lana há 22 dias. 

Para alguém que há mais de ano não conseguia virar o primeiro tambor sem abrir e o segundo sem estufar, imaginem o que está sendo dar passadas justas e rápidas.

Mas, enquanto não saiu para uma prova ela ainda tinha uma ponta de dúvida: ‘Será que vai dar certo?’.

Sábado passado esse tormento chegou ao fim.

A Lana correu seu primeiro 17 e saiu da pista dando risada e repetindo ‘Nunca mais’! O pai dela filmou e mandou pelo Whatsapp. Simplesmente, animal!!!

Por que estou contando o caso da Lana? Porque ela não foi nem será a primeira a acreditar que pessoalmente os resultados são melhores. 

Essa é uma crença que atrasou a evolução dela e de muitas outras alunas que tive. Porque demoraram para aceitar a solução online com a crença de que não seria eficiente.

Claudia Ono, em sua coluna da semana, conta que sim, existe solução para todos os problemas nos Três Tambores; por isso: não desista!!!

Afinal, como treinar um competidor de longe?

Método minha gente, método.

Lana, Cris, Ana, Flávia, Pedro, Dani, Sil, Re, Rachel, Fabiana, anônimos e toda a galera que um dia teve essa crença, mas venceu o medo do novo: vocês estão colhendo o que plantaram!

Beijo para vocês!

P.S. Não bloqueie a sua evolução, porque existe solução para todos os problemas nos Três Tambores.

Por Claudia Ono
Três Giros
Crédito das fotos: Reprodução/Facebook

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Nacional ANLI 2020 supera todas as expectativas

Apesar de um contratempo, evento foi um sucesso e, certamente, fortaleceu ainda mais os adeptos da modalidade de Laço Individual

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Certamente, o Nacional ANLI 2020 reuniu todos os ingredientes necessários ganhar o título do maior evento do Laço Individual no Brasil. Afinal, bateu recorde de inscrições (450), distribuiu mais de R$ 200 mil em prêmios e contou com uma das melhores estruturas de provas do país, o Haras NSG, em São Pedro/SP.

Se não bastasse tudo isso, ainda teve uma bezerrada de qualidade excepcional, um quadro de juízes experientes (entre eles um norte-americano) e, ainda, o preparo de pista foi igual o das provas oficias da ABQM. Ahhh… e para abrilhantar ainda mais a prova as disputas contaram com a locução memorável de Alessandro Mendes.

Como resultado, a família do Laço Individual pode fechar com o Nacional ANLI o ano de 2020 com chave de ouro. “A gente fez esse evento de uma maneira especial, o melhor da história da ANLI. A gente trouxe tudo de melhor, juiz americano e brasileiro, especialista em pista, gado de primeira qualidade, etc.”, enfatiza o presidente da ANLI Fábio Luis Parizi.

Fábio Luis Parizi, presidente da ANLI – Foto: Divulgação/Rodolfo Lesse

Contratempo

Contudo, apesar do brilhantismo do evento, um contratempo obrigou que o Nacional ANLI, que inicialmente seria realizada nos dias 27 e 28 de novembro, fosse esticada até domingo (29). Este contratempo, aliás, vale ser mencionado diante do tamanho transtorno e frustração que causou a todos o amantes do Laço Individual.

Um embargo jurídico em decorrência de uma denúncia de uma ONG de proteção animal que acabou interrompendo, temporariamente, as provas que aconteciam no Haras NSG. Para o competidor Mezenga, tal medida foi resultado da desinformação de muitas pessoas.

“As pessoas tem muita desinformação sobre a modalidade, acham que a gente está aqui para judiar do animal. O animal não é um adversário nosso, é um parceiro nosso. Se a gente judiar do animal, nos não vamos ter isso aqui para trabalhar. Infelizmente, a desinformação de muitas pessoas leigas está atrapalhando a gente, famílias que dependem disso”.

A competidora do Breakaway, Analia Cristina Fonseca Vinhas, ainda faz questão de reforçar: “A gente vem sendo massacrado, constantemente, sofrendo esses embargos. Mas  existe toda uma cadeia atrás da gente, de pessoas que dependem da prova, como ferradores, treinadores, veterinários. Enfim, diversas pessoas que trabalham nos bastidores, que vivem disso. E quando a gente é embargado, o efeito é dominó. Acaba atingindo todo mundo”.

Mesmo diante do contratempo, a família do Laço Individual conseguiu reverter a situação na Nacional ANLI e, conforme o próprio presidente disse após o término da prova, saiu muito mais fortalecida após o acontecimento. “Terminamos da melhor maneira possível e, sem dúvida, saímos desta prova muito mais fortalecidos”, cita Parizi.

Sem dúvida, evento ficou marcado na história da modalidade – Foto: Divulgação/Rodolfo Lesse

Campeões de cada categoria

Como dito anteriormente, o evento contou com 450 inscrições entre as provas do Potro do Futuro, Prova Técnica, Final Pro Tie Down, Prova de Cronômetro, além de Breakaway Feminino e Jovem. Resultando, assim, em 14 grandes campeões do evento.

Portanto, confira abaixo o nome de cada um deles:

Jovem Principiante
1º lugar: Gabriel da Silva Souza e Double Cat Sapucaia – 218,50

Amador Principiante
1º lugar: Thiago Marques Clausen e Best Boy Sapucaia – 217,50

Amador Master
1º lugar: Adriano Paulielio de Carmo e Little Hit Whiz – 216,50

Amador
1º lugar: Marcos Alexandre de Oliveira Peres e Sweet Green – 224,00

Aberta Sênior
1º lugar: Kenny Afonso da Cunha e Little Hit Whiz – 226,00

Aberta Júnior
1º lugar: Francisco Carlos Turra Junior e Tilly Glory MVO – 224,50

Potro do Futuro Amador
1º lugar: Francisco Feitosa de Albuquerque Lima Filho e Sparking Pop Dool – 220,00

Potro do Futuro Aberta
1º lugar: Jaquiel de Castro Batista Duraes e CD Spark Boon DPBF – 222,50

Categoria 1
1º lugar: Mario Aparecido Joaquim – 16,82

Categoria 2
1º lugar: Gabriel da Silva Souza – 12,27

Categoria 3
1º lugar: Diogo Geraldo Araújo – 11,32

Categoria 4
1º lugar: Marcos Gonçalves de Sousa Junior – 8,85

Breakaway Feminino
1º lugar: Analia Cristina Fonseca Vinhas – 4,34

Breakaway Mirim
1º lugar: Diogo Henrique Baldim – 3,51

Por Natália de Oliveira
Colaboração: Adriane Passos
Crédito das fotos: Divulgação/Rodolfo Lesse

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VS Festival Indoor 2020 vai distribuir mais de R$ 200 mil em prêmios

Disputas de Três Tambores e Seis Balizas serão realizadas de 01 a 06 de dezembro no Haras Raphaela, em Tietê/SP.

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Vem aí mais uma grande prova para a família dos Três Tambores e das Seis Balizas. Afinal, começa nesta terça-feira (2) e segue até domingo (06) o VS Festival Indoor 2020, no Haras Raphaela, em Tietê/SP. De acordo com os organizadores, o evento vai distribuir mais de R$ 200 mil em prêmios.

Antes de mais nada vale lembrar que a prova é realizada, há 14 anos, pelo treinador Vagner Simionato. Inicialmente, juntamente com o Núcleo de Bauru, mas, desde 2019, veio com uma nova proposta de versão indoor. “A gente, sem dúvida, está preparando mais um grande evento no Haras Raphaela. Uma festa bonita, com o maior Tira Teima do Brasil. Esperamos todos vocês”, frisa Vaguinho.

Com relação a premiação, o treinador ainda explica. “A prova é no mesmo modelo que da edição passada, em 10D no Tira Teima e com inscrição barata. O campeão do 5D ganha o carro 0 km. Já o campeão do 1D ganha R$ 10 mil, enquanto que os vencedores do 2D ao 4D e do 6D ao 9D, levam para casa uma moto 0 km cada. Além disso, no 10D, como o pessoal pediu, o campeão ganha um Fusca cheio de cerveja”. 

Em decorrência da pandemia, o uso de máscara facial será obrigatório no evento. Em caso de descumprimento, o competidor estará sujeito a multa, conforme informou a organização do VS Festival Indoor 2020. Portanto, é importante que todos fiquem atento as regras de combate ao Covid-19 divulgadas no Instagram oficial da prova.

Prova é realizada desde 2009 em nova versão indoor – Foto: Divulgação/Hugo Lemes

Etapas bônus

Ademais, vale ressaltar que o evento contará com duas etapas bônus. A primeira delas é da Associação Nacional do Cavalo Árabe Funcional (ANCAF), onde o competidor irá pontuar para o ranking da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Árabe (ABCCA). Sendo assim, as categorias valendo são Feminino e Potro do Futuro, esta última que correrá, aliás, junto com a Cavalo Iniciante e Aberta Livre, nesse caso correndo unificado na Aberta Sênior.

A outra etapa bônus é da Associação Nacional de Três Tambores (ANTT). Dessa forma, as categorias valendo serão Feminino e Kids. No Feminino, todas as inscritas que forem filiadas a ANTT estarão pontuando para o ranking de acordo com a sua colocação. Caso a competidora participe com mais de um animal, será válido para a classificação da etapa bônus o melhor tempo de cada uma.

Já o Kids indicado para todas as categorias jovens de até 12 anos, mas no ato da inscrição a competidora deverá assinalar a opção “pontuar pela ANTT”. Há a opção de escolher mais de uma categoria, desde que seja com animais diferentes e caso pontue em duas ou mais categorias, irá para o ranking apenas o melhor resultado de cada competidora.

Inscreva-se!

Os competidores interessados em participar do VS Festival Indoor 2020 tem até esta segunda-feira (30) para efetuarem suas inscrições pelo site www.sgpsistema.com. Posteriormente, o comprovante de pagamento da taxa – que varia de acordo com a categoria – enviado via e-mail para o endereço: sandra_rcarvalho@hotmail.com.

Por fim, para outras informações sobre o evento é só falar com a Sandra Carvalho pelo telefone (14) 99671-7606.

Confira a programação completa:

  • Terça-feira, 01/12
    7h – Test Horse
  • Quarta-feira, 02/12
    7h – Test Horse (200 passadas); Test Horse Baliza; GP Vetnil.
  • Quinta-feira, 03/12
    8h – Seis Balizas: GP ABQM; Cavalo Iniciante; Aberta Júnior; Aberta Sênior.
            Três Tambores: Aberta Junior Haras Bom Jesus; Aberta Sênior Vetnil; Cavalo Iniciante Haras Vilas Boas; Aberta Master e Profissional Light.
  • Sexta-feira, 04/12
    8h – Tira Teima Rancho 20/20 – 1ª passada
  • Sábado, 05/12
    8h – Tira Teima Rancho 20/20 – 2ª e 3ª passadas
  • Domingo, 06/12
    7h – Seis Balizas: Amador; Amador Master; Mirim; Jovem A, B e C; Feminino e Principiante.
    Três Tambores: Amador Haras Fazenda São José; Amador Master; Jovem A; Kids; Paratambor; Feminino ANTT; Amador Masculino Três Seis; Jovem B e C; Amador Light Protec Horse; Jovem A, B e C Principiante; e Amador Principiante.

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto: Divulgação/Hugo Lemes

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