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Mano Walter, um astro movido por sonhos e paixões

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Além de destaque da música de raiz nordestina, é vaqueiro, criador de cavalos Quarto de Milha e, por uma fatalidade, teve uma de suas paixões interrompidas

A palavra show é sinônimo de espetáculo para muitos artistas. Mas, sem dúvida, para José Walter Tenório Lopes, nacionalmente conhecido como Mano Walter, o seu significado é múltiplo.

Nascido em 13 de julho de 1986 na cidade de Quebrangulo, interior de Alagoas, o cantor tem como origem uma grande raiz voltada à Vaquejada. Sendo assim, tem como inspiração o pai Djalma Lopes da Silva, vaqueiro e pecuarista. Já sua mãe, a professora Elineusa Tenório Cerqueira, foi a grande incentivadora para que ele se formasse Engenheiro Agrícola.

Sua história é farta de grandes momentos. Afinal, desde criança Mano Walter fomentou duas paixões em seu coração: o cavalo de Vaquejada e a música.

Acompanhe um pouco de sua trajetória, após a recente entrevista realizada no início de outubro para o No Galope. Confira!

Primeiro contato com cavalos

“Me lembro que, desde pequenininho, estava ao lado do meu pai cuidando dos cavalos. Lavando, dando ração, colocando sela e outras coisas do dia a dia. E já quando eu estava um pouco maior, me deu uma égua, os arreios e roupa de couro. E, então, passei a acompanhá-lo nas festas de Vaquejada”, disse Mano Walter.

“Sempre tivemos uma grande conexão. Pois o seu Djalma me mantinha bem perto. E por volta dos meus nove anos de idade, tive uma grande alegria! Foi quando ele me deu de presente uma égua comum (sem raça), bem mansinha. Começando assim a germinar dentro do meu coração a paixão pelos cavalos”, conta Mano.

De acordo com ele, o prazer de estar junto dos cavalos era tanto que se lhe perguntassem hoje o que preferiria desde aquela época – ir pra Disney ou ganhar um cavalo –, com certeza nem pestanejaria, o cavalo.

Ainda jovem, Mano se encantou quando montou um filho de Eternaly Fred – Foto: Divulgação

Sua primeira corrida de Vaquejada

Ele contou que aos 14 anos ganhou outro cavalo de presente de seus pais, por ter passado no teste da escola técnica. E desta vez, foi um mestiço Quarto de Milha chamado Caboclinho.

Portanto, o animal o levou a participar pela primeira de uma prova no Parque Chã da Pedra, em sua cidade natal. Isso durante um “bolão” de Vaquejada. “Foi a partir daí que o ‘bicho pegou mesmo’. Pois ter a emoção em fazer o boi pontuar e sentir arrepiar os pelos dos braços escutando ‘valeu boi’, mexeu comigo. E sem dúvida nenhuma foi a largada para essa paixão”, revelou ele.

Todo iniciante no esporte se espelha em um ídolo. Na Vaquejada não é diferente. Para Mano, na época, o ídolo maior era o paraibano “Tete” Tobias (Francisco Tobias da Silva). Afinal, além de vencedor de inúmeras provas e diretor do Circuito Mastruz Com Leite, era uma referência da modalidade. Respeitado por muitos, veio a falecer de um infarto fulminante em maio de 2011, quando participava da primeira festa de gado de Itajá (RN). 

E como queria levar adiante às competições e aperfeiçoar suas habilidades, pensou até em procurar o “Tete”. Assim, para contar com o apoio de um experiente treinador profissional.

“Era minha vontade contatá-lo, mas neste período foi impossível ter treinamentos devido aos meus estudos. Eu cursava a Engenheira Agrícola. Então a alternativa era ficar em casa assistindo DVDs de Vaquejada, vendo as sacadas do Tete e de outros profissionais”, pontuou Mano.

Novas aquisições

Paralelo a isso, percebeu também que para competir em bom nível, teria que acompanhar o crescimento da modalidade. Ou seja, adquirindo animais com melhor genética.

“Me lembro que, quando passei no vestibular, não pedi aos meus pais de presente um carro. Mas, sim, outro cavalo Quarto de Milha que possuísse um pedigree mais voltado à Vaquejada”.

Mesmo não tendo muito tempo para se dedicar às prova, Mano Walter não desistia de seu sonho. Pela manhã cursava a faculdade e à tarde trabalhava para custear o cavalo que havia ganho.

No Parque Chã da Pedra, em sua cidade natal, Mano Walter correu pela primeira vez com um cavalo QM, o mestiço Caboclinho – Foto: Divulgação

Eternaly Fred, a inspiração

Decorrente de toda sua origem, outro de seus sonhos era o de possuir um haras voltado à Vaquejada. E, consequentemente, idealizando um selecionado plantel com animais Quarto de Milha.

“Queria formar um plantel com pilares da modalidade e que tivesse um garanhão da linhagem do ‘pai de todos’ o Eternaly Fred. Pois acompanhava as inúmeras e importantes conquistas de seus produtos”, destacou Mano.

Ele ressalta ainda que ratificou esse desejo, quando conheceu um dos seus representantes: “Era um cavalo que fazia muito sucesso na minha região, com vários exemplares vencedores. E após montá-lo não tive mais nenhuma dúvida, tem que ter Eternaly no sangue!”.

Show Steel, um sonho que estava sendo concretizado

E assim ocorreu! Alguns anos se passaram, até que em setembro de 2017, Mano Walter concretizou esse desejo adquirindo um descendente do fenômeno Eternaly Fred. Trata-se do neto paterno Show Steel, com apenas nove meses de idade, e que se tornou seu grande ídolo.

“Ele era um palomino muito bem estruturado e com um pedigree nobre. Afinal, é filho de Shady Steel SLN (Eternaly Fred), que atualmente ocupa a segunda colocação nas Estatísticas de Reprodutores em todos os tempos na Vaquejada pela ABQM. Sem falar com filhos que somam mais de 2.117 pontos. A mãe é a produtora Holland Tools, filha da lenda Holland Ease, e irmã própria do craque das pistas Holland Jeck”, descreveu Mano com largo sorriso no rosto durante a entrevista.

Segundo o criador, estava tudo planejado para os acasalamentos de importantes matrizes com Show Steel. Isso já pensando na formação do seu plantel. “Como investir em qualidade custa caro, procurei adquirir selecionadas matrizes para servir nosso garanhão. As quais possuem como pais comprovados reprodutores, como: Don Diego Bars, Holland Ease, Roxão, Apollo VM, Don Príncipe Bar, El Shady Zorrero, além de outras promessas que pelas características raciais poderão despontar, como A Streak Of Fling e Hollywood Gotta Gun”.

A potra Gunner Show HMW é a única representante de Show Steel que estará no leilão – Foto: Divulgação

A complementação de uma paixão interrompida no 1º Leilão HMW

Os amantes da Vaquejada e, também, os admiradores do cantor e quartista Mano Walter, teriam a oportunidade de compartilhar com ele de mais um de seus sonhos com a realização do 1º Leilão MW, no próximo domingo, 25/10.

Estava tudo planejado por Mano, que iria abrilhantar ainda mais o evento, colocando em licitação coberturas do garanhão Show Steel, que se tornou seu grande ídolo.

Mas, infelizmente, o destino lhe reservou uma triste surpresa. Precisamente uma semana antes do evento, o dia 17 de outubro de 2020 ficará marcado em sua memória. Isso com o desaparecimento de sua estrela maior, acometido de uma forte cólica.

Em emocionado vídeo divulgado em seu Instagram, Mano Walter fez o seguinte comunicado: “Como sei que o Show Steel tinha muitos admiradores, quero compartilhar com vocês meu sentimento. Bem como agradecer a todos que sonharam e torceram comigo neste projeto. Desde o tratador, ao treinador Juvenal, aos veterinários e ao amigo Erlan Bezerra por ter recebido tão bem o cavalo em sua casa. Infelizmente não poderei lançá-lo mais o cavalo no leilão, e pensei até em cancelar o evento. Mas por incentivo de vários amigos estou confirmando. O ‘Show não pode parar’”.

Ele encerrou, dizendo que o dia 25 terá a oportunidade de homenageá-lo: “Vou realizar esse leilão em homenagem a você, ‘meu Show, meu grande amigo’. E quero dizer que sempre irei acreditar em sua genética e que, se Deus quiser, farei um filho seu se tornar um garanhão”.

E a prova dessa paixão é tão grande, que em 2017 levou Mano Walter a compor a música que se tornou outro sucesso em sua brilhante carreira: “Meu cavalo é show papai”.

Mano Walter e seu grande ídolo, o cavalo Show Steel – Foto: Divulgação

O leilão ocorrerá através de uma Live no Haras MW

Organizado pela Agreste Leilões, o evento ocorrerá a partir das 17h, em uma Live diretamente do Haras MW. Sendo assim, terá apenas 20 lotes, sendo 11 deles exclusivamente de propriedade de Mano Walter. Portanto, composto por nove fêmeas, e os outros animais pertencentes aos plantéis especialmente convidados.

Sobretudo, o pregão terá a batida do martelo a cargo do competente leiloeiro Aníbal Ferreira. Ademais, conta com apoio do experientes assessores técnicos Ayrton Lins, Junior Machado e Marcelo Frazão.

Dessa forma, eles foram unanimes em destacar a qualidade dos animais que serão ofertados. Estes que são aliás oriundos de importantes cruzamentos com matrizes produtoras de animais premiados nas pistas de Vaquejada em todo o Nordeste.

Nesse sentido, eles ressaltam: Eternaly Ease PFF em mães Roxão e Eternaly Rojo Jr; Holland Ease em mães Mr Jess Perry e Destiny Steel; Throwin A Fit em mãe Sucesso SKR e Silver Doc SLN; Destiny Steel em mães Shady Steel SLN, Holland Ease e Briganlena; Tres Seis em mãe Roxão; Don Príncipe Bar HJG em mães Apollo VM e Colonel’s Badger; Holland Jeck em mãe Roxão; Diego Steel HJG em mãe Order Me A Shine; Destiny Steel em mãe Don Príncipe Bar HJG; Roxão em mães Blazen Bryan e Eternal Diamond RRV; e A Streak Of Fling em mãe El Shady Zorrero.

“Também terei o maior prazer de dispor ao mercado uma única filha do ‘Show’, a potranca palomina de apenas dez meses Gunner Show HMW, que tem como avô materno Hollywood Gotta Gun”, destacou Mano Walter.

A música, sua outra grande paixão

Deixando de lado um pouco a atividade esportiva, a música é outro sentimento que desperta paixão em Mano Walter. Com forte DNA familiar, pois esta arte vem de berço!

“Além de minha mãe que sempre gostou de cantar, a música me cativou pois em ambos os lados de minha família é composto por alguns artistas e instrumentistas. E desde ‘pirralhinho’ eu acompanhava meu pai nas festas de Vaquejada. Onde pediam para eu cantar e, também, participar em shows de calouros”, revelou Mano.

E como o campo foi sempre o seu ‘Norte’, escolheu o forró – o sertanejo regionalista nordestino – como estilo musical, até que um dia resolveu gravar profissionalmente. Segundo ele, sempre contou com o apoio de seus pais, tanto para o esporte como para a música.

“Eles bancaram meu primeiro CD independente, em 2016, mas pediram que nunca deixasse o estudo e que eu me formasse, pois esse aprendizado carregaria o resto da minha vida e todo o conhecimento para a carreira que eu fosse seguir”.

Embora tenha concretizado o pedido de seus pais, formando-se engenheiro agrícola, não exerceu a profissão e direcionou seu foco à música. De acordo com Mano Walter, seu grande ídolo musical e que se tornou referência foi Vavá Machado (falecido em 2012).

“Desde criança ouvia muito as músicas dele em casa. Era primo do meu pai e me deu grande apoio e muitas dicas para que eu desempenhasse bem minha carreira”.

E após está gravação suas músicas passaram a ser muito tocadas nas rádios e, também, pedidas pelos ouvintes cada vez mais nas programações.

A música “O que Houve”, gravada por Mano Walter e Marília Mendonça, fez sucesso em âmbito nacional – Foto: Divulgação

Grandes sucessos

Com a grande repercussão, o alagoano gravou “Balada do Vaqueiro” e Playboy Fazendeiro”, ambas com grande destaque no Nordeste. Mas segundo divulgações no site uma das mais tocadas no Youtube em 2016 foi a música “O que houve”. Afinal, atingiu mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, sendo eleito como o segundo cantor de forró mais escutado do Brasil no final deste mesmo ano.

“A música ‘O que Houve’, com a participação de Marília Mendonça, atingiu enorme sucesso e que deu início para nós dois de uma projeção em âmbito nacional”, destacou Mano.

Depois, já no ano seguinte Walter gravou “Não deixo não”, o clipe brasileiro mais visualizado na história do forró. “Sem dúvida foi a música da minha vida! Teve mais de 400 milhões de visualizações, tornando-se a maior do gênero na história do Youtube. Foi a partir desta música que me tornei definitivamente conhecido em todas as regiões do Brasil”, afirmou o cantor.

Para ele, a felicidade é enorme em ter alcançado seu objetivo em poder transmitir através das músicas as coisas boas de nosso país, com letras reproduzindo as origens sertanejas e a cultura nordestina.

“Nada mais gratificante para mim é ouvir as músicas sendo tocadas constantemente nas rádios, a alegria das pessoas cantando e elas sendo visualizadas no Youtube e nas plataformas digitais. Só tenho que agradecer a Deus por tudo isso”.

“Meu cavalo é show papai”

Gravada em 2017, a música “Meu cavalo é show papai” tem um significado diferente para o quartista Mano Walter. “Tenho um carinho muito especial por esta gravação, porque ela é comemorativa ao meu cavalo Show Steel. Ela representa meu sonho de criança e com certeza o de muita gente. Eu sempre almejei conseguir adquirir um cavalo lindo, com pelagem diferenciada, com uma admirável genética disputada por muitos criadores e que, com a graça de Deus, consegui concretizar”.

Mano conta ainda que o destino estava traçado: “Tentei comprá-lo logo que nasceu, mas o proprietário não quis. No ano seguinte ele foi ofertado em leilão e aí consegui arrematá-lo. Parece que é um cavalo abençoado, pois neste mesmo evento ocorreu o sorteio de um carro e a sorte brilhou para nós”.

Mesmo com uma intensa jornada musical, o Haras MW é o local preferido do criador. “Todo tempo que tenho disponível, dou um jeito de estar no haras. É o local que me realizo! Antes de seguir ao aeroporto para qualquer viagem dou um pulo lá para saber das novidades e, quando retorno, antes de ir para casa, também dou uma passada para ver como estão as coisas”.

Mano Walter têm uma equipe de veterinários e colaboradores competente que lhe dá todo o suporte. “Sempre estou acompanhando no grupo do haras o que ocorre diariamente na propriedade, seja através de fotos dos potros nascendo, imagens dos treinamentos, quando estão sendo lavados ou em qualquer outra atividade”, concluiu Mano Walter que não esconde sua paixão pelos animais.

Homenagem especial

Por fim, antes de mais nada vale destacar que ao lado de mais sete personagens, Mano Walter foi homenageado pela diretoria da ABQM. Sobretudo, isso ocorreu na noite de 21 de fevereiro de 2019, durante a festa do Hall da Fama e ABQM Awards, ocorridos no Espaço das Américas, na capital paulista.

Como resultado, na oportunidade recebeu o troféu “Destaques do Ano” por sua atividade no fomento à raça Quarto de Milha no Brasil, tanto através de ações sociais ou em âmbito esportivo.

Por Abdalla Jorge Abib – assessoria de imprensa No Galope
Crédito das fotos: Divulgação/Assessoria de imprensa No Galope

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Dr. da Roça

Rescisão contratual no agronegócio

No “Dr. da Roça Responde” desta sexta-feira (23), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre os cuidados com a rescisão contratual no agronegócio.

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Rescisão contratual no agronegócio

No oitavo episódio do Dr. da Roça Responde, Caius Godoy, fala um pouco sobre a rescisão do contrato no agronegócio.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Dr. da Roça

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Amizade na partilha de conhecimento

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, escreve nesse artigo sobre o Dia do Amigo, celebrado no último dia 20

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Amizade na partilha de conhecimento

Dia 20 de julho, Dia do Amigo, data em que o Brasil vem adotando para celebrar a amizade. Imprescindível para nossa vida, as amizades surgem, desaparecem, o amigo nasce, morre, se transforma, os amigos do futebol, do trabalho, do cavalo, mas eles sempre estão a nossa volta.

Este elo de trocas de saberes e afetos faz desenvolver o sujeito, não mais como no período das cavernas pautadas somente na sobrevivência. Hoje a amizade significa muito mais, principalmente em momentos que precisamos fortalecer o coletivo, numa sociedade que tende a prevalecer o individualismo.

Amizade

Amizade é um vínculo afetivo. Como sabemos, os humanos são seres sociais, assim como os cavalos. Necessitamos um do outro para nossa sobrevivência.
A passagem do sujeito selvagem para a civilização se dá pela apropriação de regras pensando no coletivo. Assim, tribos, clãs, famílias, formam um uma rede de relacionamento pensando no bem comum do grupo. Quando os homens eram presas, a união entre os sujeitos se torna mais forte para enfrentar os predadores e as intempéries da vida.

Dessa forma, a coletividade é importante para a manutenção e perpetuação da sociedade civilizada. A amizade como vínculo afetivo é este respeito e partilha cultural. O cavalo pode ser um destes pontos de compartilhamento na qual mantem os amigos unidos.

Amizade na partilha de conhecimento

Amigos pelos cavalos

Nossos encontros são em torno do cavalo, até podemos, hora ou outra, conversar sobre outros assuntos. Se você está lendo este artigo, o nosso vínculo é com o cavalo, você chegou até aqui procurando alguma coisa sobre cavalo, todavia, falamos de outras coisas, mas sempre retornamos a eles; como foi a laçada, o comportamento daquele animal, prefere o cavalo X ou Y, que ferradura eu uso, etc, etc, etc.

Assim vamos pulando de assunto em assunto, até passar o dia. Amanhã começamos tudo novamente. E para que serve isso? Para termos o sentimento de fazer parte, precisamos fazer parte de algum grupo, isso remete aquela sobrevivência da época das cavernas.

Rodas de conversa

Fim do treino, começamos a rever as passadas, o que aconteceu naquela laçada, como estão os animais, ou qualquer outro assunto. Mas o assunto principal recai sobre a barreira do bezerro: porque queimamos tanto?

Conversa entre amigos que estão crescendo juntos na modalidade, tentativa de erros e acertos e desta forma vão se aperfeiçoando. Mas em um ponto esbarramos, e para isso servem os amigos: o que ainda falta para não queimar a barreira?

Um fala sobre a técnica, outro fala de apenas laçar sem se preocupar. Cada um apresenta a sua versão; postura na equitação como técnica, olhar a cabeça do boi, controle de velocidade, ou apenas esquecer com esses detalhes, pois logo estaria laçando sem queimar a barreira.

Aqui damos destaque para o papel do amigo, este um profissional que ali estava, que não poupou esforços para nos ensinar, explicou os detalhes, um altruísmo sem se preocupar se ele é melhor ou não. Descobrimos que todos tinham um pouco de saber, e que todos tinham alguma razão no seu ponto de vista.

O melhor do treino nem sempre é o próprio treino, mas a conversa e a troca com aquele amigo que está por perto, ele nos apresenta pontos que não tínhamos visto ou percebido, trocamos informações e isso vai construindo nossa rede de afetos para aquele que guarda um minuto da vida para o outro.

O dia do amigo não é apenas um dia, são todos. Assim, pensemos em como podemos ser útil para o outro, uma conversa pode salvar vidas.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador | 
Haras Dom Herculano
Crédito da foto de chamada: Pixabay

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IBEqui realiza live sobre ‘Planejamento Sucessório, Financeiro e Tributário no Campo’

Encontro terá a participação de advogados especialistas em prevenção de litígios familiares, economia fiscal e proteção do patrimônio pessoal do agroempreendedor

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IBEqui realiza live sobre ‘Planejamento Sucessório, Financeiro e Tributário no Campo’

Nesta quarta-feira (21), o Instituto Brasileiro de Equideocultura – IBEqui, apresentará um live especial, com abordagem sobre ‘Planejamento Sucessório, Financeiro e Tributário no Campo’. O encontro terá a participação de advogados e especialistas, com debate sobre as principais ferramentas de auxílio no planejamento sucessório e societário de fazendas, haras e empresas do agronegócio.

“Será uma excelente oportunidade de conhecer e discutir o que há de mais atual em técnicas de governança e administração. Dessa forma, focando na economia fiscal e na proteção do patrimônio pessoal do agroempreendedor e na prevenção de litígios familiares”, destaca Manuel Rossitto, presidente executivo do IBEqui e moderador da live.

Ainda, de acordo com a entidade, o evento contará com as participações de Felipe Figueiredo, especialista em direito societário, e Glauber Hernandes, especialista em processual civil e direito empresarial, ambos do escritório Hondatar Advogados. Por fim, estarão presentes também Edson Kondo, contador, advogado e consultor convidado da FIPE; e Carlos Henrique Villar Marques, especialista em gestão estratégica do agronegócio, governança e processos sucessórios na diretoria do BB Private.

Serviço

Live Planejamento Sucessório, Financeiro e Tributário no Campo
Quarta-feira, 21 de julho, às 20h
Ao vivo pelo canal oficial do IBEqui no YouTube
Acesse e inscreva-se: https://www.youtube.com/channel/UCyKEKENGpEcwZk9Xiozs9gQ

Fonte: Assessoria IBEqui
Crédito da foto: Pixabay

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Quarto de Milha, a origem no Brasil

O jornalista, Abdalla Jorge Abib, escreve em sua primeira coluna no Portal Cavalus, sobre a história do Quarto de Milha no Brasil

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Quarto de Milha, a origem no Brasil

Um pouco da história contada em detalhes

Desde sua chegada ao Brasil em 1954, trazida pela Swift King Ranch (SKR), a raça Quarto de Milha mostrou que seria diferenciada e que atraiu em pouco tempo muitos adeptos e admiradores – entre eles, eu.

Para quem não conheceu sua origem, é importante destacar que a SKR era uma empresa pertencente a um forte grupo norte-americano, possuidor das maiores fazendas no Texas, e veio para cá alguns anos antes investir em terras, adquirido algumas Fazendas que se tornaram conhecidas com o passar do tempo pelos quartistas (Bartira, Laranja Doce, Formosa e Mosquito). Todas localizadas na região Oeste do Estado de São Paulo, próximas às cidades de Presidente Prudente, Rancharia e Narandiba. E, a partir daí, trouxe na primeira remessa ocorrida em 26/02/1954 o garanhão Saltillo Jr (Saltillo, que é Ranchero x Golden Pep, por Peppy) e seis éguas, além de 270 cabeças de gado Santa Gertrudis (34 tourinhos e 236 novilhas).

Relembrando um pouco da história, uma frase do gerente geral da empresa no Brasil, na época, Joaquim Soares Neto, o Zezo, mostra o que representou a chegada destes animais: “O desembarque ocorreu na Estação Ferroviária da Fazenda Bartira, vindos de São Paulo, e seguiu para a Fazenda Laranja Doce, em Rancharia. Eu tinha a impressão que estava indo buscar o cavalo do Roy Rogers (herói dos filmes western norte-americano). Quando as portas do trem se abriram e os peões viram aquelas éguas e o garanhão Saltillo Jr (foto), ficaram impressionados com a musculatura dos animais. Para nós, eles pareciam deuses”.

Com a morte de Saltillo Jr em 1960, alguns anos depois a SKR trouxe Caracolito para substituí-lo na reprodução. E o cruzamento do Quarto de Milha, com seu biotipo forte e compacto, como eram Saltilho Jr e Caracolito, com éguas de sangue inglês, resultou em animais bem aceitos na região e que se tornaram destaques nas canchas de corrida, na lida com o gado, e em seguida, muito requisitados a partir da introdução das provas funcionais.

Isso proporcionou a grande procura por fazendeiros e empresários de várias partes do País, solicitando para que a SKR colocasse à venda alguns dos exemplares. E em 18 de maio de 1968 (foto), isso ocorreu através de um leilão realizado pela empresa na Fazenda Bartira, atraindo vários interessados.

Sem dúvida, a Swift King Ranch teve uma contribuição fundamental para a expansão da raça QM no Brasil, tanto em relação à sua origem como em trazer dos EUA outros importantes garanhões e matrizes. Entre os reprodutores originários da empresa ou mesmo os que a partir de 1982, passaram a levar o sufixo KRB (King Ranch do Brasil S.A.), estão: Dan´s Boy Skippy, Failas Ambasador, El Zorrero, Eduardo, Montante SKR, San Cardenal, Obrigativo SKR, Sucesso SKR, Víbora Solano, Proud Effort, Dash United KRB, Go Sugar KRB, entre outros. Já matrizes, como: Macanuda SKR, Make Merry, La Semilla, Pepita SKR, Safira SKR, Tanished Lady, entre outras, que tiveram filhos espalhados por todo o território brasileiro.

Pela sua marcante estrutura física e atributos genéticos que comprovaram ao longo dos anos suas inúmeras qualidades, o Quarto de Milha proporcionou através de sua docilidade, rapidez, habilidade, força, inteligência e versatilidade nas 22 modalidades esportivas, ser reconhecido como “O Cavalo da Família Brasileira”, além de ocupar a ponta entre as principais espécies equinas no nosso País.

Cavalos ícones da raça

E para abrilhantar essa trajetória, mostrarei nas próximas semanas alguns protagonistas que contribuíram muito para essa conquista e que, com certeza, ficaram marcados na história do Quarto de Milha no Brasil. Será a vez de Caracolito, o cavalo que recebeu o registro nº 1 da ABQM.

Por Abdalla Jorge Abib – jornalista e design gráfico, que atua há 45 anos com experiência e dedicação à agropecuária e ao cavalo Quarto de Milha. Foi editor e produtor da revista oficial da ABQM por mais de 33 anos
E-mail: ajabibeditor@hotmail.com| Instagram: abdallajorgeabib | Facebook: abdallajorgeabib
Legenda e Crédito da foto: Saltillo Jr, primeiro garanhão no Brasil

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Zoetis apresenta o lançamento nacional de Stablelab, de diagnóstico em equinos

Live será realizada nesta quarta-feira, às 18h30

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Zoetis apresenta o lançamento nacional de Stablelab, de diagnóstico em equinos

Stablelab é uma inovação no mercado equino, em apenas 10 minutos, detecta e quantifica a proteína amiloide A sérica, sinalizador de processos infecciosos.

Em primeiro lugar, vale destacar que o Stablelab segue sem similares no mercado nacional e com precisão superior a 95%. “Para se ter uma ideia do quão isso é inovador no cuidado com equinos, o resultado de um teste convencional de SAA em laboratório demora de 6 a 48 horas para sair”, destaca Chester Batista, Gerente Técnico da Zoetis.

Aqui no Portal Cavalus já fizemos a apresentação desse produto inovador, que vem para auxiliar os profissionais, que podem avaliar equinos em situações de risco, como no período neonatal, cirurgias, transporte e competição, além de ser uma grande aliada na rotina ambulatorial para acompanhar a evolução de tratamentos.

Sobre a Zoetis

Como empresa líder mundial em saúde animal, a Zoetis é movida por um propósito singular: fortalecer o mundo e a humanidade por meio da promoção do cuidado com os animais. Depois de quase 70 anos trazendo inovações na maneira de prever, prevenir, detectar e tratar doenças em animais, a Zoetis continua a apoiar aqueles que criam e cuidam de animais em todo o mundo – de pecuaristas a veterinários e tutores de animais de estimação.

Todo o seu portfólio de medicamentos, vacinas, diagnósticos e tecnologias terapêuticas, e aproximadamente 11.300 funcionários fazem a diferença em mais de 100 países.

Por fim, a Zoetis deixa um convite especial para os veterinários de equinos conhecerem sobre esse lançamento, que é o futuro dos diagnósticos para cavalos.

Faça sua inscrição: https://go4liveeventos.com/stablelab/

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Colaboração Assessoria de Imprensa Zoetis
Crédito da foto: Divulgação/Zoetis

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Zoetis traz ao Brasil teste inovador que identifica infecção em cavalos

Em apenas 10 minutos, o portátil Stablelab detecta
e quantifica a proteína amiloide A sérica, sinalizador de processos infecciosos

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Zoetis apresenta o lançamento nacional de Stablelab, de diagnóstico em equinos

Stablelab, teste de diagnóstico portátil, é a última novidade da Zoetis para equinos. Sem similares no mercado nacional, o teste tem a precisão superior a 95%. Bem como detecta e quantifica a proteína amiloide A sérica (SAA). Proteína produzida no fígado e na circulação quando o cavalo apresenta alguma infecção.

Em 10 minutos, o teste permite a detecção de processos inflamatórios de origem infecciosa. “Para ter uma ideia do quão isso é inovador no cuidado com equinos, é o resultado de um teste convencional de SAA em laboratório, que leva de 6 a 48 horas para sair”, destaca Chester Batista, Gerente Técnico da Zoetis.

Segundo o especialista, isso ocorre porque, após a coleta de sangue do animal, a amostra, enviada ao laboratório passa por várias etapas até o resultado final: armazenamento, processamento e rodagem do teste até a obtenção do resultado. “Já essa nova tecnologia nos permite ter tudo isso na palma da mão em apenas 10 minutos com a necessidade apenas da colheita do sangue. Isso é um incrível avanço para a medicina veterinária”, comenta.

Stablelab

Dessa forma, com Stablelab, profissionais avaliam a gravidade da situação antes mesmo dos primeiros sinais clínicos, como febre. Bem como, fácil de usar e do tamanho de um celular, Stablelab mede a SAA de 0 a 3.000 μg/mL por meio de uma pequena amostra de sangue. Se o resultado for igual a zero, o cavalo está saudável. Entre 0 e 50 μg/mL, está com inflamação de origem não infecciosa ou em fase inicial de infecção. Então, se superior a 50 μg/mL, está com infecção.

De maneira idêntica, a tecnologia permite avaliar equinos em situações de risco, como no período neonatal, cirurgias, transporte e competição, além de ser uma grande aliada na rotina ambulatorial para acompanhar a evolução de tratamentos. Da mesma forma, sua medição é considerada 30 vezes mais sensível que a de um termômetro e melhor que a dos tradicionais testes laboratoriais.

“Nosso novo teste portátil permite diagnosticar os casos antes de se tornarem graves e, ainda, monitorar a resposta ao tratamento de forma muito rápida e precisa. Com isso, o médico veterinário pode ajustar o tratamento se necessário, favorecendo a saúde e o bem-estar do animal”, explica a Gerente de Produto da Zoetis Bruna Silper.

Atualmente, é usado em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Austrália e Alemanha. Agora chega ao Brasil para complementar o portfólio com foco em saúde equina da Zoetis. Juntamente com o alinhamento do conceito de cuidado contínuo com os animais e uso responsável de antimicrobianos, princípios que guiam as ações da empresa.

Sobre a Zoetis

Dessa forma, como empresa líder mundial em saúde animal, a Zoetis é movida por um propósito singular: fortalecer o mundo e a humanidade por meio da promoção do cuidado com os animais. Logo depois de quase 70 anos com inovações na maneira de prever, prevenir, detectar e tratar doenças em animais, a Zoetis continua a apoiar aqueles que criam e cuidam de animais em todo o mundo.

Por fim, todo o seu portfólio de medicamentos, vacinas, diagnósticos e tecnologias terapêuticas, e aproximadamente 11.300 funcionários fazem a diferença em mais de 100 países. Em 2020, a Zoetis obteve um faturamento de US$ 6,7 bilhões. Para outras informações, acesse www.zoetis.com.

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Colaboração Assessoria de Imprensa Zoetis
Crédito da foto: Divulgação/Zoetis

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Entenda a importância do planejamento financeiro e diário na vida do ferrador

Um bom planejamento contribui na qualidade de vida profissional e pessoal; além da entrega de um serviço de qualidade

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Entenda a importância do planejamento financeiro e diário na vida do ferrador

Assim como em qualquer profissão, o planejamento, seja ele do seu tempo, ou financeiro, deve ser algo presente da vida de um ferrador. Em primeiro lugar, é necessário entender que o planejamento diário, contribui, não só na otimização do tempo, como também em um aumento da produtividade, organização e, consequentemente, no sucesso profissional e pessoal.

Com o planejamento financeiro, você assume o controle da sua vida financeira, compreendendo melhor os seus gastos e assim, com uma conscientização econômica. E como dizem que ‘tempo é dinheiro’, o planejamento diário e financeiro andam lado a lado.

Entretanto, em um cenário de pandemia, muita coisa mudou. Os gastos com mão de obra, insumos, produtos e muitas outras coisas, aumentaram. Esse aumento se faz necessário, e o planejamento financeiro auxilia no dia a dia de qualquer profissional.

Do mesmo modo, na vida de um ferrador, isso não é diferente. É necessário ter em mente, que, ao contratar um profissional que cuidará da saúde e bem-estar do seu cavalo, lembrando que o ferrageamento e a casqueamento do cavalo, é algo que está ligado diretamente ao Bem-Estar Animal, por isso é essencial a valorização destes profissionais, que investem tempo e dinheiro para oferecer um serviço de qualidade.

Planejamento Financeiro

Cícero Antônio da Rosa, ferrador há 24 anos, comenta que o planejamento financeiro é de extrema importância na vida do ferrador. Essa ação auxilia no momento de saber qual o valor é considerado satisfatório para o profissional.

O profissional ainda dá um exemplo de como fazer esse planejamento. “O planejamento financeiro faço da seguinte forma: Insumos + Deslocamento e coloco o valor pretendido para a minha mão de obra. Sempre aconselho a fazer uma conta sobre 120 cavalos que é o que acredito ser um número legal. Sobre este número imagino um salário que acredito que eu mereço e divido pelo número de cavalos. Por exemplo $7.000,00 mensais divididos por 120 = $58,00 + valor dos insumos e deslocamento”, explica.

De acordo com Cícero, os principais gastos estão nos insumos para realizar os trabalhos, incluindo também o gasto com veículo. Em uma parceria da Mustad Brasil com a UC Cavalos, Danilo Gabrilaits, outro profissional do ramo, dá uma dica de como compor o valor do serviço, destacando o material do ferrador, com tempo de duração e valor investido.

Planejamento Diário

Então, mesmo não havendo um planejamento diário, Cícero comenta que segue com um planejamento semanal. “Faço um planejamento semanal. Sempre no domingo deixando uma certa folga para imprevistos, um roteiro da semana. Busco fazer os lugares próximos um do outro, para ganhar tempo com isso”, destaca.

O planejamento semanal contribui, de certa forma, com o trabalho diário. Atuando há 24 anos no ramo, o ferrador já sabe que há uma produtividade maior em seu serviço durante o período da manhã, alguns conhecimentos como estes são necessários para um planejamento, que no caso do Cícero utiliza desse período para desenvolver os serviços mais importantes.

Por fim, é necessário lembrar que estes planejamentos devem estar presentes desde o início da profissão. É importante destacar também que a valorização ao contratar esses serviços se faz necessária, assim como em qualquer outra profissão.

O valor da mão de obra interfere, diretamente na qualidade do material e no resultado final do serviço prestado. Por isso, a Mustad Brasil reforça a importância desses profissionais, que são aliados do bem-estar dos cavalos.

“A dica que eu deixo é nunca pare de aprender, esteja sempre preparado e pense no futuro”, recado de Cícero para os colegas ferradores.

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Por Heloísa Alves
Crédito da foto: Divulgação/Mustad

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Suplementação nutricional de qualidade ajuda preparação e recuperação muscular dos equinos em competições

Criadores devem investir na boa suplementação nutricional dos equinos

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Suplementação nutricional de qualidade ajuda preparação e recuperação muscular dos equinos em competições

O plantel de equinos cresce ano após ano no Brasil, já somando mais de 5,8 milhões de animais para trabalho, lazer e esportes. Um percentual cada vez mais importante refere-se a cavalos atletas, que participam das mais diversas competições, incluindo provas de velocidade, destreza, trabalho e força.

“Esses animais exigem saúde muscular para a obtenção de resultados cada vez melhores. Por isso, é preciso cuidar da sua recuperação após atividades físicas, com o objetivo de evitar lesões – sejam elas simples ou graves. É muito importante que os cavalos, em especial os jovens e atléticos, estejam saudáveis e preparados para a realização de práticas esportivas”, afirma Júlia Izoldi, coordenadora técnico-comercial de equinos da Vetoquinol Saúde Animal. “Esse cuidado ajuda a evitar problemas que podem prejudicar sua saúde e desempenho, tirando-os de competições”.

Por isso, explica a médica veterinária, além de disciplina e atividade física, os criadores precisam investir na boa suplementação nutricional dos equinos. O equilíbrio na oferta de nutrientes e aminoácidos essenciais favorece não apenas o ganho, mas a recuperação da massa muscular, beneficiando a performance dos animais e garantindo o seu bem-estar.

Suplementação Nutricional

A leucina é um dos nutrientes importantes para o cavalo. Ou seja, a suplementação se faz necessária. “Trata-se de um aminoácido essencial, que não é produzido pelo organismo do animal, e precisa ser obtido por meio da alimentação. A leucina auxilia na síntese de proteínas e beneficia diretamente a manutenção e a produção de massa muscular”, detalha Júlia Izoldi.

Por exemplo, é comprovada cientificamente que a leucina é decisiva para a obtenção de resultados cada vez melhores em competições e também pode ser importante ferramenta auxiliar no desenvolvimento de animais mais jovens, estimulando desde cedo o desenvolvimento muscular, preparando-os para um futuro de sucesso e alto rendimento.

Por fim, atenta às necessidades de criadores e treinadores, a Vetoquinol – uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo – desenvolveu Myo Power® Pellet, suplemento nutricional que combina leucina com proteínas naturais originadas do leite e de batatas. Além de proporcionar resultados rápidos e eficazes, o suplemento é “doping free”.

“Myo Power é o único suplemento em pellet (grânulos) do mercado. Essa tecnologia evita desperdício de produto no fundo do cocho, permitindo dosagem menor que outras opções disponíveis no mercado. Trata-se de um produto com ótimo custo-benefício”, complementa Antônio Coutinho, gerente de produtos para equinos da Vetoquinol.

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Colaboração: Assessoria de Imprensa
Crédito da foto: Assessoria de Imprensa

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O manejo como ferramenta educacional

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, comenta nesse artigo sobre o manejo como ferramenta educacional

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O manejo como ferramenta educacional

Em visita ao Centro de Treinamento Santa Luzia, administrado por Maria Alice Pereira, em Ourinhos/SP, muitas coisas chamaram a atenção. Umas delas é o número de crianças interessados na prática dos Três Tambores e o que isso está envolvido no manejo dos animais.

Em primeiro lugar, este fato chamou a atenção, quando estava acompanhando o dia a dia, conversando com as crianças e adolescentes que ali frequentam, sobre o manejo e quanto às práticas com os animais ensinam sobre a vida humana.

De fato é um CT conduzido por elas. Muitas pegam firme pra levantar uma cerca, apertar um parafuso, arrumar sua encilha, produzir os próprios troféus dos bolões, pintar um tambor, arrumar a alimentação, entre outros afazeres.

A rotina delas ali com o manejo despertou muitas curiosidades. Uma delas é sobre o quanto as atividades contribuíam no aprendizado delas sobre assuntos da vida, como o caso da sexualidade.

Alguns aprendizados

Sexualidade

Primeiramente, uma questão que intriga muitas crianças e que tira o cabelo dos pais é a “de onde nós viemos?”. Responder tal pergunta deveria ser algo tranquilo, por fazer parte da natureza humana. No entanto, fundados numa sociedade na qual a sexualidade é um tabu, as crianças acabam aprendendo no percurso da vida com os amigos ou internet.

Acompanhando uma jovem e sua égua, ela explicava sobre o que tinha acontecido durante a semana, quando sua égua estava no cio e então apareceu um cavalo recentemente castrado tentando copular com a égua.

Aquela movimentação foi interessante, mas a explicação da jovem fez perceber o quanto ela aprendeu sobre sexualidade de acordo com o manejo com os animais. Ora, os “cavalinhos” não vinham da cegonha, então tivemos que explicar toda a natureza dos animais, o manejo com éguas no cio, a diferenciação de manejo de éguas e garanhões, a semelhança entre o período fértil da égua com a fertilidade feminina. Em seguida, através destas comparações o tema da sexualidade fora discutido rompendo os tabus.

Empoderamento

Um tema que já foi abordado aqui no Portal Cavalus, ao tratar o animal como um “bicho de pelúcia”, pode mostrar a algumas crianças e adolescentes sobre o empoderamento.

É sabido que todos nós possuímos algumas características de personalidade. Dentre várias, Carl G. Jung apresenta o extrovertido do introvertido, na prática percebemos o introvertido aquele que é mais observador, que não se expõe com frequência, e se mantem focado em suas ideias.

O fato de ter que cuidar do seu animal, de prepará-lo e de ter que impor sua liderança fez com que ela se apoderasse não apenas com o animal, mas também no seu dia a dia. Isto não quer dizer que aquela personalidade introvertida mudou, pelo contrário, ela aprendeu que mesmo tendo essa característica ela se impõe quando necessário, principalmente na sua relação humana.

Responsabilidades

Como dito anteriormente, no Centro de Treinamentos Santa Luzia cada um faz sua parte. Foi interessante acompanhar crianças com um senso de responsabilidade com os animais, isso nos mínimos detalhes que passam despercebidos.

Para nós tomar água é algo “natural”, mas uma criança entender que seus animais precisam tomar água e que há momentos que elas têm que pegar no cabresto e levá-los até uma banheira mais próxima, nunca tinha passado por suas cabeças, antes, era só pedir para a mãe ou o pai.

Saber que o treino começa às 8h da manhã e que neste horário o cavalo já deve estar raspado, encilhado e a criança pronta para o treino, coloca nela uma responsabilidade na organização de sua rotina diária. Os compromissos seus e com os animais criam uma disciplina importante para o desenvolvimento humano.

Um bom lugar para estar

Estas foram algumas de muitas das questões que pude perceber no dia a dia de visitas. Um Centro de Treinamento organizado pelas próprias crianças e adolescentes onde fazem as coisas acontecerem pelo olhar atento da treinadora Maria Alice.

Por fim, muito mais que aprenderem a correr em volta de tambores, elas aprendem a se tonar adultas. Aprendizado que tem responsabilidade, comprometimento e amizade. Talvez não tenham a melhor estrutura, os melhores animais, mas sem dúvida, estão trabalhando para o crescimento enquanto ser humano.

REFERÊNCIAS
Jung, C.G. Tipos Psicológicos.Trad. de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Vozes, 1971.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador |
Haras Dom Herculano
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Pixabay

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Para que serve o patrocínio?

Marcelo Pardini comenta em sua coluna da semana sobre a necessidade de patrocínio e sua função dentro do Marketing, dentro do planejamento

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Para que serve o patrocínio?

As ações patrocinadas têm o intuito de criar identidade, aumentar notoriedade, promover experiências positivas e valorizar o setor no qual a empresa atua

“Marketing é o desempenho das atividades de negócios que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor”. Esta definição data de 1960 e tem como autora a AMA (American Marketing Association). Em outras palavras, trata-se de o processo social pelo qual a estrutura da demanda para bens econômicos e serviços é antecipada ou abrangida, sendo satisfeita através de concepção, promoção, troca e distribuição destes.

Através do Planejamento de Comunicação Publicitária torna-se possível executar a concepção, a determinação de preço, a promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços para criar negociações que satisfaçam metas individuais e organizacionais. A empresa só está nos negócios porque se vale do Marketing: fornece produtos e/ou serviços aos clientes com lucro; descobre o que o consumidor necessita e, então, satisfaz tais necessidades.

Inovações tecnológicas mudam rapidamente todo um setor, embora inicialmente tenham sido desenvolvidas para aplicações completamente diferentes. Portanto, adaptar-se ao novo é a saída para o sucesso. Pela economia industrial, os profissionais de Marketing agiam como caçadores, tendo os clientes como objetivos finais, maximizando o valor da transação, fazendo ofertas padronizadas. Já na atualidade, num mercado em rede, com a ampliação da Inteligência Artificial, os publicitários passaram a atuar como jardineiros, ou seja, tendo os clientes como relacionamentos a serem cultivados, levando em consideração o valor vitalício deles, promovendo ações específicas, que gerem experiências positivas em via de mão dupla.

As Tecnologias de Informação permitem desenvolver produtos personalizados. Hoje, o indivíduo se diferencia da massa e paga um “extra” para isso, recompensando as marcas que permitam tal afirmação de individualidade e que lhe tragam experiências positivas, firmando o relacionamento.

Os objetivos do investimento em ações de patrocínio são criar identidade, aumentar notoriedade, promover experiências positivas e valorizar o setor no qual a empresa atua. A vantagem de uma marca em se associar a um produto e/ou serviço, de preferência líder de mercado, deve-se ao fato de este acontecimento gerar oportunidade à empresa de expandir o negócio, promovendo sua imagem e criando maior notoriedade para si. No meio do cavalo, cito como case de sucesso a parceria entre a Vetnil e o Jockey Club de Sorocaba. Uma ação positiva dessa relação ganha-ganha é a Calçada da Fama Vetnil, evento que anualmente premia os melhores da Temporada. Falo com propriedade, pois desde o início, em 2011, sou o cerimonialista de tal premiação e sei quão benéfica ela é para ambas as partes. Tanto é, que o projeto se estendeu para a modalidade Três Tambores, passando a fomentar a maior prova hípica da América Latina, o Grand Prix Haras Raphaela.

Num mercado tão dinâmico, agitado, competitivo, tendo mudanças rápidas e abruptas, o que a empresa deve fazer para se destacar? “A estratégia de Alexandre (o Grande) sempre foi a mesma: uma escolha cuidadosa dos pontos vitais do inimigo, construindo uma vantagem relativa nesses alvos, ainda que o total de suas forças fosse muito inferior. Outro escopo de destaque foi a capacidade de se mover rapidamente, uma vez quebrada a resistência no eixo decisivo”, analisou John Keegan, professor e historiador britânico, especialista em conflitos bélicos. Traçando um paralelo com o mundo dos negócios, a ideia é que a companhia trabalhe em cima da excelência, tanto em relação aos produtos quanto aos relacionamentos (colaboradores, parceiros, clientes, comunidade etc.), e fique atenta às falhas da concorrência, cujos espaços deixados possam ser ocupados prontamente pelo seu primoroso time.

Fonte:
KELLER, Kevin Lane; KOTLER, Philip. Administração de Marketing: A Bíblia do Marketing. 12ª ed. São Paulo: Pearson Education Brasil, 2007.

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Legenda e Crédito da foto: Calçada da fama Vetnil – Arquivo Pessoal

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