Geral

Na lida do dia a dia, comandos direcionam os cães para o trabalho

Publicado

⠀em

Existem algumas palavras em português que são usadas, mas os especialistas não recomendam.

Os termos em inglês são usados a centenas de anos, desenvolvidos minuciosamente, e provaram ser aqueles de mais fácil compreensão pelos cães. Os cães de pastoreios, de raças como Border Collie ou Kelpie, são ótimos companheiros para tocar gado em ajuda aos cavaleiros em uma propriedade. Eles são inteligentes e amam esse trabalho da lida em fazendas e ranchos. Por seu instinto, é um trabalho que lhes dá prazer de realizar. Aprendem fácil os comandos e são muito amigos de seus donos.

E quais são esses comandos?

Lie down – Mandar o cão deitar

Walk on – Mandar o cão andar em direção ao rebanho

Away to me – Para o cão se movimentar em sentido anti-horário

Come by – Para o cão se movimentar em sentido horário

Stay – Para o cão ficar no lugar aguardando o próximo comando

That’ll do – Indica o fim do trabalho e chama o cão

Segundos os especialistas no assunto, esses são comandos básicos, que todo o cão deve saber. É o começo do treinamento para você ter seu amigo mais afinado possível para ajudá-lo na lida do dia a dia. Futuramente nos treinos, outros comandos podem ser adicionados, como:

Here – Pedir ao cão vir diretamente para o condutor

Stand – Parar o cão de pé

Steady – Pedir para o cão ir mais devagar

Look back – Mandar o cão parar e olhar para trás para procurar um novo objetivo (rebanho ou animal só) .

Lie Down

Há também uma outra forma de trabalho. Com um apito e não mais com a voz. É importante lembrar que, seja qual for o comando escolhido para ser usado, deve ser fácil, de sonoridade bem diferente e claro, mesmo que dado a uma distância de 400 a 500 metros.

E é através de um padrão natural de trabalho que o treinador de cães de pastoreio ensina os esses comandos aos cachorros. É preciso dar ao cão o entendimento de onde é o seu espaço de trabalho e onde é o espaço do condutor. Esta é a fase onde ensina-se o cão a pensar por si mesmo, entendendo que ele e o condutor são um ‘time’ e que, para que o trabalho seja realizado da melhor forma, um depende do outro.

Essa linha de pensamento também ajudará o cão a encontrar de maneira natural o ponto de balanço – quando o cão está no lado oposto do condutor e o rebanho está entre eles – toda a vez que for necessário.

Usando Comandos

Uma vez que o ‘padrão natural de trabalho’ foi estabelecido e o cão esteja trabalhando dentro deste padrão automaticamente, o tempo todo e em todas as situações, é hora de começar adicionar os comandos aos movimentos que o cão já está fazendo. Com o passar do tempo – lembrando que isso varia de cão para cão -, o cão começará a associar o comando falado com o movimento específico feito naquele momento. É muito importante que neste estágio os comandos sejam dados somente quando o cão já estiver executando o movimento, ou seja, não adiantar o comando.Esse é o momento  que Walk on, Lie Down, Away to Me, Come By, Stay and That’ll Do já estarão sendo usados.

Depois que os comandos vocais estão totalmente afinados, chega o momento de começar a dar distância. Ou seja, você não precisa estar ao lado dele para que ele trabalhe com o rebanho. E para começar a treinar, é só utilizar pequenas corridas e com o tempo desenvolvê-las a modo de que ocorra um levante e uma trazida de maneira cadenciada. É interessante também dar novas experiências ao cão, introduzindo-o à várias situações e assim construir sua auto confiança.

O treinamento depois das fases acima, começa a ser intensificado e o cão aprende a levar o rebanho para longe do condutor, apartar o rebanho em dois lotes, entre outras atividades mais complexas. Aguardem as próximas matérias!!!

Por Luciana Omena
Colaboração e fotos: José Couto Neto

Geral

Pai, sinônimo de inspiração

Neste dia especial, mais três histórias inspiradoras de amor entre pais e filhos e o universo dos cavalos

Publicado

⠀em

Pai, sinônimo de inspiração

Continuando nosso especial do Dia dos Pais, vamos reportar mais algumas histórias inspiradoras entre pais e filhos no meio equestre.

No mundo do Rodeio, existe uma história de amor e parceria entre pai e filhos que inspira muitas famílias. Todo mundo que é apaixonado pela modalidade conhece a história de sucesso nas arenas de Adriano Moraes, mais conhecido como “The Phenomenon”, tricampeão mundial de montaria em touros pela PBR.

Sua carreira de sucesso é conhecida por todos no meio, mas o que muita gente não conhece é a relação de amor e parceria entre ele e seus três filhos: Jeremias (24), Antônio (22) e Pedro (19). Segundo sua esposa, Flávia Moraes, a paixão do pai pelos animais, pelos cavalos, foi repassada de pai para filhos. “Os três são apaixonados pela PBR, são fãs dos competidores, acompanham as provas, tudo em virtude da carreira de Adriano. Quando ele ia competir, ficávamos em casa, rezando para que tudo ficasse bem”, relembra.

Segundo a matriarca da família, o mais parecido com o pai é Antônio. “Ele ama os cavalos como o pai, laça e é o mais ‘cowboy’ dos três. Antônio é cantor, mora nos Estados Unidos, e até isso eu digo que herdou do Adriano, pois ele, para quem não sabe, é muito sensível para música”, afirma a mãe.

Jeremias e Pedro são o braço direito e esquerdo do pai. Estão atuando junto de Adriano à frente da PBR Brazil, Jeremias na parte dos negócios e Pedro na parte de design gráfico. “Quando Adriano aceitou o desafio de estar à frente da PBR Brazil foi uma decisão que tomamos em família, os cinco unidos. E Adriano sempre afirmou que não faria nada sozinho e como sempre, os filhos foram ajudar o pai”.

Para Flávia a principal característica que os filhos herdaram do pai foram os princípios do Código dos Cowboys. “Os princípios do pai são características que todos herdaram. São muito honestos, prestativos, e fico muito feliz com a família que tenho”, finaliza Flávia.

Das arenas para o Laço Individual

Fernando Pires é um nome de destaque dentro do Laço Individual, mas o que muita gente não conhece é a sua relação com seus filhos, Beatriz (27), Guilherme (19) e Tiago (14).

Sua filha Beatriz, que hoje mora em Portugal, também possui o mesmo amor que o pai pelos cavalos. “Beatriz já praticou Tambor, gosta muito de cavalos assim como eu, mas hoje seguiu outros rumos, está morando fora do país”, relembra.

Seu filho mais velho, Guilherme, já percorreu os caminhos do pai no Laço e hoje, se dedica mais aos estudos. “Todos nós sempre fomos próximos ao cavalo. Aliás, conheci minha esposa Lisandra numa prova de Laço! E ela também competiu nos Três Tambores por muitos anos, ou seja, não tinha como os meninos não gostarem de cavalos”, afirma animado o pai coruja.

Para ele, o fato dos filhos seguirem seus passos representa a sua continuidade. “Fico muito feliz de ter os três atuando comigo, cada um em um momento da vida. Hoje é o mais novo que me acompanha, me ajudando no aquecimento dos animais, no manejo com os bezerros, e isso me deixa muito feliz, é a continuação da minha caminhada”, relembra.

Mas não é só dos seus próprios filhos que Pires “toma conta”. O laçador também é conhecido pelo apoio que oferece a todos os novatos. “Gosto de acompanhar a evolução deles, temos grandes campeões hoje que eu acompanho desde o início, e isso me deixa muito orgulhoso”.

Pai e filhos mordidos pelo mosquitinho do cavalo

Finalizando a lista de pais exemplares do meio equestre, seguimos com a história de Ricardo Barbara, pai de duas figurinhas de destaque no meio, Eduardo e Gabriela Barbara, além da Fernanda.

Ricardo sempre foi um apaixonado por cavalos, e na sua infância, apesar dos pais não terem um haras, cresceu na propriedade dos primos, onde passava o dia inteiro montado nos cavalos e sonhando com o dia que teria o seu próprio animal.

Quando os filhos nasceram, foram morar em um condomínio que possui uma hípica e seus filhos, desde muito pequenos, já começaram a montar. “Com três para quatro anos, eu comecei a puxar eles nos cavalos, passei a leva-los para fazer passeios, comecei puxar, até que eles começaram a cavalgar sozinhos e passaram a fazer aulas. E como dizem no meio, eles foram ‘picados pelo mosquitinho do cavalo’, que hoje se tornou a paixão da vida de ambos”, relembra o pai.

Eduardo, hoje com 17 anos, participou de todas as categorias de base, é um multicampeão. Foi campeão Brasileiro, Sul-americano e campeão do ranking de todas as categorias que passou no Brasil.

“Como sou apaixonado pelo esporte, poder ver o animal com meus filhos é incrível e apensar da minha agenda de trabalho (sou executivo de uma multinacional), me organizei e consigo acompanhar meus filhos, pelo menos nos principais campeonatos. Isso me deixa muito feliz, vale todo o investimento”, afirma orgulhoso.

“Tive situações de vir correndo de um voo internacional e embarcar correndo para Curitiba para poder acompanhar eles em uma prova ou de ter um motorista na porta do aeroporto me esperando para irmos correndo para o interior acompanhar alguma prova.  Eles são muito dedicados e sempre que consigo, dou uma fugidinha até para acompanhar o treino deles”.

Ainda de acordo com Ricardo, o esporte é a paixão da vida da família inteira. “Fico muito feliz em poder acompanhar todo o trajeto deles. São motivo de muito orgulho para mim”, finaliza.

São histórias diferentes, com diversas realidade, mas com uma coisa em comum: o amor dos pais pelos filhos e a influência que eles exercem na vida de seus filhos. São mais quee pais, são espelhos, inspiração.

Que todos os pais possam sentir a importância que possuem na vida de seus filhos. Um feliz Dia dos Pais para todos.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Pais que são exemplos a serem seguidos no mundo do cavalo

Conheça a história de dois grandes homens que dedicaram as suas vidas aos filhos e aos animais

Publicado

⠀em

O Dia dos Pais é amanhã (14/08) e nós do Portal Cavalus não poderíamos deixar de prestar uma homenagem para esta figura tão importante no meio equestre: o pai. De sangue, consideração, adoção ou mesmo pelo carinho e dedicação que oferecem a todos, nossos esportes possuem muitos homens com essas características e que merecem uma grande homenagem.

Infelizmente, não cabem todos aqui, mas selecionamos alguns que podem representar a todos, homens que com muito carinho, amor, respeito e dedicação, inspiram seus filhos e outros jovens no esporte.

Entre os animais da raça Árabe, Acácio Franco é um nome que se destaca. Casado com Dona Ivone, pais de três filhas – Carol, Cleide e Cátia -, sempre foi um trabalhador incansável. Por grande parte da sua vida profissional, foi o braço direito e também o esquerdo da criadora Lenita Perroy, do Haras Meia Lua.

Quando Lenitta começou a se interessar pela criação de cavalos Árabes, em meados da década de 1970, ela virou assídua frequentadora do Haras Esperança e em muitas dessas visitas, ia acompanhada por Acácio, que sempre demonstrava por ela um comportamento fiel, observador, atencioso e respeitador.

Acácio estava à frente de todas as atividades do Haras Meia Lua e suas filhas, ainda adolescentes, auxiliavam o pai nos trabalhos. Filhas ajudando o pai na lida com os cavalos era novidade no país. Meninas trabalhando com cavalos era uma situação que só se via na Europa e nos Estados Unidos na época. Uma demonstração de visão, pioneirismo e boa educação que seus pais lhes proporcionaram.

Quando Lenitta faleceu, deixou como agradecimento uma boa quantia a Acácio. Na época, ele poderia ter se aposentado, mas cuidar dos cavalos Árabes é o que ele mais sabe fazer na vida, além da responsabilidade de carregar o legado que Lenitta deixou, com tantas histórias em conjunto, tantos aprendizados de ambos os lados.

Hoje, suas filhas estão bem encaminhadas na vida, aprenderam tudo o que se podia aprender com o exemplo do pai, incansável, sempre com um sorriso no rosto.

Pais no Mangalarga do Brasil

Quem atua com o Mangalarga do Brasil, com certeza conhece essa figura que é um verdadeiro paizão: Guilherme Cardeal de Oliveira, pai da pequena Isabela, de 9 anos, e de Lucas, de 8 anos.

Pai e filhos são apaixonados pela raça, Isabela inclusive recebeu uma homenagem da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM) na última Exposição Nacional da entidade, por ter realizado uma apresentação junto aos profissionais.

“Minha relação com os meus filhos é ótima, acredito que os cavalos fazem parte desta relação de amor, carinho e amizade, pois meus filhos sempre tiveram contato com os cavalos. Os dois sempre moraram no haras e isso é um dos grandes motivos dessa proximidade”, afirma Oliveira.

Guilherme Cardeal de Oliveira é treinador e apaixonado por cavalos, e seu pai foi a sua grande influência. “O meu pai era administrador de uma fazenda em Minas Gerais e com isso sempre tive contato com os cavalos. Aos 9 anos, nos mudamos para Itu (SP), e com essa mudança acabei perdendo o contato com os cavalos, mas a paixão nunca acabou. Aos 13 anos, comecei a trabalhar no Haras Lua Nova, onde o proprietário era conhecido do meu pai. Desde então, estou até hoje trabalhando com Mangalarga”.

E a influência de pai para filho não parou por ai. Hoje, são os filhos de Oliveira que se inspiram no pai. “Esse contato com os cavalos aconteceu de uma forma natural, hoje os meus filhos são completamente apaixonados pelo cavalo”, afirma.

Ainda segundo o treinador, ser pai é tudo na vida de um homem. “Para mim, a paternidade é tudo na minha vida. O que faço, conquisto, ou projeto em fazer é pensando nos meus filhos. Eles são o combustível para eu ir além”, finaliza.

São histórias inspiradoras, de pais que fazem de tudo por seus filhos, mas ainda temos muitas para contar. Continue acompanhando aqui histórias de amor entre pais, filhos e cavalos.

Por Camila Pedroso. Redação Cavalus

Fotos: Arquivo pessoal

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Poesia em forma de música

Marcelo Pardini, em sua coluna da semana, comenta sobre suas novas composições, inspiradas no e-Book, “Coração de Poeta – O legado do Bem”

Publicado

⠀em

As primeiras composições do poeta Marcelo Pardini, que vão de moda de viola a country, estão disponíveis nas principais plataformas digitais de áudio

A beleza da palavra ganha diferentes contornos através da Poesia. E quando um verso e uma rima se encaixam harmonicamente numa canção, a vida sorri! É assim que entendo a Música…

Leia mais:

Atrevi-me a compor as primeiras canções. Claro que as referências estão atreladas ao meio rural, cenário ao qual me identifico e conheço tão bem, mas ousei e escrevi músicas em diferentes estilos, de moda de viola a samba, de blues a MPB, de forró a country! Elas estão disponíveis nas principais plataformas digitais de áudio, para serem baixadas e ouvidas a qualquer hora e em qualquer lugar.

Trata-se de um trabalho totalmente inédito para mim. As letras vieram em minha mente e logo a melodia se formou, daí já imaginei os instrumentos a serem usados nos arranjos e… voilá! O poder criativo ganhou forma devido à parceria profícua com o músico multinstrumentista Mateus Guimarães.

Os arquivos musicais foram para o banco de dados da One RPM, uma das maiores distribuidoras de música do mundo, que as compartilhou nas principais plataformas digitais, como Spotify, Deezer, Apple Music. Basta digitar “Marcelo Pardini” e clicar no álbum para ouvir as 16 canções.

As composições são oriundas do meu recém-lançado e-Book, “Coração de Poeta – O legado do Bem”, vendido com exclusividade na Amazon. Você pode baixar o seu por apenas R$ 9,90 através do link: https://www.amazon.com.br/dp/B0B668FPGT/ref=sr_1_1?qid=1657439384&refinements=p_27%3AMarcelo+Pardini&s=digital-text&sr=1-1&text=Marcelo+Pardini.

Marcelo Pardini é narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural. Titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.

E-mail: contato@agromp.com.br / Instagram: marcelopardinioficial

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Conheça o BTU, a revolução no treinamento de atletas equestres

A Balance Training Unit (BTU) é um aparelho com metodologia específica capaz de organizar o sistema sensório-motor dos atletas, tratando, prevenindo lesões e refinando os movimentos necessários para se obter melhora na performance esportiva durante as provas

Publicado

⠀em

Conheça o BTU, a revolução no treinamento de atletas de Três Tambores

A fim de se obter os melhores resultados nas pistas de Três Tambores, criadores investem fortemente na busca pela melhor genética do Quarto de Milha. Além disso, não medem esforços para terem acesso ao treinamento dos melhores profissionais da modalidade. Mas já parou para pensar que não é só o cavalo que merece atenção especial, como também os atletas que estarão no comando das rédeas durante a prova, na manutenção do equilíbrio na virada do tambor e no arranque final até cruzar a fotocélula?

E foi pensando nestes atletas equestres que o fisioterapeuta especialista em traumato ortopedia funcional, Fernando Perrella, e o francês Regis Cholley, professor de equitação western, desenvolveram um mecanismo capaz de revolucionar o treinamento de cavaleiros e amazonas. Trata-se da Balance Training Unit (BTU), um aparelho com metodologia específica capaz de organizar o sistema sensório-motor do atleta, tratando, prevenindo lesões e refinando os movimentos necessários para se obter uma melhora significativa na performance esportiva. 

“Não basta só gastar dinheiro em treinamento de cavalos. Quanto vocês investem no treinamento neuro motor de vocês? Está aí um sistema, BTU + metodologia para fazer de vocês campeões nas pistas”, frisa Perrella. “O trabalho para atletas de Três Tambores visa organizar o sistema neuro motor, melhorando a consciência corporal, as reações de equilíbrio, do controle lombo pélvico e da estabilidade dinâmica para melhora na posição de assento durante a virada no tambor e para prevenir lesões na coluna, principalmente, no momento que o cavalo explode após virar no tambor”.

O fisioterapeuta ainda explica que, a partir do treinamento com a BTU, o atleta irá conquistar a estabilização de tronco para que tenha liberdade de membros inferiores ao utilizar-se das ajudas de pernas, facilitando a flexão lateral do cavalo nas viradas. “Trabalhar as transferências de peso no assento para o lado oposto do tambor e automatizando as mesmas para facilitar a tirada de peso na mão do cavalo. Em resumo, um cavaleiro equilibrado facilita o desempenho do cavalo e a melhora da performance do conjunto nos Três Tambores”, acrescenta.

BTU para a reabilitação dos atletas

Eleita quatro vezes Melhor Amazona, Caroline Rugolo é uma das atletas dos Três Tambores que fez uso da BTU durante seu processo de reabilitação, em decorrência de algumas lesões ocasionadas pela prática esportiva. Além disso, atualmente, já recuperada, ela faz o treinamento neuro motor para melhora da performance com a BTU. 

“O aparelho trabalha o corpo todo, dando bastante estabilidade corporal, corrigindo a postura e forçando bastante o equilíbrio usando o abdômen. No aparelho também conseguimos ver a compensação nos estribos, já que tem que ser nos dois lados iguais. Achei o aparelho sensacional, muito preciso para o nosso esporte, o Três Tambores”, pontua a amazona.

Vale destacar que o aparelho consiste em uma estrutura de metal em forma de gaiola, com acessórios fixos através de molas. Sobretudo, essa junção propicia instrumentos de desenvolvimento e melhora do equilíbrio, força, coordenação motora e flexibilidade, nas mais variadas posições e nos mais variados níveis de dificuldade.

O aparelho é fabricado e comercializado pela empresa New Pilates, sendo enviado com um manual da metodologia. Contudo, Fernando Perrella ainda ministra cursos de formação da metodologia, que dá uma ótima noção de como utilizar a BTU e adaptá-la para realidade do esporte praticado.

Mais informações sobre como adquirir o aparelho ou mesmo descobrir o profissional de saúde mais perto de você que faz uso da metodologia, basta acessar o site: http://btutraining.com.br/.

Por Natalia de Oliveira

Fotos: Divulgação

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Leiloeiro que participou do programa do Jô Soares, comenta morte do apresentador

Para Aníbal Ferreira, ele foi um excelente entrevistador, pois fazia questão de entender sobre o assunto que ia abordar

Publicado

⠀em

Aníbal Ferreira Jô soares

Na manhã desta sexta-feira (05/08), os brasileiros foram pegos de surpresa com a notícia da morte do apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), que confirmou a morte através de uma nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Jô tinha 84 anos e contava com uma vasta carreira artística. Além dos programas de humor, Jô Soares comandou o “Programa do Jô”, exibido na TV Globo, por 16 anos. Em uma das edições, Aníbal Ferreira, um dos maiores leiloeiros do Brasil, falou sobre a sua história, trabalho e curiosidades da profissão.

“Jô Soares foi um grande profissional, indo além do apresentador e humorista que víamos na TV. Ele foi um excelente entrevistador, pois fazia questão de entender sobre o assunto que ia abordar no seu programa. Sem dúvida alguma, é uma grande perda para o Brasil”, comentou o leiloeiro Aníbal Ferreira.

Aníbal Ferreira no programa do Jô Soares

Confira a participação de Ferreira no Programa do Jô:

Por Heloísa Alves

Imagem: Imagem: Reprodução/TV Globo

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Guarda da Rainha grita com turista que coloca as mãos nas rédeas do cavalo

Atitude repercutiu nas redes, mas segundo treinador Marcos Toledo Filho esse erro da turista poderia ter ocasionado um grave acidente

Publicado

⠀em

Guarda da Rainha grita com turista que coloca as mãos nas rédeas do cavalo

Quem já visitou a Inglaterra e passou pela cidade de Westminster, com certeza ficou impressionado com a beleza do Palácio de Buckingham e dos Guardas da Rainha. A presença e postura deles é realmente surpreendente.

Essa semana, viralizou na internet uma cena que promoveu muita discussão nas redes entre os que apoiaram a ação e os que rejeitaram.

Uma turista foi fazer uma foto ao lado de um dos Guardas da Rainha e resolveu colocar as mãos nas rédeas do cavalo. No mesmo instante, o Guarda gritou para a turista não tocar nas rédeas do animal.

“Afaste-se do salva-vidas da rainha. Não toque nas rédeas”, gritou alterado o guarda da Rainha.

Guarda da Rainha repreende mulher que toca nas rédeas do cavalo

Um porta-voz do exército britânico disse ao jornal The Mirror: “Levamos todos os incidentes como esse a sério e queremos garantir que todos aqueles que visitam os Guardas da Rainha tenham um tempo agradável. A área retratada nas imagens é particularmente movimentada e, às vezes, os soldados precisam gritar bem alto para alertar o público. Ainda temos placas colocadas ao lado das baias dos cavalos, informando que eles mordem e, por serem animais, podem ser imprevisíveis.”

Mas a atitude do Guarda da Rainha está errada?

Muitos internautas criticaram a atitude do Guarda da Rainha, outros concordaram com ela dizendo que a mulher passou dos limites. Mas, será que o Guarda da Rainha exagerou? O que poderia ter acontecido?

Segundo o treinador Marcos Toledo Filho, toda a sensibilidade do cavalo está nas rédeas, portanto, quando a turista coloca a mão nela o cavalo poderia ter se assustado, levantado e até caído de costas com o cavaleiro.  “Nas rédeas está o controle total do cavaleiro. Todos os comandos dele para com o animal estão ali”, ressalta.

Ainda de acordo com o treinador, em uma situação como essa a pessoa nunca deve se aproximar do cavalo sem a permissão do cavaleiro. “Nunca devemos tocar em um cavalo, muito menos nas suas rédeas sem permissão do cavaleiro”, alerta.

Por isso, ao montar um cavalo, o cavaleiro precisa estar preparado para agir em situações como essa, “prevendo o movimento e protegendo o animal, visto que o cavalo se assusta muito facilmente”.

“O cavaleiro precisa estar atento, e em uma situação como essa pedir para a pessoa desavisada não encostar no animal”, enfatiza e complementa que “para as pessoas que queiram tirar foto, pergunte antes se pode para não haver constrangimento”.

Como tudo nesta vida, não custa nada perguntar antes para evitar um grande constrangimento.

Por: Camila Pedroso

Colaboração: Heloísa Alves

Fonte: UOL

Fotos: Metrópole

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Sucesso da Festa do Peão de Barretos inspira curso de imersão para empreendedores e empresários

Projeto visa trazer toda a experiência da festa para o dia a dia do mundo corporativo, usando o know-how dos organizadores para a resolução de questões rotineiras nos negócios

Publicado

⠀em

Festa do Peão de Barretos é adiada para 2022

A Festa do Peão de Barretos, que chega a sua 65º edição, é um dos melhores cases de sucesso no universo empresarial. Sua primeira edição surgiu em 1947, dentro de uma quermesse realizada pela prefeitura de Barretos, sendo considerado o primeiro Rodeio do País.

A festa surgiu da união de um grupo de rapazes solteiros e autossuficientes, como era a regra, ligados à agropecuária local, que tiveram a ideia de promover festas inspiradas na lida das fazendas – nascia assim “Os Independentes”.

Em 1956, a festa passou a ser reconhecida como a 1ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.

Hoje, depois de 65 anos, a Festa do Peão de Barretos se tornou uma das mais importantes do mundo, reunindo os principais atletas do país e do mundo em busca o almejado título de Campeão da Festa do Peão de Barretos.

Como a união de um grupo de rapazes se tornou uma das maiores festas do mundo? Qual foi o segredo deste sucesso? Visando trazer essa experiência ao mundo corporativo, o projeto Riders Business School realiza no próximo dia 17 de agosto o Barretos Experience.

Segundo Thaciana Reis, uma das idealizadoras do projeto, a proposta é utilizar o “core business” da Festa do Peão de Barretos e de Os Independentes para inspirar e auxiliar empreendedores e empresários no desenvolvimento de características chaves para o sucesso de seus negócios.

Conteúdo traz os bastidores da Festa do Peão de Barretos

Ao longo do curso, quatro pilares fundamentais serão trabalhados: Cultura e Tradição, Marketing e Inovação, Gestão e Experiência. “Todo conteúdo é uma curadoria da história da Festa do Peão de Barretos e da Associação Os Independentes, que traduz esses quatro pilares para o dia a dia corporativo e empreendedor”, afirma Thaciana.

Ainda durante o curso, os alunos poderão conhecer de perto os bastidores da Festa que começa no dia 18 de agosto, no Parque do Peão, com visitas guiadas e oportunidades de viver de perto toda preparação para o evento.

Para o empresário e presidente de Os Independentes, Jeronimo Luiz Muzetti, um evento do tamanho atual da Festa traz inúmeras possibilidades de aprendizado em termos de gestão.

“Ser palco de uma escola de negócios é um grande orgulho para o evento e para a Associação. São mais de 60 anos promovendo a Festa, que só cresceu ao longo destas décadas, se consolidando e defendendo o setor. Mostrar um pouco destes bastidores e, através de todo know-how dos nossos profissionais, poder contribuir com a formação de empreendedores é um grande orgulho”, afirma Muzetti. 

O curso será ministrado por especialistas e com a participação direta de integrantes da diretoria de Os Independentes e da organização da Festa do Peão de Barretos.

As inscrições para o Barretos Experience e mais informações podem ser obtidas pelo site: www.ridersbarretos.com.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

PL propõe zerar a alíquota de impostos sobre rações e suplementos minerais equinos

Se aprovado, Projeto de Lei vai excluir a cobrança do PIS/Pasep e Cofins destes produtos. Projeto está tramitando pela Câmara dos Deputados, em análise de comissões

Publicado

⠀em

PL propõe zerar a alíquota de impostos sobre rações e suplementos minerais equinos

Uma luz no fim do túnel para os criadores de cavalos. Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei (PL) 1439/22 de autoria do deputado Antônio Pinheiro Neto, o Pinheirinho, (PP-MG) que propõe a redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre rações e suplementos minerais destinados à alimentação de equinos.

“A medida contribuirá para melhorar a qualidade dos produtos ofertados pelos pecuaristas, visto que, por meio da redução da carga tributária que pesa sobre as rações e suplementos, reduzirá os custos de produção desses produtos rurais”, ressalta Pinheirinho.

O PL altera a Lei 10.925/04, que isentou fertilizantes e defensivos agropecuários do PIS/Pasep e da Cofins.

O projeto está em fase de análise em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Rito de tramitação é o processo pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário.

Importância da equinocultura na economia nacional

Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), por ano, a indústria do cavalo movimenta mais de R$ 30 bilhões no país. O rebanho nacional é de 5,9 milhões de cabeças, sendo o terceiro maior no mundo. O setor ainda gera 3,2 milhões de empregos.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fotos: Pixabay / Blog Premix

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Transporte aéreo facilita e viabiliza viagens de animais entre todas as regiões do Brasil

Treinador Arlan dos Reis inovou em 2017 ao trazer um cavalo de caminhão e balsa de Roraima a São Paulo e hoje, mais uma vez, revoluciona ao realizar o transporte aéreo do animal, possibilitando a interligação entre os quatro cantos do país

Publicado

⠀em

Para quem vive nas regiões sul e sudeste do Brasil, imaginar um trajeto de dias sobre uma balsa, descendo o rio para chegar ao seu destino é quase que inimaginável. Mas, para quem mora no Norte do Brasil, é uma realizada recorrente.

As dificuldades no transporte de carga e animais entre as regiões mais afastadas do país, acabam provocando o isolamento da população e de seus produtos. Mas Arlan dos Reis e o cavalo Maximus Zorrero (El Shady Zorrero x Lambada Vista), como vimos aqui no portal Cavalus em setembro de 2017, quebraram paradigmas e abriram a rota, ao mostrar que sim, é possível percorrer 4,5 mil quilômetros entre Boa Vista, capital de Roraima até Avaré interior de São Paulo.

Leia mais

A dupla inovou ao percorrer o trajeto inédito, até então, para participar do 40º Campeonato Nacional da ABQM e ainda levar um troféu para casa.

“Essa viagem foi um divisor de águas, pois mostrou não apenas que o trajeto era possível e que nossos cavalos possuem potencial para competir com os animais de São Paulo”, relembra Reis.

Até então, o maior esporte da região era a Vaquejada e a viagem possibilitou o crescimento dos Três Tambores na região Norte. “A repercussão dessa primeira viagem proporcionou o crescimento da região Norte no Tambor, porque até então era apenas a Vaquejada. E hoje, para se ter uma noção, através deste cavalo, dessa viagem, de todo este esforço, um dos garanhões mais rápidos da atualidade no Brasil nos Três Tambores é daqui, dessa região, o EF Euros Ta Fame”, afirma.

Mas as inovação e transformações deste treinador não pararam por ai. Para essa edição do Congresso Nacional da ABQM, Arlan dos Reis mais uma vez inovou e trouxe seus animais de avião.

“Muita gente não sabe, mas é possível realizar o transporte aéreo internamente pelo Brasil. E os custos são muito mais vantajosos do que os do caminhão”, explica.

Como realizar o transporte aéreo dos cavalos?

Para realizar a viagem, o treinador pesquisou entre as companhias aéreas e encontrou o serviço, que é realizado de maneira rápida, tranquila e segura. Os animais são transportados em “gaiolas” que comportam três cavalos.

“É muito mais tranquilo que uma viagem de caminhão, pois não tem os solavancos, freadas, buracos, enfim, as irregularidades da estrada que agitam o cavalo. A única preocupação é com o barulho”, explica.

embarque dos cavalos no avião

Durante o trajeto, Arlan Reis viaja lado a lado com os cavalos. “É muito importante que o cavalo tenha alguém de sua confiança ao lado dele. Então, dias antes do embarque, eu começo o contato com os animais para que eles possam se acostumar comigo e sentir segurança com a minha presença”, explica.

Além disso, o treinador leva consigo alguns medicamentos como analgésicos e remédios para dor para que possam ser aplicados no animal caso necessário. “Outro ponto que deve ser levado em consideração é o fato dos cavalos sofrem de claustrofobia, assim como os humanos, então em animais mais novos eu realizo um pequeno treinamento para que ele não se sinta desconfortável durante o trajeto”, elucida.

Outra tática utilizada é a companhia de um animal mais experiente junto ao novato. Assim, ele passa mais segurança ao cavalo e a viagem fica mais tranquila.

A duração da viagem é outro atrativo a parte. Na primeira ocasião, em que o trajeto foi realizado de balsa e caminhão, foram um dia de viagem de caminhão rumo à Manaus (800 km), sete dias dentro da balsa, e depois a longa distância, novamente de caminhão rumo
a Avaré, total 19 dias. De avião, o trajeto diminui para apenas 1 dias e quatro horas. “Um dia de viagem de caminhão rumo à Manaus, depois embarcamos em um voo de quatro horas, com uma pausa em Brasília. Muito mais rápido e menos estressante para os animais”, afirma.

Os animais recebem todos os cuidados durante o transporte aéreo

“As vantagens são muitas e os custos não são impraticáveis. Uma viagem dessa é cobrada pela ‘gaiola’, que comporta três cavalos. Então, se você levar um, dois ou três, o custo é o mesmo. A gaiola sai em média R$ 24 mil. Quando temos um cavalo para transportar para São Paulo, entramos em contato com outros criatórios da região para realizarmos a viagem juntos e dividirmos os custos. Ele valor inclui a minha consultoria junto dos animais para dar mais segurança a eles”, exemplifica o treinador.

“Nesta terça mesmo (02/08) estaremos mais uma vez embarcando para São Paulo com três animais. Uma rota que veio para ficar e que interliga o Sul ao Norte do Brasil”, finaliza.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo pessoal

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Cavalo como animal de estimação?

Sim! Os Mini-horses estão fomentando o mercado de pets. A raça, muito querida pelas crianças é forte, resistente, econômica e pode ser criada em pequenos espaços

Publicado

⠀em

Mini-horse cavalo como animal de estimação

Com certeza, você já deve ter visto em exposições, hotéis fazenda ou em alguma propriedade um mini-horse. Estes cavalos de estatura pequena fazem muito sucesso entre a criançada, devido à sua docilidade e beleza.

Raça genuinamente brasileira, os mini-horses estão caindo no gosto das pessoas que gostam de animais de estimação e querem opções diferentes. Por serem dóceis, econômicos e permitirem a criação em pequenos espaços, se tornaram uma ótima opção.

Mas por traz de toda fofura existe um padrão racial a ser seguido, como a altura: os machos não podem passar de 89 centímetros e as fêmeas 95 centímetros de altura, estatura que atingem com 36 meses de idade.

As fêmeas possuem a capacidade de produzir apenas um produto por gestação, e essa tem duração média de 325 dias.

Entre as suas principais características estão o andamento, com trote harmonioso em todas as suas modalidades, de preferência o de ação reta, progressiva e com reações suaves.

A raça possui exemplares com todo os tipos de pelagens, sendo as de cores exóticas, como:  Appaloosa, Pampa, Persa, Tordilha, entre outras, as mais procuradas e valorizadas.

São muito longevos, pois vivem em média 24 anos e o melhor: são ótimas opções de pet, com baixo custo de manutenção e, devido ao porte, podem ser criados em espaço pequenos, como os quintais das residências.

Para conhecer mais sobre essa raça que vem despertando cada dia mais a atenção do mercado, conversamos com o criador José Ricardo Mancusi Cirto, o Purga Cirto, do Haras Arpão. Localizado em São João da Boa Vista (SP), seu criatório é especializado em Mini-horse. Confira a entrevista!

Portal Cavalus: Geneticamente, como surgiram os Mini-Horses?

José Ricardo Mancusi Cirto: O Mini-horse é uma raça que tem como base outras raças pôneis. Temos um padrão racial que foi elaborado por diversos criadores e técnicos com notório conhecimento em equideocultura, há mais de 20 anos, em que buscamos animais mais elegantes, altivos e de menor estatura, justamente para atender a uma forte demanda que existia no mercado consumidor.

Portal Cavalus: Como está o mercado?

José Ricardo Mancusi Cirto: O mercado tem se mostrado cada vez mais sólido e aquecido, com várias frentes de comercialização:

a) Mercado Criador: é aquele que faz a melhoria da raça, animais de alta qualidade genética e fenótipa, que fazem a evolução de cada criatório. Muitos são usados para exposições e julgamento de conformação em um Campeonato Nacional específico da raça. Esse mercado é absorvido geralmente pelos próprios criadores.

b) Mercado Amigo: esse mercado tem uma grande importância de fomento a raça, pois são justamente os animais destinados a sela ou tração de pequenos troles ou charretinhas. Geralmente são animais de maior estatura, pois tem capacidade de suportarem, sem grande esforço, crianças maiores em montaria ou tracionar, sem dificuldade, até 4 ou 5 crianças em um pequeno trole. Na sua maioria, são compostos de machos castrados ou fêmeas não utilizadas na reprodução.

c) Mercado Pet: esse mercado é o mais recente, e tem se mostrado cada vez mais firme e crescente. São consumidores que buscam essas miniaturas como ornamentais e lazer para pequenas propriedades, sítios, chácaras, condomínios, etc. Geralmente, são animais de porte reduzido, que são usados na iniciação de contato e convivência pelas crianças. São inclusive mantidos em grandes centros urbanos, nos quintais das residências, como “cavalo de estimação”, assim como o cachorro. Temos o cavalo de esporte, trabalho, sela, tração e o de estimação, justamente onde se encaixa o Mini-horse nessa última classificação.

Todos esses mercados têm se mostrado em crescente evolução e com forte retorno aos criadores, pois o escoamento das produções tem ocorrido com alguma facilidade.

Portal Cavalus: Qual é a diferença entre o Mini-horse e os cavalos de estatura maior?

José Ricardo Mancusi Cirto: Basicamente são idênticos as raças maiores em todas as coisas, ou seja, criação, reprodução, alimentação e a composição física. São muito rústicos e raramente ficam doentes, ficam extremamente dóceis, desde que tenham um manejo adequado e constante. As vezes, as pessoas imaginam que por ser pequeno, é manso por natureza e sempre frisamos que ele deve passar pelo mesmo processo de doma das outras raças de equinos.

Portal Cavalus: Os Mini-horses são oriundos de qual raça?

José Ricardo Mancusi Cirto: Quando fundada a Associação dos Criadores e foi escrito o “Padrão Racial” do Mini-horse, tomamos o cuidado de constar quais eram as raças que poderiam ter registros transcritos como formadores para ajudar na seleção.

Hoje, são aceitos para transcrição as raças pôneis: Shetland, Miniature Horse, Brasileiro e Welsh. Basicamente o que temos é uma raça com um mix de sangues de origem Bretã (Inglaterra / Escócia / Irlanda), pôneis de origem Argentina e Uruguaia (também de origem Bretã), o pônei Brasileiro e o Miniature Horse de origem americana. Hoje, o Mini-Horse é uma raça genuinamente nacional, a menor raça pônei criada no Brasil.

Portal Cavalus: Como está o plantel da raça no país?

José Ricardo Mancusi Cirto: O Serviço de Registro Genealógico do Mini-horse (SRGMH), é administrado pela Associação Brasileira dos Criadores de Mini-horse (ABCMH), fundada em 2002 e sediada em Avaré (SP). Atualmente, temos um plantel de quase 10 mil animais registrados em todo o território nacional. Consideramos uma grande vitória, em tão pouco tempo, termos um plantel já tão significante e com uma visível melhoria na qualidade dos animais.

Portal Cavalus: Quais são os estados com mais exemplares?

José Ricardo Mancusi Cirto: Eles estão espalhados por todos os estados brasileiros, porém o maior plantel está no estado de São Paulo, seguido do Rio Grande do Sul.

Portal Cavalus: Quais são as qualidades da raça?

José Ricardo Mancusi Cirto: Eles exercem uma atração forte tanto nas crianças como nos adultos. Seu porte diminuto desperta ternura e um grande fascínio, motivo pelos quais têm lugar garantido como animal de estimação. Sua docilidade e pequena estatura facilitam seu manejo, que muitas vezes é feito por crianças, que os aceitam de imediato. Com manejo adequado e com frequência, ficam muito dóceis e meigos. Ocupam pequenos espaços, comem proporcional ao seu peso, fato que os tornam com um custo muito baixo de manutenção. São muito rústicos e resistentes, podem ser criados até em quintal, dormindo ao relento, não requer muitos cuidados.

Portal Cavalus: Pra chegar a essa estatura, como foi o processo?

José Ricardo Mancusi Cirto: Atualmente, temos mais de 100 raças pôneis espalhadas pelo mundo e as raças menores têm como base o Shetland, que é originário das ilhas de Shetland e Orkney, na Escócia, onde foram criados por milhares de anos através de seleção natural e cujo significativo aumento do rebanho, com o tempo, levou consequentemente a escassez de comida. Com isso, eles foram, no decorrer dos séculos, naturalmente diminuindo de tamanho. Atualmente, existe uma seleção administrada por Associações, orientada por técnicos e criadores experientes e direcionadas conforme o Padrão de cada raça.

Portal Cavalus: Eles existem em quais países?

José Ricardo Mancusi Cirto: O Mini-horse, por ser uma raça relativamente nova, pois a Associação tem somente 20 anos, podemos dizer que é uma raça em formação e genuinamente nacional. Porém, existe um comércio, embora ainda pequeno, para os países do Mercosul e que imaginamos que a médio prazo, com a expansão e multiplicação do plantel nacional, possamos estar difundindo a raça para outros continentes.

Portal Cavalus: Quem são os melhores nomes da raça?

José Ricardo Mancusi Cirto: Atualmente, são vários os criadores que têm qualidade, pois com o decorrer dos anos, notamos que a raça vem evoluindo muito na qualidade genética e fenótipa no seu todo. Hoje, podemos encontrar animais de qualidade suprema com maior facilidade, pois quem cria está sempre na busca incessante da melhoria do seu criatório.

Portal Cavalus: Quais são as expectativas de futuro?

José Ricardo Mancusi Cirto: Trabalhamos para o crescimento da raça e maximização do nome Mini-Horse, que ainda não está difundido em massa, principalmente nos grandes centros. Acreditamos que com o aumento da produção nos próximos anos, com exposições e o ótimo trabalho desenvolvido atualmente por diversos bons criadores, muito em breve teremos um espaço maior de mercado e produtos com uma melhor remuneração.

Portal Cavalus: Qual a diferença entre o Mini-horse e o pônei?

José Ricardo Mancusi Cirto: Essa é uma ótima pergunta para que possamos explicar uma grande confusão que o mercado e as pessoas leigas fazem sobre esse tópico. Cabe enfatizar que Pônei é um tipo de cavalo e não uma única raça, cuja estatura pode atingir até 1,38 m de altura. Existem atualmente mais de 100 raças de pôneis diferentes criadas em todo mundo. Assim, podemos dizer que o Mini-Horse é uma raça de Pônei, a menor criada no Brasil.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo pessoal

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Categorias

COPYRIGHT © 2021 CAVALUS. TODOS DIREITOS RESERVADOS
ESSE SITE É PROTEGIDO PELO GOOGLE RECAPTCHA
POLÍTICA DE PRIVACIDADE | TERMOS DE SERVIÇO