Eventos com grandes premiações em dinheiro desencadearam uma ascensão meteórica na vida das mulheres

Provas de Laço, seja elas de Team Roping, Tie-Down Roping ou Breakaway Roping, só para mulheres fazem parte da Women’s Professional Rodeo Association desde a sua criação, há 70 anos. Andavam ao lado, como a irmã mais velha, mas um pouco na sombra, da glamurosa e chamativa prova dos Três Tambores. Até agora!

Todo mundo, de fato, conhece a WPRA como a maior associação de rodeio e provas de Três Tambores dos Estados Unidos, e do mundo. O ranking das melhores amazonas do mundo é feito pela WPRA, criada em 1948 por 38 cowgirls, que tinham o objetivo de fazer o esporte equestre crescer e se fortalecer entre as mulheres.

Lari Dee Guy. Foto Lone Wolf

Impulsionadas pela explosão do Breakaway Roping, um novo grupo de atletas femininas está adotando o slogan ‘Rope Like a Girl’, cunhado pela cowgirl mais vencedora de todos os tempos, Lari Dee Guy.

Guy, sete vezes campeã mundial WPRA, foi campeã e segundo lugar no Team Roping na prova Charlie 1 Horse All-Girl Challenge na metade do ano. Ela laçou cabeça com Whitney DeSalvo no pé, para o título, e também laçou cabeça no segundo lugar, com Annette Stahl no pé. Além disso, sua égua Sabrina, que ela tem em co-propriedade com Trevor Brazile – 24 vezes campeão mundial –  foi eleito o melhor cavalo de Cabeça na competição.

Ao todo, Guy ganhou um total de US$ 25.500,00 nesse evento, realizado durante o 41º Bob Feist Invitational, em Reno, Nevada. Uma das provas mais bacanas para o Team Roping nos Estados Unidos, e que marca o começo da temporada de verão por lá. O pagamento total para a categoria Charlie 1 Horse All-Girl Challenge chegou a US$ 135.000,00, valor inédito para uma prova de Laço só para mulheres.

Annie Houston lassos, Breakaway Roping, Bob Feist Invitational. Fotos: Olie Moss

Kami Peterson, seu marido Daren Peterson, e Corky Ullman, da Ullman Peterson Events, compraram os direitos do Bob Feist Invitational em 2012. “Nosso objetivo era criar uma prova de Team Roping só para mulheres com a maior premiação do país. E dessa forma, proporcionar às mulheres que laçam que se sintam tão prestigiadas quanto os rapazes”, comentou Kami.

Como a BFI Week em Reno é o destino para muitos dos laçadores todos os anos, muitas mulheres conhecem o evento e participam ao lado de seus maridos ou namorados. Então, a ideia do trio era dar uma oportunidade de fazer algo delas, de se envolverem ainda mais com o esporte que elas já têm familiaridade. E podem participar tanto amadores como profissionais. É um evento sancionado pela WPRA, que vale pontos para o ranking.

 

Taylor Munsell, Breakaway Roping

De acordo com Patti McCutchen, diretora da divisão Roping (Laço) da WPRA, o número de mulheres laçando que ingressam na WPRA praticamente dobrou nos últimos cinco anos. Ela atesta o enorme crescimento e o ‘boom’ do Breakaway Roping em eventos da Professional Rodeo Cowboys Association.

McCutchen também reforça que, além das categorias só para as mulheres no Team Roping, elas também estão se aventurando a laçar em dupla com homens em provas como Ariat World Series of Team Roping, que corre paralelamente a National Finals Rodeo, em Las Vegas, e também com grande êxito nas provas da United States Team Roping Championships – USTRC.

Janey Reeves

Nos Estados Unidos, outros dois grandes eventos de Laço só para mulheres são o Windy Ryon e RFD-TV The American. O prestigiado The American terá, em 2019, o Breakaway Roping pela primeira vez entre as modalidades do evento. Jackie Crawford, 17 vezes campeã mundial de Breakaway, campeã em 2018 do California’s Richest Breakaway, está entre as favoritas para essa disputa.

Já foi informado que o The American passará a ser realizado em dois dias em 2019, com um total de prêmios de mais de US$ 2,3 milhões. E tanto a fase final como as semifinais e classificatórias contarão pontos para o ranking da WPRA a partir de 2019. A RFD-TV estima que o crescimento do Breakaway levará cerca de mil laçadoras para a classificatória.

Esse ano, os campeões mundiais WRPA serão coroados ao final da temporada 2018. Entre as favoritas, Kelsey Chase, campeã mundial 2017, no Breakaway e no All-Around; Kari Nixon, no Tie-Down Roping; Hope Thompson, no Laço Cabeça; e Whitney DeSalvo, no Laço Pé. Sem contar com as já consagradas Lari Dee Guy, Jackie Crawford, Annette Stahl, JJ Hampton.

Lynn Smith e Janey Reeves

Quando Lari Dee Guy estava começando, não haviam tantos incentivos, tantas provas, tantas outras laçadoras. “Minha jornada me fez querer facilitar as coisas para as meninas que começaram depois de mim. E é por isso que dedico tanto tempo às minhas clínicas e vídeos.   O interesse das mulheres em laçar continua crescendo absolutamente e eu quero ajudar a geração mais jovem, para que ela possa continuar”.

Por Susan L. Ebert/Cowgirl Magazine
Tradução e adaptação: Luciana Omena

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