Aos 34 anos, atual número dois do mundo, o brasileiro está na PBR desde 2012

Após vencer seu terceiro Iron Cowboy nos Estados unidos – o quarto da carreira, incluindo o da PBR Brasil – João Ricardo Vieira chamou ainda mais atenção. Ele mal estava suando após sua montaria em Cochise, em que marcou 90,25 pontos e selou sua vitória em Los Angeles. Havia uma sensação de confiança no ar.

Nos bastidores do STAPLES Center, ele disse: “Eu me sinto pronto para mais cinco ou seis touros. Eu treinei para isso. Eu trabalhei para isso. Eu amo essa competição”. João, surpreendentemente, acabou não precisando entrar novamente na arena, já que os nove finalistas que ainda estavam na disputa do Iron Cowboy foram eliminados na terceira rodada.

No momento, são US$ 265.898,00 ganhos na temporada e 1895 adicionados ao ranking, fazendo dele o segundo melhor bullrider do mundo. São três vitórias em sete etapas em 2019 e apenas 202 pontos atrás do líder, Jess Lockwood, que está fora devido a contusão. Situação que João já viveu em 2015. Quatro anos atrás, ele tinha vantagem de 1350 pontos sobre JB Mauney.

Então, perdeu cinco etapas por causa de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho. Tinha acabado de ganhar o Last Cowboy Standing em maio e a vantagem no ranking era boa. Mas acabou perdendo terreno e viu Mauney avançar e levar seu segundo título mundial. Aliás, João é o único entre os 15 maiores ganhadores de todos os tempos que não tem um título mundial.

Na premiação do Iron Cowboy

Mesmo feliz com tudo que vem acontecendo desde janeiro, ele sabe que esse grande começo de temporada pode rapidamente virar de uma hora para outra. “Para ficar com o título, é preciso chegar a Las Vegas, na Final Mundial, e fazer o melhor. Fazer uma boa temporada é bom, apenas para praticar. Mas é em Las Vegas que você precisa continuar e montar ainda melhor”.

Todos os campeões Mundiais desde Mauney em 2015, no entanto, ganharam apenas uma etapa PBR Major a caminho do título. João Ricardo já ganhou duas esse ano e entra definitivamente na briga. O terceiro Iron Cowboy devolve ele há 2014 e 2015, os anos em que também foi ‘Cowboy de Aço’. A diferença este ano é que ele está montando muito melhor agora do que estava em cada uma dessas duas temporadas.

O aproveitamento de João em 2014, quando disputou o Iron Cowboy, era de 42,42%, 14 paradas em 33 bois montados, duas vitórias. Em 2015, 48,15% de aproveitamento, 13 paradas em 27 touros e uma vitória. Duas semanas atrás, seu aproveitamento nessa temporada já é de 59,09%, 13 paradas em 22 oportunidades, e três vitórias.

Sua diferença para o topo da tabela também é menor do que quando ele venceu o Iron em 2014 e 2015. “Eu tive boas temporadas antes, mas 2019 está sendo, sem dúvida, meu melhor começo de ano na América”. Caso chegue ao título mundial esse ano, será o segundo competidor mais velho a levantar a taça. Adriano Moraes tinha 36 anos quando foi tricampeão em 2006. Do Top 35 hoje, só Sean Willingham (37) e Rubens Barbosa (35) são mais velhos que ele.

João Ricardo Vieira

É unanimidade que João Ricardo Vieira está no auge da carreira. Silvano Alves, outro brasileiro tricampeão mundial, atesta isso. “Ele tem ido muito bem e não está sentindo a pressão. Nunca vi ele montar tanto como agora”. Kaique Pacheco, atual campeão mundial, também elogia o compatriota: “A campanha dele está sendo impressionante”.

O próximo evento PBR Major, onde os pontos são maiores, será em julho, o Last Cowboy Standings, em Cheyenne. Até lá, muita água está para rolar debaixo da ponte, mas foi na mesma etapa do ano passado que Kaique, ao vencer, assumiu a liderança do ranking mundial e de lá não mais saiu. “Espero estar bem até lá e conseguir fazer o mesmo que fiz agora. Vencer o Iron Cowboy deixa a gente poderoso”.

Por Justin Felisko/PBR
Tradução e adaptação: Luciana Omena
Fotos: PBR

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