Mais um grande evento nos Estados Unidos, um dos mais tradicionais, que leva um público diferenciado e muita emoção e habilidade para dentro da pista

Aconteceu de 3 a 14 de outubro, no Will Rogers Coliseum, em Forth Worth, Texas, o National Reined Cow Horse Association Snaffle Bit Futurity. De seu início, em 1970, com 27 inscritos, cresceu e tornou-se um dos mais prestigiados eventos da indústria mundial western. Muitos entusiastas do cavalo de boi dizem que foi após uma experiência no Snaffle Bit Futurity que tornaram-se apaixonados pelo Working Cow Horse. Centenas de cavalos e fãs de todo o País e ainda do Canadá fazem sua viagem até o Futurity todos os anos.

Jake Gorrell. Foto:Kristin Pitzer

As estrelas principais sãos os cavalos de três anos, que mostraram suas habilidades nas três etapas da prova: herd work (rebanho), rein work (rédeas) e fence work (cerca). Para quem acompanha as provas de Working Cow Horse no Brasil já viu que essas três fases acontecem em sequência durante uma única apresentação do conjunto. Pela NRCHA, cada uma dessas fases é feita em dias separados. Os conjuntos inscritos em suas categorias competem apenas em herd work em um dia, rein work em outro e fence work por fim, e a nota final, somada desses três dias, é que dá o campeão.

Mais de US$ 1.100.000,00 foram distribuídos em premiação esse ano. Para o campeão Open, o pagamento foi de US$125.000,00. Provas em diversas categorias aconteceram, entre Open e Non Pro e suas subdivisões. A programação contou também com o NRCHA Hall of Fame Banquet, um jantar super chique que comemora os melhores do ano; Best of the West (feira comercial); Snaffle Bit Futurity Horse Sales (leilões); e algumas categorias também para cavalos de quatro anos ou mais.

Tammy Jo Hays. Foto: Kristin Pitzer

E o prêmio máximo do evento, o de campeão Open Futurity, ficou para Jake D. Gorrell, com Plain Catty (Bet Hesa Cat x Miss Plain Plain), de Kevin G. Cantrelle. Sua nota final foi 657.5 pontos (214.5 herd, 218.0 rein, 225.0 cow). O trabalho com o gado na cerca certamente foi decisivo para a vitória, 225, uma pontuação bem alta. Esse título era algo que o treinador vinha perseguindo há muito tempo. De Hanford, California, alcançou o status de Million Dollar Rider em agosto. Trabalhou com cautela até sentir que tinha chegado a sua hora, sabia que tinha um ótimo cavalo para  final e com chances de vencer. Ele também sabia que o trabalho de cerca seria decisivo, pois era onde o seu potro tinha a melhor performance. Embolsaram mais US$ 12.000,00 pelo terceiro lugar na Intermediate Open, ao marcar 648,5, empatados com Brandon C. Buttars e DT Black Maverick.

O segundo lugar, com o prêmio de US$ 90.000,00 ficou para outro filho de Bet Hesa Cat, Bet Hes Black (mãe: Soula Jule Forever). Apresentado por Zane P. Davis, somou 654.5 pontos (214.0 herd, 223.0 rein, 217.5 cow). Pela composição de notas, o trabalho de rédeas do reservado campeão foi o melhor, mas não suficientes para que ele ultrapassasse Gorrell. Davis conta que o potro teve um problema de saúde e não ficou totalmente recuperado para o Futurity.

A Non Pro foi vencida por uma veterana e ganhadora de títulos pela NRCHA, essa foi sua terceira vitória de Snaffle Bit Non Pro Futurity. Tammy Jo Hays, que marcou 650.0 pontos (212.0 herd, 217.0 rein, 221.0 cow), com Hat Six Keep Sparkin (Dual Spark x Hat Six Little Paws), de Walter Or Jocelyn Greeman e levou o prêmio de US$ 20.359,37. Ela foi a última a entrar na prova com o gado (cow), ou fence work, o ápice das apresentações, que é o trabalho de cerca, e dependia só dela o título. Tinha que fazer uma boa nota e fez: 221. Foi a pontuação mais alta da noite depois de um planejamento que deu certo. Por ser a última, ela observou muito bem o gado e traçou uma melhor estratégia para trabalhar com ele.

Resultados completos e outras informações: NRCHA

Por Luciana Omena

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