A amazona e agora laçadora, Letícia  monta desde os três anos de idade e respira cavalo em seu dia a dia em funções diversas

Letícia Viana Valle Vieira tem 30 anos e é natural de Brasília/DF, cidade onde mora até hoje.  Médica Veterinária, treina no Rancho União e no CT Anderson Cândido, ambos na cidade. Como não poderia deixar de ser, tem o apoio dos pais, Valternei Silva Vieira, 56 anos, e Rosaria Carla Viana Valle, 53 anos. E ainda dos irmãos, Caio Felipe, 25 anos, e Davi, 14 anos.

Você já deve ter visto Letícia nas provas de Três Tambores, dentro e fora das pistas, ou atuando com os cavalos na sua profissão de Médica Veterinária. Nas pistas de laço, Letícia acompanhava tudo da arquibancada. A novidade foi a entrada dela dentro das arenas como laçadora. Algo que, segunda ela conta, foi um grande desafio.

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Campeã do Campeonato Brasiliense 2019 no Breakaway, ela conta tudo! Acompanhe a entrevista!

Sua história com o cavalo começou como?

Letícia: Meus pais sempre tiveram chácara e criaram cavalos. Então, cresci tendo contato com eles. Monto desde meus três, quatro anos. Cheguei a fizer hipismo (Salto) por um tempo, mas não era o que me encantava. Até que em 1998 iniciei nas competições do Quarto de Milha e nunca mais parei.

Lembra da primeira prova?

Letícia: Minha primeira competição foi em 1998, em Brasília, de Seis Balizas, em uma égua Paint Horse chamada Jack Tequila Catch. No Breakaway, minha primeira prova foi em dezembro de 2017, no Rancho PR, em Brasília também. Competi no Golden Dreaming, cavalo do meu irmão Caio Vieira. Além do Breakaway hoje também faço Três Tambores.

Letícia Viana se desafia todos os dias no Breakaway Roping

Como buscou se aperfeiçoar no Breakway?

Letícia: Busquei iniciar na modalidade com o Anderson Cândido, que além de amigo, é um competidor referência no país e ótimo treinador. Dessa forma, pude aprender as técnicas de maneira mais exata. É com ele que sigo treinando e aprendendo constantemente. Fiz também alguns cursos com ótimos profissionais, mas sempre troco ideias e peço ajuda a amigos próximos na tentativa de me aperfeiçoar e melhorar o meu laço.

Falando de Breakaway, tem algum ídolo?

Letícia: Sim, a Jackie Crawford. Acredito que ela seja uma referência mundial no esporte e uma das grandes competidoras e incentivadoras da modalidade.

Como é o seu dia a dia hoje de treinos e provas?

Letícia: Treino de duas a três vezes por semana. Busco sempre ir a todas as provas da minha região, além de organizar algumas por aqui. Já em São Paulo, em decorrência da distância, sempre que posso, e dá certo, tenho ido.

Você ganhou a temporada em Brasília esse ano. Tem algum título que almeja?

Letícia: Os da ABQM! É um sonho ganhar uma fivela da associação nacional.

Qual prova te marcou mais até hoje?

Letícia: O bolão de confraternização daqui de Brasília em dezembro de 2018. Estava em uma fase difícil na modalidade e após dias de curso e dedicação consegui me sagrar campeã com duas médias fechadas.

Um competidor sempre tem aquele companheiro especial de provas. Quem é o seu?

Letícia: No Breakaway, sem dúvida, a Spooky Play Cat DPBF, de propriedade do amigo Marcelo Costa. Ela foi minha companheira durante todo o campeonato e me ajudou a conquistar o título de campeã Brasiliense. Além de ser minha parceira em todas provas oficiais. 

A quem você dedica o seu êxito nas pistas?

Letícia: Ao meu treinador Anderson Cândido, todos meus amigos e familiares que me acompanham e me ajudam diariamente a ser uma competidora melhor na modalidade.

E para terminar, o que o Breakaway Roping significa para você?

Letícia: DESAFIO!!!! Sempre fui competidora de Três Tambores e me sentia muito confortável com a modalidade. Quando iniciei no Breakaway, literalmente fui forçada a sair da minha zona de conforto. Afinal no laço, além de você e seu cavalo, existe um bezerro e uma corda no meio do caminho.

Precisei mudar minha postura para laçar, aprender a manusear a corda. E ainda assim todos os dias sou lembrada de como difícil o laço é. É preciso paciência, dedicação, força de vontade, persistência. E eu já falei paciência?!? (Risos).

Sim, o laço é assim! Mas como diz minha amiga Cinthia Beatriz, laçar é igual jogar vídeo game, se você perde você quer continuar jogando até ganhar. E se você ganha, quer continuar jogando ate zerar as fases! E assim seguimos, nos desafiando todos os dias!

Por Luciana Omena
Colaboração: Lucy Fazzio
Fotos: Arquivo Pessoal