Jovem talento Rafael Losano completou a rodada de índices técnicos (NOC Certificate of Capability) mantendo a vaga do país rumo às Olimpíadas

O Time Brasil do Concurso Completo de Equitação completou os certificados de índice técnico mantendo a vaga para as Olimpíadas de Toquio 2020. A modalidade, que reúne adestramento, cross country e salto, portanto, está garantida em definitivo para os próximos Jogos Olímpicos no Hipismo.

Logo após a conquista da medalha de prata nos Jogos Pan-americanos Lima 2019, conforme a regra, para manter a vaga olímpica o país precisava de três conjuntos com índice técnico até 31 de dezembro.

São os chamados NOC Certificate of Capability que precisam ser marcados em um evento Internacional cinco estrelas (5*) ou dois em Internacional quatro estrelas (4*) longo e curto.

O cavaleiro olímpico Marcio Jorge com Coronel abriu o processo de qualificação olímpica com seu resultado nos Jogos Equestres Mundiais 2018, evento 5*. Também olímpico, Marcelo Tosi com Genfly garantiu índice no Internacional 5* Kentucky em 2019.

Por último, o jovem talento Rafael Losano com Fuiloda G computou o primeiro índice na Itália há duas semanas em um Internacional 4* formato Curto. E neste domingo, 17, no Internacional 4* formato Longo em Pratoni del Vivaro, na região de Roma.

Tentativas

O Time Brasil de CCE para Toquio 2020 ainda pode aumentar. O cavaleiro olímpico Carlos Parro, o Cacá, integrante da equipe medalha de prata e bronze individual em Lima, também já tem um índice em um 4* longo após sua conquista no Pan.

De volta à sela após uma lesão no quadril, Cacá bateu na trave em Pratoni del Vivaro, uma vez que infelizmente após percurso limpo no cross seu cavalo Calcourt Landline apresentou uma lesão, provavelmente em decorrência de um tropeço.

Nilson Moreira da Silva com Rock Phantom também buscou seu segundo índice esse final de semana no Internacional 4* em Ocala, Estados Unidos. Com boas atuações no adestramento e percurso limpo no cross, Nilson ficou de fora da decisiva prova de salto também por um problema veterinário de sua montaria Rock Phantom.

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Em resumo, as chances agora passam para o ano que vem. Até 1° de junho, os candidatos a vaga no Time Brasil de CCE em Toquio precisam ter índices em um 5* ou dois em 4* curto e longo.

Regras

Contudo, as equipes de Hipismo nas Olimpíadas passaram a ter três integrantes cada e um reserva – antes eram quatro titulares e um reserva. Na competição em todas as modalidades não existirá mais a possibilidade do descarte de um dos resultados.

Ademir Oliveira, técnico, e Julie Purgly, chefe de equipe, estiveram frente a bem sucedida campanha do CCE em Lima 2019. Ao lado, sem dúvida, dos cavaleiros, equipes, patrocinadores e comissão da CBH, liderada por Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da CBH.

Bittencourt se encontra em Moscou para Assembleia Geral da Fderação Equestre Internacional. No final do mês participa da reunião de planejamento do Comitê Olímpico Brasileiro em que são estabelecidas todas as ações das modalidades olímpicas.

No Salto, em que o país vem de ouro no Pan Lima 2019. Sobretudo, mais de 20 atletas tem índices olímpicos (NOC Certificate of Capability) confirmando a vaga do país em Toquio 2020.

Já no Adestramento, bronze no último Pan, os atletas ainda estão em busca de parte dos índices até 31 de dezembro desse ano. As equipes olímpicas serão formadas com base em resultados do primeiro semestre de 2020.

Colaboração: Assessoria de Imprensa CBH
Na foto de chamada: Rafael Losano com Fuiloda G em ação no Pan Lima 2019. Crédito: Luis Ruas – Hipismo Brasil