Em meados de abril, os melhores cavalos e cavaleiros da competição estiveram no Centro Olímpico de Hipismo. Brasileiro trabalhou como Steward

O Concurso Completo de Equitação Internacional (CCI) nível 3*,2* e 1* agitou o Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro, Rio de Janeiro, palco da Rio 2016. As duas séries de nível 3* – longa e curta – também serviram como qualificativa técnica para os Jogos Pan-americanos 2019. Concurso Completo – com provas de Adestramento, Cross Country e Salto – também é considerado um triatlo equestre. As duas equipes primeiras colocadas no Pan garantem vaga para as Olimpíadas.

Ao lado do Ten Cel Antonio Cesar Esteves Mariotti, presidente do evento, e comissão organizadora, também prestigiou a seletiva o General de Brigada André Luiz Ribeiro Campos Allão, chefe do Centro de Capacitação Física do Exército e Presidente da Comissão de Desportos do Exército. A armação dos percursos no Cross esteve a cargo de Oliveira da Rosa, com assistência de Helio Fernando Moura de Almeida. E no Salto, o desenho de percurso coube a José Evandro Gervásio de Oliveira.

Major Gustavo Lopes da Cruz montando Opala do Rincão

Cinco conjuntos em atividade no país garantiram índice técnico conforme os seguintes critérios:  prova de Adestramento: não mais de 45 pontos de penalidade (ou mínimo 55% de aproveitamento). Prova Cross Country: um percurso sem faltas nos obstáculos e não ultrapassar os 75 segundos o tempo ideal do para competições de nível de 3* e 4* e 100 segundos no caso de Competições de 5* (cinco estrelas). Prova de Salto: não mais de 16 pontos de penalidades nos obstáculos.

A comissão técnica que vai definir a escalação do Time Brasil no Pan é composta por Ademir de Oliveira, técnico, Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Julie Purgly, diretora da CBH, e o veterinário Paulo Eduardo Limongi. Ademir de Oliveira esteve presente em Deodoro, onde também ministrou um curso a convite da CBH.

Ademir de Oliveira, técnico do Time Brasil, com participantes do curso

Na série CCI3* Long, a vitória ficou com Major Gustavo Lopes da Cruz montando Opala do Rincão. Representante de Comissão de Desportes do Exército, fechou com apenas 50,4 pontos perdidos (pp): 57,58% no Adestramento, zero no Cross e no tempo, 8 pontos no Salto. Na série CCI3* Short, o Tenente Luis Fernando de Oliveira Varanda com Oneron do Rincão, venceu com -43,3 pp (Adestramento – 62,27%, zero no Cross e 1,6 pp no tempo, 4 no Salto), representando o Exército.

Além do Major Gustavo com Opala Rincão, vencedor do CCI3* e quatro primeiros colocados da série CCI3* Short também garantiram índice técnico. O Tenente Varanda, Luciano Drubi, André Parro e o Major Vinícius Albano, integraram o Time Brasil que em outubro de 2019 garantiu bronze no Sul Americano carimbando o passaporte do país para o Pan 2019.

Tenente Luis Fernando de Oliveira Varanda com Oneron do Rincão

Também foram disputadas séries internacionais 2* e 1*. Na série 2*, o paulista Lucca Martines Pereira Lima, representante da nata jovem do CCE, foi o grande vencedor montando Forever, com apenas 47 pp. Em outubro de 2019, Lucca – que treina com cavaleiro olímpico Guega Fofanoff em Ribeirão Preto – foi campeão do Internacional 1* na Argentina. Na série Internacional 1*, retornando as pistas com PP Tarca, o cavaleiro olímpico Marcio Appel venceu com 30,00 pp.

Alguns conjuntos em atividade no circuito Europeu são também candidatos uma vaga no Pan estão, como Marcelo Tosi, Carlos Parro, Ruy Fonseca, Marcio Appel, Rafael Losano, que já têm índice técnico; ao lado de outros tops que ainda buscam qualificação como Marcio Jorge, Ricky Candi. Nos Estados Unidos, Nilson Moreira da Silva, que já tem um índice técnico, e Henrique Pinheiro também estão disputando vaga.

Marcio Appel e PP Tarca

Atuando como Steward, ou Comissário, uma função oficial da Federação Equestre Internacional que trabalha na organização das provas para que o fluxo dela aconteça da melhor forma possível, o brasileiro Alberto Guerra esteve nesse evento. “Foi muito corrido, o sol pegou forte, mas foi uma ótima experiência. Pela primeira vez atuei como Chief Steward e de cara em uma prova desse tamanho. Só tenho a agradecer aos organizadores, juízes e todos os colaboradores da prova”, disse ele.

Alberto, Publicitário e Gestor em Equinocultura, é Steward há seis anos. Ele explica que sua função é situar que tudo ocorra dentro do regulamento da competição, que se tratando de FEI, o regulamento engloba desde o tipo de serragem que vai para dentro das cocheiras, a largura das baias, a distância entre elas, tipos de espora, chicote, embocadura, vestimenta dos cavaleiros, etc.

Fonte: CBH
Fotos: Ana Carolina Fotografia, Photogrid e cedidas

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