Apolônio Hipólito Alves Junior, formado em Gestão em Equinocultura, toca seu CT e faz um trabalho importante com o futuro da modalidade Rédeas

A conquista mais recente do treinador foi sua ida à Bolívia, para a cidade de Warnes, próximo a Santa Cruz de la Sierra, no haras San Marcos. Entre os dias 3, 4, 5 e 6 de maio, Apolônio Hipólito, titular do Apolo Equitação Western e Rédeas, localizado em Itapira/SP, falou para quatro treinadores e 16 crianças sobre manejo, equitação, técnicas de treinamento. Para os treinadores, foi separado um dia para explicar como ensinar as crianças e como motivá-las a continuar aprendendo devido a diferentes personalidades.

O convite surgiu através de Eliana, dona da escola de equitação do haras San Marcos. Ela fez um curso com o Aluísio Marins na Universidade do Cavalo e ficou sabendo do trabalho realizado pelo treinador. “Em uma viagem que ela fez para o Brasil, Eliana me ligou perguntando se poderia conhecer o meu trabalho e o da Priscila, minha noiva. Ela passou dois dias acompanhando aqui no Apolo o trabalho que a Priscila realiza com as crianças menores de cinco anos e também observando o meu trabalho com os alunos acima de seis anos, que já começam a ter noções de técnicas de equitação”, relata.

Quando a Eliana voltou para a Bolívia, mostrou os vídeos feitos durante sua estada no centro de treinamento de Apolônio, e ficou acertado com os pais das crianças do haras San Marcos que levariam o brasileiro até lá para fazer um curso específico para as crianças. A ideia era levar uma temática contendo técnica de equitação, visando a melhoria do desempenho delas nas competições.

“Foi uma experiência incrível pelo fato de que pude trabalhar com crianças que praticam outra modalidade e este curso me mostrou que as pessoas já não querem só ir para prova. Hoje os proprietários de cavalo querem participar mais da rotina de seus cavalos, eles querem entender o que estão fazendo quando estão montados em seus cavalos. E essa é a nossa linha de trabalho aqui do Apolo Equitação Western e Rédeas. Nossos alunos estão sendo formados para serem pessoas do cavalo. Além de ir para a prova e fazer um bom trabalho, eles também aprendem a maneira correta de cuidar de seus cavalos. Porque amor sem conhecimento não ajuda a suprir as necessidades de um cavalo”.

Para Apolônio, neste curso ficou muito claro que não importa a modalidade que é praticada, ou a raça de cavalo que você monta, “se o cavaleiro se preocupa em aprender algo novo, ele sempre pode melhorar alguma coisa na vida dele e na vida de seu cavalo. Muitas pessoas estão sempre pensando em produtos melhores para os seus cavalos, como exemplo protetores, ração, embocaduras, mas nada disso vai adiantar se você não tiver o mínimo de conhecimento.”

Mineiro, nascido em Uberaba, ele saiu de casa para buscar uma formação sólida e seguir carreira trabalhando com cavalos. Apolônio prefere não chamar o seu negócio de centro de treinamento, já que segundo ele, além de treinar os cavalos para competição, o intuito do rancho é formar cavaleiros e disseminar o conhecimento equestre. Seu relacionamento com cavalos começou desde criança, até que pôde entrar na faculdade de Medicina Veterinária, que cursou por dois anos, e depois partiu, de 2009 a 2011, para o Curso de Gestão em Equinocultura, do qual é formado. Seu trabalho vem chamando atenção, não só por sua dedicação em todos os setores, mas por em particular: o desenvolvimento da nova geração da Rédeas.

Por Luciana Omena
Fotos: Cedidas

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