Evento, que teve mais de R$ 120 mil em prêmios, contou com a participação ilustre de Rodrigo Minotauro

Ano agitado de Jogos Equestres Mundiais para todas as modalidades equestres. E não está sendo diferente para a Rédeas. Único esporte western nessa lista, realizou a segunda passada da seletiva brasileira que visa formar o time que representará o país em setembro, nos Estados Unidos. Os conjuntos inscritos – 178 – participaram do Derby ANCR, que aconteceu dias 9 e 10 de março, em Avaré/SP. Além da seletiva, que correu junto da Copa Cardinal Ranch, Aberta e Amador, a programação contou ainda com o Derby, Aberta e Amador, Pré-Futurity Rio, Aberta e Amador, para cavalos de três anos hípicos, ANCR Derby Nível 1, Aberta e Amador Principiante, e ANCR Jovem.

A seletiva teve realização da Associação Nacional do Cavalo de Rédeas seguindo as normas da Confederação Brasileira de Hipismo e da Federação Equestre Internacional. A preparação do Time Brasil para essa disputa, que será a quinta do País na modalidade, é intensa e os esforços estão sendo no sentido de formar uma equipe competitiva, que supere os bons resultados de edições anteriores. A melhor nota dessa vez ficou com Marcelo Almeida, montando Mahogany Whiz, marcando 74,5. A vaga é do cavaleiro, podendo levar o cavalo que classificar ou alugar outro nos Estados Unidos.

Marcelo Almeida e Mahogany Whiz, campeões Copa Cardinal e Seletiva WEG

“Está sendo a realização de um sonho e umas das prioridades para essa temporada. Já corri duas seletivas e não consegui classificar. Então estou perseguindo esse sonho, que está cada vez mais próximo. Estou correndo com dois cavalos para ter uma chance maior e tive clientes que me apoiaram nessa empreitada e me deixaram apresentar os cavalos também nas seletivas”, contou Marcelinho. Com a Mahogany ele marcou duas boas notas, foi a segunda melhor na primeira seletiva – 73,5. “Quando a égua foi vendida, eu falei com o novo proprietário que queria disputar uma vaga no WEG com ela e ele topou realizar esse sonho junto comigo. Se classificar, ela vai comigo para os Estados Unidos. Está sendo gratificante e, graças a Deus, até agora, está indo tudo bem, estamos no caminho certo”.

Paulo Koury, ao centro, recebe premiação de
João Marcos Arruda, de Laura, representante da FEI
e de Francisco Moura, presidente da ANCR

Paulo Koury, que foi às três últimas edições dos Jogos, foi a segunda melhor nota dessa seletiva. Com Custom Whiz Kid marcou 73,5 e agora aposta todas as suas fichas na terceira e última chance de pontuar. A terceira seletiva será realizada em junho, durante o Haras Dan. Entre os primeiros colocados, apenas Marcelinho está com uma situação confortável, com duas notas boas na soma. Para efeito de classificação, a pior nota será descartada. Então, ainda estão na briga Roberto Jou, o melhor da primeira seletiva, Gilsinho Diniz, entre outros, que fizeram boas apresentações nessa segunda passada.

Derby
Com a nota geral da categoria – 220,5 – Marcelo e Mahogany foram os campeões da Copa Cardinal Aberta N4. Depois de um terceiro lugar na Copa Tripol Ranch, mais um bom resultado para a dupla. Experiente e vencedor, Marcelinho não voltou para casa apenas com essas duas conquistas. No dia seguinte, sábado a noite, na disputa do Derby, ele colocou seus dois cavalos na primeira posição empatado com Jone Carlos. A nota foi 219. Marcelinho apresentou Dun It Lena e Shine Cat Shine e Jone esteve em pista com Fantastico Spark.

“Tinha esses dois cavalos e eles são bem bons, as chances eram boas. Com os dois já tinha reservado no Super Stakes. Com o Dun It Lena, ele demorou para adaptar e chegar às vitórias. Tinha corrido algumas provas e o melhor resultado o segundo lugar no Super Stakes de 2016. Ele passou a temporada 2017 com o proprietário dele, correndo apenas provas na categoria Amador, e voltou para mim há 20 dias, tempo que o preparei para a prova. Com o Shine Cat Shine, ele tem nascimento americano, então não apresentei ele no Potro do Futuro. Mas sempre soube do potencial dele, muito firme, seguro, honesto. Estreamos no Super Stakes ano passado e ficamos em segundo lugar. Depois de um descanso, voltamos aos treinos há 30 dias e já fizemos essa boa apresentação. Eles são os dois cavalos que tenho para esta temporada e estou muito animado’, contou Almeida.

Premiação Derby Aberta N4 com os três cavalos co-campeões

Ao decidir não desempatar e dividir o título entre os dois treinadores e os três cavalos, para preservar a integridade física dos animais, que já haviam corrido em outras categorias durante o dia, Jone Carlos voltou para casa com sua primeira fivela Nível 4 em uma prova oficial ANCR, uma das três principais. Sua vitória foi comemorada por todos, repercutiu muito positivamente em todas as rodas de conversa. Ver um treinador em ascensão ganhar uma prova grande é motivo de alegria para todos os que torcem pelo esporte.

Francisco Moura (ANCR), Minotauro e Luiz Paulo
Ramos (Equus Equine Services).
Foto: Equus Equine

Ele monta o Fantastico Spark desde 2015. A ideia inicial era que ele fosse separado para o Laço, já que Murilo Franklin Moreno, o dono do cavalo, é laçador. Mas como viu a aptidão do cavalo para a Rédeas, conversou com Vicente, pai do Murilo, e pediu que deixasse treiná-lo. Com isso, a família Moreno acabou entrando nessa nova modalidade. Fantástico se adaptou muito bem na Rédeas, começando a se destacar desde as provas de Snaffle. Para o Potro do Futuro, outro treinador o apresentou, no Nível 4, ele foi para a final, mas não fez uma boa classificação. Jone passou a treiná-lo novamente no meio do ano de 2017.

“Voltei a treiná-lo e comecei a leva-lo nas provas. Em casa ele estava bem, mas nas provas ele não estava indo bem. Então o projeto foi fazer treinos-pagos, voltar mais devagar, estruturando a cabeça dele novamente, e aos poucos fui ganhando confiança novamente. Ganhamos a segunda etapa do Núcleo Anhanguera e vimos que ele tinha voltado à sua antiga forma, e resolvemos inscrevê-lo no Derby. Durante a competição, vimos que ele evoluiu ainda mais, foi muito bem com o Murilo no Amador, ganhando o N1 e N2 e ficando reservado no N4 e N3. Já estávamos muito felizes com esses resultados, então fui despreocupado para o Derby Aberta a noite. Ele é um dos melhores cavalos que já montei e eu entrei muito focado, buscando a minha evolução como treinador dentro dos níveis de competição”, contou Jone, que não só levou o N4, mas também foi campeão N3 e N2.

Em uma ação super bacana, o treinador Apolônio Hipólito Alves Junior trabalhou com os pequenos em aulas
de Rédeas durante o Derby. Foto: Arthur Machado

Mas não foram só as provas que movimentaram o Parque de Exposições Dr Francisco Cruz Pimentel, em Avaré, a presença do campeão de MMA Rodrigo Minotauro chamou atenção da imprensa e atraiu os olhares do mundo para a Rédeas. Na pista ele não foi muito bem. Montou Dell Wimpy Gene e não obteve nota, mas fora dela, um show de simpatia e amor pelo cavalo.

Ao final das provas, a banda The Reiners, formada pelos competidores Américo Santos, Daniel Magalhães, Davi
Delgado, João Américo e Vitor Schefer se apresentaram em confraternização. Davi
também se apresentou na abertura do Derby ao lado do pai Clodoaldo

Julgaram as provas: Eugenio Latorre (Itália), Reginaldo Melo Rosa, Hiram Resende, Marcos Antonio da Silva Jr, Ricardo Heymann e Catharine Ferrazolli (equipamento). Dois momentos marcaram também esse evento. A prova Nova Geração, que foi mais uma vez sucesso. Os pequenos entram em pista puxado pelos pais e já começam a experimentar o que é competir. A premiação foi ovos páscoa para os participantes e eles adoraram. Estiveram em pista Miguel Lembi, Lara Ramos Lacerda, Ana Laura Rodrigues, Maria Eduarda Moura, Ana Luiza Koury, Thiago Ramos Lacerda, João Francisco Moura, Helena Lembi, Francisco Pereira Souza, Sophia Teixeira e Julieta Nieves; E as aulas de Rédeas para as crianças, ministradas pela Apolo Rédeas, uma inovação da ANCR.

Outras informações e os resultados completos: www.ancr.org.br.

Por Luciana Omena
Fotos: Adilson Silva

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