A Rédeas é a modalidade de Hipismo Western na qual o cavalo recebe adestramento básico

Foto: Wattemberry

Controlar um cavalo não é apenas guiá-lo, mas dominar seus movimentos. O cavalo melhor controlado deverá ser voluntariamente guiado com pouca ou nenhuma resistência. Esse é o princípio básico da modalidade Rédeas. Finesse de movimentos, manobras bem executadas de acordo com o que pede o livro de regras.

Como outros esportes equestres, a Rédeas surgiu nos Estados Unidos quando os colonizadores sentiram a necessidade de ter um cavalo bem adestrado. O treinamento de Rédeas é a base para que um cavalo comece a aprender os movimentos para qualquer modalidade. E depois, lapidado segundo sua aptidão para seguir no esporte.

Conseguir sucesso em qualquer esporte implica em uma série de fatores. O conjunto de todos – bom cavalo, horas de treino, boa preparação, conhecimento das regras, entre outros – torna um indivíduo vencedor. Conquistar os lugares mais altos dos pódios é a meta de dez em dez competidores. Saber o que os juízes buscam em uma apresentação pode ser aquele detalhe que irá separar um conjunto do pódio.

“Na avaliação de cada manobra, o juiz deve seguir o desempenho do conjunto na seguinte ordem (hierárquica): 1- se está na ordem correta como descrita no percurso; 2 – se a manobra está correta; 3 – grau de dificuldade. Então, baseado nesses três pré-requisitos, chegamos a nota final de cada manobra”, conta Hiram Resende, juiz ANCR e NRHA, que julga provas de Rédeas há dez anos.

Como todo esporte, os critérios de julgamento foram mudando ao longo dos anos. Basicamente, foi ficando mais difícil. Mesmo porque, tudo evoluiu: pistas, cavalos, cruzamentos, pedigree, qualidade técnica dos apresentadores e treinadores.

“Os critérios, sem dúvida, estão mais rígidos. E isso acontece de forma natural na medida que o esporte vai evoluindo. Uma manobra que alguns anos atrás era considerada boa (+1/2), hoje é considerada apenas correta (0). Além disso novas penalidades estão sendo criadas e aplicadas”, reitera Hiram.

Como todo esporte, os critérios de julgamento foram mudando ao longo dos anos. Basicamente, foi ficando mais difícil. Mesmo porque, tudo evoluiu: pistas, cavalos, cruzamentos, pedigree, qualidade técnica dos apresentadores e treinadores.

“Os critérios, sem dúvida, estão mais rígidos. E isso acontece de forma natural na medida que o esporte vai evoluindo. Uma manobra que alguns anos atrás era considerada boa (+1/2), hoje é considerada apenas correta (0). Além disso novas penalidades estão sendo criadas e aplicadas”, reitera Hiram.

E o que o juiz quer ver em uma apresentação praticamente perfeita? Segundo Hiram, as manobras devem ser executadas de forma correta, com o mínimo de reação dos animais. “Uma manobra excelente não significa perfeita”. Mas se você souber as regras, souber o que deve fazer para ter uma boa nota, tirar o máximo de seu cavalo dentro do regulamento, pode chegar a essa ‘quase’ perfeição’.

Em todo o mundo, em todas as modalidades, não são todos os treinadores e apresentadores de cavalos que se preocupam com esse quesito. Saber de cor o manual de regras, pensar como um juiz, fazer cursos de juízes, aprender além das quatro linhas da arena. Hiram acredita que uma apresentação baseada nos pré-requisitos de julgamento citados acima tem grande chance de ter uma nota boa.

“O grande problema é que boa parte dos competidores, em todo o mundo, desconhecem as regras. Tendo um prévio conhecimento do regulamento, e aplicando esse entendimento no momento da apresentação, as chances de terem um bom resultado aumenta significativamente”.

Ele reforça que as oportunidades de curso de juízes oferecidos pela ANCR – Associação que rege a Rédeas no Brasil – deveriam ser frequentados também por competidores. “Não para atuarem como juízes, mas para conhecimento das regras, como ocorre fora do Brasil”, finaliza. É algo como ‘olhar fora da caixa’, ir além, buscar aquele algo mais. #partiu?

Por Luciana Omena

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