Rodeio

ANBulldog encerra temporada que marca retomada da associação

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Campeão do campeonato foi o mineiro Marcos Niquito, com Matheus Boró campeão da etapa final

Reviver os tempos áureos do Bulldog é o que esperam os atletas da modalidade com a retomada da Associação Nacional da modalidade – ANB – em 2019. Após um hiato de mais de cinco anos, sem haver um campeonato organizado em etapas, com premiação final e definição de um campeão nacional, eles estão de volta!

Sempre seguiram no caminho certo, o dos bons-tratos aos animais, mas nos tempos de hoje é um assunto que está ainda mais em evidência. Especialmente após a sanção do Presidente da República à Lei nº 13.873, de 17 de setembro de 2019, que regulamenta rodeio e provas equestres, primando pela proteção ao bem-estar animal, como manifestações culturais nacionais.

Mateus Henrique, Lucas Gonçalves e Marcos Niquito

“Quando decidimos retomar a ANB da forma como tem que ser, o principal para todos foi realizar qualquer etapa, seja em prova ou rodeio, cumprindo todas as exigências sanitárias e regulamentares que exigem os esportes equestres. Mesmo sem verba ou patrocínio, pois ainda estamos começando, fizemos questão de ter toda a documentação”, afirma Lucas Lemos Ranzani.

Lucas, agrônomo e bulldogueiro, foi quem sediou a etapa final da ANB 2019 em seu Rancho Bisturi no dia 28 de setembro. Ao lado de quatro veterinários responsáveis – Jonas Santa Rosa, Apohara Ranzani, Bruna Cortesi e Bruno Henrique Ferreira – a diretoria da Associação realizou o evento totalmente legalizado, coma autorização dos órgãos competentes, como a Defesa Agropecuária.

Premiação da etapa, da direita para a esquerda: Matheus Boró, Lucas Gonçalves, Marcos Pereira, Lucas Ranzani, Diego Domingues e Ricardo Pantaleão, que entregou a premiação

Entre outros pontos, é responsabilidade do evento assegurar aos animais água, alimentação e local apropriado para descanso; prevenir ferimentos e doenças por meio de instalações, ferramentas e utensílios adequados e da prestação de assistência médico-veterinária. E no caso específico do Bulldog, é preciso ainda ter uma boiada adequada.

“Nós, aqui do Rancho Bisturi, nunca deixamos de ter aqui o gado adequado para o Bulldog, mesmo nesse período sem o campeonato. Então, colocamos à disposição da Associação para a final uma boiada apartada, todos os bois acima de oito arrobas (250kg), padrão para o esporte. Da raça Lageano, que é um gado próprio para o Bulldog, que cumpre todos os requisitos de peso, tamanho, tamanho de chifre e índole”, reforça Lucas.

Fivela importada, prêmio do campeão do campeonato

Ele, que está no esporte há alguns anos e inclusive já foi presidente da ANB em outros tempos, então sabe bem todas as dificuldades que um dirigente de uma associação de modalidade equestre precisa enfrentar, garante: “O Bulldog está firme e vem fazendo um trabalho diferente para reerguer a modalidade, dentro dos padrões que exigem a Defesa Agropecuária e os pré-requisitos do bem-estar animal”.

Além de todos os cuidados já citados, o juiz da prova foi uma pessoa com experiência em julgar eventos de grande porte, como o Rodeio de Barretos. Marcos Vinicius Joia, o Marquito, foi o responsável por assegurar que todo o regulamento da prova fosse cumprido à risca. Dito tudo isso, restou apenas a confraternização dos competidores e as disputas finais que decidiram os campeões.

O campeonato contou com cinco etapas: as duas primeiras – abril em Claudio/MG e em maio no rodeio de Divinópolis/MG; depois seguiu para julho – uma prova em Claudio/MG e depois etapa na ExpoClaudio; e a quinta e última etapa em Vargem Grande do Sul/SP. Houve a participação dos competidores de Minas Gerais, que representam a nova geração do Bulldog, das cidades de Claudio e Divinópolis, e os de São Paulo, de São José do Rio Preto, Vargem Grande do Sul, Americana e Santos.

Dentro e fora da pista, o que imperou foi mesmo a alegria de ver o Bulldog de volta. Diego Domingues, não só prestigiou a final como voltou a treinar alguns dias antes para poder participar, e ficou em quinto lugar na etapa; Lucas Ranzani também da ‘velha-guarda’ sempre na pista, com apoio total de Fernando Pierini, o presidente da ANB no momento, e Ricardo Pantaleão, que também competiram. E ainda foram prestigiar Tiago Reame, Felipe Vaz de Lima, Marcelo ‘Mortadela’ Domingues e Renato Finazzi.

Fernando Pierini e Marcos Niquito

Ao lado de Fernando na condução, além da ajuda de Lucas e Panta, os mineiros Lucas Gonçalves e Gerônimo Luiz. Fernando foi, inclusive, estudar os modelos de provas e associações nos Estados Unidos para poder implementar algo novo para essa nova fase no Brasil. A premiação do campeão da temporada ele também trouxe de lá, uma fivela importada. Além disso, a final teve premiação fixa de R$ 3 mil (campeão), R$ 2 mil (segundo lugar) e R$ 1 mil (terceiro lugar).

Marcos ‘Niquito’ Rodrigues de Souza, de Claudio, que liderava a temporada confirmou o favoritismo, terminou com 400 pontos. O vice-campeão foi Lucas Gonçalves, 340 pontos, com Mateus Henrique, de Divinópolis, em terceiro, 210 pontos. Na etapa, a classificação ficou assim: Matheus Castro de Souza Rodrigues ‘Boró’, 10s31, Lucas Gonçalves, 10s61, Marcos Pereira, 11s12, Lucas Ranzani, 11s19 e Diego Domingues, 11s89

Marcos Niquito, o campeão da temporada 2019 da ANB. Foto: Yasmin Sani

“O campeonato nacional, sem dúvida, é o maior do Brasil, que reúne todos os competidores. E para mim é uma honra maior, porque Divinópolis ainda não tinha esse título. Foi uma grande vitória, possível só com a ajuda do meu patrocinador, Med Comunicação Visual, e também meu irmão Mateus Henrique, que me ajuda na esteira, somos um conjunto afinado. E um título desse abre portas, para tentar carreira em outro país, quem sabe. Estou muito emocionado em ser coroado o melhor do Brasil em 2019”, revela o campeão Marcos Niquito.

As tratativas para 2020 já começaram e novidades estão por vir! Para ficar por dentro, acesse: @anb_bulldog. A locução foi feita pelo Paulinho Canhoto e marcou volta às provas. A etapa final da ANBulldog teve patrocino da Nutrivet, Clinica Neurosantos, Botas Mr West, Rancho Bisturi, Fenos Bisturi e Guabi Nutrição Animal.

Por Luciana Omena
Colaboração Ricardo Pantaleão
Fotos: @MardomPhotos | Marcelo Domeniqueli

Rodeio

Valdenilson Aparecido Pereira se sente realizado como bullrider

Competidor de Montaria em Touros conta como sua carreira e sua vida mudaram depois do encontro com Deus

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Aos 35 anos de idade, o paulista Valdenilson Aparecido Pereira carrega uma bagagem como competidor de Montaria em Touros, dezenas de títulos e muita história para contar. Com toda a certeza, a história profissional de cada competidor acompanha a história pessoal. Mudanças, sobretudo, fazem parte do processo.

E Valdenilson Aparecido Pereira precisou viajar para a Guatemala para decidir mudar de vida. Além de seguir com seu trabalho em um sítio e sua profissão de bullrider, o competidor conta que teve um encontro com Deus. Assim, traçou um novo trajeto e um novo propósito de vida dentro e fora das arenas.

E tudo começou no interior de São Paulo, na cidade de Arealva. Os filhos do dono do Sítio Figueirinha, de propriedade da família Burque, montavam em touros e Valdenilson Aparecido Pereira, irmão e pais moravam e trabalhavam lá. Aliás, local onde ele trabalha até hoje.

“Éramos muito pobres, de origem simples. Nossa mãe dividia a marmita dela com os cinco filhos. Até que conhecemos a família Burque. Eles nos acolheram, nos deram comida e ali começou uma amizade e minha história de competidor em touros”, lembra.

Logo estava montando e treinando no sitio junto com os filhos do patrão. “Comecei a montar por brincadeira, porém, rapidamente cheguei ao rodeio”. Então, desde que começou, ele trabalho ao longo da semana e nos finais de semana viaja para competir nas festas de peão. “Ter um trabalho e poder viajar para o rodeio e voltar sem a preocupação de ganhar algo para colocar comida na mesa é, sem dúvida, uma benção”.

E Valdenilson Aparecido Pereira faz questão de agradecer imensamente a família Burque até hoje por essa oportunidade.

Valdenilson Aparecido Pereira conta como sua carreira e sua vida mudaram depois do encontro com Deus em sua viagem para a Guatemala

Começo da carreira

O atleta ‘caiu’ na estrada. Como prêmios por suas vitórias no rodeio, ganhou um carro, duas motos, e ainda foi três vezes finalista da Festa do Peão de Barretos. Antes disso, foi finalista do Rodeio Junior em Barretos por dois anos (2002 e 2003). Também chegou à final da PBR Brasil em 2009, entrando na decisão em oito eventos.

Além disso, Valdenilson Aparecido Pereira tem orgulho em ostentar o título de vice-campeão internacional da Guatemala, campeão do campeonato Tadeu Eventos e ainda títulos em Araçatuba, Santa Mercedes, Taquaritinga, Iacanga, Macacuta, Bariri, todas cidades paulistas, entre outros.

Mas, a vida de um competidor não é somente feita de alegrias e vitórias. Aliás, de qualquer atleta ou de qualquer ser humano. Valdenilson computa na carreira duas cirurgias e um ano e meio parado. Ele fraturou o braço e precisou inserir cinco pinos. Logo depois voltou a fraturar o mesmo braço, em cima do touro, assim como teve também uma lesão forte no joelho.

Pensou em parar, porém, o motivo foi outro. “Uma vez liguei para um cara, que já me conhecia, já havia vencido eventos com ele, ele me negou, alegando que precisa renovar o time de competidores. Isso me desanimou muito, fiquei muito mal, mas levantei a cabeça e segui em frente”.

Essa vontade de parar e a reflexão em seguida foi com uma provação, pois a parte mais importante da sua história de competidor e de ser humano estava prestes a ser construída. Entre os anos de 2019 e 2020, Valdenilson fez uma temporada na Guatemala. Lá ganhou seis rodeios, montou em 57 eventos, enfrentando 80 touros e vencendo 57. 

“Quando subi no avião para ir até a Guatemala, fiz uma revisão da vida”, afirma o competidor.

Valdenilson Aparecido Pereira conta como sua carreira e sua vida mudaram depois do encontro com Deus em sua viagem para a Guatemala

O encontro com Deus

Nessa reflexão ele chegou à conclusão de que não soube administrar seu dinheiro. “Podia ter me dedicado mais e vi que estava tendo uma nova chance”. Fez uma aliança consigo mesmo: mudar de vida. Nesse um ano em que ficou na Guatemala se dedicou a treinar, rezar e montar em touros.

Daí em diante, de acordo com ele, as coisas só aconteceram de forma positiva. Logo que chegou teve que mudar um pouco a forma de montar. No Brasil com a corda apertada, mas lá na Gautemala com a corda bamba. Encarou e deu tudo certo. Venceu seu primeiro rodeio e seguiu uma trajetória de sucesso por lá.

“Um testemunho muito importante para mim foi o dia que chamaram, eu e outros competidores. para ajudar na fazenda de um dos organizadores. Não iríamos receber por isso e ninguém quis ir, só eu. Chegando lá, estava o presidente de um rodeio da Costa Rica, ele me viu trabalhando e gostou de mim”.

 “Sou muito grato a tudo, e a Deus pelo que vivi até hoje. Tudo é um processo e uma preparação. E foi lá, muito longe de casa, que encontrei Deus. Onde quase nem entendia o que se falava na igreja, mas Ele é grandioso e maravilhoso. Faz maravilhas na vida da gente”.

Valdenilson Aparecido Pereira se diz realizado em seguir a vida como um competidor de Montarias em Touros. Com a fé em Deus que passou a fazer parte da sua vida, ele quer continuar e ir o mais longe que puder. “Mesmo nessa pandemia, ainda quero tentar o sonho de ir para a América. Estou me dedicando e trabalhando, e claro, orando para que isso aconteça.”

Colaboração: Eugênio José
Crédito das fotos:
 Divulgação

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Rodeio

Bilhete muda carreira de competidor campeão da 2ª etapa CRP

Com apoio da cervejaria Burguesa, rodeio online do Circuito Rancho Primavera aconteceu entre os dias 4 e 6 de maio

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Aos 25 anos de idade, Bruno Roberto da Silva, de Restinga/SP, estreante do CRP – Circuito Rancho Primavera, venceu a segunda etapa da temporada 2021. Antes de mais nada, sua vontade de ser um peão profissional o levou a buscar uma oportunidade quando decidiu enviar um bilhete contando do seu sonho.

Além de vencer o rodeio online, que aconteceu de 4 a 6 de maio, Bruno Roberto também assumiu a liderança do ranking geral do CRP. Um lugar onde ele sempre quis estar, entre os melhores da Montaria em Touros. O começo da carreira de todo competidor é muito semelhante, porém o tempo vai moldando a história de cada um.

A busca por oportunidade é outro detalhe interessante e que parece ser igual para todos eles. Mas, em alguns a criatividade abre portas. Acima de tudo, é algo particular e pode mudar completamente a trajetória de um atleta.

Como foi o caso de Bruno Roberto da Silva. Sua grande oportunidade teve início com um bilhete escrito à mão em um rodeio anos atrás. Ele sempre montou em touros nos rodeios perto de casa. Não viajava para muito longe, assim como não montava em rodeios maiores. Até que um dia conseguiu inscrição para um rodeio maior em Cruz das Posses, distrito de Sertãozinho/SP.

Ficou em terceiro lugar e decidiu enviar um recado ao Ronaldo, que dava sedém para o tropeiro Marcelo Castro. Bruno Roberto também resolveu ajudar a tirar o sedém da tropa durante o rodeio e quando esse evento acabou foi até o caminhão de som e pediu uma caneta.

“Escrevi para o Ronaldo que eu gostaria de ser um peão reconhecido. Coloquei o número do meu telefone e pedi uma oportunidade para treinar e montar em rodeio maiores, seguir meu sonho”, conta o competidor.

Com apoio da cervejaria Burguesa, rodeio online do Circuito Rancho Primavera - CRP aconteceu entre os dias 4 e 6 de maio; estreante venceu

Bilhete chegou ao destino

Ronaldo José Costa, conhecido ‘Torresmo’, lembra do fato. “Estava sozinho nesse rodeio de Cruz das Posses, embretando os touros e dando sedém, quando vi um rapazinho embretando os touros para mim. Confesso que não entendi muito na hora, mas achei que ele podia entrar para a nossa equipe, trabalhar para a Companhia”.

E assim Bruno Roberto agarrou a oportunidade com ‘unhas e dentes’. Em poucos dias lá estava ele trabalhando com o Ronaldo e todo o pessoal do Marcelo Castro. De acordo com Ronaldo, ele montava nos touros e sempre foi muito dedicado. “O Bruno montava e treinava sem cansar. Chegou a montar em 15 touros uma vez que os outros competidores combinaram de treinar e não foram. Ele sempre falava ’embreta que eu monto’”.

A fim de conseguir seu espaço, o hoje atleta sabia que teria que se dedicar. O próprio Ronaldo conta que ele acordava seis horas da manhã para montar nos touros. Seguia dessa forma durante todo o dia. “Ele montava em tudo que é touro. Por exemplo, foi o primeiro a montar no ‘Mandrake’ na arena aqui em casa. Logo depois que ele montou, resolvi levar o touro para a final da Ekip Rozeta em 2013. Ocasião em que ‘Mandrake’ ganhou primeira fivela de melhor touro”.

Bruno Roberto também foi destaque na Ekip Rozeta, conquistou vários títulos. Agora estreou no Circuito Rancho Primavera, onde chegou nesta temporada. Aliás, essa segunda etapa foi sua estreia oficial como um ‘Trovão Azul’.

“Eu fui muito bem recebido no CRP. Fizemos o desafio com a Ekip Rozeta e quando o Rogério Paitl me convidou aceitei de primeira”, explica Bruno. “Gostei do ambiente, das pessoas”.

Com apoio da cervejaria Burguesa, rodeio online do Circuito Rancho Primavera - CRP aconteceu entre os dias 4 e 6 de maio; estreante venceu

Etapa CRP

No primeiro dia, Bruno Roberto caiu do touro, portanto, sem nota. Ficou chateado, pois tinha passado as duas semanas anteriores treinando todoa os dias. “Cair logo na estreia me deixou triste. Mas, coloquei na minha cabeça que tinha ido lá para fazer a diferença e peguei firme. Deixei o tombo para trás e segui”.

No dia seguinte, o competidor lembra que aconteceu tudo do jeito que ele queria. “Deus abençoou demais. Eu queria montar no ‘Diferente’ e sorteei ele. Fiquei muito feliz pelo título, pela vitória. Agradeço ao Rogério Paitl e toda equipe CRP pela oportunidade”. Quem o conhece diz que sempre que é pressionado Bruno se sobressai.

Ele somou 267 pontos, contra 265,50 do segundo colocado Rafael Ribeiro, de Murutinga do Sul/SP. Em terceiro lugar ficou Keny Roger, de Pereira Barreto/SP, com 262,50 pontos. Em seguida, Natanael Biribili, de Uchoa/SP, 175,25 pontos, e Vítor Manoel Dias, de Sales/SP, 174 pontos.

Um futuro brilhante aguarda Bruno Roberto. “Eu perdi o meu pai com 13 ano de idade. Muitos achavam que eu não ia vencer na vida, e caras como o Ronaldo foram fundamentais para meu crescimento”, reforça o atleta.

“Através daquele bilhete escrevi minha história, sim. Mas escrevi minha história de amizade com ele. Quero essa fivela de campeão da temporada, todos querem isso. Então teremos um longo ano, com muita gente boa. E, se Deus me abençoar, terminarei 2021 no ranking como comecei, em primeiro lugar.”

Colaboração: Eugênio José
Crédito das fotos:
 Divulgação/Joice Helena /Ricardo Mariotto

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Rodeio

Jovens Touros evidencia a genética do touro de pulo

Campeonato entra em seu terceiro ano de realização e já conta com mais de 200 associados

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Quando Fabio Docusse e os irmãos, da Cia Rancho 3 Irmãos, criaram o Jovens Touros em 2019 não esperavam o sucesso em tão pouco tempo. Em 2021 entram em seu terceiro campeonato mantendo a meta inicial de valorizar o criador de touros de pulo de rodeio e fomentar a genética desses animais.

A experiência de 28 anos atuando no rodeio fez com que o Jovens Touros surgisse. “E a vontade sempre foi realizar algo para os outros que sempre quisemos para nós. Ou seja, receptividade e respeito. Quando a gente viajava o Brasil todo, muitas vezes fomos muito bem recebidos, mas em inúmeras outras não. Passamos maus bocados, como aconteceu com diversos outros amigos”, conta Fábio.

E o projeto surgiu, então, desse desejo. Não só manter animais com linhagem em evidência, como também fornecer o melhor tratamento aos criadores. Os irmãos montaram uma arena indoor no rancho, para o treinamento dos touros da companhia, até que tiveram a ideia de convidar alguns amigos donos de touros para uma competição informal.

“Todo mundo gostou muito e repetimos. Logo depois veio a ideia de transformamos o Jovens Touros em algo profissional. Nasceu o campeonato, em fevereiro de 2019. Nos inspiramos, sobretudo, no modelo da ABBI dos Estados Unidos”.

A saber, a American Bucking Bull, Inc. administra o maior registro de DNA de touros de rodeio do mundo. Então, a ideia é documentar linhagens de touros de pulo e promover um campeonato onde eles são as estrelas. Assim é também o Jovens Touros, pautado em uma visão de futuro, já que aqui no Brasil o assunto genética de rodeio é algo concreto, mas ainda em construção.

Jovens Touros: campeonato entra em seu terceiro ano de realização e já conta com mais de 200 associados; visa a melhoria genética dos touros
Categoria Futurity

Projeto Jovens Touros

De acordo com Fabio, um sonho que se tornou realidade. “Com a ajuda de todos os criadores conseguimos desenvolver. Sempre falo que o Jovens Touros não é um projeto do Fabinho, mas sim de todos os criadores de touros de pulo do Brasil.

Qualquer criador para participar das etapas do campeonato se associa, pagando uma anuidade de R$ 1000,00. A fim de fomentar a adesão da filiação, os associados conseguem de volta esse valor em forma de inscrições (não válidas para prêmios). E a cada etapa, cada touro para R$ 300,00 de inscrição. A organização reverte 70% do valor total para premiação e retém o restante para as despesas.

Antes de mais anda, há regras rígidas que regem o campeonato. “Ouvimos sempre a opinião de todos, mas a decisão final é sempre nossa, organizadores e idealizadores do Jovens Touros. Assim, lançamos as regras, que identificamos serem as mais justas, e seguimos elas à risca. Fica a cargo do criador avaliar se servem para eles ou não”, reforça Fabio.

E ele ressalta: “Queremos construir algo sólido. Por isso o objetivo do Jovens Touros é fazer com que os criadores de touros de pulo do Brasil valorizem seus animais, fomentem negócios através de contatos e do nosso leilão. E tem espaço para todos, do pequeno ao grande criador”.

Jovens Touros: campeonato entra em seu terceiro ano de realização e já conta com mais de 200 associados; visa a melhoria genética dos touros
Categoria Classic

Genética e banco de dados

Qualquer pessoa pode entrar no projeto desde que tenha um touro com performance, ou seja, comprovado que é pulador. Afinal, o que se busca nesse mercado é isso. O banco de dados do Jovens Touros consiste em touros puros com performance e seus descendentes até que chegue ao puro de origem.

“Vamos usar como exemplo o Bipolar. Ninguém sabe quem é seu pai e sua mãe, mas que é um touro pulador. Então, ele entra no banco de dados do campeonato como um touro puro que pula (PP). Cruzando ele com uma vaca, seus filhos entrarão com CG1, ou seja a primeira geração”.

Fabio explica que o sistema segue até o CG5, a quinta geração desse animal pulador. Isso de acordo com os sucessivos cruzamentos de cada geração dessa linhagem. E depois do CG5 vêm os puros de origem, que já são os resultados dos cruzamentos construídos dessa genética.

Podemos dizer que genética é o fator que mais determina a índole de um touro para fazer o que naturalmente é criado e ama, pular. Todo touro registrado no banco de dados do Jovens Touros entra para uma lista que armazena todas as informações sobre ele. E é o estudo do pedigree, que cruzamentos servem para o plantel de cada criador, o que dá certo ou não, que é a base da genética.

Estrutura Cia Rancho 3 Irmãos

Campeonato

A temporada do Jovens Touros conta com quatro etapas e uma final, dividindo os touros em duas categorias: Futurity, para animais de 1 a 3 anos; e o Classic, para animais de 3 a 5 anos. No Futurity, o touro pula sozinho com um robô em seu dorso, enquanto no Classic um peão o monta. Vale reforçar: a avaliação é para o touro.

Em 2020, mesmo com a pandemia da Covid-19, mais de mil animais passaram pelas provas do campeonato. Além da premiação por etapa há uma premiação na final, congregando ainda premiações especiais, como Touro do Ano. Com a maciça adesão dos criadores –  já são mais de 200 filiados -, e dos patrocinadores que acreditam no projeto, o valor promete ser bem atrativo aos campeões.

A estrutura da Cia Rancho 3 Irmãos, além da arena coberta, conta com espaço para 250 mesas, que recebem os criadores e suas famílias, uma querência com 37 baias, e um espaço climatizado no fundo para os animais. Fabio conta que os planos são o de fechar toda a arena e climatizar para promover ainda mais conforto a todos.

“Não esperávamos, em 2 anos, chegar onde chegamos. Em principio, era um projeto para 5 anos em que pensávamos filiar 80 criadores, e hoje já somos 200. Essa proporção toda nos deixa felizes, mas também alertas em sempre manter o padrão de organização que temos hoje e o nosso objetivo inicial”.

Se invertessem os papeis e eu tivesse entrando no projeto, penso em como gostaria de ser tratado e quais benefícios aos meus animais. Então trabalhamos em busca de ofertar isso. Tratar todos da melhor forma e com o devido respeito”, finaliza.

Para conhecer mais acesse: www.jovenstouros.com.br | @jovenstouros.

Por Luciana Omena
Colaboração: Eugênio José

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 Divulgação

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Rodeio

Competidor do Acre busca no rodeio realizar sonho que o pai não conseguiu

Alisson Aguiar definiu um planejamento em quatro passos e está na reta final desse processo

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Hoje, Alisson Aguiar trabalha em uma grande companhia de rodeio. De modo que aguarda o fim da pandemia para buscar seu último passo no rumo da carreira profissional. Antes de mais nada, o competidor do Acre tem como objetivo realizar sonho que o pai não conseguiu.

O sonho de ser um competidor, às vezes é interrompido por diversos motivos: falta de talento, falta de sorte, falta de recursos, distância. E, muitas vezes, falta de apoio da família. Só que, mesmo interrompido, esse sonho pode se manter vivo através dos filhos. Aquela frase tradicional: ‘de geração para geração’.

Com toda a certeza, no caso do competidor do Acre, da cidade de Rio Branco, o apoio dos pais para que seguisse no rodeio veio da extensão do sonho não realizado pelo pai dele. Alisson Aguiar, portanto, não é o único tentando seguir longe na carreira na montaria em touros.

Família

Filhos de competidor, Alex, Alisson e o Anderson Aguiar tiveram o apoio do pai, Valdecir Lima Aguiar. E Rio Branco, Acre, geograficamente é uma região muito distante do centro do rodeio no Brasil.

O Sr. Valdecir, pais dos garotos, sempre os incentivou a competir. Desde pequenos, colocando um ou outro em cima de um bezerro. No tempo que ainda percorria os eventos de montaria no Acre e em Rondônia.

“A gente não levava muito a sério, porém, um dia, meu pai teve que parar de montar. Ele precisava sustentar a família. Nesse momento soubemos que o sonho pessoal dele estava interrompido”, lembra Alisson, o filho do meio.

Mas, para o Sr. Valdeci, seu sonho não tinha acabado de fato. Continuava com a vontade de que um de seus filhos seguissem como atleta de montaria. “Desde então passamos a nos dedicar mais, a ter interesse. E eu segui meu plano, meu sonho, que tem quatro passos”.

Competidor do Acre, Alisson Aguiar definiu um planejamento em quatro passos e está na reta final desse processo; segue em ascensão
Alisson (no meio) ao lado dos irmãos

Os quatro passos do competidor do Acre

De acordo com Alisson, sua caminhada começou com a vontade de ser conhecido no Acre; em seguida, no estado de Rondônia; depois tentar montar nos rodeios de São Paulo; por fim, quem sabe, um dia ir para os Estados Unidos.

O competidor do Acre, então, deu o primeiro passo na batalha em busca de um sonho. Os resultados vieram em seu Estado natal: campeão em Sena Madureira, onde conquistou uma moto. Também ganhou em Tarauacá, entre outros resultados.

Pronto para o segundo passo, Alisson chegou a Rondônia, onde os rodeios são maiores e a vitrine para o cenário nacional é melhor. De cara, Ariquemes, porta de entrada oficial de muitos. A primeira semana tem o evento regional e na segunda semana rodeio com competidores convidados nacional.

Alisson não decepcionou. Garantiu pódio na primeira semana e a vaga para o rodeio principal em 2018. Aí sim, oportunidade de brilhar e tentar um lugar ao sol. Praticamente, completou o segundo ciclo: ter seu nome conhecido em Rondônia. Preparou-se, então, para dar o terceiro passo, maior e mais desafiador.

Ariquemes

Reta final do planejamento de carreira

“A Cia de Rodeio Califórnia comprou alguns touros no Expoari, de Ariquemes/RO, em 2019. Um amigo ia levar os animais até São Paulo e eu vi ali uma oportunidade. Pensei que seria a chance de montar em alguns rodeios e dar o terceiro passo do planejamento”, conta Alisson.

Com apoio dos pais, embora a mãe ficasse receosa, ele agarrou a oportunidade. “Não podia peder essa chance. Meu pai ficou feliz, mesmo sabendo das dificuldades. Era um sonho dele, que ele interrompeu para nos sustentar. Então não faço sempre as coisas por mim, mas faço pensando neles. Embarquei para São Paulo e comecei a trabalhar na Cia Califórnia.

Em primeiro lugar, Alisson foi morar e trabalhar em uma das maiores companhias de rodeio no Brasil, a Cia de Rodeio Califórnia. Acompanhavam assim, a boiada principal nos maiores rodeios do Brasil. Colorado, Rio Verde, Barretos, entre tantos outros, que faziam parte do seu sonho pessoal.

“Quando cheguei aqui, as coisas foram mais difíceis. No Acre eu entrava em quase todas as finais, aqui a dificuldade é maior. Touros mais difíceis, não entrava nas finais e muitos me disseram para eu voltar. Mas eu não desisti”.

“Eu via os touros saindo para os grandes rodeios e sonhava estar lá. Porém, tinha que continuar meu processo. Subir os degraus, fazer meu nome em cada passo que planejei. Aos poucos cheguei na ACR – Associação dos Campeões de Rodeio”.

Em outras palavras, o competidor do Acre começou montar em alguns eventos e entrando nas finais. “O Chiquinho, dono da Cia, sempre me ajudou, indicando para montar nos rodeios melhores. Em resumo, não desisti! Se eu estivesse voltado para o Acre não teria tido o reconhecimento que tive aqui. As dificuldades são grandes, sempre serão, mas não podemos desistir”.

Competidor do Acre, Alisson Aguiar definiu um planejamento em quatro passos e está na reta final desse processo; segue em ascensão
Barretos

Passo 3 em busca de realizar sonho que o pai não conseguiu

Na luta por conquistar seu lugar no sudeste brasileiro, Alisson logo venceu Ilicínea, Minas Gerais, evento da ACF do Brasil e etapa da Liga Nacional de Rodeio. De cara, ganhou uma vaga para a maior festa do peão do Brasil, Barretos.

Em seguida, foi campeão em Garça/SP. E ainda conquistou bons resultados em eventos como Juína/MT, Sertãozinho/SP. Até que em dezembro de 2020, venceu a a disputada Live do Bem (foto de chamada), em Taquarituba/SP. De fato, um rodeio com a presença dos melhores competidores do Brasil, até os que competem no campeonato mundial.

“Hoje olho para trás e vejo o longo caminho percorrido. Ganhei três motos, dezenas de títulos, sou reconhecido no meu estado, em Rondônia. Venho ganhando respeito no sudeste, em especial no Estado de São Paulo”, reforça Alisson.

“Olho para frente e vejo que o caminho a percorrer é ainda maior, visto que são muitos os rodeios que ainda posso conquistar. Além disso, fora das fronteiras com o Brasil, há um quarto passo. Um passo que uma hora vou ter que dar, que é ir aos Estados Unidos”.

Segundo o competidor do Acre, é lá onde as coisas de fato acontecem na vida de um atleta de rodeio. “É último degrau do sonho de cada um e um dia eu pretendo chegar. Sempre vou me lembrar que meu pai largou de ser peão para nos sustentar e não há incentivo maior que esse para eu poder chegar onde eu tiver que chegar.”

Por Eugênio José
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal, Divulgação, Jack Rodrigues

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Rodeio

PBR chega à televisão brasileira em canal por assinatura

Estreia do programa no SporTV3 foi na última terça-feira (27); o tricampeão mundial Adriano Moraes é o comentarista

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Os apaixonados por montaria em touros que sempre pediram para ver rodeio na tevê, agora vão acompanhar a categoria principal da PBR através do canal por assinatura SporTV3. Isso porque a Professional Bull Riders e a Globo firmaram parceria para a transmissão dos campeonatos realizados no Brasil e nos Estados Unidos ao longo de 2021.

Portanto, toda terça-feira, às 23h (horário de Brasília), a apresentação será do locutor esportivo Luiz Felipe Prota, com comentários do tricampeão mundial Adriano Moraes. A princípio, a cada semana os fãs verão os melhores momentos de 15 etapas da Unleash The Beast, a primeira divisão da PBR nos Estados Unidos, até que os rodeios da PBR Brazil voltem.

“A cada ano temos mais e mais esportistas surgindo. Não estamos falando de rodeios ou festas do peão. Focamos na montaria em touros como uma modalidade esportiva. A missão da PBR é profissionalizar e perpetuar o esporte”, explica Adriano Moraes, que também é diretor da PBR no Brasil.

De acordo com o Rodeio S.A., já se comentava o assunto nos bastidores extraoficialmente há algumas semanas. Mas esse ‘burburinho’ não é recente. O próprio Rodeio S.A., em suas redes sociais em setembro do ano passado, falou do assunto. Embora sem citar diretamente a PBR e o SporTV na ocasião.

Estreia do programa da PBR no SporTV3 foi na última terça-feira (27); o tricampeão mundial Adriano Moraes é comentarista do melhor do rodeio
Kaique Pacheco, José Vitor Leme e Silvano Alves

Domínio brasileiro na PBR

Com o domínio brasileiro no circuito mundial da PBR atualmente, o projeto vem em boa hora. E ajudará, sem dúvida, a fortalecer e popularizar ainda mais a montaria em touros no Brasil. Quem acompanha as notícias semanais no portal Cavalus sabe que os brasileiros ocupam quatro das cinco primeiras posições do ranking mundial, por exemplo.

“Desde o primeiro campeonato de Adriano Moraes, inaugurando uma nova liga de montaria em touros, até a conquista da fivela de ouro de José Vitor Leme, os competidores brasileiros estão na vanguarda do nosso esporte”, atesta o comissário da PBR nos Estados Unidos, Sean Gleason. 

Conforme Gleason, todos os brasileiros devem se orgulhar das grandes conquistas dos seus conterrâneos. “Ainda mais importante que vencer eventos e campeonatos, a marca desses atletas é a forma diferenciada que representam sua cultura e pátria. Estamos entusiasmados por termos agora a oportunidade de levar essas apresentações para ainda mais brasileiros”.

Só para exemplificar, são 11 títulos mundiais para o Brasil: Adriano Moraes (1994, 2001, 2006); Silvano Alves (2011, 2012, 2014); Ednei Caminhas (2002); Guilherme Marchi (2008); Renato Nunes (2010); Kaique Pacheco (2018); José Vitor Leme (2020).

Estreia do programa da PBR no SporTV3 foi na última terça-feira (27); o tricampeão mundial Adriano Moraes é comentarista do melhor do rodeio

Atraindo novos fãs para o esporte equestre

Vale ressaltar ainda que público que já é fã acompanha as etapas através do RidePass, canal on-line próprio da PBR. Então, a presença na maior rede de canais esportivos do Brasil tem como principal objetivo apresentar o esporte a uma nova parcela da população.

E nada melhor que aproveitar o momento atual e a excelente fase dos nossos competidores, trazendo mais visibilidade para o esporte.

A PBR passa por um processo de reestruturação no Brasil desde 2019, quando começaria a implementar um novo modelo de evento, voltado ao esporte como entretenimento. Veio a pandemia e tudo ficou suspenso. Mas é o objetivo da entidade voltar com força total assim que liberarem os grandes eventos por aqui.

Indiretamente este projeto do programa semanal no SporTV também fortalece o mercado do rodeio e da montaria em touros como um todo.

Colaboração: Abner Henrique
Fonte: Assessoria de Imprensa da PBR Brazil
Crédito das fotos: BullStockMedia/PBR

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Rodeio

O começo do rodeio no mundo

Algumas fontes mostram vaqueiros marcando bezerros em 1888. Muitos eventos de rodeio foram baseados nas tarefas da vida real exigidas pela pecuária

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Os Estados Unidos venceram a guerra contra o México no Século 19. Ao colonizarem o sul do País, adotaram alguns costumes espanhóis, como a doma e as festas populares. Antes de mais nada, a palavra rodeio vem do verbo espanhol Rodear, que significa juntar e mudar o gado de lugar.

Durante as tarefas no campo, então, os cavaleiros tinham que suportar os pulos de animais xucros e laçar novilhos para marcar e curar. Certo dia, em uma roda de amigos, alguém perguntou: quem é o melhor? E assim surgiu o primeiro rodeio, em Deer Trail, Colorado, em 1869. Em seguida, Pecos, Texas, também realizou um rodeio, em 1883. Logo depois, foi a vez de Prescott, Arizona, em 1888.

A partir dai a prática se espalhou por todo o oeste americano. Até que surgiu a primeira associação em 1929: Rodeo Association of America. Hoje, são dezenas de entidades espalhadas pelo mundo.

Algumas fontes mostram vaqueiros marcando bezerros em 1888. Muitos eventos de rodeio foram baseados nas tarefas exigidas pela pecuária

No Brasil, o rodeio começou em Barretos/SP, na década de 40. Nas pausas do transporte de gado, a diversão dos peões de boiadeiro era a montaria. Desse modo, a primeira prova oficial em Barretos aconteceu em 1956, somente com montarias em cavalo e peões representando as comitivas estradeiras.

Por conseguinte, a montaria em touros surgiu no final da década de 70 e desde então atrai uma legião de fãs. A realização do rodeio em terras brasileiras é amparada pela Lei Federal N° 10.519, de 17 de julho de 2002. Define condições mínimas para a prática da atividade. Desde o uso obrigatório de equipamentos adequados e padronizados até os cuidados essenciais com os animais.

A premiação, que no começo era um agrado, transformou-se em quantias milionárias por todo o mundo. Em muitos lugares, o rodeio é um conjunto de entretenimento, esporte e agrobusiness.

História do rodeio

O rodeio tem uma imagem popular western ligada aos Estados Unidos. Mas, na verdade, cresceu a partir das práticas de fazendeiros espanhóis e seus vaqueiros. Uma mistura de touradas (bullfighting) e derrubada de boi (bullddoging) no Século 16. Movimento, sobretudo, que faz parte do antigo mundo mediterrâneo, uma tradição antiga, que inclui a Espanha.

Algumas fontes mostram vaqueiros marcando bezerros em 1888. Muitos eventos de rodeio foram baseados nas tarefas exigidas pela pecuária
Prescott

Os antigos Minoans de Creta (civilização da Idade do Bronze) praticavam salto, montaria e luta em touros. E há uma ideia de que foram eventos esportivos olímpicos dos gregos antigos, espalhados por toda a Nova Espanha até chegar aos Estados Unidos no Século 19.

Nesse tempo, as apresentações de equipes como a de Bill Picket/Miller Brothers 101 Ranch ou de Buffalo Bill era o que chamava atenção. Demonstrações e acrobacias usando touros, por exemplo, se espalhavam pelo Velho Oeste e até para o mundo. O estilo faroeste dessas apresentações gerou diversas estrelas westerns.

Por serem eventos de entretenimento, rapidamente chamaram atenção de empresários e investidores. De fato, o rodeio como é hoje tomava forma nessa época. Ao poucos, de só entretenimento e sustento de muitos, tomou cara de esporte. Dessa forma, surgiu a necessidade de padronização das competições. Até que se chegou a era das associações de rodeio.

Por volta de 1930, apresentações e competições já faziam parte da programação do rodeio. Aos poucos, o esporte afunilou. Fazem parte, portanto, hoje em dia: montaria em touros, montaria em cavalo – sela americana, bareback e cutiano (só no Brasil) -, laço – dupla, bezerro, steer roping (só nos EUA) e breakaway -, bulldog e três tambores.

Por todo o globo, o rodeio forma um perfeito conjunto de animais, competidores e profissionais em busca de sustento, fama e reconhecimento.

Fonte: Thiago Arantes, Wikipedia
Crédito da foto de chamada: Pecos Rodeo

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Rodeio

Cia de Rodeio investe em genética para touros de pulo

Conheça a história da Cia Juliano Domingos, que pela primeira vez colocará a leilão animais criados por ela ao longo de anos de seleção genética

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Com um controle apurado de animais, hoje a Cia Juliano Domingos dedica-se à produção e venda de touros de pulo exclusivamente com a sua genética. “Todo meu plantel, tanto os machos como as vacas, é oriundo de animais que fizeram história dentro da Companhia”, explica Juliano Domingos, que iniciou sua boiada em 2002.

O foco do negócio mudou, sobretudo, quando ele foi aos Estados Unidos e viu de perto como trabalham por lá a genética de touros de pulo. “Gostei e pensei que podia ter essa experiência na minha boiada e assim o fiz”, lembra. “Em 2008 já nasceram os primeiros animais de genética. Porém, eu ainda focava na compra e venda de animais. Só quando dediquei totalmente ao projeto que os resultados vieram de fato”.

De lá para cá, a Cia Juliano Domingos tem seu plantel todo formado por seus próprios touros de pulo, animais que fizeram sucesso nos rodeios. Ele não compra sêmen externo. A fim de apurar ainda mais, participou de todas as etapas da temporada 2020 do Jovens Touros. Eventos que focam no animal, em busca de futuras promessas da arena.

A Cia venceu todos os eventos que participou. Ademais, foi campeã ainda como melhor criador da temporada. Por conseguinte, teve o touro 821 levando prêmio de touro do ano, animal filho do touro Fim do Mapa, um dos destaques da boiada.

Conheça a história da Cia Juliano Domingos, que pela 1a. vez colocará a leilão touros de pulo criados por ela ao longo de anos de seeção

História

Desde 2002 no mercado de rodeios, a Cia de Rodeio Juliano Domingos iniciou como a maioria das companhias de rodeio, com um plantel próprio, sem venda de animais. Sempre se destacando, em 2006 veio a primeira proposta: dez touros foram vendidos para a Cia JTS. Então nasceu ali um novo método de trabalho.

Comprar, fazer e vender touros, trabalhando com reposição. No ano seguinte, mais touros foram vendidos e assim Juliano Domingos trabalhou até 2017, quando vendeu sua última boiada. “Era difícil segurar os animais, então trabalhei com reposição por muitos anos. Uma forma melhor de lucratividade, já que só os touros pulando em rodeio não fechavam a conta”.

Ainda de acordo com Juliano, o mercado de reposição de touros de pulo ficou muito caro. Ele fazia os touros em casa, colocava no rodeio para pular, apareciam propostas, ele vendia, então precisava repor. “Foi aí que comecei a usar e dedicar a algo que já fazia, que é a genética JD”.

A Cia de Rodeio Juliano Domingos participou de todos os grandes rodeios do Brasil. Foi tricampeã como melhor boiada em Rio Verde, duas vezes campeã em Aparecida do Taboado e Goiânia. Revelou animais como Panamá, vendido para o André de Mogi, que já atuou na final de Rio Verde; 100%, que pulou nas finais de Barretos e Rio Verde; Turbante, final de Barretos, Herculândia e Rio Verde. Assim como também revelou Pega Bobo, Fera Goiana, Amigo da Onça, entre outros.

Como Juliano trabalhou paralelamente com boiada de rodeio e genética, em sua última boiada o grande destaque foi Fim do Mapa. Foi nele que Ted Flora montou para ser campeão em Rio Verde; e Edevaldo Ferreira, que foi campeão em Herculândia logo após montá-lo. Ambos em 2017.

1º Leilão Genética da Cia Juliano Domingos

O 1º Leilão Genética da Cia Juliano Domingos acontece dia 21 de março. Será de forma virtual pelo canal do Youtube do Jovens Touros, à partir das 14h. Em oferta, 37 lotes: dez com animais prontos para o Classic, dez para o Futurity e ainda dezessete fêmeas. Destaque para o lote 21, a vaca 901, filha do 100% e mãe do 872, que venceu duas etapas Jovens Touros. 

“Chegou o momento de compartilhar o trabalho com outros criadores. Já tenho uma movimentação grande de compra e vendas de animais de genética, principalmente para Goiás e Minas Gerais. São treze anos desse trabalho de genética, com frutos comprovados no mercado de pulos.”

Fique por dentro: @cia.julianodomingos.

Colaboração: Eugênio José
Crédito das fotos: Divulgação/Alberto Gonzaga

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Rodeio

Bulldog é uma modalidade considerada a mais radical

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Bill Pickett; mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu de uma ideia de alguns colonos

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O Bulldog que conhecemos hoje surgiu em 1904. Bill Pickett fez uma demonstração em Fort Worth, Texas, de algumas umas técnicas que denominou Bulldogging. Mas, que técnicas foram essas? Tudo começou quando ele largou a escola na 5ª série a fim de trabalhar em uma fazenda. Cavalgava e acompanhava o gado longhorn pelo Texas.

Os longhorns são uma raça de gado conhecida por seus longos e curvados chifres característicos. A saber, podem se estender para uma ponta de mais de 1,8m. Então, Pickett, devido ao seu contato com esse tipo de boiada, inventou a técnica. Consistia, então, na habilidade de agarrar o gado pelos chifres e como uma luta, derrubá-lo no chão.

Com o passar dos anos, o Bulldog tornou-se esporte equestre. Considerada a mais radical do rodeio, já que o competidor parte do brete com seu cavalo em alta velocidade e salta no boi. O conjunto tem a ajuda por um cavalo esteira (que não deixa que o boi saia da sua trajetória). Com efeito, o objetivo é tirar as quatro patas do animal do chão no menor tempo possível.

O recorde mundial é de 1930, 2s2, marcado por Oral Zumwalt (segundo o site ThoughCo), quando ainda não era usada barreira. No Brasil, a menor marca da categoria é 2s9, de Renato Finazzi.

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Bill Pickett; mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu d ideia de alguns colonos
Mais do que força, a modalidade exige técnica – Foto: Divulgação/The Dallas Morning News

Detalhes e regras

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Pickett. Filho de ex-escravos, em 1989 Pickett entrou para o ProRodeo Hall of Fame. Em sua carreira dedicou-se a promover o rodeio e o esporte que ele criou. Tinha uma alma de artista. Fazia treinos diários a fim de melhorar sua técnica de pular nos chifres do novilho e derrubá-lo. Técnica que mais tarde foi apurada até tornar-se o esporte Bulldog que vemos hoje.

Mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu de uma ideia de alguns colonos. Eles observaram como seus cachorros pegavam os bois fugidos, da mesma forma, pulando sobre o pescoço do boi e levando ele ao chão.

Por esse estilo ser semelhante a uma luta, seu nome em inglês é Steer Wrestling. Algo como ‘luta contra o novilho’. Desse modo, faz menção aos movimentos da modalidade citados acima. A raça de cavalo mais apropriada, e comumente usada, é o Quarto de Milha.

O cronometro para quando o juiz valida a prova e baixa a bandeira. O tempo médio para essa ação é de 5 segundos. Caso não complete a prova, o conjunto recebe SAT – Sem Aproveitamento Técnico e são acrescidos 120 segundos ao seu tempo. As provas normalmente são feitas de três a cinco rounds e vence quem obter a menor soma de tempos.

Portanto, ganha quem fizer o menor tempo ou a menor soma de tempos em um evento. Além do SAT, quebra de barreira também penaliza o competidor e 10 segundos são acrescidos ao tempo.

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Bill Pickett; mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu d ideia de alguns colonos

Bulldog no Brasil

O Bulldog chegou ao Brasil em 1988, através dos irmãos Guilherme e Henrique Prata e Paulo José Manno. Então, na arena do Parque do Peão de Barretos, o próprio Henrique, Lucinei Nunes Nogueira ‘Testa, Armando Biasi, Guilherme, entre outros, fizeram a primeira prova da modalidade no Brasil.

Antes de mais nada, o auge foi durante a Federação Nacional do Rodeio Completo nos anos 1990. Inegavelmente, época em que o esporte ganhou popularidade no Brasil. Com o fim da FNRC no começo dos anos 2000, quem tomou à frente do Bulldog foi a Confederação Brasileira de Bulldog. Que, logo depois, tornou-se Associação Nacional de Bulldog.

A ANB ganhou reforço enquanto os atletas que não queriam deixar que o esporte acabasse organizaram mais alguns campeonatos. Das quatro cronometradas é a que tem menor contingente competidores. O esporte ainda sofre com a ‘perseguição’ de bem-estar animal. Dessa forma, alguns rodeios tiraram a modalidade de suas programações.

Em 2011 perdeu forças e só não acabou de vez porque novos atletas entraram e movimentam a modalidade em Minas Gerais. Ao mesmo tempo que contou com o apoio dos mais antigos baseados em São Paulo. Em 2019 a Associação voltou com força total e encerrou a segunda temporada dessa retomada em novembro do ano passado.

Hoje, há buldogueiros em Divinópolis e Claudio, Minas Gerais. Bem como em Vargem Grande do Sul e São João da Boa Vista, São Paulo. Estão à frente da Associação os mineiros Lucas Gonçalves e Gerônimo Luiz, e paulista Fernando Pierini.

Fonte: Wikipedia, PRCA, ANB
Crédito das fotos: Divulgação/ProRodeo

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Rodeio

Leilão de touros de rodeio oferecerá animais com genética americana

Apostando em um mercado que gera lucros, o 1º Leilão Gold Company acontece dia 31 de janeiro através do Youtube

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Todo esporte equestre precisa investir em genética dos animais que participam. Não é diferente com o rodeio. Donos de boiadas que pensam em apurar o seu plantel de touros estão, sem dúvida, um passo à frente dos outros. E, de quebra, melhoram o espetáculo oferecido aos fãs do segmento.

Pensando nisso, a Gold Company marcou para o dia 31 de janeiro, o 1º Leilão Gold Company. O leilão ofertará touros com genética americana comprovada. Ou seja, a oportunidade sólida dos donos de boiadas adquirirem ‘sangue americano’ para os seus planteis. O leilão acontece de maneira virtual, com transmissão pelo canal ‘Astros da Arena’ no Youtube. Rafael Vilella será o leiloeiro.

Genética americana em touros de rodeio

Sempre que a palavra genética é mencionada, automaticamente, os Estados Unidos vêm à mente. Lá é o berço de um trabalho aprovado para os touros de rodeio que deu certo. Antes de mais nada, funciona bem e que movimenta um mercado que gera lucros.

Hoje, genética é algo muito real no Brasil quando o assunto é touros de pulo. Literalmente, é o negócio do momento e os resultados aparecem prósperos e fortes por aqui. Com toda a certeza, há um caminho a ser percorrido, mas já é uma realidade.

Nada melhor do que implementar o que dá certo, por isso a busca pelo ‘sangue americano’. E cruzamento é um quebra-cabeça. Ganha mais quem acertar a genética a fim de produzir e descobrir os melhores animais de pulo.

O 1º Leilão Gold Company acontece dia 31 de janeiro através do Youtube e oferta a melhor genética importada de touro de rodeio do mercado

Gold Company investiu no chamado ‘sangue americano’

O trabalho de genética da Gold Company é antigo. Começou em 1995, com um trabalho mais ‘cru’, feito em fazenda com os touros da Cia Flávio Junqueira, como Paraquedas, entre outros nomes.

No momento em que foi preciso apurar, eles se aproximaram da genética americana. Flavio Junqueira contatou Cido Marques, que tinha alguns animais com sangue americano. Como o touro ‘Hou’s 101 Siri Na Lata’ (foto), filho de ‘Houdini 329’.

Cido Marques tinha duas fêmeas, MD10 e MD20. Duas filhas de ‘Sports Machine’, animal que se apresentou entre os anos de 1999 e 2002. Com 58 saídas e apenas cinco paradas, um delas do brasileiro Paulo Crimber. No currículo do touro, uma nota de 93 pontos, quando perdeu sua invencibilidade para Mike White, na PBR Finals de 1999.

Assim, proprietário iniciou a introdução americana na genética brasileira dos touros de rodeio. Cido Marques cobriu a MD10 com o touro ‘Hou’s 101 Siri Na Lata’. Nasceu o touro ‘Jhow Wayne’. Em seguida, ele comprou sêmen dos touros ‘Bandido’ e ‘Agressivo’ e cruzou com as vacas MD10 e MD20.

Nasceram os animais ‘Red Bandido’ e ‘04 Agressivo’. Em conclusão, todos os animais comercializados no 1° Leilão Gold Company ou têm o sangue americano, ou estão enxertados por um dos animais americanos, descendentes desses touros citados acima.

Mais informações: Paulo Belarmino (17) 99772-5567 | Amanda Belarmino (17) 98106-1933.

Colaboração: Eugênio José
Crédito das fotos: Divulgação

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Rodeio

Esposas contam como é a vida ao lado dos maridos profissionais de rodeio

André Silva bateu um papo super descontraído com Isabella Santana, Amanda Rodrigues e Flavia Perecin, esposas de três competidores de rodeio

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Isabella Santana de Castro, Amanda Rodrigues Lem e Flavia Perecin Barbosa. O que elas têm em comum? Se você acompanha o campeonato da PBR nos Estados Unidos, sem dúvida, já identificou os sobrenomes e seus maridos. Em resumo, nesse bate-papo para o canal do fotografo brasileiro André Silva, elas contam sobre suas vidas ao lado dos maridos famosos no rodeio. O começo, desafios, alegrias e muito mais. Confira!

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