Team Roping

Mais de duas mil inscrições no encerramento da temporada do CPLD

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O campeonato de Laço em Dupla mais estruturado do País finalizou mais um ano com saldo totalmente positivo

“Foi muito bom! Por ter sido um ano difícil para o País, mas o CPLD só vem criando mais raízes. Temos muitos laçadores fieis ao campeonato e que cada vez que vêm às provas trazem mais gente. E isso só está melhorando, permanecemos bem”, conta Anderson Proença, idealizador do campeonato, que ao lado de Felipe Monteiro toca tudo.

O Campeonato Paranaense de Laço em Dupla, em sua 11ª temporada, é o maior do Brasil para a modalidade. O mais legal é que os organizadores não se cansam de inovar. A cada prova, uma novidade, especialmente nos momentos mais importantes, como o encerramento da temporada. De 23 a 25 de novembro, o CPLD realizou a quarta etapa e a Mega Final, junto com uma ETR Premium.

Só para começar, foram 2457 inscrições para ETR, #8, #7, #6, #4, #8 VIP, #7 VIP, #6 VIP, #4 VIP e Incentivo. A premiação foi de R$ 370 mil da etapa e Mega Final, mais R$ 150 mil da ETR, que premiou os campeões da temporada e ainda ETR Premium. Ou seja, R$ 520 mil no final de semana!!! E se contarmos toda a temporada, para a ETR foram cerca de R$ 500 mil e o CPLD, chega perto de um milhão de reais distribuídos.

Para o encerramento desse ano, a novidade foi que o valor dos prêmios dobrou. Todo arrecadado com as inscrições para a Mega Final foram revertidos para a premiação. “Na somatória 6, por exemplo, ano passado foram R$ 8mil de primeiro a quinto, esse ano conseguimos R$ 28 mil. A ideia do CPLD é sempre inovar e aprimorar as regras para benefício do competidor e do esporte”, comenta Felipe Monteiro.

Uma festa só! Cavalos e cavaleiros de vários lugares do Brasil. Dois mais experientes e premiados aos que estão começando. As provas aconteceram no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina/PR. Além dos classificados nas etapas anteriores – que aconteceram em Londrina e Goiás -, laçadores do Circuito MSTR, Circuito CLLD e Campeonato Haras Two Brothers também correram a Mega Final.

Prêmios para laçadores desde o Incentivo até somatórias mais altas

Então funcionou assim: todo mundo que quis se inscreveu para a quarta etapa, nas categorias citadas acima. Com os resultados finalizados, os melhores se juntaram aos já classificados em etapas anteriores e nos circuitos mencionados, para definir o campeão dos campeões. E ainda, para cada categoria, a Mega Final do Cartão Ouro CPLD. Muitos prêmios, muitos ganhadores e muita gente voltando para casa feliz.

Outra novidade para essa temporada foi a categoria VIP. Provas que duram em média 40 minutos para acontecer. Para cada handcap, 50 inscritos, até duas inscrições com parceiros diferentes, sem sorteio.

“O laçador gasta R$ 400,00 e pode ganhar até US$ 5.600,00 se for o campeão. Acredito que podemos aumentar ano que vem o número de vagas, aumentando assim a premiação, que é de 70% do valor arrecadado. Uma prova rápida e de custo X benefício ótimo para todos”, reforça Anderson Proença.

Laço Feminino – Aline e Julia

As categorias chamadas VIP começaram a ser implementadas para esse campeonato. Na primeira etapa, foi realizada somente na #4 para o formato ser testado. “E deu certo, ficou uma prova rápida de fazer, com uma premiação atrativa. Ampliamos para os demais handcaps”, lembrou Felipe Monteiro, dizendo que ainda além de aumentar o número de vagas, a VIP ainda pode ser realizada em somatórias que não fazem na prova normal, como a #5. “É chance para um número ainda maior de laçadores voltar para casa com prêmio”.

ETR

A Elite Team Roping completou sua terceira temporada. Surgiu com o intuito de estimular mais os profissionais, tornando-se uma categoria que dá força às grandes provas de Team Roping de todo Brasil. Os organizadores observaram um crescimento em relação aos outros anos.

“E a ETR tem capacidade de crescer muito mais. Esse ano fizemos um cartão fidelidade e já premiamos os campeões da temporada e na Mega Final CPLD mais uma boa prova de R$ 30 mil garantidos”, reforça Proença.

Anderson Proença e Ricardo Pulzatto

Ele estima que se continuarem com o mesmo trabalho, daqui quatro anos serão 250 profissionais correndo ETR. “O Brasil tem potencial para isso. Antes da ETR, nunca vi um laçador handcap três bois querendo ser quatro. Hoje é ao contrário, o cara quer crescer para correr ETR. Então houve uma mudança na maneira do laçador encarar as coisas. Uma evolução!”, considera ele.

Além de premiar os campeões da temporada e dessa etapa Premium, a ETR deu prêmio para o Melhor Cavalo do Ano de Pé e o Melhor Cavalo do Ano de Cabeça, com apoio da ABQM. Foram R$ 4 mil para cada cavalo melhor votado e escolhido pelos próprios laçadores.

Melhor Cavalo de Cabeça

O nível dos profissionais é alto e os cavalos fazem parte do show e também merecem ser incentivados”, disse Ricardo Pulzatto, representando a ABQM no evento.

Foram coroados: Cavalo do Ano ETR Laço Cabeça – First Little Step – apresentado por Marcos Souza dos Santos; e Cavalo do Ano ETR Laço Pé – Hollywood Jay Bee – apresentado por Rafael Paoliello. Na pista, os campeões ETR Premium foram Rafael Paoliello e Fabricio Neves.

Melhor Cavalo ETR de Pé

Demais resultados:

Com tanto assunto, tanto prêmio, novidades, laçadores de tudo que é lugar, uma comissão organizadora engajada em só fazer crescer tudo isso, podemos esperar um campeonato 2019 ainda melhor!!! Todas as informações e fotos dos campeões no Insta do CPLD.

Por Luciana Omena
Colaboração Verônica Formigoni
Fotos: Ricardo Mariotto

ROPER'S SPORTS

Laçador Elton Ogata conta como a modalidade está presente na sua vida e o que ela representa

Apesar de ser um hobby atualmente, Elton pretende voltar a treinar firme e, quem sabe, correr alguma prova com seus filhos

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Laçador Elton Ogata conta como a modalidade está presente na sua vida e o que ela representa

Nascido em Apucarana (PR), Elton Ogata, de 38 anos, vem há 22 anos no Team Roping. Contudo, atualmente o laçador, fez da modalidade um hobby, se dedicando a outros projetos que envolvem o cavalo. Apesar disso, ele não descarta a possibilidade de retornar às pistas e, até correr uma prova com os seus filhos.

Confira a entrevista com Elton Ogata

Elton Ogata
Idade: 38 anos
Cidade: Apucarana (PR)

Elton Ogata

Como começou na modalidade?

Sempre fui apaixonado por cavalos desde pequeno, aprendi andar a cavalo no sítio do meu avô no município de Rio Bom (PR), e sempre nas férias escolares e fins de semanas ia para lá ficar andando a cavalo.

Então teve uma vez que tinha um rodeio em Rio Bom (PR), e iria ter provas de Tambor e Laço e nesta ocasião estava no sítio e um funcionário iria para participar das provas. Na mesma hora liguei para minha mãe e pedi para deixar participar da prova de Tambor. Ela autorizou e meu vô levou nós para participar.

Chegando lá participei, porém não fui muito bem e por uma mãozinha divina o professor Valtinho e o diretor de esporte Marcos Rezende da Sociedade Rural de Apucarana me convidaram para ir fazer aulas de equitação. Na segunda-feira fui com meu pai e já iniciei nas aulas de Tambor. Comecei então a frequentar a Sociedade Rural de Apucarana e sempre após o treino de Tambor tinha Laço. Como os laçadores precisavam sempre de alguém para soltar boi e tocar eu ficava e os ajudava e no fim do treino sempre deixavam corre “um” boi como gratificação desde que eu acertasse 10 cordas seguidas no cavalete (Clóvis /Valtinho). E foi então que surgiu a vontade de lacar e começar a laçar.

O que o Laço significa para você?

Representa minha vida. Do laço formei minha família, conheci minha esposa Marienen e tenho um casal de filhos. Conquistei grandes amigos, me fez crescer pessoalmente e é uma válvula de escape para estresse do dia a dia.

Qual sua conquista que mais é importante para você?

São três: primeira moto laçando com Junior Cardia em uma prova em que Eduardo kuscinki organizou em 2003, em Cascavel (PR). Naquela época era rara prova em dava moto como premiação. Dava muito prêmio em dinheiro e quando tinha uma prova dessas era muito disputada. Outra prova que no Paraná era almejada era o Campeonato Paranaense de Laço. E Deus me abençoou sendo Reservado Campeão aberta 2003/2004 e Campeão no ano seguinte na categoria Amador laçando com meu parceiro Ronaldo Sardanha.

Melhor cavalo?
Sweet Sunjay
Melhor prova?
Nos dias atuais são CPLD, Revolution, CVLD e Prova do Issao.

Melhor média?
5,15

Melhor Laçada?
Final em Cascavel (PR) precisava de 4,10 para liderar, saímos e laçamos 4,05.

Ídolo no Laço?
Zé Soares na cabeça e Marcelo Pepa no pé.

Como se vê no futuro?
Hoje optei por dedicar mais a minha família e a Apac – Associação Paranaense Amigos do Cavalos criada em 28/12/17 por cinco casais amigos amantes dos cavalos na Sociedade Rural de Apucarana onde iniciei e estava desativada há 3 anos a parte de esporte com cavalos (atualmente temos projetos sociais onde atendemos através de padrinhos e doações em torno de 50 crianças na equitação terapêutica, em torno de 100 alunos de Tambor e Baliza, Ranching Sorting e Laço em Dupla). Deixei o Laco como hobby esporádico, mas espero voltar a treinar firme se algum dos meus filhos optarem por laçar e se Deus abençoar correr alguma prova com eles.

Recado para a geração futura

Que vocês consigam encontrar no Laço ou qualquer esporte que envolva cavalo uma oportunidade de crescimento pessoal, profissional, encontrar grandes amigos para vida inteira.

E se você, conhece algum competidor do Laço e acha que ele tem um história bacana, que todos devem conhecer, entre em contato através do nosso perfil no Instagram @revista_ropers_sports_

Por: Heloísa Alves
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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ROPER'S SPORTS

Dedicação, foco e respeito é o recado de Igor Batista Rosas para os futuros laçadores

Para Igor, o esporte reúne amizade e diversão, indo além das competições em pistas

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Dedicação, foco e respeito é o recado de Igor Batista Rosas para os futuros laçadores

Natural de Ponta Grossa (PR), Igor Batista Rosas, de 34 anos, vem desde os anos 2000 no Team Roping. Uma modalidade que conquistou o seu interesse que vai além das pistas.

Dito isso, apresentamos o Raio-X Team Roping, com entrevistas de laçadores de todos os cantos do país. Confira o nosso bate-papo com o Igor.

Igor Batista Rosas
Idade: 34 anos
Cidade: Ponta Grossa -PR

Dedicação, foco e respeito é o recado de Igor Batista Rosas para os futuros laçadores

Como começou na modalidade?
Desde pequeno tive contato com cavalos, acompanhando minha família na fazenda. Em 1999 comecei a competir nos Três Tambores, no Haras São Nicolau, de propriedade da dona Gilda Nicolau. Acabei conhecendo o Team Roping em uma prova que fomos e me interessei pelo esporte.

O que o laço significa para você?
Amizade e diversão

Melhor cavalo?
Cabeça: Cash Bee Dee – Caio Proença
Pé: Congresso AB – Lincoln Figueiredo

Melhor prova?
ETR

Melhor laçada?
3,98

Melhor média?
Não lembro exatamente, mas uma que marcou foi em 2008 com o Marco Aurélio Mella, fomos campeões com 5,40 se não me engano

Ídolo no Laço:
José Soares

Como se vê no futuro?
Correndo prova, com certeza. Com os novos formatos de prova, poucas inscrições, conseguimos conciliar o trabalho, família e esporte.

Recado para geração futura
Dedicação, foco e respeito. Tudo isso vai fazer com que consiga chegar aonde você deseja!

E se você, conhece algum competidor do Laço e acha que ele tem um história bacana, que todos devem conhecer, entre em contato através do nosso perfil no Instagram @revista_ropers_sports_

Por: Heloísa Alves
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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ROPER'S SPORTS

Laçador busca seguir carreira como profissional

Paixão pela modalidade começou quando ainda era criança e ajudava o seu avô na fazenda

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Laçador busca seguir carreira como profissional

Natural de Pontalina (GO), o laçador Marcos Paulo Rodrigues Rezende, mas conhecido como Nonete, começou a sua história no meio do cavalo quando ainda era criança. “Quando pequeno ajudava meu avô na fazenda, assim começou a minha paixão pelos cavalos”, conta Marcos.

Foi através desse contato, que fez Nonete se tornar um amante de laço. “Como eu era apaixonado pelos cavalos, eu ganhei uma oportunidade de praticar o Team Roping, e depois disso não abandonei mais o esporte e decidi seguir carreira e ser um profissional”.

Um dos seus principais sonhos é ser um grande profissional, e ele já está nesse caminho. Com títulos na Copa Eldorado, Copa Cactus, Rancho JR e Desafio TA, provas que sempre participa e laça cabeça.

O laçador, que atualmente treina no Rancho PH com Paulo Henrique Santos Balieiro, agradece a todos que contribuem para o seu sucesso. “Agradeço primeiramente à Deus, a minha família por me apoiar a fazer o que eu mais gosto, que é praticar o esporte Team Roping, e meus amigos por sempre me apoiar e me ajudar no dia a dia. Agradeço o apoio de sempre dos meus patrocinadores pelo o suporte: 2K Jeans, 2K Trailer, Mid Country, World Country, Excellence Equine”.

Colaboração: Verônica Formigoni
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Team Roping

Solo da pista de laço determina cavalos vencedores

Com muitos anos de estudo e verificação in locco em eventos, chegou-se a conclusão de que um fator primordial para o sucesso dos cavalos é a qualidade da pista

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Com toda a certeza, o solo de uma pista de laço é uma cosia muito séria. No projeto de construção dessa parte de um haras ou centro de treinamento, antes de mais nada, é o terreno onde os cavalos trabalharão que deve ser a primeira coisa a planejar.

O treinador de cavalos de laço e médico veterinário Cleber Zanovelo, do Haras EZ, comenta que durante muitos anos as pessoas viam seus animais com algum tipo de dificuldade de movimento ou dores. Até mesmo cometendo erros que não aconteceriam em condições normais sem entender o motivo.

“Estou nesse negócio há mais de 30 anos e todos nós já erramos no quesito solo da pista de laço. Então, conforme o passar do tempo, todos nós ganhamos mais experiência. E o fator piso entrou como um dos mais importantes no dia-a-dia do treinamento e provas”, afirma.

Ademais, entre as modalidades, comenta Cleber, o piso muda um pouco. “Por exemplo, no Tambor, mais areia nos viradores, para proteção do animal e do competidor, a fim de que o conjunto não escorregue. Já na Rédeas, a pista é mais lisa, geralmente compactada, para o animal ter mais facilidade de fazer os movimentos. A de laço é intermediária. Não pode ser pesada e nem muito dura”.

De acordo com ele, que também é laçador, todos os cuidados com o solo se baseiam na proteção e integridade física de cavalo e competidor. “Com o decorrer do tempo, trabalhando em solo inadequado, o cavalo desenvolve lesões de tendão e musculoesqueléticas, entre outras. O correto para cada modalidade é uma pista compactada e complementada com areia solta, na quantidade especifica que os movimentos pedem”.

Ele ainda lembra, especificamente para o laço, que a melhor forma de ensinar um cavalo a trabalhar é ter uma pista grande, de no mínimo 40x70m.

Com muitos anos de estudo, chegou-se a conclusão de que um fator primordial para o sucesso dos cavalos é a qualidade da pista de laço

Dicas

No meio equestre, muitos fatores levam um conjunto a atingir seu ápice de performance e um deles é a qualidade da pista, como falado acima. Juntamente com a evolução da criação de equinos, treinamento, melhoramento genético, cuidados veterinários, entre outros, o cuidado com o solo também tem sua importância em toda essa questão.

  • Assim, a diferença do resultado final entre os atletas é extremamente pequena. Um dos fatores é a regularidade da pista durante uma competição. O que se busca é diminuir ao máximo a influência externa sob o desempenho;
  • O maior vilão para o solo de uma pista é o clima. Não somente a chuva ou o sol que são os extremos, mas também a porcentagem de umidade do ambiente que interfere diretamente;
  • Se isso tudo já é algo a se considerar quando temos pistas cobertas com estruturas modernas, imagine em um rodeio, aberto e com milhares de outras atrações na mesma arena onde acontecem as provas de laço.
  • Planeje: escolha bem o local onde construirá a pista. Preocupe-se com a drenagem e a qualidade das propriedades naturais do solo. Pense na qualidade dos materiais e escolha os melhores fornecedores. Certifique-se das dimensões estarem de acordo com a sua modalidade. Por fim, reserve o período mais seco do ano para a construção.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Dream Barn

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Team Roping

Paixão de família: laçador Robledo Junior conta sua trajetória

Nascido no meio, o treinador e competidor já praticou mais de cinco modalidades; hoje se dedica profissionalmente ao Laço em Dupla

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Robledo Barbosa Goulart Junior, 41 anos, é natural de Goiânia. Hoje mora em Nerópolis/GO, onde toca seu Centro de Treinamento 2RP, ao lado da esposa Patrícia e do filho Robledo Neto. Além deles, o pai e o irmão também estão envolvidos com o cavalo. Aliás, foi vendo o pai laçar quando menino que o treinador despertou para esse esporte.

“Meu primeiro contato com cavalos foi desde que eu nasci praticamente. Mas a primeira lembrança que eu tenho é de estudar em uma escolinha a 4 km da fazenda, onde está o CT até hoje. No começo, minha mãe me levava de carroça, e depois eu ia todos os dias montado em uma eguinha comum que tínhamos”, lembra Robledo.

Sempre que tinha oportunidade, ele estava montado ‘atrapalhando’ o povo na lida com o gado. “Digo atrapalhando porque nessa época era muito novo. Essas são minhas primeiras lembranças. Eu devia ter meus 6 a 7 anos de idade”.

Nascido no meio, Robledo Junior já praticou mais de cinco modalidades: Três Tambores, Maneabilidade, Seis Balizas, Hipismo Rural, Laço Individual, Rédeas, Team Penning. Porém, hoje ele se dedica profissionalmente ao Laço em Dupla. Além disso, do esporte em si e competições, divide seu trabalho ainda em doma e treinamento de cavalos.

Robledo Junior, nascido no meio, conta que já praticou mais de cinco modalidades; hoje se dedica profissionalmente ao Laço em Dupla

O laço

Através do pai Robledo Junior conheceu o laço. “Cresci vendo ele laçar. No início era muito comum ter soltas (castração de bois no pasto), por isso eu o acompanhava. Lembro de, nos intervalos de uma taia e outra, montar no cavalo a fim de dar água a ele. Durante o trajeto sempre me imaginei no lugar deles, laçando e competindo e me tornando um profissional igual ao meu pai”.

Buscando na memória, o treinador também lembra que começou efetivamente a treinar quando seu pai construiu a pista de laço na fazenda. De acordo com ele, foi uma época difícil, mas de muito aprendizado. “Pegava as cordas que não serviam mais para eles e levava a uma bica que tinha na casa da minha avó. Lembro de lavá-las e colocá-las para secar esticadas”.

Com o intuito de manter o principal equipamento do laçador em ordem para que pudesse ir para a pista praticar, Robledo Junior conta que depois de todo esse processo ainda passava uma vela queimando os ‘cabelinhos’. “Então, enrolava a corda e colocava talco. Assim estava pronto para me sentir a pessoa mais incrível do mundo”, recorda.

Robledo Junior, nascido no meio, conta que já praticou mais de cinco modalidades; hoje se dedica profissionalmente ao Laço em Dupla

Tornando-se treinador e momento marcante

A paixão por treinar cavalos veio um pouco mais tarde. Robledo Junior tinha entre 16 a 17 anos quando despertou para a ideia de que sua paixão pelo Laço em Dupla poderia ser sua profissão. “Vi o reconhecimento que meu pai tinha, pegando cavalos de outros estados para domar, de pessoas que eram importantes no meio do cavalo”.

Ele conta que, na época, no Estado de Goiás, tinha uma frase que era muito usada por todos os proprietários: ‘se mandar para o Robledão e ele não der volta, pode soltar para o pasto que ninguém mais arruma’. “Em resumo, a minha vontade de me tornar treinador foi a admiração pelo treinador que meu pai é”, atesta o profissional.

Seus principais cavalos de cronômetro hoje são: Cisco Chex e Olena Solis. Contudo, ele nunca esquece de dois cavalos que foram muito marcantes nessa trajetória: Julius Badger (Bico Branco) e Stocker.

Por fim, entre tantas lembranças, Robledo Junior, que ao lado da esposa Patrícia, incentiva e tem muito orgulho do filho Robleto Neto, outro laçador de talento. “O momento mais marcante da minha carreira foi quando corri a primeira prova com o meu filho. E quanto às vitórias, todas elas foram muito marcantes, pois cada uma delas fez com que eu me tornasse o profissional que sou hoje.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal e Marilza Barros

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Team Roping

Team Roping da Depressão: o sucesso das “Laçadas Perfeitamente Perfeitas”

Página que tem mais de 80 mil seguidores mostra o engajamento em cima do humor no meio equestre

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Com quase dez anos de criação no Facebook, a página Team Roping da Depressão é um sucesso absoluto entre os laçadores. Apesar de sua criação em 2012, somente três anos depois foi que a página contou com uma movimentação maior, quando Fabio Penedo se juntou ao seu amigo e proprietário da conta, Rafael Biasin, e decidiu criar uma conta no Instagram também.

Fabinho, que agora é o responsável pelas publicações em ambas redes sociais, comenta que no início um dos seus receios era se apresentar como dono da página. “Já tive medo de ir em provas, tive ameaças de processos. O começo foi complicado, fiquei recuado, tenso, fazia as publicações, mas procurava ficar quieto, na minha”, relata.

Apesar desse medo, com o decorrer do tempo, Fabinho que já era conhecido no meio do Laço, começou a ser “descoberto” pelos seus seguidores. Foi então que o criador de conteúdos resolveu se revelar: em 2018 deu uma entrevista para a Roper’s Sports.

80 mil seguidores

Atualmente, a conta no Instagram ultrapassa os 80 mil seguidores, enquanto no Facebook são mais de 19 mil. “Quando chegava nos lugares as pessoas comentavam sobre o sucesso que eu tinha em minhas mãos. Fui ter uma noção desse sucesso quando vi grandes competidores dos Estados Unidos me enviando vídeos, da Austrália, Colômbia, foi quando falei: olha a proporção de onde isso chegou”, lembra.

Fabinho destaca que o mais importante para ele é a qualidade de seus seguidores. “Não são só as pessoas do meio do Laço que seguem a conta, tenho seguidores de outros esportes, cantores, além de competidores de alto nível, tanto do Brasil, quanto dos Estados Unidos, o que é muito gratificante para mim”.

Para Fabio, o humor é um do responsáveis pelo sucesso da página. Sem dúvida, de acordo com ele, algo que faltava no meio do Laço. “Sou de uma época em que o Laço era mais sertanejo, hoje é mais competição, alguns não aceitam errar e o Team Roping da Depressão veio para isso, para mostrar que todos erram”, destaca sobre o intuito da página.

Outro índice de sucesso da página foram as parcerias com grandes empresas, que decidiram investir no Team Roping da Depressão, além das divulgações de leilões. Foi quando Fabinho teve a noção da importância da página no meio do cavalo.

Página Team Roping da Depressão, que tem mais de 80 mil seguidores, mostra o engajamento em cima do humor no meio equestre

Seleção de Conteúdo

Em nosso bate-papo, Fabinho deixa claro que não tem o intuito de ofender ou prejudicar alguém. Outro ponto que o administrador deixa claro é a saúde animal. “Prezo muito a questão de animais, não faço publicação de acidentes. Outro tipo de conteúdo que evito são de provas oficiais da ABQM, são animais com altos investimentos. Não quero prejudicar treinadores por um momento ruim”, explica.

Para os interessados em enviar sugestão de conteúdos, é só mandar uma mensagem no direct no Instagram @teamropingdadepressão. Para aqueles, que tiverem conteúdo publicado e não gostar, também podem procurar o Fabinho e conversar sobre a retirada do post.

Por fim, Fabio agradece a todos que contribuíram e continuam a contribuir para o sucesso da página. “Sou grato a todos que seguem a página, que colaboram enviando conteúdos, à Revista Roper’s Sports e a todos que acreditam no Team Roping da Depressão e em mim”.

Por Heloisa Alves
Crédito das fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

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Team Roping

Shinning Candy MA é Top 5 no Laço pelo ranking da ABQM

O cavalo de propriedade do Haras NSA Farm Quarter Horse venceu praticamente todas as provas sobre a sela de Rafael Paoliello

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“Compramos o Shinning Candy MA (Shinning Beaver MA x Miss Candy Badger MA) através de uma conversa amistosa, amigável e sensata com nosso amigo Sr. Marcello Gross, o criador dele. Aliás, devo essa frutífera amizade ao meu amigo Rafael Paoliello”, relembra o proprietário do cavalo, Lutfi Mikhael Farah Neto, da NSA Farm Agropecuaria LTDA.

Marcello Gross não só era o proprietário e criador de Shinning Candy MA, como também dono de seu pai, Shinning Beaver MA. Na opinião de Lutfi, um dos melhores garanhões do mundo. “Com sensatez e sem firulas, posso dizer e afirmar isso sobre o pai do nosso cavalo”, reforça o proprietário.

Entre as qualidades que chamaram atenção, uma das que mais o atraíu em Shinning Candy MA foi “uma morfologia favorável e que facilitaria a versatilidade dele para atuar no Laço Cabeça e Laço Pé”.

Lutfi ainda afirma que o temperamento do baio, nascido em 2015, em situações de estresse e tensão também foi relevante. “Vi, com toda a certeza, que ele não deixa exaltar seu ânimo nesses momentos. Como se nascesse para fazer esse trabalho e o faz com serenidade, não apenas na Cabeça, como também no Pé”.

Além disso, todas essas qualidades, o proprietário ainda destaca a docilidade de Shinning Candy MA. “Eu pratico Laço Cabeça e Pé na categoria Amador, portanto busco sempre animais bem versáteis e de boa índole. A docilidade, então, é fundamental para que facilite o meu laço”, atesta Lutfi.

O proprietário lembra ainda a ajuda do treinador Rafael Paoliello. “O Chifrinho, ao longo de muitos anos, vem me ensinando como escolher um individuo, independente da carga genética que o animal carregue. E devo esse conhecimento a ele, craque e competente nas pistas e no trato com seus clientes”.

Shinning Candy MA, de propriedade do Haras NSA Farm Quarter Horse venceu praticamente todas as provas sobre a sela de Rafael Paoliello

Destaques

Ao falar de seu cavalo, Lutfi ainda destaca seu comportamento nas pistas. “Desde a primeira prova, além de nos surpreender com tamanha habilidade, Shinning Candy MA entrou na pista com postura de quem sabia o que estava fazendo ali”. Ele frisa, acima de tudo, o nível alto dos animais que competiram nessa oportunidade e o nível dos treinadores. Jogo duro logo na estreia.

“Com toda a certeza, ele vem fazendo o seu trabalho dentro de pista. E, por mais que pareça que esteja tecendo muitos elogios e enchendo a dupla Shinning Candy MA x Rafael Paoliello de adjetivos, ainda é pouco devido a habilidade, docilidade e temperamento calmo do cavalo, assim como pelo profissionalismo e capacidade de treinamento do Chifrinho”.

De acordo com o SEQM, o sistema de esportes da ABQM, nas provas do Quarto de Milha que correu pela associação, Shinning Candy MA obteve mais de dez primeiros lugares entre as categorias Aberta Castrado, Livre e Junior.

Foi, por exemplo, campeão Laço Cabeça: Potro do Futuro ABQM 2019 Aberta Castrado, Show AQHA Nacional ABQM 2020 Aberta Junior, Nacional Aberta Castrado e Aberta Junior 2020. Enquanto que no Laço Pé, destaque para: Show AQHA Potro do Futuro 2019 Aberta Livre, campeão Potro do Futuro ABQM 2019 Aberta Castrado e Aberta Livre, Derby Aberta Junior e Aberta Castrado, Nacional Aberta Junior Castrado e Aberta Junior.

“Se não me falha a memória, de todas as provas que correu, ele tem um segundo lugar e duas sem aproveitamento, o restante todo ele foi campeão”. Por fim, Lutfi comenta sobre os planos para o cavalo. “Desde o dia que entrou para o time da NSA Farm, sempre foi apresentá-lo nas provas oficiais e assim pretendo seguir com ele por um bom tempo. E ainda estrear com ele na categoria Amador.”

Shinning Candy MA, de propriedade do Haras NSA Farm Quarter Horse venceu praticamente todas as provas sobre a sela de Rafael Paoliello

Talento e categoria para o Laço

Rafael Paoliello, treinador de pai e filho, conhece bem essa história também. Foi o Sr. Marcello Gross que alertou a ele sobre um dos filhos do Shinning Beaver MA. “Eu tinha muita vontade de montar em um filho desse cavalo e assim foi. O Shinning Candy chegou para mim cerca de um ano antes do Potro do Futuro”, comenta o treinador.

Chifrinho lembra que a primeira coisa que prestou atenção foi que ele era manso de sela. “Mas não tinha muito de rédeas. Então começamos a treiná-lo ao mesmo tempo que o colocamos no boi. O temperamento dele também se destacou. Um cavalo que parecia mais velho desde potro”.

Na estreia, devidamente inscrito na prova da ABQM, as vitórias chegaram imediatamente. As três provas que competiu logo de cara. “Um cavalo sempre muito fácil de treinar, com um temperamento muito bom. Habilidoso e muito manso”. Os dois seguiram nas competições, com diversos títulos no Pé e na Cabeça, como já citado acima. “Um cavalo muito bom”, realça Chifrinho.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Team Roping

Prova 2 Amigos Team Roping bate dois mil inscritos

Iniciativa foi dos amigos João Vinicius Parise e Roberto Sulera e o evento aconteceu de 19 a 21 de fevereiro

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O Haras Suleira, em Bálsamo/SP, recebeu mais um grande evento do cavalo e do Laço em Dupla. Isso porque dois amigos se juntaram a fim de proporcionar aos competidores e seus cavalos uma prova de qualidade, além de alta premiação. A 2 Amigos Team Roping contou com 2200 inscritos – entre eles, laçadores do Brasil todo, incluindo Rondônia e Pará – e aconteceu de 19 a 22 de fevereiro.

“Fizemos uma prova em 2017 e agora essa foi a segunda edição. Temos uma amizade de muitos anos, então decidimos nos reunir para promover essa prova juntos. A região é muito boa, forte no Laço em Dupla. Por isso, estruturamos a 2 Amigos Team Roping com o intuito de fomentar ainda mais para os competidores”, conta João Vinicius Parise.

De acordo com Roberto Sulera, a 2 Amigos Team Roping foi um desafio. “Três dias marcados pelas melhores laçadas, pela emoção que tomou conta das homenagens a queridos amigos do laço que nos deixaram recentemente. Assim como foram três finais eletrizantes. Nos reunimos para promover uma das maiores provas de laço do Brasil e deu tudo certo”, postou em seu Instagram.

Não só João Vinicius como também Roberto Sulera esperam dar continuidade ao evento. “Por conta da Covid-19, muita gente não compareceu. Tínhamos a expectativa até de mais inscrições, mas a prova foi um sucesso, 2200 inscrições nos três dias e uma premiação milionária”, reforça João. E de fato, os prêmios chamaram atenção mesmo.

Resultados

Para a Aberta e #Soma8, a dupla campeã levou uma Saveiro + fivela, enquanto os segundos colocados um carro + fivela. Até oitavo lugar, a premiação foi ainda de dois trailers e quatro motos. Os campeões da #Soma6,5 e 4 levaram uma caminhonete e fivela até terceiro lugar. Até 12° lugar, os prêmios foram uma Saveiro, um carro, três trailers e seis motos. Por fim, para a categoria #Soma3 e 2, campeão e reservado uma Saveiro cada dupla + fivela. Premiação até 12° lugar também, com dois carros, dois trailers e seis motos.

#Aberta e #Soma8:

Iniciativa da 2 Amigos Team Roping foi dos amigos João Vinicius Parise e Roberto Sulera e o evento aconteceu de 19 a 21 de fevereiro

#Soma6,5 e 4:

#Soma3 e 2:

Iniciativa da 2 Amigos Team Roping foi dos amigos João Vinicius Parise e Roberto Sulera e o evento aconteceu de 19 a 21 de fevereiro

A Prova 2 Amigos Team Roping, sobretudo para garantir a segurança de todos, seguiu todos os protocolos de segurança para evitar contágio pelo novo coronavírus. Entre eles, era proibida a presença de público, uso obrigatório de máscara e distanciamento social. Inclusive, para incentivar a que todos cumprissem esse regulamento, os competidores que não seguissem as regras seriam desclassificados.

Fique por dentro: @harassulera.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Marilza Barros
Na foto de chamada, à frente, Roberto Sulera e João Vinincius Parise

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Geral

Conheça a produção de Shiney Bit O Ebony que está em processo de doma

Ao todo, são cinco animais, sendo quatro fêmeas e um macho, todos Potro do Futuro 2022, que estão nas mãos do treinador Ricardo Martins e que, em questão de pouco tempo de trabalho, já destacaram a genética consagrada do pai

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Domar um cavalo é uma verdade arte e, por isso, exige muito conhecimento por parte do treinador. Mas quando se tem em mãos animais que veem de uma linhagem de campeões, o trabalho, certamente, flui com mais facilidade. Como é o caso da produção de Shiney Bit O Ebony – um dos principais garanhões do Haras Império – que está em processo de doma com o treinador Ricardo Martins, mais conhecido como Cacá. Ao todo, são cinco animais, sendo um macho e quatro fêmeas.

De acordo com Cacá, em questão de pouco tempo e trabalho, os animais já destacaram a genética campeã do pai. Nascidos em 2018, portanto, Potro do Futuro 2022, são todos animais mansos, dóceis e habilidosos. “Afinal, a genética não tem nem o que questionar. Além disso, as mães são ótimas”.

Como é o caso do potro castanho BET GUN SHINEY CF30 (Shiney Bit O Ebony x Dolls Got Guns). Ainda conforme o treinador, o animal é muito habilidoso e de ótima morfologia. “Certamente, esse vai para a modalidade de Rédeas. Não temos dúvidas disso”, garante Cacá.

Fêmeas produção Shiney Bit O Ebony

Já entre as fêmeas há duas de pelagem rosilho em processo de doma. Uma delas é BIT PEP LENA CF30 (Shiney Bit O Ebony x Pepy Lena Dual CGV). “Muito ligeira e dócil mesmo. Sua mãe foi domada por mim, era uma craque”. A outra é BIT METALIC POP CF30 (Shiney Bit O Ebony x Metallic Pop). “É a potra mais nova. Mansa demais, sua mãe foi 3º lugar no Derby Laço Pé Aberto com Chifrinho. Portanto, de ótima genética”.

Outra potra que está sendo domada pelo treinador é a de pelagem zaino BEL METALIC BIT CF30 (Shiney Bit O Ebony x Metallic Luiza). “Ótima morfologia, muito dócil e habilidosa. Sem falar na cor, que agrega muito”, acrescenta Cacá. Por fim, há também a potra castanho BIT METALLICA CF30 (Shiney Bit O Ebony x Maddy Metallica). “Essa potra é muito forte, de uma morfologia muito boa”, destaca o treinador.

Apesar de serem muito novas, Cacá cita que as quatro fêmeas da produção de Shiney Bit O Ebony já demonstraram uma forte aptidão para brilharem, no futuro, na modalidade de Laço em Dupla Técnico.

Cinco animais estão em processo de doma – Foto: Divulgação

Importância de uma boa doma

O processo de doma se inicia quando o animal completa 2 anos e dura cerca de 10 meses, explica o treinador. Depois deste período, os animais são encaminhados para os treinadores específicos de cada modalidade, isso de acordo com a aptidão que melhorem demonstrarem neste processo. Por conta isso, o trabalho de Cacá é tão importante.

“Eu faço a doma, o início de tudo. Esses animais ficam comigo até que ficarem prontos para serem colocados na modalidade que o criador/proprietário desejar. É muito importante um bom começo para os animais lá na frente andarem mais rápido. Para que o treinamento seja mais rápido com os profissionais de cada modalidade”, explica.

Cacá conta ainda que, hoje em dia, poucos profissionais querem domar cavalos por se tratar de um processo mais demorado. “É mais delicado, enrolado. Precisa ter cautela para não deixar sequela. Assim, os grandes treinadores de várias modalidades já preferem pegar o animal pronto, ou seja domado, para eles conseguirem colocá-los na modalidade mais rápido”, finaliza o treinador do Haras Império.

Site: www.harasimperioqm.com.br Instagram: @harasimperio | Facebook: @harasimperioms

Fonte: AV Comunicação Equestre
Crédito da foto: Divulgação/Haras Império

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Team Roping

Team Roping: 3 dicas para você iniciar corretamente seu cavalo

O cavalo aprende tudo que você ensinar. Mas, para ter sucesso nas pistas, é sempre importante ter em mente algumas dicas

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O Team Roping é aquela modalidade de sintonia. Cavalo e cavaleiro de cabeça precisam sincronizar perfeitamente com o cavalo e cavaleiro de pé. Afinal, o resultado é da dupla, sempre.

Mas, como começar na modalidade corretamente? Ou melhor, como ensinar da melhor forma um cavalo a competir no Laço em Dupla?

Conversamos com o treinador Cleber Zanovelo, do Haras EZ, de Floreal/SP, que tem 33 anos de laço. Confira!

Dica 1 – não atropele o tempo

“Em primeiro lugar, uma boa doma é importante. O cavalo passar pelo tempo correto da doma, sem pular nenhuma das fases. Só depois, então, chega às mãos do treinador para iniciá-lo no treinamento propriamente dito. Em minha opinião, não adianta nada apressar o passo.

Enquanto acontece a doma, mesmo antes de encerrada todas as fases, colocar o cavalo já para laçar, aprender a trilhar boi, etc. é pular uma fase importante. O correto é que o cavalo de Team Roping, ou qualquer outro esporte, aprenda tudo da doma e com o tempo correto passe para o treinamento de fato”.

O cavalo aprende tudo que você ensinar. Mas, para ter sucesso nas pistas de Team Roping, é importante prestar atenção em algumas dicas

Dica 2 – aptidão para o Team Roping

“A dica para o proprietário que quer um cavalo de Team Roping é: estude. Busque linhagem, genética. Saiba mais sobre pai e mãe do animal que interessou. O domador entra também nessa hora, iniciou o cavalo e conhece as inclinações. O treinador, com tempo e treino, perceberá o senso de gado, qual posição se dá melhor, qual tipo de laço”. 

Dica 3 – escolha do treinador

“Treinamento é tudo sobre o treinador. É o profissional que trabalhará com o cavalo por algum tempo. Portanto, o treinador honesto tem a visão do proprietário. Sabe que há uma grande expectativa e é sempre realista a todo instante.

Cada cavalo tem seu tempo e atinge uma zona de conforto. Não adianta o treinador querer acelerar e não terminar o trabalho corretamente. Ou seja, tirar o cavalo do tempo dele, do desenvolvimento e aprendizagem corretos. O objetivo é entregar um cavalo que vá laçar saudável e da forma que tem que ser por muitos anos.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Team Roping TV

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