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Shinning Candy MA é Top 5 no Laço pelo ranking da ABQM

O cavalo de propriedade do Haras NSA Farm Quarter Horse venceu praticamente todas as provas sobre a sela de Rafael Paoliello

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“Compramos o Shinning Candy MA (Shinning Beaver MA x Miss Candy Badger MA) através de uma conversa amistosa, amigável e sensata com nosso amigo Sr. Marcello Gross, o criador dele. Aliás, devo essa frutífera amizade ao meu amigo Rafael Paoliello”, relembra o proprietário do cavalo, Lutfi Mikhael Farah Neto, da NSA Farm Agropecuaria LTDA.

Marcello Gross não só era o proprietário e criador de Shinning Candy MA, como também dono de seu pai, Shinning Beaver MA. Na opinião de Lutfi, um dos melhores garanhões do mundo. “Com sensatez e sem firulas, posso dizer e afirmar isso sobre o pai do nosso cavalo”, reforça o proprietário.

Entre as qualidades que chamaram atenção, uma das que mais o atraíu em Shinning Candy MA foi “uma morfologia favorável e que facilitaria a versatilidade dele para atuar no Laço Cabeça e Laço Pé”.

Lutfi ainda afirma que o temperamento do baio, nascido em 2015, em situações de estresse e tensão também foi relevante. “Vi, com toda a certeza, que ele não deixa exaltar seu ânimo nesses momentos. Como se nascesse para fazer esse trabalho e o faz com serenidade, não apenas na Cabeça, como também no Pé”.

Além disso, todas essas qualidades, o proprietário ainda destaca a docilidade de Shinning Candy MA. “Eu pratico Laço Cabeça e Pé na categoria Amador, portanto busco sempre animais bem versáteis e de boa índole. A docilidade, então, é fundamental para que facilite o meu laço”, atesta Lutfi.

O proprietário lembra ainda a ajuda do treinador Rafael Paoliello. “O Chifrinho, ao longo de muitos anos, vem me ensinando como escolher um individuo, independente da carga genética que o animal carregue. E devo esse conhecimento a ele, craque e competente nas pistas e no trato com seus clientes”.

Shinning Candy MA, de propriedade do Haras NSA Farm Quarter Horse venceu praticamente todas as provas sobre a sela de Rafael Paoliello

Destaques

Ao falar de seu cavalo, Lutfi ainda destaca seu comportamento nas pistas. “Desde a primeira prova, além de nos surpreender com tamanha habilidade, Shinning Candy MA entrou na pista com postura de quem sabia o que estava fazendo ali”. Ele frisa, acima de tudo, o nível alto dos animais que competiram nessa oportunidade e o nível dos treinadores. Jogo duro logo na estreia.

“Com toda a certeza, ele vem fazendo o seu trabalho dentro de pista. E, por mais que pareça que esteja tecendo muitos elogios e enchendo a dupla Shinning Candy MA x Rafael Paoliello de adjetivos, ainda é pouco devido a habilidade, docilidade e temperamento calmo do cavalo, assim como pelo profissionalismo e capacidade de treinamento do Chifrinho”.

De acordo com o SEQM, o sistema de esportes da ABQM, nas provas do Quarto de Milha que correu pela associação, Shinning Candy MA obteve mais de dez primeiros lugares entre as categorias Aberta Castrado, Livre e Junior.

Foi, por exemplo, campeão Laço Cabeça: Potro do Futuro ABQM 2019 Aberta Castrado, Show AQHA Nacional ABQM 2020 Aberta Junior, Nacional Aberta Castrado e Aberta Junior 2020. Enquanto que no Laço Pé, destaque para: Show AQHA Potro do Futuro 2019 Aberta Livre, campeão Potro do Futuro ABQM 2019 Aberta Castrado e Aberta Livre, Derby Aberta Junior e Aberta Castrado, Nacional Aberta Junior Castrado e Aberta Junior.

“Se não me falha a memória, de todas as provas que correu, ele tem um segundo lugar e duas sem aproveitamento, o restante todo ele foi campeão”. Por fim, Lutfi comenta sobre os planos para o cavalo. “Desde o dia que entrou para o time da NSA Farm, sempre foi apresentá-lo nas provas oficiais e assim pretendo seguir com ele por um bom tempo. E ainda estrear com ele na categoria Amador.”

Shinning Candy MA, de propriedade do Haras NSA Farm Quarter Horse venceu praticamente todas as provas sobre a sela de Rafael Paoliello

Talento e categoria para o Laço

Rafael Paoliello, treinador de pai e filho, conhece bem essa história também. Foi o Sr. Marcello Gross que alertou a ele sobre um dos filhos do Shinning Beaver MA. “Eu tinha muita vontade de montar em um filho desse cavalo e assim foi. O Shinning Candy chegou para mim cerca de um ano antes do Potro do Futuro”, comenta o treinador.

Chifrinho lembra que a primeira coisa que prestou atenção foi que ele era manso de sela. “Mas não tinha muito de rédeas. Então começamos a treiná-lo ao mesmo tempo que o colocamos no boi. O temperamento dele também se destacou. Um cavalo que parecia mais velho desde potro”.

Na estreia, devidamente inscrito na prova da ABQM, as vitórias chegaram imediatamente. As três provas que competiu logo de cara. “Um cavalo sempre muito fácil de treinar, com um temperamento muito bom. Habilidoso e muito manso”. Os dois seguiram nas competições, com diversos títulos no Pé e na Cabeça, como já citado acima. “Um cavalo muito bom”, realça Chifrinho.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Team Roping

Team Roping da Depressão: o sucesso das “Laçadas Perfeitamente Perfeitas”

Página que tem mais de 80 mil seguidores mostra o engajamento em cima do humor no meio equestre

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Com quase dez anos de criação no Facebook, a página Team Roping da Depressão é um sucesso absoluto entre os laçadores. Apesar de sua criação em 2012, somente três anos depois foi que a página contou com uma movimentação maior, quando Fabio Penedo se juntou ao seu amigo e proprietário da conta, Rafael Biasin, e decidiu criar uma conta no Instagram também.

Fabinho, que agora é o responsável pelas publicações em ambas redes sociais, comenta que no início um dos seus receios era se apresentar como dono da página. “Já tive medo de ir em provas, tive ameaças de processos. O começo foi complicado, fiquei recuado, tenso, fazia as publicações, mas procurava ficar quieto, na minha”, relata.

Apesar desse medo, com o decorrer do tempo, Fabinho que já era conhecido no meio do Laço, começou a ser “descoberto” pelos seus seguidores. Foi então que o criador de conteúdos resolveu se revelar: em 2018 deu uma entrevista para a Roper’s Sports.

80 mil seguidores

Atualmente, a conta no Instagram ultrapassa os 80 mil seguidores, enquanto no Facebook são mais de 19 mil. “Quando chegava nos lugares as pessoas comentavam sobre o sucesso que eu tinha em minhas mãos. Fui ter uma noção desse sucesso quando vi grandes competidores dos Estados Unidos me enviando vídeos, da Austrália, Colômbia, foi quando falei: olha a proporção de onde isso chegou”, lembra.

Fabinho destaca que o mais importante para ele é a qualidade de seus seguidores. “Não são só as pessoas do meio do Laço que seguem a conta, tenho seguidores de outros esportes, cantores, além de competidores de alto nível, tanto do Brasil, quanto dos Estados Unidos, o que é muito gratificante para mim”.

Para Fabio, o humor é um do responsáveis pelo sucesso da página. Sem dúvida, de acordo com ele, algo que faltava no meio do Laço. “Sou de uma época em que o Laço era mais sertanejo, hoje é mais competição, alguns não aceitam errar e o Team Roping da Depressão veio para isso, para mostrar que todos erram”, destaca sobre o intuito da página.

Outro índice de sucesso da página foram as parcerias com grandes empresas, que decidiram investir no Team Roping da Depressão, além das divulgações de leilões. Foi quando Fabinho teve a noção da importância da página no meio do cavalo.

Página Team Roping da Depressão, que tem mais de 80 mil seguidores, mostra o engajamento em cima do humor no meio equestre

Seleção de Conteúdo

Em nosso bate-papo, Fabinho deixa claro que não tem o intuito de ofender ou prejudicar alguém. Outro ponto que o administrador deixa claro é a saúde animal. “Prezo muito a questão de animais, não faço publicação de acidentes. Outro tipo de conteúdo que evito são de provas oficiais da ABQM, são animais com altos investimentos. Não quero prejudicar treinadores por um momento ruim”, explica.

Para os interessados em enviar sugestão de conteúdos, é só mandar uma mensagem no direct no Instagram @teamropingdadepressão. Para aqueles, que tiverem conteúdo publicado e não gostar, também podem procurar o Fabinho e conversar sobre a retirada do post.

Por fim, Fabio agradece a todos que contribuíram e continuam a contribuir para o sucesso da página. “Sou grato a todos que seguem a página, que colaboram enviando conteúdos, à Revista Roper’s Sports e a todos que acreditam no Team Roping da Depressão e em mim”.

Por Heloisa Alves
Crédito das fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

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Team Roping

Prova 2 Amigos Team Roping bate dois mil inscritos

Iniciativa foi dos amigos João Vinicius Parise e Roberto Sulera e o evento aconteceu de 19 a 21 de fevereiro

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O Haras Suleira, em Bálsamo/SP, recebeu mais um grande evento do cavalo e do Laço em Dupla. Isso porque dois amigos se juntaram a fim de proporcionar aos competidores e seus cavalos uma prova de qualidade, além de alta premiação. A 2 Amigos Team Roping contou com 2200 inscritos – entre eles, laçadores do Brasil todo, incluindo Rondônia e Pará – e aconteceu de 19 a 22 de fevereiro.

“Fizemos uma prova em 2017 e agora essa foi a segunda edição. Temos uma amizade de muitos anos, então decidimos nos reunir para promover essa prova juntos. A região é muito boa, forte no Laço em Dupla. Por isso, estruturamos a 2 Amigos Team Roping com o intuito de fomentar ainda mais para os competidores”, conta João Vinicius Parise.

De acordo com Roberto Sulera, a 2 Amigos Team Roping foi um desafio. “Três dias marcados pelas melhores laçadas, pela emoção que tomou conta das homenagens a queridos amigos do laço que nos deixaram recentemente. Assim como foram três finais eletrizantes. Nos reunimos para promover uma das maiores provas de laço do Brasil e deu tudo certo”, postou em seu Instagram.

Não só João Vinicius como também Roberto Sulera esperam dar continuidade ao evento. “Por conta da Covid-19, muita gente não compareceu. Tínhamos a expectativa até de mais inscrições, mas a prova foi um sucesso, 2200 inscrições nos três dias e uma premiação milionária”, reforça João. E de fato, os prêmios chamaram atenção mesmo.

Resultados

Para a Aberta e #Soma8, a dupla campeã levou uma Saveiro + fivela, enquanto os segundos colocados um carro + fivela. Até oitavo lugar, a premiação foi ainda de dois trailers e quatro motos. Os campeões da #Soma6,5 e 4 levaram uma caminhonete e fivela até terceiro lugar. Até 12° lugar, os prêmios foram uma Saveiro, um carro, três trailers e seis motos. Por fim, para a categoria #Soma3 e 2, campeão e reservado uma Saveiro cada dupla + fivela. Premiação até 12° lugar também, com dois carros, dois trailers e seis motos.

#Aberta e #Soma8:

Iniciativa da 2 Amigos Team Roping foi dos amigos João Vinicius Parise e Roberto Sulera e o evento aconteceu de 19 a 21 de fevereiro

#Soma6,5 e 4:

#Soma3 e 2:

Iniciativa da 2 Amigos Team Roping foi dos amigos João Vinicius Parise e Roberto Sulera e o evento aconteceu de 19 a 21 de fevereiro

A Prova 2 Amigos Team Roping, sobretudo para garantir a segurança de todos, seguiu todos os protocolos de segurança para evitar contágio pelo novo coronavírus. Entre eles, era proibida a presença de público, uso obrigatório de máscara e distanciamento social. Inclusive, para incentivar a que todos cumprissem esse regulamento, os competidores que não seguissem as regras seriam desclassificados.

Fique por dentro: @harassulera.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Marilza Barros
Na foto de chamada, à frente, Roberto Sulera e João Vinincius Parise

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Geral

Conheça a produção de Shiney Bit O Ebony que está em processo de doma

Ao todo, são cinco animais, sendo quatro fêmeas e um macho, todos Potro do Futuro 2022, que estão nas mãos do treinador Ricardo Martins e que, em questão de pouco tempo de trabalho, já destacaram a genética consagrada do pai

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Domar um cavalo é uma verdade arte e, por isso, exige muito conhecimento por parte do treinador. Mas quando se tem em mãos animais que veem de uma linhagem de campeões, o trabalho, certamente, flui com mais facilidade. Como é o caso da produção de Shiney Bit O Ebony – um dos principais garanhões do Haras Império – que está em processo de doma com o treinador Ricardo Martins, mais conhecido como Cacá. Ao todo, são cinco animais, sendo um macho e quatro fêmeas.

De acordo com Cacá, em questão de pouco tempo e trabalho, os animais já destacaram a genética campeã do pai. Nascidos em 2018, portanto, Potro do Futuro 2022, são todos animais mansos, dóceis e habilidosos. “Afinal, a genética não tem nem o que questionar. Além disso, as mães são ótimas”.

Como é o caso do potro castanho BET GUN SHINEY CF30 (Shiney Bit O Ebony x Dolls Got Guns). Ainda conforme o treinador, o animal é muito habilidoso e de ótima morfologia. “Certamente, esse vai para a modalidade de Rédeas. Não temos dúvidas disso”, garante Cacá.

Fêmeas produção Shiney Bit O Ebony

Já entre as fêmeas há duas de pelagem rosilho em processo de doma. Uma delas é BIT PEP LENA CF30 (Shiney Bit O Ebony x Pepy Lena Dual CGV). “Muito ligeira e dócil mesmo. Sua mãe foi domada por mim, era uma craque”. A outra é BIT METALIC POP CF30 (Shiney Bit O Ebony x Metallic Pop). “É a potra mais nova. Mansa demais, sua mãe foi 3º lugar no Derby Laço Pé Aberto com Chifrinho. Portanto, de ótima genética”.

Outra potra que está sendo domada pelo treinador é a de pelagem zaino BEL METALIC BIT CF30 (Shiney Bit O Ebony x Metallic Luiza). “Ótima morfologia, muito dócil e habilidosa. Sem falar na cor, que agrega muito”, acrescenta Cacá. Por fim, há também a potra castanho BIT METALLICA CF30 (Shiney Bit O Ebony x Maddy Metallica). “Essa potra é muito forte, de uma morfologia muito boa”, destaca o treinador.

Apesar de serem muito novas, Cacá cita que as quatro fêmeas da produção de Shiney Bit O Ebony já demonstraram uma forte aptidão para brilharem, no futuro, na modalidade de Laço em Dupla Técnico.

Cinco animais estão em processo de doma – Foto: Divulgação

Importância de uma boa doma

O processo de doma se inicia quando o animal completa 2 anos e dura cerca de 10 meses, explica o treinador. Depois deste período, os animais são encaminhados para os treinadores específicos de cada modalidade, isso de acordo com a aptidão que melhorem demonstrarem neste processo. Por conta isso, o trabalho de Cacá é tão importante.

“Eu faço a doma, o início de tudo. Esses animais ficam comigo até que ficarem prontos para serem colocados na modalidade que o criador/proprietário desejar. É muito importante um bom começo para os animais lá na frente andarem mais rápido. Para que o treinamento seja mais rápido com os profissionais de cada modalidade”, explica.

Cacá conta ainda que, hoje em dia, poucos profissionais querem domar cavalos por se tratar de um processo mais demorado. “É mais delicado, enrolado. Precisa ter cautela para não deixar sequela. Assim, os grandes treinadores de várias modalidades já preferem pegar o animal pronto, ou seja domado, para eles conseguirem colocá-los na modalidade mais rápido”, finaliza o treinador do Haras Império.

Site: www.harasimperioqm.com.br Instagram: @harasimperio | Facebook: @harasimperioms

Fonte: AV Comunicação Equestre
Crédito da foto: Divulgação/Haras Império

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Team Roping

Team Roping: 3 dicas para você iniciar corretamente seu cavalo

O cavalo aprende tudo que você ensinar. Mas, para ter sucesso nas pistas, é sempre importante ter em mente algumas dicas

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O Team Roping é aquela modalidade de sintonia. Cavalo e cavaleiro de cabeça precisam sincronizar perfeitamente com o cavalo e cavaleiro de pé. Afinal, o resultado é da dupla, sempre.

Mas, como começar na modalidade corretamente? Ou melhor, como ensinar da melhor forma um cavalo a competir no Laço em Dupla?

Conversamos com o treinador Cleber Zanovelo, do Haras EZ, de Floreal/SP, que tem 33 anos de laço. Confira!

Dica 1 – não atropele o tempo

“Em primeiro lugar, uma boa doma é importante. O cavalo passar pelo tempo correto da doma, sem pular nenhuma das fases. Só depois, então, chega às mãos do treinador para iniciá-lo no treinamento propriamente dito. Em minha opinião, não adianta nada apressar o passo.

Enquanto acontece a doma, mesmo antes de encerrada todas as fases, colocar o cavalo já para laçar, aprender a trilhar boi, etc. é pular uma fase importante. O correto é que o cavalo de Team Roping, ou qualquer outro esporte, aprenda tudo da doma e com o tempo correto passe para o treinamento de fato”.

O cavalo aprende tudo que você ensinar. Mas, para ter sucesso nas pistas de Team Roping, é importante prestar atenção em algumas dicas

Dica 2 – aptidão para o Team Roping

“A dica para o proprietário que quer um cavalo de Team Roping é: estude. Busque linhagem, genética. Saiba mais sobre pai e mãe do animal que interessou. O domador entra também nessa hora, iniciou o cavalo e conhece as inclinações. O treinador, com tempo e treino, perceberá o senso de gado, qual posição se dá melhor, qual tipo de laço”. 

Dica 3 – escolha do treinador

“Treinamento é tudo sobre o treinador. É o profissional que trabalhará com o cavalo por algum tempo. Portanto, o treinador honesto tem a visão do proprietário. Sabe que há uma grande expectativa e é sempre realista a todo instante.

Cada cavalo tem seu tempo e atinge uma zona de conforto. Não adianta o treinador querer acelerar e não terminar o trabalho corretamente. Ou seja, tirar o cavalo do tempo dele, do desenvolvimento e aprendizagem corretos. O objetivo é entregar um cavalo que vá laçar saudável e da forma que tem que ser por muitos anos.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Team Roping TV

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Team Roping

20ª Prova do Issao de Laço em Dupla com cerca de 3 mil inscritos

A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao aconteceu na arena coberta do Rancho Quarto de Milha

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Laçadores de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Paraná, Goiás, Minas estiveram na arena coberta do Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP. A tradicional Prova do Issao de Laço em Dupla, marcada anteriormente maio de 2020, aconteceu agora. De 15 a 17 de janeiro, com cerca de 3 mil inscritos.

De fato, quando a pandemia se instalou no Brasil, um dos milhares de eventos adiados foi a Prova do Issao de Laço em Dupla. Inesperadamente, a organização foi forçada a suspender o evento. Contudo, esperança foi o que não faltou para o organizador Issao Kusahara Junior. E deu tudo certo! A comemoração dos 20 anos de um dos eventos mais aguardados da modalidade transcorreu sem intercorrências.

Antes de mais nada, seguiu-se protocolos de prevenção contra a disseminação do novo coronavírus.  Em primeiro lugar, não houve público nas arquibancadas, somente os competidores. Assim como foi obrigatório – e cumprido à risca – o uso de máscara e distanciamento social.

Premiação recheada aos campeões e premiados por categoria. Carro, caminhonete, saveiro, sela, fivela, jaqueta, chapéu, sacola, manta. Além de valor em dinheiro. Em maio de 2021 acontecerá a 21ª edição, confirmando as duas provas no mesmo ano.

Confira os resultados

A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao aconteceu na arena coberta do Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP
A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao aconteceu na arena coberta do Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP
A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao aconteceu na arena coberta do Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP

Por Equipe Cavalus
Fonte: Jaca Produções
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Ricardo Mariotto

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Team Roping

2ª etapa e Mega Final CPLD 2020 encerram o ano com chave de ouro

Após mudanças por causa da pandemia, evento foi realizado no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP

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Foram realizadas nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP, as disputas da 2ª etapa e Mega Final CPLD 2020.  Antes de mais nada vale frisar que o evento respeitou as medidas sanitárias em decorrência da pandemia. Ou seja, não foi permitido a entrada de público no recinto. Além disso, os laçadores participantes das disputas tiveram que usar máscara facial obrigatoriamente no recinto.

De acordo com os organizadores, as provas oficiais da modalidade estavam sendo realizadas até então em Londrina/PR. Contudo, por causa do avanço novamente da pandemia tiveram que transferir o local da prova para Presidente Prudente.

“Tudo novo outra vez, né. Cidade nova para nós. Muitos desafios, ano estranho com esse vírus, mas conseguimos fazer a primeira prova e a final. Com toda a preocupação com os protocolos de segurança, especialmente do distanciamento social. Em hipótese alguma faríamos a final colocando em risco os laçadores. Por isso, com todo o apoio do Rancho Quarto de Milha, conseguimos a liberação da prova lá e foi assim que pudemos fazer o encerramento da temporada do CPLD”, frisaram os organizadores.

Por fim, os laçadores deram um show em pista, tanto nas disputas da 2ª etapa quanto nas da Mega Final CPLD 2020 e na disputa valendo pela ETR Premium. Portanto, abaixo você confere o nome das duplas que subiram no lugar mais alto do pódio no evento.

Disputas foram realizadas no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP – Foto: Divulgação/Rodolfo Lesse

Confira os campeões:

2ª etapa

  • VIP #8 e #7: João Pedro Inocencia e Chupetinha da Silva – 25.03
  • #8 e #7: João Pedro Inocencia e João Vitor Soares – 20.58
  • VIP #6: Tiago Proença e Guilherme Luna – 28.62
  • #6: Felipinho Bragança e Diogo dos Santos – 24.41
  • Pro Amador: El Carvalho e Felipe Cunha – 17.26
  • #4: Matheus Gomes Augusto e Murilo Seco – 18.22
  • VIP #4: João King FarmCilao e Rafael Pereira – 32.94
  • VIP Incentivo: Guilherme Silva e Mazinho Koteski – 29.30
  • Cavalete 6 a 8 anos: Luis Fernando
  • Cavalete 9 a 12 anos: Amanda Soares

Mega Final

  • Classificados #8 e #7: Tiago Pereira e Diogo dos Santos – 22.05
  • Ouro #8 e #7: Renatinho das Neves e Bruno Perdizes – 26.00
  • Classificados #6: Kaio Moreira e Vitor Melo – 24.44
  • Classificados #4: Rafael Macedo e Henrique Tuca – 22.39
  • Ouro #4: Gabriel Mussa e Marcio Mussa – 22.31
  • Mega Final: Tiago Pereira e Diogo dos Santos – 22.05
  • Incentivo Classificados: Geraldo Nakasse e Matheus Máximo – 27.43
  • Ouro Incentivo Classificados: Jurandir e Nego Pepa

ETR Premium

  • Tu dos Santos e Rafael Paoliello

Para conferir os resultados completos, acesse o Instagram do CPLD.

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Divulgação/Rodolfo Lesse

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Final do Campeonato Two Brothers Team Roping consagra campeões

Com patrocínio da America Trailer, Top 15 aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro, no Haras Two Brothers, em Umuarama/PR

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Chegou ao fim a temporada 2020 do Campeonato Two Brothers Team Roping America Trailer. Foram sete etapas ao longo do ano e a final Top 15. A decisão contou, antes de mais nada, com os 15 mais pontuados no ranking de Cabeça e os 15 no ranking de Pé. A saber, para a classificação geral valeu o dinheiro acumulado nas etapas, não importando o handcap. A premiação foi um Trailer América Boiadeiro para três cavalos e mais R$ 10 mil em dinheiro.

“Gostaria de agradecer a todos vocês, que de uma forma ou de outra nos ajudou a fazer esse campeonato, que foi um show. Agradecer a todos os patrocinadores, aos amigos que sempre nos apoiaram para que pudéssemos fazer um dos campeonatos que mais paga prêmio no Brasil. Assim como agradecer pelas novas amizades que conquistamos e pelas já existentes ainda mais fortes! Então, realmente, só GRATIDÃO! E até o próximo ainda maior, se Deus quiser! Abraços a todos!”, expõe Eduardo Kucinski, em nome dele e de toda a família Two Brothers.

Na soma de tempos, ficou com vitória da etapa final a dupla Vitinho Rio Brilhante e Fabricio Neves (foto). Eles foram, então, os felizes ganhadores do trailer avaliado em R$ 60 mil. Ao final de todas as provas, somados todos os ganhos, o título de melhor cabeceiro do Campeonato Two Brothers Team Roping America Trailer foi Eduardo Kucinski com R$ 25.075,00. Enquanto que com R$ 28.865,00, o título de melhor Pezeiro de 2020 ficou para Vitinho Cruzeiro.

Final do Campeonato Two Brothers Team Roping consagra campeões, com patrocínio da America Trailer, aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro
Vitinho Cruzeiro e Kucinski

Campeonato Two Brothers Team Roping

As sete etapas da temporada 2020 do Two Brothers Team Roping America Trailer contaram com laçadores dos handcaps #9, #8, #7, #6, #5, #4 e #3. Em formato trazido dos Estados Unidos pelo Two Brothers, cada laçador teve direito a quatro inscrições na sua categoria e a premiação por porcentagem. Sempre um dia de prova nas etapas regulares. Todos, porém, somando ganhos para o ranking geral em dinheiro.

Para a final, então, 15 de cada naipe (cabeça e pé) não importando o handcap. De acordo com os organizadores, o mais interessante é que as somatórias mais baixas, por ter mais gente e dar mais dinheiro, levou mais competidores ao ranking. Além disso, na final Top 15 houve o sorteio de quatro parceiros (ou seja, quatro chances de chegar ao trailer) e a média de quatro bois. Os finalistas não pagaram inscrição para a decisão e uma regra para formação das duplas foi que o handcap não podia ultrapassar a soma 9.

A novidade para 2020 foi a inclusão da categoria Pro Amador, quando um profissional (handcap mínimo 4) fez dupla com um laçador amador (handcap até 2,5). Somando todo o campeonato, foram distribuídos R$ 400 mil em prêmios. Sem dúvida, uma das maiores premiações do Brasil no Team Roping. Fique por dentro: @harastwobrothers.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação

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Team Roping

Top 15 encerra temporada da ETR com ‘chave de ouro’

Novidade o ano passado, a ETR Top 15 foi sucesso em mais uma temporada

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Desde que a Elite Team Roping foi lançada, houve uma revolução no Laço em Dupla. Uma prova só para profissionais – inseridas em grandes eventos -, em formato diferenciado e que logo deu muito certo. Assim sendo, pelo segundo ano a ETR encerrou uma temporada com a realização da Top 15. Uma final em que apenas 15 cabeceiros e 15 pezeiros melhores colocados no ranking puderam participar.

Dessa forma, a ETR Top 15 aconteceu no dia 30 de outubro, na pista coberta do Rancho WS, em Pereiras/SP. “Com toda a certeza, dentro de todo cenário atual de pandemia, foi um sucesso”, comentam os organizadores. Ademais, todas as disputas tiveram transmissão ao vivo através do Youtube. Os finalistas dividiram R$ 50 mil em premiação, valor igual ao dado na primeira edição ano passado. “Conseguimos manter a premiação paga na ETR Top 15 do ano passado. Mas a meta pra 2021 é acumular um valor considerável para essa disputa”.

Etapa decisiva para o campeonato, como resultado, os vencedores conseguiram mudar suas posições no ranking final. De acordo com os organizadores, Edvaldo Martins entrou em quarto lugar e com a vitória consagrou-se campeão geral ETR 2020. “Realmente nossa meta para 2021 é priorizar cada vez mais a Top 15, a fim de que de os competidores realmente sigam as etapas em busca de entrar nesses 15 finalistas”.

Top 15 fecha temporada da ETR com ‘chave de ouro. ’Novidade o ano passado, a final da temporada pagou R$ 50 mil aos campeões
Edvaldo e Ewerton (Pirikito)

Disputas

Cada finalista, 15 na Cabeça e 15 no Pé, entraram em pista com uma dupla fixa e mais três decididas por sorteio. Ou seja, quatro chances de estar na zona de premiação da final e somar ganhos importantes ao ranking geral. “Pensamos em avançarmos até conseguir fazer a Top 15 com uma inscrição fixa apenas com o intuito de valorizar ainda mais a dupla classificada. Ainda não definimos se já para 2021, mas a ideia é essa”.

Portanto, Edvaldo Marins e Everton Chiozzini foram os campeões da ETR Top 15 com a somatória de 31s76. Em segundo lugar ficou Paulo Junqueira e Luis Eduardo Cupertino, 32s93. Seguidos por Ricardo Basseto e Leandro Cesar da Silva, 36s80. Em quarto lugar, Ney Freitas e Fernando Varoni, 43s14. A quinta melhor dupla da final foi Heitorzinho Oliveira e Rafael Paoliello, 43s49. Por fim, Leonardo Santos e Fernando Varoni.

Computados os ganhos da final, Edvaldo Martins ficou como melhor cabeceiro ETR 2020, com R$ 34.800,00, enquanto o título de melhor pezeiro da temporada ficou para Felipe Cunha, R$ 28.800,00. Os vice-campeões foram Ricardo Basseto na Cabeça, R$ 29.900,00, e Thales Araújo no Pé, R$ 25.500,00. Ao todo foram distribuídos R$ 285.000,00. A temporada 2021 já começou, lá mesmo no Rancho WS. Fique por dentro: @etr_oficial.

Top 15 fecha temporada da ETR com ‘chave de ouro. ’Novidade o ano passado, a final da temporada pagou R$ 50 mil aos campeões

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/WTR Produções

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Team Roping

Elite Team Roping volta e comemora presença dos laçadores

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As provas de Team Roping aconteceram no Rancho WS, em Pereiras/SP, seguindo todos os protocolos de segurança no combate à Covid-19

A Elite Team Roping já se consolidou como referência no Laço em Dupla no Brasil. Antes de mais nada, a entidade foi criada para fomentar  os profissionais da modalidade. Com as provas paradas desde o começo da quarentena, o retorno foi em grande estilo durante a Team Roping Rancho WS, dias 19 e 20 de setembro. 33 duplas participaram da ETR, número que superou a expectativa dos organizadores do campeonato.

“Fizemos oito etapas até agora, contando com a do WS. Estávamos parados desde março e só voltamos quando conseguimos nos unir a um evento que seguiu todo o protocolo sanitário de acordo com as diretrizes da prefeitura municipal. Teríamos mais de 20 etapas esse ano, mas ante o cenário mundial vamos dar continuidade e finalizar como pudermos. Primando, antes de tudo, pela segurança e saúde de todos”.

Com toda a certeza, estava todo mundo ‘doido’ para laçar e poder voltar a disputar pela ETR ajudou ainda mais no deslocamento das duplas. “O local dispensa comentários. A estrutura é muito boa e a recepção foi excelente. Sem dúvida, um show de etapa. Agora, estamos na esperança que, aos poucos, tudo comece a normalizar”, reforçam.

A ideia da Elite Team Roping é realizar mais etapas em outubro. De tal forma que no final do mês repitam a sequencia do ano passado. “Queremos fazer pelo menos mais três etapas antes do ETR Top 15, que define campeões da temporada. Em novembro, ETR Premium, outra etapa muito esperada. E já em novembro começar a temporada 2021”, finalizam os organizadores, informando esse ano já distribuíram mais de R$ 220.000.

Os campeões foram Thales Araújo e Heitorzinho Oliveira (foto). Os dois seguem bem no ranking do campeonato. Todas as informações encontram-se no @etr_oficial.

As provas de Team Roping aconteceram no Rancho WS, em Pereiras/SP, seguindo todos os protocolos de segurança no combate à Covid-19
Pódio Breakaway

Breakaway Roping

Assim como as demais modalidades, o Breakaway Roping segue buscando o retorno de seus eventos. Em virtude de sempre se inserir em provas de Team Roping ou Laço Individual, precisou aguardar até que de fato essas duas modalidades também voltassem. As provas de Breakaway na região de Pereira são sempre organizadas por Lucy Fazzio. “Voltamos com toda a segurança e o evento no WS foi sensacional”.

Conforme ela conta, a atenção do rancho com os competidores é sempre nota dez. Dessa forma, não apenas a ETR, como também o evento de Laço em Dupla e o Breakaway bateram recordes de inscritos. “Chegamos a 11 meninas, uma delas iniciante. O gado estava muito bom, especialmente selecionado para que desse condição de igualdade a todas as laçadoras”.

Mariana Araújo foi a campeã. Em segundo lugar ficou Lucy, seguida por Gabriela Sávio e Roberta Antonelli, quarto lugar em sua primeira prova.

Em memória de Letícia dos Santos.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Cedidas

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Team Roping

O Laço em Dupla tem origem no Velho Oeste Americano

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Um dos esportes equestres mais populares do mundo tem milhares de fãs. Assim como tem um número alto de adeptos e ‘gordas’ premiações em provas

A única modalidade genuinamente feita em equipe no rodeio profissional nasceu em fazendas no Velho Oeste americano. Do mesmo modo que a maioria dos outros esportes, a história do Laço em Dupla derivou das práticas diárias do campo nos anos 1800. Para tratar com segurança um membro ferido do rebanho ou marcar bezerros.

Dessa forma, esse cotidiano se tornou um esporte mundialmente famoso. Hoje, o Laço em Dupla é uma modalidade que requer sintonia e coordenação de dois laçadores e seus cavalos. Popular mesmo é a prova ao cronômetro, onde o que vale é o menor tempo. Contudo, as provas técnicas crescem a cada ano, especialmente nos eventos reservados para raças.

Antes de mais nada, a história do Laço em Dupla tem uma origem ainda mais antiga, quando o gado foi levado aos Estados Unidos em 1521 pelo explorador espanhol Ponce de Leon. Logo depois, ele entregou um pequeno rebanho para a costa oeste da Flórida. Foram os colonos desse estado que construíram fazendas e passaram a transportá-los.

Eventualmente, o gado fez o seu caminho para o oeste, onde cultivou-se um sistema para criar esse gado. Quando os trabalhadores do rancho precisavam tratar com segurança um membro ferido do rebanho ou marcar e tratar bezerros, um par de cowboys os laçava.

Também conhecido como Team Roping por aqui, evoluiu das disputas informais dos vaqueiros dessa época. Ao se gabarem de seus serviços, cada um querendo fazer mais rápido que o outro.

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Como funciona?

A fim de executar com perfeição essa prova, os dois laçadores, cabeceiro e peseiro, devem ter sintonia. Não só eles, mas também seus cavalos bem treinados ficam atentos nos movimentos um dos outros. Requer, acima de tudo, cooperação de equipe. Cada tem sua função e desempenhá-la corretamente é essencial para o resultado final.

A maior parte dos eventos de Laço em Dupla tem o tempo como mandante dos resultados. Semelhantes a outras categorias, só que com regras particulares. Portanto, se posicionam no brete cabeceiro e peseiro montados em seus cavalos. O cabeceiro do laço direito, enquanto o peseiro fica no esquerdo. No meio deles os bois.

O cronometro é acionado ao sinal do cabeceiro. O boi leva a vantagem de partir primeiro, mas logo em seguida os conjuntos disparam do brete. A corrida é válida se o cabeceiro laçar os dois chifres, pescoço e meia-cabeça; e o peseiro as duas patas traseiras. Contudo, há penalidades acrescidas ao tempo final.

O cavalo de cabeça tem que partir do brete sem antecipar a corda da barreira. Em resumo, se ele romper sua barreira antes da do boi, tem penalidade de dez segundos. Caso a dupla encerre a laçada com apenas um pé amarrado, também ganha penalidade de cinco segundos. Nesse meio tempo, diversas manobras são executadas para que a laçada seja perfeita.

Quando o cronometro para, o tempo é aferido. E a laçada deve ser validada pelo juiz. Ele baixa uma bandeira para sinalizar que está tudo ok. Para parar o relógio, os dois cowboys devem estar em linha reta, um de frente para o outro, e sem folga em nenhuma das cordas.

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Particularidades do Laço em Dupla

O boi laçado pesa cerca de 200kg e o ideal é que a modalidade seja praticada em uma pista de areia de 90m de comprimento por 40m de largura. Os mais rápidos laçam na faixa dos quatro segundos. Para a prática desse esporte são exigidos, além da corda, luvas. A preocupação com o bem-estar animal um fato primordialmente trabalhado. Há uma série de regras para assegurar a integridade física dos cavalos e da boiada.

Nos Estados Unidos, em maior número, e aqui no Brasil, o Laço em Dupla também é praticados por mulheres. Nos dias de hoje, mais do que nunca, os campeonatos estão dando voz a elas com premiações melhores e mais espaço. A raça predominante é o Quarto de Milha, mas o Paint Horse também tem seus adeptos. Assim como em outras modalidades, as competições são promovidas por associações de raça, do esporte em si e provas particulares. Muitas delas, milionárias.

Entre os ídolos mundiais, o brasileiro Junior Nogueira disputa o campeonato mundial da PRCA, maior associação do rodeio completo no mundo. De 2014 para cá, Juninho conquistou espaço entre os melhores do mundo. Entre outros importantes resultados, já foi vice-campeão mundial de Laço Pé quatro vezes seguidas (2016-19). Em sete temporadas, ele também detém um campeonato mundial All-Around (2016) e o Rookie of the Year (2014).

Junior Nogueira na final mundial 2019

Fonte: Silver Spurs Equine e Rodeo West
Crédito das fotos: Divulgação/Silver Spurs Equine, Equisearch, Team Roping Journal, ProRodeo

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Team Roping

20ª Prova do Issao de Laço em Dupla tem data marcada

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A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao está marcada para 15 a 17 de janeiro, no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP

A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao está marcada para janeiro, no Rancho Quarto de Milha

Quando a pandemia se instalou no Brasil, um dos milhares de eventos adiados foi a Prova do Issao de Laço em Dupla. Marcada para maio, data já tradicional, inesperadamente a organização foi forçada a suspender o evento. Contudo, Issao Kusahara Junior se mostra esperançoso de que tudo possa ocorrer como planejado no começo de 2021.

“2020 marcaria a 20ª edição da prova do Issao, mas não pudemos realizar na data planejada. Não quis remarcar para maio do ano que vem, então antecipei para janeiro essa edição comemorativa de 20 anos do evento. E em maio de 2021 faremos a 21ª, marcando duas provas no mesmo ano. Por enquanto, só temos a data, não planejamos premiação e nem formato ainda”, conta o organizador.

A edição comemorativa de 20 anos da Prova do Issao está marcada para 15 a 17 de  janeiro, no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP
Laçadores já podem agendar

Portanto, os laçadores já podem se preparar para 15 a 17 de janeiro, no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP. “Até lá vamos entender melhor como toda a situação do Brasil estará em relação à pandemia. A expectativa é que possamos realizar um evento seguro, que a vacina seja uma realidade. E, acima de tudo, que o público também esteja liberado para estar presente”.

Em 20 anos, Issao revela que não tem ideia de quantas inscrições foram feitas e nem o montante geral de premiação. Só para ilustrar, a Prova do Issao do ano passado contabilizou mais de três mil inscritos e mais de R$ 430 mil em prêmios. Com toda a certeza, é um dos eventos de Laço em Dupla mais aguardados a cada ano.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação

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Team Roping

Edmárcio Doná tem respeito por sua trajetória no Laço em Dupla

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Edmárcio Doná tem respeito por sua trajetória no Laço em Dupla. Atleta começou no cavalo ainda novo e tem o laço como uma das paixões

Atleta é de Jaguapitá/PR e tem 43 anos. Começou no cavalo ainda novo e tem o laço como uma das paixões

O peseiro Edmárcio Doná tem uma história comum aos amantes do cavalo. A paixão pelos esportes equestres é de família. “Desde muito novo acompanhava minha família na lida com o gado. Aos cinco anos de idade era companheiro do meu pai e tios. Dessa forma, surgiu o gosto pelos cavalos. Sobretudo, pelo laço, que permanece até hoje!”.

Edmarcio Doná está no esporte como profissional há algum tempo. Porém em seu próprio rancho, o ED, faz pouco mais de 10 anos.  Em sua trajetória no laço conquistou importantes títulos. Entre eles: bicampeão Rodeio de Foz do Iguaçu, campeão Rodeio de Londrina 2008, do Nacional da raça Paint Horse. Também foi campeão do Potro do Futuro da raça Paint e da AQHA Laço Pé Técnico. Entre outros.

“O mais importante, entretanto, foi o de campeão AQHA. Pois foi o início da trajetória com o animal Hard Hollywood RWS. Ele é de propriedade do meu cliente e amigo Ricardo Augusto Grassano”, ressalta o laçador.

Esporte

Cada esporte tem seus desafios e obstáculos. Edmárcio Doná, acima de tudo, sabe que precisa achar caminhos para enfrentá-los. “O maior desafio do Laço Pé é estar pronto para laçar na primeira oportunidade. E, com toda a certeza, conseguir um bom tempo”, expõe.

Edmárcio Doná é bem direto quando o assunto são seus ídolos. Diz que respeita todos, desde o profissional até os iniciantes. Antes de mais nada, ele acredita que sem eles o esporte não teria continuidade. “Meu ídolo é Deus!”

Sobre os projetos para o futuro, o laçador conta que quer continuar competindo. “Até quando Deus permitir!”. Por fim, agradece: “Obrigado pela oportunidade dessa entrevista. E gratidão aos meus patrocinadores, a equipe do rancho e aos nossos veterinários.”

Por Verônica Formigoni
Crédito da foto: Divulgação/Tiago Mendes

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Dicas de Team Roping com Trevor Brazile

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Dicas de Team Roping: manter seu cavalo livre para o boi tem tanto a ver com seu equipamento e equitação quanto com o treinamento do cavalo

Manter seu cavalo livre para o boi tem tanto a ver com seu equipamento e equitação quanto com o treinamento do cavalo

Se você se pergunta como manter um cavalo de Team Roping na posição quando ele quer ficar um passo atrás o tempo todo? O multicampeão mundial Trevor Brazile responde: “Primeiro, você precisa dar uma boa olhada em si mesmo e em seu equipamento antes de começar a afinar seu cavalo”.

Assim, comece verificando o ajuste da sela. Seu cavalo não vai querer correr e se esforçar tanto se tiver incomodado. De acordo com Brazile, 25 vezes campeão mundial (All-Around, Steer Roping, Tie-Down Roping e Team Roping), é mais provável que esse problema esteja acontecendo por conta de uma sela mais larga do que estreita, pressionando a cernelha. “Seu cavalo realmente não vai sentir vontade de correr todo o caminho até o bi, se for esse o caso”.

Antes de mais nada, para ser um bom laçador, não só é necessário conseguir praticar bem o esporte em si, mas também entender de todos os equipamentos que você precisa usar. E a maneira correta de aplicá-los. O ajuste da sela, por exemplo, pode causar algumas dificuldades na sua corrida fáceis de ajustar, enquanto muita vezes você pensa que o problema está no cavalo.

Dicas de Team Roping: manter seu cavalo livre para o boi tem tanto a ver com seu equipamento e equitação quanto com o treinamento do cavalo

Acertando os pontos no Team Roping

Logo depois de verificar se a sela se ajusta, faça um vídeo de você mesmo. Observe se, ao se preparar para laçar, você não está levantando a mão causando pressão no freio antes de jogar a corda. Seja verdadeiro consigo mesmo – estou fazendo tudo correto? Esse tipo de problema posso consertar com a minha corda ou preciso da rédea mais solta antes de começar? Brazile diz: “Verifique sua equitação. Inclinar-se sobre seu cavalo fará com que ele aprenda a ‘checar’. Quando você ultrapassa o centro, um cavalo de Team Roping que quer ser muito rápido com certeza o fará”.

Se você repassou tudo isso e seu cavalo ainda não corresponde, o campeão mundial tem a solução: não repita mais os movimentos que ele sabe que você vai fazer, tire-o da zona de conforto.  “É o laçador que deve direcionar o cavalo. Por exemplo, acelere seu giro como se fosse jogar a corda. Se seu cavalo não hesitar, pare o movimento e incentive-o para frente”.

Acima de tudo, Trevor Brazile alerta que tudo isso é algo que você precisa treinar com bois de verdade e não no ‘manequim’ ou ‘dummy’ (o boizinho de mentira que é ferramente de treino). “Quando seu cavalo de Team Roping quer ficar um passo atrás é algo que você precisa trabalhar com bois vivos. Faço-o se esforçar um pouco mais com novilhos mais fortes. É preciso fazer com que a corrida toda, do começo ao fim, seja uma meta atingível.”

Fonte: Chelsea Shaffer/Team Roping Journal
Crédito das fotos: Impulse Photography

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Team Roping

“O cavalo significa minha vida”, afirma Lucas Vítor dos Santos

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Laçador coleciona títulos em sua trajetória como competidor e treinador

Lucas Vítor dos Santos, mais conhecido como Lukinha Astorga, em homenagem a sua cidade natal, Astorga, no Paraná, mora em Arapongas, também no Paraná, e treina no Rancho 2K. Conheceu o cavalo através do irmão, que trabalhava em uma fazenda. “Quando o dono da fazenda começou a laçar, eu passei a cuidar dos cavalos nas baias para eles. Então, um dia eles me deixaram laçar um boi e foi aí que tudo começou para mim no Laço”, relembra.

São cavalos hoje em treinamento. Lucas tem apresentado nas provas a Smart Girl (foto de chamada), que inclusive concorreu entre os três melhores cavalos de cabeça da ETR em 2019. “Quando tudo se normalizar, continuarei montando ela em 2020. E ainda a Heaven’s Taz Lena, que apresento nas provas oficiais do Quarto de Milha”.

Em virtude de sua participação ativa nas maiores provas de Laço em Dupla do Brasil, Lucas coleciona títulos. E destaque alguns: campeão da prova do Issao, ETR, ABQM Laço Cabeça e Pé, SENAR, CPLD. E, acima de tudo, ficou com o título de melhor cabeceiro do ano de 2019. Todavia, mesmo todos sendo especiais, ele escolhe como as que mais marcaram sua carreira as vitórias em provas técnicas da ABQM.

“O cavalo significa minha vida”, afirma Lucas Vítor dos Santos Laçador coleciona títulos em sua trajetória como competidor e treinador

Trajetória

“Eu decidi tornar o Laço em Dupla minha profissão por ser, desde criança, o meio em que vivi e cresci. Deus meu ajudou muito até hoje em minha carreira. Sobretudo, era algo que eu sonhava desde pequeno, então resolvi seguir, conquistar os meus sonhos de ser um grande laçador”.

Em outras palavras, Lucas avalia sua carreira como muito bem-sucedida até aqui, já que tudo que sonhei vem conquistando ao longo dos anos. Por fim, ele comenta sobre o Heaven’s Taz Lena entre os cavalos que marcaram sua trajetória. ‘Ele é um animal a qual devo minha carreira, foi com ele que fiz meu nome e está comigo nessa caminhada até hoje. Entre outros vários animais que também são especiais, como a Smart Girl e o Slaydum.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal/WTR Produções

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Team Roping

A modalidade Laço em Dupla é a paixão de Ilson Romanelli

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A modalidade Laço em Dupla é a paixão de Ilson Romanelli O quartista está sempre atento às mudanças, com foco nos bons tratos aos animais e à regulamentação das provas equestres

O quartista está sempre atento às mudanças, com foco nos bons tratos aos animais e à regulamentação das provas equestres

Ele torna-se um verdadeiro cowboy montado em um cavalo Quarto de Milha. Como competidor é sempre destaque dentro das arenas, mas é como ser humano, de primeira grandeza, que Ilson Romanelli conquista respeito e admiração de todos.

Empresário atuante no estado do Paraná, é em Londrina que Ilson Romanelli faz morada. Sempre perto dos seus negócios e de seus cavalos, destaca-se na criação como um dos maiores incentivadores das provas de Laço no Brasil.

Nos arredores da sua cidade, está a sua criação de gado e cavalos Quarto de Milha, palco perfeito para um quartista nato. Começou com dois animais e já chegou a ter mais de 250 entre potros, cavalos de provas, garanhões e matrizes.

Em um ano que a Associação precisou reunir forças para realizar dois dos seus maiores eventos, a ABQM encontrou em Ilson Romanelli um ponto de apoio fundamental. Essa atitude trouxe a ele ainda mais admiração e foi aplaudido por criadores de todo o Brasil. O criador esteve na linha de frente em Londrina para a liberação do 41º Campeonato Nacional e o 39º Potro do Futuro da ABQM, em 2018.

Assim, sempre atento às mudanças, uma das maiores preocupações de Ilson Romanelli é com os bons tratos aos animais e a regulamentação das provas equestres no país. Luta com força total pela sustentabilidade e segurança para a criação de cavalos no Brasil e para realização das competições regulamentadas.

Por isso, em reconhecimento por sua contribuição à raça Quarto de Milha, a ABQM o homenageou na 10ª edição do Hall da Fama em 2020.

Colaboração: ABQM
Crédito da Foto: Cedida ABQM/Miguel Oliveira

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Team Roping

A importância do assistente para o treinador de Team Roping

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A importância do assistente para o treinador de Team Roping Quem conversa com a gente sobre o assunto é Rodrigo de Matos Sobreira, que tem seu centro de treinamento instalado em Piracanjuba/GO

Quem conversa com a gente sobre o assunto é Rodrigo de Matos Sobreira, que tem seu centro de treinamento instalado em Piracanjuba/GO

As funções do assistente de treinador em um centro de treinamento de Team Roping são, basicamente, preparar tudo da melhor forma para o trabalho a ser executado no dia a dia. Então, pode passar de selar os cavalos a ser o parceiro de treino, estar montado também nos animais.

Inegavelmente, vejo essa função com extrema importância para a correta manutenção de um centro de treinamento. Especialmente para a modalidade que eu pratico, o Team Roping. Com o passar do tempo, o assistente pode ser a pessoa que faz o gerenciamento todo das baias, incluindo ainda a checagem dos cochos de água e a orientação do pessoal de manejo.

Visto que o trabalho em um centro de treinamento requer bastante disciplina e regras, penso que o assistente também é aquela pessoa que pode orientar a maneira correta de molhar a pista e pode ter o compromisso de selar corretamente os cavalos, entre outras funções.

Com dedicação, o assistente, depois do treinador, será a pessoa que mais irá conhecer a rotina de cada cavalo. Sobretudo, vai saber também a manta correta, assim como a sela e os equipamentos a serem colocados em cada cavalo.

Futuro

Acima de tudo, é função do assistente também, caso ele saiba montar, ajudar o treinador no dia a dia de treinos. A maioria dos treinadores de Team Roping monta cabeça e pé, então é preciso alternar o treinamento dos cavalos em cada uma dessas posições. Entrando ai o suporte do assistente na posição contrária montado em um cavalo de apoio.

Com o passar do tempo, o assistente adquirindo experiência, vai ser natural que o treinador direcione ele a começar a apresentar alguns cavalos nas provas. Uma tropa fica, em média, dois anos em um CT. Portanto, é possível que o assistente trabalhe bem com animais pré-doma, domados, em treinamento e os que precisam apenas ser lapidados.

Para nós, treinadores, é uma pessoa de grande valia. Contudo, penso que quem mais pode aproveitar esse trabalho são eles próprios, com a oportunidade de ganharem mais a frente uma profissão.

Fui assistente de treinador por um bom tempo no começo da minha carreira. Tempo valioso de aprendizado e, sem dúvida, tudo que aconteceu e ainda acontece hoje na minha vida é por causa de tudo que vive no início, aprendendo com outros treinadores.

Dicas para se dar bem como assistente de treinador

  • Admirar o treinador com o qual você trabalha
  • Pensar a frente do treinador, ou seja, adiantar o trabalho, preparar o dia do treinador, facilitar, entender bem o programa de treinamento e se adiantar
  • Ter humildade e disciplina, duas características que cabe em qualquer lugar e quanto mais a pessoa tiver, melhor

Colaboração: Rodrigo de Matos Sobreira
CT Rodrigo de Matos | @rodrigonabola
Crédito da foto: Arquivo Pessoal/WTR Produções

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CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla

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CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada

O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada

O CVLD surgiu em 2014. De acordo com os organizadores, era apenas um campeonato municipal, uma ‘brincadeira entre amigos’. “Nesse ínterim, se tornou um campeonato nacional respeitado, atraindo atletas do Brasil inteiro. E ficamos muito contentes com essa evolução do CVLD, pois a cada etapa procuramos melhorar”.

Dessa forma, a primeira etapa de 2020 aconteceu justamente no começo da pandemia por conta do novo coronavírus (COVID-19). “Realizamos normalmente, pois a orientação sobre o isolamento devido a pandemia só começou na semana seguinte da realização do campeonato”, fala Cacá Batata, que toca o CVLD junto com Duda Marabá, Edsinho Costa, Fernando Pereira, Murilo Nunes e Zé Du.

CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada
Comissão

A etapa em questão contou, sobretudo, com aproximadamente R$ 220 mil em prêmios. Com cerca de 1700 inscrições realizadas. Conforme os organizadores, o destaque foi o Trailer Fênix ‘zero’ km dado como prêmio aos campeões da categoria Incentivo, em uma prova de porcentagem.

Para o futuro do CVLD, está o projeto de um dia conseguir parceiros para arcar com 100% das despesas. “Desse modo, temos a intenção de dar 100% do valor arrecadado de inscrições para premiação”, finaliza.

CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada

Foram realizadas disputas ETR, Somatórias #9 e #11, #6 e #8, #4, #3, Mirim e Breakaway Roping. Confira os resultados:

CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada
CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada
CVLD realiza ‘provão’ de Laço em Dupla O Campeonato Venceslauence de Laço em Dupla manteve programação para a primeira etapa da temporada

Fique por dentro: @cvld_oficial
Por Equipe Cavalus
Colaboração: Analúcia Araújo
Crédito das fotos: Divulgação/CVLD

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João Victor Oliveira Miranda tem o cavalo no DNA da família

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João Victor Oliveira Miranda tem o cavalo no DNA da família Jovem de 19 anos, natural de Assis/SP , hoje morador de Presidente Prudente/SP, é competidor de Team Roping

Jovem de 19 anos, natural de Assis/SP , hoje morador de Presidente Prudente/SP, é competidor de Team Roping

A paixão pelos cavalos corre nas veias do jovem competidor João Victor Oliveira Miranda. “Os cavalos são tradição na minha família. Meu avô paterno, José Carlos, foi um dos primeiros a trazer animais dos Estados Unidos. E meu pai, Danilo Miranda, começou a competir muito novo na Apartação”, conta.

João Victor lembra que o pai participou de três mundiais nos Estados Unidos na modalidade e seu avô, Waldir Oliveira, também veterinário, foi juiz da ABQM e retomou as atividades no haras. Portanto, o incentivo para praticar o esporte veio de todos os lados.

Tendo no pai um espelho como competidor, João Victor sempre ia as provas com ele, que eram não só de Apartação, mas também de Laço. “Foi assim que a paixão pegou”.  Contudo, só em 2012 o atleta teve a primeira oportunidade de participar de uma prova.

E foi logo no Campeonato Nacional da ABQM, onde se saiu muito bem e já provou que era bom. Sagrou-se campeão da categoria Jovem. E muito orgulhoso conta que seu parceiro, foi um dos ídolos do laço.

“Eu laço Cabeça e tive a oportunidade de ter no Pé o ídolo Junior Testa. De lá pra cá as coisas foram melhorando, meu pai me deu mais oportunidade, fui treinando mais e todo dia neste meio fomos crescendo juntos e tenho muito para melhorar”.

Carreira

Mesmo sendo um competidor jovem, seu currículo já é de um atleta profissional, pois conta com 11 motos, dois carros e dois trailers de premiação. Além disso, entre seus principais títulos, CPLD, três vezes Campeão Nacional ABQM, três vezes Campeão Congresso ABQM, três vezes Campeão Copa dos Campeões ABQM, Campeão Potro Futuro, reservado campeão Prova do Issao e do Congresso Brasileiro ABQM 2019.

Portanto, um título que lhe marcou foi em 2018, em Angélica/MS, onde ganhou um trailer com seu pai. “Sem dúvida, foi o sonho de nós dois, de pai e filho”, reforça. Além do pai, João Victor tem como ídolos Zé Soares e também Juninho Testa.

Pensando em alçar vôos mais altos, o jovem laçador foi para os Estados Unidos estudar inglês e teve a oportunidade de laçar pela Universidade de Utah, no circuito universitário.

Por Verônica Formigoni
Crédito da foto: Arquivo Pessoal/ABQM

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Team Roping

Mais de 900 inscritos presentes na 6ª Prova TA Quarto de Milha

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Mais de 900 inscritos presentes na 6ª Prova TA Quarto de Milha

Referência no Laço em Dupla, pela criação de cavalos e eventos impecáveis, o TA Quarto de Milha realizou mais um evento

“Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Deus pela benção nos nossos dois dias de evento. Agradecer a todos os presentes, todos os envolvidos e a equipe TA, que foi impecável, como sempre”, afirma Thiago Marques Ávilla.

A Arena TA fica em Neropólis/GO, assim sendo, recebeu 971 inscrições para R$ 117.000,00 em prêmios. “Realizamos ainda a venda de cinco animais no Shopping TA. Dessa forma, faço questão de dar meus parabéns aos vencedores. E agradecer a todos os clientes do Shopping pela confiança. Esperamos todos em novembro no Mega Match. Grande abraço!”

Resultados

A prova aconteceu na Somatória #6, com vitória da dupla Raul Itaberái e Edvaldo Martins. Sobretudo, a média final deles foi 6s83 e a premiação para os campeões de R$ 10 mil + fivelas. Em seguida, Roberto Ferraz e, de novo, Edvaldo Martins. Para o segundo lugar, média 6s84, prêmio de R$ 8 mil. Fernando Alves e Matheus Edemar, 6s86, ficaram com o terceiro lugar, R$ mil.

Foram premiados até quinto lugar. Em contrapartida, na Somatória #4 o total de duplas premiadas chegou a dez. Em conclusão, os campeões, que levaram R$ 20 mil de prêmio +fivelas, foram Roberto Ferraz e Gabriel Caldas, média 6s34. De tal forma que Pezão Nova Crixas e Felipe Lopes, R$ 10 mil e 6s56, foram segundo. Com Coquinho e Neto Casa Nova em terceiro, R$ R$ 8 mil, 6s73.

Mais de 900 inscritos presentes na 6ª Prova TA Quarto de Milha
Nikinho, Thiago e Cuca

Para os profissionais teve etapa da Elite Team Roping. A sexta etapa da temporada 2020 da ETR teve vitória de Diego Barone ‘Nikinho’ e Ricardo Basseto ‘Cuca’. De modo que Nikinho voltou ao pódio laçando pé com Heitorzinho, segundo lugar. Completaram a classificação Juninho Campo Grande e Kaka; Pedro Jr e Luis Eduardo.

Um dos centros equestres mais respeitados do Brasil, o TA Quarto de Milha recebeu laçadores de várias regiões do Brasil.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Rodolfo Lesse

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Team Roping

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço

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Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço

Ela é juíza Oficial ABQM para Três Tambores, Médica Veterinária, treinadora e laçadora

Quando Lilian D’Almeida Gontijo, 36 anos, nasceu sua família já mexia com cavalos. Ainda bebê, já andava a cavalo com os pais. E montou sozinha pela primeira vez aos 2 anos de idade em um cavalo chamado Pingo.

Sobretudo, hoje ela é formada em Medicina Veterinária pela UFMG (2002/2006), tem Residência Veterinária em Grandes Animais pela UnB (2007/2008) e Mestrado em Ciência Animal/Bem-Estar Animal de Equinos também pela UFMG (2009/2011).

Mineira de Divinópolis, Lili Gontijo treina no Rancho Alegre, localizado no bairro que também se chama Rancho Alegre, em sua cidade, de propriedade de sua família. De fato, entre as primeiras recordações, lembra-se de proferir a frase ‘Paiê cadê o mom (boi)?’ assim que aprendeu a falar.

Desse modo, talvez por ter crescido rodeada de cavalos, bois, pasto e fazenda, tenha tomado esse rumo. No lombo de Pingo, na época com 28 anos, que seu pai havia ganho de presente quando ele tinha 8 anos, Lili Gontijo talvez tenha moldado sua história.

Fomos conversar com ela para sabe tudo. Confira!

Com Pingo – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Família

“Meu avô paterno era tropeiro, cuja tropa de rodeio levava seu nome, Zé Capitão. Foi a primeira tropa de rodeio do país. A convite do Clube Os Independentes, desde a primeira festa de Barretos em 1956, por várias vezes levou a tropa ao rodeio. No começo viajavam de trem, posteriormente a tropa percorreu o país de caminhão.

Meu pai, Rosenwald Mourão Gontijo, é Zootecnista formado pela UFV. Sempre trabalhou na fazenda, gosta muito não só de animais, mas também de gado de corte. Hoje ele laça pé comigo também.

Minha mãe, Marli Nogueira d’Almeida, é Fisioterapeuta. Assim como todos em casa, também ama os animais e a vida rural, simples. Começou a construir nosso rancho em 1996, fez Hipismo um tempo e trabalhou com Equoterapia muitos anos.

Por fim, meu irmão Marcus tem 33 anos, gosta muito de cavalos e anda na Equoterapia com mamãe. Adora passear no rancho, ouvir música sertaneja, especialmente Chitãozinho e Xororó. Moda de viola e piano (toco para ele). Ele nasceu com paralisia cerebral grave e microcefalia.

Agradeço muito a meus pais pelos valores que me passam a cada dia, por me darem a oportunidade de crescer em contato com a natureza e os animais. Acima de tudo, por sempre me ajudarem em tudo o que podem para que eu esteja com os cavalos”.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Com os pais ainda pequena em uma cavalgada – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Começo

“Iniciei nas competições aos 4 anos, em provinhas de Cinco Tambores, Maneabilidade e Velocidade, Seis Balizas e Três Tambores. De modo que treinava em uma pista de grama imensa no Parque de Exposições de Divinópolis.

Meu primeiro cavalo de nome Palomino era tordilho. Com 5 anos passei para o Trovão, um pampa, companheiro de cavalgadas, passeios na fazenda, saltando buracos e troncos e acompanhando os peões na lida com o gado.

Posteriormente, passei a montar no Espírito, outro pampa, que corria e fazia curvas com mais facilidade que o Trovão por ser de trote.

De 1994 até 1996 fiz Hipismo Clássico com um dos cavalos da fazenda, Xerife. Ele era de trote e tinha facilidade para galopar e saltar. Meu pai havia feito para mim um par de paraflancos com varas e eu já treinava saltos com ele. Participamos de Cross Country, Enduro e depois Três Tambores também.

Uma prova que me marcou no Hipismo foi num centro hípico – CEPEL – em Belo Horizonte. Ganhamos e no final as pessoas vieram me perguntar de que raça era meu cavalo, pois o Xerife era menor e sem uma conformação definida, comparado com os outros cavalos de Hipismo.

Em 1996, mamãe começou a construir o rancho, quando tive a oportunidade de treinar em pista de areia, ainda nos cavalos da fazenda: Trovão, Espírito, Relâmpago e Xerife, todos SRD (Sem Raça Definida)”.

Com Xerife em BH, Hípica Cepel – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Quarto de Milha

“A primeira vez que montei um Quarto de Milha foi num curso que fiz de Tambor e Baliza com o Fernando Quintão, em Nova Era/MG, em 1996. Nesse mesmo ano ganhei meu primeiro Quarto de Milha, tinha 2 anos, chamava Backer Jay DBM, baio, ½ sangue.

Desde 1993, com 10 anos, eu ia à bancas de revistas para comprar a Hippus, um tempo depois a Horse Bussines. Fazia recortes das fotos que mais gostava e colava num quadro na parede do meu quarto. Era tipo um quadro dos sonhos.

Lia os artigos que ensinavam a mexer com cavalos, do manejo à equitação. Foi assim que nas minhas férias segui o passo a passo para domar o Backer. Passava horas mexendo nele, às vezes via meu pai me olhando na varanda da casa, era uma segurança que eu tinha.

Backer ficou mansinho, rodei na guia, coloquei sela, não pulou, charreteei, passei muitos dias mexendo nos currais lá da fazenda. Quando chegou a hora, chamei meu pai, ele segurou e montei, tremendo de medo.

Não pulou, no entanto eu não tinha controle ou respostas a sinal nenhum (risos). Ele quis sair correndo, meu pai segurou e eu desci. Ficou um cavalo manso, mas meio pesado de boca. Alguns treinadores trabalharam com ele, corri Tambor, mas não ficou um cavalo competitivo.

No meu aniversário de 15 anos em 1998, na escolha por festa ou viagem, optei por um cavalo. Ganhei o Denver NB, um alazão, QM mestiço ¾”.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Aos 13 anos com Backer Jay DBM – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Conhecimento e descobertas

“Logo depois, na busca por mais conhecimento, em 1998 meu pai levou a mim e nosso treinador na época para um curso de Três Tambores com a Kelly Polizello e seu treinador, Joaquim Rodrigues, em Mirassol/SP. Fiquei encantada com a família Polizello, me hospedaram na casa deles e me trataram com muito carinho. No ano seguinte, Joaquim veio dar outro curso no nosso rancho em Divinópolis.

Em 1998 e 1999, meu pai me levou a Barretos, algumas amigas da minha cidade estavam lá correndo Tambor. Fiquei apaixonada e meu sonho passou a ser competir naquela arena. Em 2000 ganhei a Carioca, uma égua tordilha de linhagem e porte físico muito bons, primeiro animal que tive de nível para competições.

Nas provas que participei com a Carioca ficava bem classificada. Planejamos de irmos a Barretos em 2002, se eu conseguisse passar no vestibular. Em janeiro de 2002, no último dia do meu vestibular, a Carioca morreu. Meus pais me contaram só no dia seguinte. Passei em um vestibular bem concorrido da UFMG e ainda me sentia triste pela perda da minha égua”.

Nos Três Tambores com Tander Cats – Foto: Divulgação/César Duarte

Crescimento

“Em 2004 passei a correr em Charlotte, uma égua ‘sistemática’. De tal forma que na primeira prova que fomos a gamarra que ela usava para ‘apoio’ arrebentou. Batemos na cerca no final da passada, quebrou a régua, deu um corte na cabeça dela. Fizemos o melhor tempo, mas não pudemos retornar para a segunda passada.

Corremos a Divinaexpô, que foi etapa da ANTT, classificamos para a noite na sexta e ficamos em quinto na semi. Não fomos para final, mas fiquei feliz, pois foi a melhor colocação que eu havia obtido até então no meio de meninas de alto nível.

No final de 2004 passei um mês na Universidade do Cavalo, aprendendo sobre administração de centros equestres e fiz o meu primeiro curso de Horsemanship, com o Aluísio Marins. Sempre em busca de crescer e melhorar minha equitação busquei soluções. Passaram alguns treinadores pelo rancho, sou grata a cada um deles.

Por alguns períodos ficamos sem treinador, então eu montava os meus cavalos e os das alunas. Em resumo, também deu certo nas provas que fomos.

Escutava de pessoas próximas que montar cavalo era um hobby, que só gastava dinheiro. Que era muito bom na vida eu ter algo que me deixava feliz e que recarregasse as minhas energias dessa forma, pois era nítido que montar a cavalo me curava de qualquer gripe, dor de cabeça, tristeza e cansaço. Mas que era imprescindível eu ter uma profissão e uma forma de ganhar dinheiro para sustentar esse hobby”.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Com Noble San JA, no Mega Three Friends, com Gustavo Gaiotto – Foto: Divulgação/Edsinho Costa

Laço

“Continuei a faculdade sentindo falta de treinar e participar de provas. Por mais que eu me esforçasse, os cavalos que tinha não eram competitivos. Foi então que decidi mudar de modalidade, um cavalo de laço seria viável financeiramente. Pensei no Laço de Bezerro, pois já havia passado no rancho um treinador que laçava bezerro. E eu batia cavalete e havia brincado de peiar algumas vezes.

Mas vi que a partir de um certo ponto eu não seria competitiva pelo limitante da força física em comparação aos homens. Minha mãe (fisioterapeuta) também achou ruim por lesões que eu já havia tido nos joelhos. Estava resolvido, fui procurar um cavalo de Laço em Dupla e optei pela cabeça.

Em 2005 meu pai e eu fomos procurar cavalo em São Paulo. Fomos a alguns ranchos, montei cavalos que não gostei, até que cheguei ao Aldair da Silva ‘Cheirinho’. Com quem fiz um curso de três dias e no fim comprei o cavalo que fiz o curso, Noble San JA, do Sr Luiz Chiaverini, da Rodeo Way.

Noble foi meu fiel companheiro, paciente, experiente, perfeito para mim, que me acompanhou por muitas provas. Sobretudo, o laço era um desafio. Além disso, quanto mais eu me esforçava mais resultado eu tinha, o que não estava ocorrendo no Tambor, onde os treinadores diziam que eu já ‘tirava água de pedra’ dos meus cavalos”.

Com Noble San JA, CPLD 2011, com Luan Viero – Foto: Divulgação/Miguel Oliveira

Noble

“Levei o Noble para um rancho perto de Belo Horizonte e conciliando com a faculdade comecei a treinar laço com o Gil, um grande amigo até hoje. Dessa forma, onde eu estive o Noble e meu cavalete estavam comigo. Gosto de ir à academia, de me exercitar, me desafiar. Incluí o cavalete no meio disso, é prazeroso para mim e mais uma forma de trabalhar meu corpo e minha mente”.

Em 2007 me mudei para Brasília para fazer residência no Hospital Veterinário da UnB. Um mês depois levei o Noble para lá. Foi o primeiro ano que participei do Nacional ABQM, nas minhas férias da residência.

Quando tinha folga do hospital eu ia treinar, com o falecido Cleiton Dias. Quando eu podia. íamos a provas pela região e em Goiás. Foi o período que eu mais treinei e corri prova. Teve vez de eu correr uma final às 2h da manhã em Goiânia e entrar para o plantão no hospital em Brasília às 7h. Deixava o Noble num piquete do hospital até o dia que pudesse levá-lo de volta para o rancho.

Em fevereiro de 2008 terminei a residência e fiquei treinando um mês com o Cleiton. Morava no rancho em Brasília, dormia na barraca que eu montava dentro na minha carretinha. Sai de lá com o Noble em março, mas direto para Presidente Bernardes/SP, na casa da Eliziane Ribeiro.

Meu parceiro ficou no Rancho Testa e fiquei hospedada na casa da família, que me recebeu com carinho. São pessoas especiais para mim até hoje. Duas semanas fiquei em 5° lugar no Congresso da ABQM Amador Livre Laço Cabeça em Bauru/SP, laçando em dupla com Junior Nogueira”.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Congresso ABQM 2008, com Juninho Testa – Foto: Divulgação/Miguel Oliveira

Evolução

“Três anos depois morei por um tempo com a família da Lizi, trabalhando na região numa empresa de medicamentos veterinários. Em 2008 passei um mês aprendendo sobre treinamento de cavalos com o Francisco Almir Bezerra ‘Mimi’, no rancho dele em Santa Mercedes/SP.

Em 2009 voltei para Belo Horizonte para fazer Mestrado na UFMG, levei o Noble para um rancho próximo para treinar. Nesse mesmo ano fiz um curso de laço com o Rafael Paoliello ‘Chifrinho’.

Dessa forma fui seguindo. Em 2011 me mudei a trabalho para o Think a Mite Ranch, da Dona Sandra Navarro, em Florestópolis/PR. Um tempo depois levei o Noble também. Quando tinha alguma prova que coincidisse com minha folga, passava alguns dias antes galopando ele às 5h30, começava a trabalhar às 7h e a noite batia cavalete. Em 2012 voltamos para MG e o aposentei aqui no rancho, faleceu em 2019 com 28 anos”.

Em Morrinhos/GO 2007, com Tião Cândido – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Doc

“Logo depois dele veio o Doc Peptolena EMB, em 2012, que ganhei de um amigo que já faleceu, Rogério Pinheiro. Um cavalo muito bom, criação dele. Levei-o para o Rodrigo Calderan ‘Pilha’ colocar no laço de cabeça, ficou excelente.

Fiz um curso de laço com o Miguel Camargo em 2013 eem 2014 pedi ai Pilha que me ajudasse com o Doc. Eles foram para o Nacional da ABQM e ficaram reservados na Aberta Castrado. Passei um mês no rancho do Rafael e Rodrigo Paoliello, em Rubiácea/SP com o Doc, que estava se preparando para a Copa dos Campeões no Laço Cabeça Técnico Aberta Castrado.

Em seguida, 2015, fiz um curso de laço com o Marcelo Pepa, que me deu a dica de prender os loros do estribo na barrigueira dianteira. Doc melhorou, mas ainda pulou outras vezes. Classificamos para a final da Divinaexpô em 2014 com dois parceiros, um deles meu pai. 2017 voltei com ele e meu pai, final de novo. Faleceu em 2019 e foi o cavalo mais habilidoso e com a melhor base de doma e treinamento que já montei.

Mais recentemente, em 2018, fiz um curso de Horsemanship com o Fernando Rolim, da Global Equus em Cotia/SP. E ano passado, 2019 minha grande amiga Eliziane Nogueira me emprestou o cavalo dela para que eu voltasse a laçar. Ele está comigo no rancho. Agradeço pela confiança da família”.

Com Doc Peptolena EMB, Divinaexpô 2014, com o pai – Foto: Divulgação/André Silva

Dias atuais

“Gosto de animais e gosto muito de pessoas. Acredito que a melhor forma de gratidão é fazer bom uso do que nos é proporcionado, com amor e alegria, servindo ao universo. Ajudo crianças e adultos a alcançar seus sonhos com os cavalos, sem precisar passar pelos caminhos tortuosos que passei. Busco ser uma ponte para aumentar a qualidade de vida dessas pessoas oferecendo boas experiências com os cavalos e contato com a natureza.

Utilizo o método de ensino que desenvolvi chamado Equoessência, onde uni: minha vivência com os cavalos; cursos que fiz com profissionais do cavalo; aprendizados da profissão; cursos em desenvolvimento pessoal como Constelação Familiar, Leis de Bert Hellinger, Programação Neurolinguística e Eneagrama; meu gosto por ensinar outras pessoas, aulas desde 1996; sustentado pela forma de ensinar de Pestalozzi: com amor, afeto, empatia, alegria, intuição e conexão com Deus e a natureza, independente de religião”.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Com Doc Peptolena EM em 2016 – Foto: Divulgação/André Silva

Filosofia de trabalho

“Além da equitação e aprendizado sobre os cavalos (Equo), busco o fortalecimento da pessoa (Essência). Semanalmente ou no formato de curso de dois a três dias, ensino um passo a passo desde o funcionamento da mente dos cavalos, comportamento, instinto, forma de comunicação, como ocorre o aprendizado deles e toda a equitação, voltada para o estilo western.

Ajudo as pessoas a desenvolverem sua própria habilidade de sentir, se comunicar, ensinar e pedir o que desejam dos cavalos. Alunos que queiram praticar uma modalidade comigo, iniciam nos Três Tambores ou no Laço em Dupla, dependendo da vontade deles.

Fica clara a diferença entre a pessoa que apenas monta a cavalo, puxa a rédea e bate a perna como o treinador pede, para aquela outra que entende e trabalha em sintonia com o cavalo. É assim que algumas pessoas com experiências anteriores desagradáveis constatam que o que antes era difícil se torna algo mais simples, natural e prazeroso.

O cavalo nos ensina a ser pessoas melhores, na verdade ele exige isso para que possa evoluir. Pode parecer muito filosófico e abstrato, mas é a realidade, você acreditando nisso ou não. Para haver uma melhora em um cavalo foi necessário que antes houvesse uma melhora em algum nível da pessoa que lida com ele.

Somente quando focamos na mente do cavalo, entendendo a forma como ele pensa, se comunica e aprende, é que se torna possível uma interação e evolução real para o nosso objetivo com esse animal.

É aí que mora a mágica, toda a transformação que ocorre na jornada do ponto A ao ponto B, nas pessoas e nos animais”.

Congresso Internacional de Bem-Estar Animal Equestre e Rodeio em 2013 – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Transformando vidas

“Pais têm percebido a importância dos filhos iniciarem de uma melhor forma o contato com os cavalos. Noto uma transformação positiva, não só nas crianças mas também nos adultos em diversos aspectos da vida: relacionamentos, melhora da coordenação motora,concentração, controle emocional, autoestima,empatia e, sobretudo, alegria.

Com crianças pequenas a partir de 2 anos de idade, trabalho com atividades lúdicas.Observo resultados positivos nas pessoas que atendo com leves alterações neurológicas, em crianças e adultos. Recebo também pessoas que buscam diminuir o stress e ansiedade da vida urbana. O cavalo exige que você esteja 100% presente alí com ele, como uma meditação, trabalhando o fortalecimento do foco e atenção, e isso sustenta muitas curas.

Como citei anteriormente, o método de ensino Equoessência também enquadra o Bem-Estar animal. Desde o meu mestrado (2010), estudo sobre o bem-estar de equinos de esporte. Em 2012 trabalhei na Divinaexpô assegurando o Bem-Estar animal das provas de Laço, Tambor e Bulldog.

Posteriormente trabalhei para os Independentes como veterinária responsável pelo Bem Estar dos animais de rodeio na festa do peão de Barretos. No ano seguinte integrei a mesa redonda do 1º Congresso Internacional de Bem Estar de animais de provas equestres e rodeio. Portanto, esta é uma área de meu interesse e que me preocupo para que se desenvolva de forma correta.

Além do desenvolvimento com as pessoas, trabalho os meus cavalos e os de clientes nas modalidades de Três Tambores e Laço em Dupla”.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Com Noble parada para o almoço no posto da estrada – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Lembrança

“Foram muitos momentos bons para mim, os cavalos literalmente fazem parte da minha vida. No entanto o mais marcante não foi de vitória ou competições importantes que participamos.

Nas viagens com cavalo sempre procurava um posto que tivesse algum local afastado com sombra e grama.

Voltando de SP para MG com o Noble na carretinha, parei na hora do almoço num posto, fui comprar um lanche, voltei e desembarquei ele. Coloquei água no balde e sentei segurando a ponta do cabresto. A gente ‘almoçava’ junto alí no chão.

Nesse dia o gerente do posto foi até nós, ficou surpreso e pediu para tirar uma foto. Disse que a filha era apaixonada com cavalos e que ia mostrar a foto para ela. Depois que ele saiu eu olhei para o Noble, veio um sentimento bom. Agradeci a Deus bem forte e relembrei a importância de eu valorizar os pequenos e simples momentos, os detalhes e todas as oportunidades que me são oferecidas. Noble era um companheirão que eu tinha”.

Com Noble San JA em Piumhi/MG em 2010 – Foto: Arquivo Pessoal/Lili Gontijo

Parceria

“Sem dúvida o Noble é um cavalo, entre todos, que é mais especial na minha vida. Por 7 anos foi meu companheiro de viagens e provas, ficará para sempre em meu coração.

Hoje é a potra que adquiri recentemente, em novembro de 2019, se chama Rose Black. Foi domada pelo Marcão Toledo (in Memorian). Sinto-me honrada e pretendo fazer o melhor que eu puder com ela.

O Marquinho Toledo (filho do Marcão) me ajudou a decidir sobre a compra e me passou importantes orientações sobre treinamento. Havia feito um curso com ele em janeiro de 2019 de doma e iniciação de potros para Três Tambores. O aprendizado com o Marquinho foi um divisor de águas no meu conhecimento sobre os cavalos.

Lili Gontijo conta sua vida com os cavalos e o Laço
Com pai na Divinaexpô 2013 – Foto: Divulgação/André Silva

Prova que marcou

“Foi, certamente, uma prova de laço em 2010, organizada pelo Luiz Edson ‘Sorriso’, em Piumhi/MG. Um grande desafio pessoal, já que estava muito gripada, com febre. Deixei o Noble San JA com tudo ok e fui embora para o hotel com febre alta. Tomei muito soro caseiro, antipirético e rezei.

Não melhorei a ponto de laçar bem e fiquei chateada. Quem me ajudou foi o Cleiton Dias (In Memoriam). Treinei cavalete no meio da prova exaustivamente, mas com vontade de largar tudo e ir embora pra casa.

Resolvi mudar meus pensamentos, fiz um trabalho mental para me corrigir, junto com o físico. Era preciso sentir muita alegria e gratidão por tudo. Estava lá me esforçando para melhorar e fazer algo que eu gosto, que é laçar.

Acabei laçando a noite e a madrugada toda, fechando médias para a final do dia seguinte. Graças a Deus deu certo, já que acabei com uma moto na somatória 3 e uma na 4. Embarquei meu cavalo e voltei para minha cidade feliz e agradecida.

Rodamos 170 km e há 50 metros da porteira do rancho, descendo um morro a noite, devagar, o engate da caminhonete quebrou. Um barulhão e meu cavalo querido “embicado” para frente, porque minha carretinha era de um eixo. Um susto grande. Inesperadamente veio na minha cabeça o que já havia rodada pelas estradas de vários estados.

E exatamente daquele jeito: com a mesma caminhonete, mesmo engate, mesma carretinha, meu cavalo e eu. Alguns apertos mas absolutamente nada de mal havia nos acontecido. Rezei e agradeci a Deus”.

Foto: Divulgação/Guilherme Silva

Cavalo é:

“Um presente de Deus na minha vida. Me aproxima da natureza e de uma vida com mais significado. Acordar e sair de casa para ir montar os cavalos é uma satisfação plena.

Gosto de ficar observando os cavalos soltos no pasto, o comportamento entre eles, o instinto e a individualidade de cada um. São seres maravilhosos. Para mim, Deus está em cada um deles e, sentindo isso, fortaleço minha conexão com Ele, que está em mim”.

Por Luciana Omena
Foto de chamada: Lili Gontijo com Rose Black Hobby RKB | Crédito: Divulgação/Guilherme Silva

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