Vaquejada

Geraldo Majella Barbosa Prata

Uma história de paixão aos cavalos deixada pelo filho e o simples projeto de um Haras em sua homenagem, se transformou em um Centro Esportivo Equestre

O empresário Geraldo Majella Barbosa Prata, mais conhecido como Geraldo Majella, realizou um sonho de seu filho ao construir o Haras Fábio José, uma homenagem in memorian a seu primogênito, pelo amor e paixão que tinha aos cavalos,

Majella é casado com Dona Marluce de Jesus Prata, pai de três filhos: Ana Karine Barbosa, Valeska Barbosa Franco e Fábio José de Jesus Barbosa (in memorian), avó de Luísa e Antônio.

A Fazenda Bonfim na cidade de Lagarto, interior de Sergipe foi à escolhida para a construção do Haras, que foi muito além se transformando também no Centro Esportivo D. Marluce, composto pelo Haras Fábio José e o Parque das Palmeiras, um complexo para realização de provas de Vaquejada, tradição local e de Três Tambores com uma estrutura completa.

Geraldo Majella em entrevista exclusiva ao portal Cavalus conta como tudo começou e que não parou por aqui, como ele diz: “cada dia uma história, cada momento é um acontecimento.” Acompanhe:

Família Majella Barbosa Prata. Foto Cedida

Como iniciou no meio equestre?

Geraldo Majella: Tudo começou pela ideia de Fabio, gostava muito de cavalo, eu não me achava para lidar com o cavalo. Quando Fábio se foi ficou aquela intriga no meu subconsciente, algo que me atormentava. Resolvi então, comprar um Quarto de Milha para ser um garanhão, daí falei temos que comprar umas duas ou três éguas para servir de matriz, mas quando de repente, essa três já haviam virado 30 éguas puras de linhagens especiais. Os primeiros animais adquiridos foram 2007, em 2012 ganhamos corpo.

E como foi a partir daí para a construção do Haras Fábio José?

GM: Já que tínhamos ido além, aí construímos uma estrutura já bem especifica para desenvolver a raça, com laboratório para transferência de embriões, se preocupamos em uma seleção mais especifica com linhagens voltadas para o trabalho. E quando vimos estávamos com uma estrutura completa preparada, 63 baias de alvenaria, laboratório de reprodução, casa dos tratadores em cima das baias, redondel, lanchonete para 37 animais. Só que começaram a nascerem os potros e precisavam de um lugar para doma. Aí como ia fazer uma pista, já fizemos do tamanho certo e de repente o Haras teve uma projeção espetacular, formando um dos parques mais completos não só para doma, mas também para competições, para tudo, Parque das Palmeiras.

E com toda essa estrutura como ficou composto o plantel do Haras Fábio José?

GM: Temos como garanhões principais: Apolo Del Rancho  voltado para Tambor e Vaquejada, o VF Moon Fire, garanhão importado linhagem fechada Firewalter Flit, estamos com cruzamentos especiais em égua de vaquejada, vamos fazer um teste. Além de um plantel em torno de 200 animais, entre doadoras, matrizes e os potros nascidos.  Temos uma área de 50 hectares reservada para manejo com os animais do Haras.  Além do  gado que utilizamos na competição que é próprio, são 1800 cabeças disponível para vaquejada.

O Haras Fábio José acabou se tornando parte de um Centro Esportivo?

GM: Exato, à proporção que tomou foi muito mais que eu imaginava, pra mim uma satisfação, uma grande realização o complexo todo, o Centro Equestre Dona Marluce. Vimos o Haras se formar e em 2012 começamos preparar o parque.

E qual a estrutura do Centro equestre Dona Marcluce, que engloba o Haras Fabio José e o Parque das Palmeiras?

GM: São duas pistas em padrão oficial, para Tambor e Vaquejada, arquibancada coberta, camarote, cabine de locução com suíte na vaquejada, cabine de locução de Tambor com sonorização independente. E ainda cabine para juízes, cabine de filmagem, espaço para 18 lojas, lavatório azulejado em todo o parque para os cavalos, um vestuário completo na área de estacionamento dos caminhões, farmácia veterinária, restaurante , tudo dentro do padrão.

E a ideia de fazer uma pista de Tambor e Vaquejada , qual a intenção de vocês em relação as duas modalidades estarem no mesmo espaço?

GM: A Vaquejada em si vem da cultura regional, do Nordeste, especificamente de Lagarto, que é um polo de vaquejada.  Em todos os lugares, sítios, ranchos, tem uma pequena pista, onde há sempre um competidor e um animal, que gosto de cavalo e voltado pra vaquejada.
O grande desafio, aprimorar e incentivar o Tambor, que é voltado muito para família, que congrega os filhos os netos. Todos estão envolvidos neste esporte. A vaquejada está se modernizando aprimorando e se voltando para isso. Por isso um espaço de interação entre eles, podendo unir a todos em prol ao esporte de forma saudável.

Você é um homem empreendedor, e que não para, você já finalizou seu projeto ou há ainda algo a ser feito?

GM: Cada dia uma história, cada momento é um acontecimento. Então já tenho a ideia de fazer junto com o Parque, o Haras,  um Resort  voltado para a equinocultura junto a empresários do município. É uma projeção, mas logo convido para a inauguração.

Por Verônica Formigoni