Mangalarga Marchador

Veja dicas de equitação para cavaleiros e amazonas mirins

A correta equitação serve para facilitar o controle do cavalo, a execução dos comandos e a performance durante as disputas

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A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM) criou as Provas Mirins para que cavaleiros e amazonas mirins que, desde novinhos já curtem montar, possam aproveitar a raça na mais pura essência. Antes de mais nada vale destacar que as Provas Mirins estão, geralmente, inseridas na programação social de alguns eventos da raça. Entre eles, Exposições Especializadas, Copas de Marcha e até a Nacional da raça.

A fim de auxiliar cavaleiros e amazonas mirins a se darem bem nessas disputas, a ABCCMM separou algumas dicas de equitação. Acima de tudo, o treinamento e a busca por conhecimento são pontos fundamentais para o aprimoramento das técnicas exigidas durante o julgamento destas provas.

De acordo com o instrutor de equitação da  ABCCMM, Cristiano Rangel, a correta equitação serve para facilitar o controle do cavalo, a execução dos comandos e a performance. Afinal, a atividade tem sido uma grande ferramenta no auxilio ao desenvolvimento humano.

“A equitação tem a capacidade de aprimorar a parte física e coordenação motora do cavaleiro\amazona. Mas muito mais que isso, tem sido uma ferramenta que trabalha o emocional. As crianças começam a ter acesso a disciplina, a autoestima, a concentração e ao respeito. Os profissionais por exemplo, começam a desenvolver  liderança. Uma interação especial entre cavalo\cavaleiro”, explica.

Equitação x Mangalarga Marchador

Ainda de acordo com o instrutor, quem escolhe o cavalo Mangalarga Marchador para iniciar na equitação está em boas mãos, “Não tenho dúvidas que o Marchador é um dos melhores cavalos de sela do mundo. Não só pela aptidão ao serviço, pela habilidade que o cavalo tem na função, mas principalmente pelo temperamento e índole”.

E ainda acrescenta: “O Mangalarga Marchador é utilizado nas escolinhas de equitação, em clínicas de equoterapia justamente por essas características. Então, quem está começando a dica importante, é exatamente essa: que se inicie com o Mangalarga Marchador e treinamento constante”, finaliza Rangel.

Por Equipe Cavalus
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/H. Possebon

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Mangalarga Marchador

Eventos oficias do Mangalarga Marchador serão retomados

De acordo com a ABCCMM, os eventos oficiais da raça estão liberados a partir do dia 19 de abril, desde que seguindo os protocolos de segurança por causa da pandemia

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Eventos oficias do Mangalarga Marchador serão retomados

Após um período de paralisação em decorrência do agravamento da pandemia da Covid-19 no país, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) divulgou a retomada de todos os eventos oficiais da raça. De acordo com a entidade, a liberação acontece a partir do dia 19 de abril.

Contudo, vale frisar que o país ainda se encontra em período de pandemia. Portanto, para a realização de Exposições e Copas de Marcha, a ABCCMM reitera, mais uma vez, as regras estipuladas visando a segurança dos participantes e trabalhadores dos eventos oficiais.

Ou seja, a ABCCMM determina que o início dos trabalhos ocorra às 8 horas e seu término às 21 horas. Quanto ao número de animais, o limite se mantêm em 100 animais por dia nas Copas de Marcha. Já nas Exposição julgadas em três dias, o limite é de 220 por dia.

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Além disso, os eventos acima de 220 animais deverão ser obrigatoriamente estendidos para quatro ou mais dias de julgamento. Em caso de descumprimento das regras, a ABCCMM alerta que as empresas organizadoras dos eventos oficiais estão sujeitas a sanções, além da não pontuação do evento no Ranking.

Por fim, a Associação oficial do cavalo Mangalarga Marchador faz outro alerta. Sobretudo, os organizadores dos eventos oficiais fiquem atentos com as medidas protetivas e de segurança exigidas pelos órgãos públicos.

Por Equipe Cavalus
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/H. Possebon

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Mangalarga Marchador

1ª Expo Especializada Marchador de Tatuí reúne 203 animais

Confira os resultados dos grandes campeonatos da Expo Especializada Marchador de Tatuí, tanto marcha batida quanto de picada

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A 1ª Expo Especializada Marchador de Tatuí/SP foi encerrada sob aplausos de criadores e expositores participantes. Ao todo, o evento – realizado de 02 a 06 de março – reuniu 203 animais, sendo 127 de marcha batida e 76 de picada.

“Exposição de altíssimo nível”, foi o que garantiram vários criadores e expositores do evento, organizado pelo Núcleo de Jundiaí, Região e Circuito das Águas. Dessa forma, a pista do Centro Hípico de Tatuí  foi palco das disputas dos exemplares da raça Mangalarga Marchador.

Lucas Fernando Augusto ficou a cargo do julgamento do andamento dos animais. Já a parte morfológica, José Renato Costa Caiado foi quem comandou os julgamentos. Além disso, o técnico de admissão do evento foi Luiz Henrique de Simone. 

Por fim, vale destacar que o evento seguiu todos os protocolos de segurança em decorrência da pandemia. Bem como uso de máscara facial, distanciamento no recinto, aberto apenas aos expositores, aferição de temperatura, etc.

Abaixo você confere os resultados dos grandes campeonatos da 1ª Expo Especializada Marchador de Tatuí:

Campeões da Marcha Batida

Marchador Ideal
– Adulto Fêmea: Honduras do Conforto – Haras Conforto – Sorocaba/SP
– Adulto Macho: Quixote Apalache – Condomínio Apalache

Campeões dos Campeões da Raça
– Jovem Fêmea: Veneza do Minatto – Haras Aurora – Nova Veneza/SC
Adulto Fêmea: Gilete do Conforto – Haras Agrotex – Tatuí/SP
– Adulto Macho: Éssico do Conforto – Condomínio Éssico do Conforto

Campeões dos Campeões de Marcha
– Jovem Fêmea: Elita da Agrotexas – Haras Agrotex – Tatuí/SP 
– Adulto Fêmea: Deusa do Porto Palmeira – Haras Porto Palmeira – Sapiranga/RS
– Adulto Macho: Éssico do Conforto – Condomínio Éssico do Conforto

Resultado Marcha Picada

Marchador Ideal
– Adulto Fêmea: Chalana Beira Rio – Haras Havana – Porto Feliz/SP
– Adulto Macho: Romano do Cônego Vitor – Haras Havana – Porto Feliz/SP

Campeão dos Campeões da Raça
– Adulto Fêmea: Helga M.P.O. – Haras do Potrinho – Borda da Mata/MG
– Adulto Macho: Baruk Haras Havana – Haras Havana – Porto Feliz/SP

Campeão dos Campeões da Marcha
– Adulto Fêmea: Esmeralda da Pedra Ferrada – Haras Havana – Porto Feliz/SP
– Adulto Macho: Romano do Cônego Vitor – Haras Havana – Porto Feliz/SP

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto: Divulgação/LR Eventos

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Mangalarga Marchador

Exposição Brasileira do Criador é suspensa

Decisão foi tomada em decorrência do agravamento da pandemia da Covid-19 em todo o país, informou o presidente da ABCCMM

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Em decorrência do agravamento da pandemia da Covid-19, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM) informou nesta semana que optou por adiar a Exposição Brasileira do Criador. A princípio, o evento aconteceria entre os dias 17 a 21 de março, no Parque de Exposições de Varginha/MG.

Através de um vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da ABCCMM, Daniel Borja, ao lado do diretor financeiro da entidade, Adolfo Géo Filho, deram a notícia aos amantes da raça. “Nós estamos vindo aqui, eu e o Adolfo, para dar uma notícia que a gente não gostaria de dar. A gente prefere falar sobre os eventos da raça. Mas hoje viemos fazer um aviso: nós estamos suspendendo a Exposição Brasileira do Criador”.

E o presidente ainda acrescentou: “Um evento que estávamos sonhando em fazer e realizar, mas devido ao momento atual, com a pandemia que estamos vivendo, a gente sabe que a prudência neste momento é muito importante”, frisou Daniel Borja.

Decisão tomada com autoridades sanitárias

Ainda de acordo com o que foi dito no vídeo, a ABCCMM chegou falar com autoridades sanitárias antes de tomar a decisão pela suspensão da Exposição Brasileira do Criador. “Tivemos contato com algumas autoridades sanitárias do estado, pedimos a opinião de dois membros que trabalham com a gente, que dão apoio nessa área, e a decisão foi unanime pra gente suspender até essa pandemia melhorar”, disse Adolfo no vídeo.

Por fim, o diretor da ABCCMM disse que o momento é, sem dúvida, de priorizar o bem-estar e a saúde de todos.  “Nós temos que nos preocupar com a vida dos seres humanos, dos nossos funcionários, colaboradores. É a decisão acertada e vamos juntos que daqui a pouco estamos superando isso aí”, finalizou, portanto, Adolfo no vídeo do comunicado.

Por Natália de Oliveira
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/ABCCMM

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Mangalarga Marchador

1ª Expo Especializada Marchador de Tatuí teve início nesta terça-feira

Disputas de marcha e morfologia do evento foram separados em dias exclusivos para marcha picada e outros somente para batida; confira a programação completa

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Teve início na manhã desta terça-feira (02) a 1ª Expo Especializada de Tatuí/SP. Com disputas de animais da raça Mangalarga Marchador, tanto de marcha picada quanto batida, o evento segue até sábado (06) no Centro Hípico de Tatuí. 

Organizado pelo Núcleo de Jundiaí, Região e Circuito das Águas, a 1ª Expo Especializada Marchador de Tatuí dividiu as disputas em duas etapas. Ou seja, de terça a quarta-feira, os animais de marcha picada serão julgados. Depois, de quinta-feira a sábado, entram em pista os exemplares de marcha batida.

Dessa forma, para o julgamento do andamento dos animais Lucas Fernando Augusto será o árbitro. Já a parte morfológica ficará a cargo de José Renato Costa Caiado. Além disso, o técnico de admissão do evento é Luiz Henrique de Simone. 

Entre a programação do evento, na quinta-feira (04), a partir das 19h, será realizado um Dia de Campo no Haras Agrotexas. Afinal, o criatório fica localizado em Tatuí, próximo do Centro Hípico da cidade.

Por fim, vale destacar que o evento segue todos os protocolos de segurança em decorrência da pandemia. Bem como uso de máscara facial, distanciamento no recinto, aberto apenas aos expositores, aferição de temperatura, etc.

Outras informações sobre a Expo Especializada Marchador de Tatuí você encontra no site www.eventoslr.net.br/home/.

Evento segue até sábado (06) em Tatuí – Foto: Divulgação/LR Eventos

Programação Marcha Picada

02/03, terça-feira  
=> 8h, início dos julgamentos de morfologia: Cavalo Júnior, Cavalo Jovem, Cavalo, Cavalo Adulto, Cavalo Sênior, Égua Junior, Égua Jovem, Égua, Égua Adulta e Égua Sênior;

=> na sequência, campeonatos de marcha: Cavalo Júnior, Cavalo Jovem, Cavalo, Cavalo Adulto, Égua Junior, Égua Jovem, Égua, Égua Adulta e Égua Sênior;

03/03, quarta-feira
=> 9h, início dos julgamentos: Potro Mirim, Potra Mirim, Castrado, Morfologia Grande Raça, Marcha Grande da Raça e Campeão dos Campeões;

Programação Marcha Batida

04/03, quinta-feira
=> 9h, início dos julgamentos: Potros, Potras, Morfologia Cavalo Júnior, Morfologia Cavalo Jovem, Morfologia Cavalo, Morfologia Cavalo Adulto, Marcha Cavalo Júnior, Marcha Cavalo Jovem, Marcha Cavalo e Marcha Cavalo Adulto;

=> 19h, Dia de Campo no Haras Agrotexas

05/03, sexta-feira
=> 9h, início dos julgamentos de morfologia: Cavalo Sênior, Égua Junior, Égua Jovem, Égua, Égua Adulta e Égua Sênior;

=> na sequência, campeonatos de marcha: Cavalo Sênior, Égua Junior, Égua Jovem, Égua, Égua Adulta e Égua Sênior;

06/03, sábado
=> 9h, início dos julgamentos: Grandes Campeonatos Jovem da Raça, Morfologias Grande Campeonato Adulto da Raça e Marcha Campeão dos Campeões;

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto: Divulgação/LR Eventos

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Mangalarga Marchador

Criador de Mangalarga Marchador assume como Ministro da Cidadania

João Inácio Ribeiro Roma Neto tomou posse do cargo em cerimônia com a presença do presidente da ABCCMM

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O criador de cavalos da raça Mangalarga Marchador e deputado pelo Republicanos/BA, João Inácio Ribeiro Roma Neto assumiu recentemente o cargo como Ministro da Cidadania. A posse foi realizada no dia 24 de fevereiro

A cerimônia oficial para a ocupação do cargo – realizada no dia 24 de fevereiro – contou com a presença do presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMN), Daniel Borja. Na ocasião, ele aproveitou o ensejo para desejar ao amigo votos de êxito e sucesso nessa nova etapa.

João Inácio, tem 48 anos, é natural de Recife/PE e formado em Direito. Mas foi eleito deputado federal pela Bahia em outubro de 2018. Ele é fã do Mangalarga Marchador, raça que escolheu criar no Haras Lago Negro ao lado dos sócios Lucas Villas Boas, Oscar Villas Boas e Ricardo Ferraz.

O criatório está localizado no município da Conceição da Feira/BA e apresenta uma estrutura funcional para o treinamento de um cavalo atleta. Cada sócio ocupa uma função específica no haras, mas todos têm em comum a paixão por cavalos. 

Sobretudo, a Linhagem 53 da raça Mangalarga Marchador está presente na criação do Haras Lago Negro. Do mesmo modo, o novo Ministro da Cidadania João Romão busca usar animais que agreguem e tenham sangue das mesmas origens, com aberturas interessantes

Por Equipe Cavalus
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/ H. Possebon

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Mangalarga Marchador

Exposição Brasileira do Criador 2021 é confirmada

Disputas acontecem de 17 a 21 de março no Parque de Exposições de Varginha/MG; inscrições seguem abertas até o dia 13 de março

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A edição 2021 da Exposição Brasileira do Criador já tem data marcada. De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM), as disputas acontecem de 17 a 21 de março, no Parque de Exposições de Varginha/MG.

Antes de mais nada vale lembrar que a edição 2020 da Exposição Brasileira do Criador foi remodelada. Mesmo assim, ainda de acordo com a ABCCMM, foi um sucesso de público e de qualidade em pista.

Como critério, a Associação estabeleceu que só podem participar do evento animais do sufixo do expositor. Dessa forma, o objetivo desta iniciativa é valorizar os criadores de todo o Brasil que queiram mostrar nas pistas o seu trabalho de seleção.


Sendo assim, os criadores interessados em participar devem efetuar suas inscrições clicando aqui  até o dia 13 de março. Aliás, o valor da inscrição é de R$ 400 + R$ 100 do kit (camisa e boné dos apresentadores) + R$ 60 da manta.

Por fim, vale mencionar a dupla que estará no comando da arbitragem nos animais puxados e progênies: Aluízio Maciel Pereira Filho (morfologia) e Márcio Meirelles Leite (marcha). Já nos animais montados, os árbitros serão: Aluízio Maciel Pereira Filho e Roberto Alves Ribas, na morfologia, e Márcio Meirelles Leite, Bruno Fillipe de Souza Lima e Silva e Victor Augusto Costa Andrade, na marcha.

História da Exposição Brasileira do Criador

A Exposição Brasileira do Criador é um evento tradicional da raça Mangalarga Marchador que ficou um tempo adormecida acoplada aos Campeonato Brasileiros de Marcha (CBM). O que, certamente, lhe tirou muito de seu objetivo.

Dessa forma, para 2020 a exposição foi remodelada e mantido para 2021. “O projeto da Exposição Brasileira do Criador foi cuidadosamente pensado para dar maior conforto aos criadores e
apaixonados pela raça. Teremos camarotes para os criadores mais exigentes, além de Choperia, Villa Gourmet e Áreas Comercias para selarias e empresas. Sem falar nas atrações musicais com shows no nosso tradicional espaço vida e marcha. Pensando na família do criador, teremos Espaço Kids para a criançada e Espaço Mulher para as esposas, com joalheria”, enfatiza a ABCCMM.

Ademais, entre as atrações da exposição há o Leilão do Criador, marcado para o dia 19 de março. Como resultado, irá ofertar uma tropa selecionada na cabeceira dos principais criatórios do país. “Por fim, vale citar que serão adotados todos os protocolos sanitários exigidos pelos órgãos responsáveis”, finaliza a entidade.

Por Natália de Oliveira
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/ H. Possebon

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Mangalarga Marchador

Entenda como funciona a escolha do sufixo dentro da raça

Alguns critérios básicos devem ser seguidos na hora da escolha do sufixo, de acordo com o Regulamento do Serviço de Registro Genealógico da ABCCMM

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Um momento muito importante para qualquer criador de cavalos se refere a escolha do sufixo que será adotado por ele. Afinal, é através do sufixo que um criatório será reconhecido dentro da raça. Pois, entre outras coisas, ele identificará os animais de determinada criação.


No caso da raça Mangalarga Marchador, alguns critérios básicos devem ser seguidos na hora da escolha do sufixo. Sendo, portanto, todos previstos no Regulamento do Serviço de Registro Genealógico (SRG) da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM).

A princípio, a não utilização de palavras homófonas. Ou seja, palavras pronunciadas da mesma forma, mas escritas de forma diferente, apresentando significados diferentes. Além disso, não é permitido que a escolha do sufixo tenha sentido dúbio.

Por fim, obviamente, o sufixo não pode já ter sido registrado na entidade, bem como não é permitido acrescentar letras e números a sufixos já existentes. “A escolha do sufixo será feita pelo próprio criador e em seguida submetida à aprovação da Superintendência do SRG”, explica a ABCCMM.

Dessa forma, quando aprovado o nome passa a ser de uso exclusivo daquele associado. Caso o criador deseje alguma alteração, ele deverá realizar solicitação formal ao SRG. “Aprovada a mudança, o sufixo anterior ficará livre para escolha e uso de outro associado”.

Contudo, vale destacar que os animais já registrados com o sufixo liberado permanecerão com os mesmos nomes, alerta a Associação.

Para conferir o Regulamento completo do SRG da ABCCMM, clique aqui.

Por Natália de Oliveira
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/ H. Possebon

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Mangalarga Marchador

Morre Haity Caxambuense, maior garanhão de marcha picada de todos os tempos

Ele tinha 31 anos, era saudável e livre. “Chegou a hora dele”, garantiu o Haras Zel, proprietário do animal, através de comunicado nas redes sociais

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A raça Mangalarga Marchador se despediu recentemente da maior lenda da marcha picada de todo os tempos. Trata-se de Haity Caxambuense, garanhão apontado pelos amantes da raça como o divisor de águas para a evolução da marcha picada no país.

De propriedade do Haras Zel, do Comendador Laurinho Megale, a morte de Haity Caxambuense foi anunciada na página oficial do criatório nas redes sociais. Antes de mais nada vale esclarecer que ele tinha 31 anos, era saudável e livre. “Mas chegou a hora dele”, foi a explicação dada aos seguidores pelo perfil do criatório no Instagram.

Em questão de pouco tempo do anúncio do falecimento do garanhão, muitos fizeram questão de prestar sua homenagem. “Simplesmente uma lenda”, disse um seguidor. “Cavalaço de temperamento, índole e beleza”, acrescentou outro. “A base de muitos haras do país. Ele deixou uma linda e brilhante história para ser passada de gerações a gerações”, enfatizou um terceiro.

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Morre Haity Caxambuense – Divulgação/Ricardo Mendes

A perda de uma lenda

Pai do principal garanhão de Marcha Picada da Atualidade, Elfo do Porto Azul, Haity Caxambuense produziu os principais descendentes de marcha picada da raça. Além disso, também contribuiu expressivamente na criação do Haras Caxambuense, que é o criatório responsável pela sua criação.

Afinal, ele deixou por lá Princesa do J. Granado. Portanto além de ter sido um pilar na marcha picada, o garanhão também deixou na marcha batida grandes marchadores. Diante de tantos feitos, o Haras Zel fez questão de prestar uma linda homenagem a Haity.

“Em todas as lindas histórias que poderíamos viver aqui, ele estava. Ele foi o começo acertado, a aposta crua, o conhecimento adquirido ao longo dos anos. Quando seu José Lauro Megale o trouxe lá de Caxambu, talvez não tinha ainda a noção do tamanho de sua importância e da história que escreveria”, cita o comunicado.

E finaliza dizendo. “O Haras Zel cresceu ouvindo: temos o melhor cavalo do Brasil. E na verdade ele se tornaria ainda melhor. Foi ele que trouxe o primeiro título Nacional já no comando do Comendador. Foi ele que espalhou por todo o país a genética campeã e revolucionou a marcha picada. Ideal para o que sonhamos. Perfeito para nós. Ele é nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Tivemos a honra de dar a ele a melhor condição até o último minuto. Tivemos a honra de sua companhia majestosa até o fim. Nossas lágrimas são de saudade, orgulho e gratidão. Obrigado, amigo Haity Caxambuense”.

Por fim, vale acrescentar que a perda foi grande, mas o legado de Haity Caxambuense é eterno. Agora, portanto, a lenda descansa.

Por Natália de Oliveira
Crédito das foto em destaque: Divulgação/ J.Oliveira 

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Mangalarga Marchador

Veja quais éguas foram Campeãs Brasileiras de Marcha em 2020

Nesta reportagem você acompanha um breve histórico de cada égua que entrou para o seleto grupo de Campeãs Brasileiras de Marcha da raça Mangalarga Marchador

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Anteriormente, o portal Cavalus trouxe uma reportagem especial relembrando os cavalos que conquistaram o titulo nacional de marcha da raça Mangalarga Marchador. Agora chegou a vez delas, ou seja, das éguas que foram Campeãs Brasileiras de Marcha em 2020.

São elas: Gameleira II Genial, que subiu no lugar mais alto do pódio no Campeonato Brasileiro de Marcha Batida (CBM de Batida), e Delícia da Balada, que conquistou o maior prêmio do Campeonato Brasileiro de Marcha Picada (CBM de Picada).

Abaixo você conhece um pouco mais da história de cada uma das Campeãs Brasileiras de Marcha em 2020 da raça Mangalarga Marchador. Confira!

Gameleira II Genial (Desafio de Alcatéia x Traituba Ziara) – Divulgação/Rodrigo Mendes

Gameleira II Genial

Sem dúvidas, ela entrou na pista do Haras Raphaela, em Tietê/SP, durante o CBM de Batida bem treinada e, assim, disputou em sua categoria com grandes nomes da raça. Como resultado, a fêmea de notável andamento sagrou-se na competição Campeã das Campeãs Brasileiras de Marcha. 

O título máximo enche de orgulho a equipe do Haras General, de Campos dos Goytacazes/RJ. Afinal, a égua tem construído uma trajetória de sucesso por onde passa. 

Em 2020, ela sagrou-se em março, na última edição da ENMMERJ, Campeã das Campeãs de Marcha e a Grande Campeã Adulta da Raça. Dobradinha, aliás, comemorada por todos que acompanharam a evolução da tordilha. 

Prestes a completar 5 anos, Gameleira II Genial, é fruto do cruzamento de Desafio de Alcatéia em Traituba Ziara. Neta, portanto, na linha alta de Pavão do Morro Queimado e Favacho Jamaica, e na linha Baixa, de Pégaso Traituba AA e Traituba Folia.

Integrante do time de pista do criatório fluminense, Gameleira marcha para os novos desafios e deixa sua marca na História do CBM.

Delícia da Balada (Landau Dois Irmãos x Fragata SCA) – Foto: Reprodução/Facebook

Delícia da Balada

Da terra do sertanejo para a terra do axé. Esse foi o ousado caminho percorrido pela égua Delícia da Balada, que saiu da cidade de Petrolina de Goiás/GO para bilhar na pista do Parque de Exposições de Salvador/BA. Inegavelmente, ela conquistou a simpatia dos participantes e expectadores do 13º CBM de Marcha Picada.

Campeã em sua categoria, Égua Adulta Maior, na disputa pelo título nacional de Campeã das Campeãs de Marcha, Delícia mostrou que, além de estar em boa fase, também estava bem treinada e em sintonia com seu apresentador.

Filha de Landau Dois Irmãos em Fragata SCA nasceu em fevereiro de 2015, em Anápolis também em Goiás. Seu feliz expositor foi Márcio Ramos Gonçalves, do Haras Limongy, localizado na cidade de Petrolina de Goiás.

Portanto, ao tornar-se Campeã das Campeãs Brasileira de Marcha Picada de 2020, Delícia da Balada, carimbou, de forma definitiva, o próprio nome na história da raça Mangalarga Marchador.

Por Natália de Oliveira
Fonte: ABCCMM
Crédito das foto em destaque: Divulgação/H. Possebon

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Mangalarga Marchador

Balanço 2020: Mangalarga Marchador chega a 19 mil associados

A raça conquistou números consideráveis para um período de crise como foi o de 2020 em decorrência da pandemia

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Balanço 2020: Mangalarga Marchador chega a 19 mil associados

Em decorrência do início da pandemia em 2020, o mundo precisou buscar novas alternativas e readequações. No marchador, não foi diferente. A raça persistiu, marchou avante e, como resultado, alcançou números consideráveis para um período de crise.

De acordo com a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a raça foi além das expectativas em 2020. Afinal, rompeu fronteiras, movimentou projetos, leilões, lives e mês a mês alcançou pontos de avanço, com as adesões dos novos associados.

Somente em 2020, a ABCCMM chegou à casa dos 19 mil associados. “Nunca houve na história da entidade tanta procura de novos criadores. Um orgulho a parte para a Diretoria que rege com carinho a maior associação de equinos da América Latina”, frisa a ABCCMM.

Portanto, nos números abaixo do balanço 2020 do Mangalarga Marchador é possível constatar o crescimento considerável da raça nos últimos anos:

  • 2020 – 19.000
  • 2019 – 17.604
  • 2018 – 16.164
  • 2017 – 14.278
  • 2016 – 12.672
  • 2015 – 11.400

Além disso, a movimentação e as tramitações de documentos no Serviço de Registro Genealógico (SRG) também certificam crescimento. Ainda conforme a Associação foram, 31.423 cobrições, 21.913 nascimentos e 18.478 transferências.

Leilões

E neste exercício de computar e dar o balanço 2020 do Mangalarga Marchador, a ABCCMM também divulgou os índices dos leilões realizados durante o ano de 2020. Estes que provam, portanto, a segurança nas habilidades de mercado que a raça tem:

  • 2020: 344 leilões e 11.696 produtos comercializados
  • 2019: 386 leilões e 13.906 produtos comercializados
  • 2018: 396 leilões e 14.00 produtos comercializados
  • 2017: 352 leilões e 6.944 produtos comercializados
  • 2016: 301 leilões e 6.782 produtos comercializados
  • 2015: 272 leilões e 5.407 produtos comercializados

Competições

Apesar dos cancelamentos e adiamentos, o Mangalarga Marchador conseguiu realizar em 2020 140 eventos pelo Brasil. Isso entre Copas de Marcha e Exposições. Sendo, portanto, o maior delas, os Campeonatos Brasileiros de Marcha, recordistas em números:

  • Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, em Tietê /SP: 616 animais inscritos e 205 expositores, com média de dois/três animais por expositor;
  • Campeonato Brasileiro de Marcha Picada, em Salvador/BA: 554 animais inscritos e 249 expositores, com média de dois/três animais por expositor

Mas a que se deve esse crescimento?

E o que prova esse interesse pelo Marchador? De acordo com o Daniel Borga, presidente da ABCCMM, a popularidade de uma raça tipicamente brasileira que atende todos os gostos e bolsos. “Sem falar, na rusticidade e multifuncionalidade que colaboram para o cunho comercial dos animais”, frisa.

Ainda conforme o presidente, tudo o que foi alcançado desde o início da sua gestão e no ano de 2020, é resultado de muito trabalho e comprometimento de todos os envolvidos no segmento.“2020, sem dúvida, um ano desafiador. E se chegamos até aqui tenho certeza que foi por conta do esforço de pessoas engajadas no ofício de criar e fazer acontecer. Não desistimos, fomos além e alcançamos resultados surpreendentes”, enfatiza.

E, por fim, finaliza dizendo: “Em 2020, não podemos esquecer das perdas irreparáveis de pessoas importantes e queridas. Da falta da Nacional, do calor humano, dos abraços demorados, das confraternizações intermináveis. Um ano desafiador, de superação, mas que também trouxe várias lições de vida. Sendo assim, uma delas:  a marcha não pode parar”.

Fonte: ABCCMM
Crédito das fotos: Divulgação/H. Possebon

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Mangalarga Marchador

Conheça os cavalos Campeões Brasileiros de Marcha em 2020

Nesta reportagem você confere um breve histórico de cada cavalo que entrou para o seleto grupo de campeões brasileiros de marcha da raça Mangalarga Marchador

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Diante de um ano atípico igual o de 2020, conquistar o maior título da raça Mangalarga Marchador é um feito que merece ser mais do que enaltecido. Deve-se, portanto, ser homenageado. Por isso, essa reportagem traz um breve histórico dos cavalos que foram Campeões Brasileiros de Marcha em 2020.

São eles: Orgulho do Cantagallo, de Marcha Batida, e Selvagem de Mairi, de Marcha Picada. Sendo assim, abaixo confira mais detalhes dos atuais Campeões Brasileiros da raça Mangalarga Marchador.

Campeão Brasileiro de Marcha Batida 2020 – Orgulho do Cantagalllo – Foto: Divulgação/Dudu Pereira

Orgulho do Cantagallo

Orgulho do Cantagallo sagrou-se Campeão dos Campeões Brasileiros de Marcha Batida na disputa mais acirrada do ano. Ou seja, o 34º CBM, realizado em Tietê/SP. Como seu próprio nome expressa, o cavalo é, sem dúvida, “orgulho” daqueles que acompanham a sua trajetória em pista.

Fruto do cruzamento de Uniforme do Círculo D em Trilha Morro Grande da Zizica, Orgulho descende na linha baixa do padreador Trilho da Zizica. Pai de centenas de filhos registrados na raça, o marchador de pelagem castanha é também detentor de dezenas de premiações pelo país.

Por exemplo, em 2018, conquistou o título expressivo de Campeão Nacional Cavalo Adulto Maior de Marcha. Depois, em 2019,  Campeão Brasileiro Cavalo Master de Marcha e, ainda, Reservado Campeão dos Campeões Brasileiros de Marcha.

De exposição do criador André Nascimento Monteiro, Haras Sapecado, Itaperuna/RJ, o marchador apresentou-se em plena forma no CBM, garantem especialistas. Como resultado, chamou atenção dos árbitros e levou para casa o tão esperado título brasileiro.

Campeão Brasileiro de Marcha Picada – Selvagem de Mairi- Foto: Divulgação/Sidney Araújo

Selvagem de Mairi

Com apresentações memoráveis, o marchador Selvagem de Mairi dominou a pista do Parque de Exposições de Salvador durante o 13º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada. Mas de “selvagem”, o Campeão dos Campeões Brasileiro possui apenas o nome.

Afinal, dentro da pista esbanjou qualidade de sela e as demais qualidades apreciadas na raça. Conquistando, portanto, não apenas os fãs da boa marcha, como também os árbitros julgadores da prova. 

Com genética de vencedor – fruto do cruzamento de Lampeão HO em Imagem de Mairi – Selvagem coleciona 52 premiações em sua primeira década de existência (nasceu em agosto de 2010).

É no Haras Arena, na cidade pernambucana de Gravatá, que o troféu de Campeão dos Campeões Brasileiro de Marcha Picada 2020 está exposto. O criatório é de propriedade de José Alberto Santos Venceslau da Silva.

Fonte: ABCCMM
Crédito das fotos: Divulgação/ABCCMM

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Mangalarga Marchador

Alto nível dos animais marca o 13º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada

Simultaneamente, o Parque de Exposições de Salvador/BA também sediou, de 1 a 6 de dezembro, a 1ª Expomarcha

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O alto nível de todos os animais em pista marcou, significativamente, a 13ª edição do Campeonato Brasileiro de Marcha Picada. O evento – que sediou também as disputas da 1ª Expomarcha – aconteceu de 1º a 6 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador/BA.

De acordo com a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), estiveram em julgamento 567 animais. Estes que deram um show na mostra, provando que o 13º CBM é o maior evento de marcha picada do ano.

Sendo assim, os melhores exemplares da raça passaram pelos olhares criteriosos dos árbitros: Marcha, Bruno Souza Lima, Marney José de Mesquita e Willian da Corte;  Morfologia, Aluizio Maciel Pereira Filho e Otto Rapalo Mol; e na Prova Funcional, Marcus Barreto.

Outro ponto alto do evento foi  a transmissão ao vivo pela internet. Afinal, todas as disputas puderam ser conferidas pelos criadores direto de suas casas. Como resultado, a transmissão do evento – que contou com apresentação e comentários de Carlos Augusto Sacchi, Paulo Mello, Pedro Gabriel e Sandro Fusca – acabou encerrada com um total de 260 mil visualizações, de acordo com dados da ABCCMM.

567 animais estiveram em julgamento no evento – Foto: Divulgação/Sidney Araújo

Encerramento do Campeonato Brasileiro de Marcha Picada

Antes de mais nada vale mencionar que a mostra foi finalizada um vídeo em homenagem aos treinadores e apresentadores do CBM Picada. Sem dúvida, um momento eternizado em reconhecimento a garra e ao exímio trabalho dos profissionais que lidam com a raça. 

Na sequência, o anúncio do Grande Campeonato fechou o evento marcado pela qualidade dos animais em pista. Bem como pelo poder da marcha e, principalmente, pela união da grande família que é o Mangalarga Marchador.

O presidente da ABCCMM, Daniel Borja expressou a alegria pelo sucesso da competição. Na sequência, se disse orgulhoso pelo momento e anunciou que o CBM de Marcha Picada em 2021 também será em Salvador. “Terra acolhedora e muito especial “.

Por fim, para ver o resultado completo do Campeonato Brasileiro de Marcha Picada 2020, clique aqui.

Por Natália de Oliveira
Fonte: ABCCMM
Crédito das fotos: Divulgação/ABCCMM/Sidney Araújo

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Mangalarga Marchador

Salvador sedia o 13º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada

Provas do Mangalarga Marchador começam nesta terça-feira (1°) e seguem até domingo (06), no Parque de Exposições Agropecuárias da cidade

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Os apaixonados pelo Mangalarga Marchador se preparam para mais um grande evento da raça. Trata-se do 13º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada, que começa nesta terça-feira (1º) e segue até domingo (06), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador/BA.

Criteriosamente organizado, o 13º CBM levará aos participantes infraestrutura e conforto. Além, é claro, de todas as medidas de segurança necessárias para o combate e prevenção ao novo coronavírus. (Clique aqui e acesse a apresentação do evento)

Excepcionalmente para esta edição, os criadores interessados em participar só precisaram efetuar suas inscrições. Afinal, em consequência da pandemia os critérios prévios de classificação foram suspensos.

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De acordo com a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), os campeonatos serão divididos conforme a tabela utilizada na Exposição Nacional.  Ou seja, a quantidade de campeonatos dependerá do número de inscritos, se limitand, a 14 campeonatos.

Além disso, o evento premiará como Campeão(a) e Reservado Campeão(a) Brasileiro Jovem de Marcha os animais puxados que ficarem em primeiro e segundo lugar em suas categorias de Marcha Picada.

Por fim, vale mencionar que os árbitros escalados para o evento são: Marcha, Bruno Souza Lima, Marney José de Mesquita e Willian da Corte;  Morfologia, Aluizio Maciel Pereira Filho e Otto Rapalo Mol; e na Prova Funcional, Marcus Barreto.

Transmissão ao vivo

Sendo assim, os julgamentos começam a partir das 8h desta terça-feira, com transmissão ao vivo pelo portal da ABCCMM. Antes de tudo vale citar que a apresentação e comentários do Campeonato Brasileiro de Marcha Picada ficarão por conta da bancada do Resenha do Marchador, composta por Carlos Augusto Sacchi, Paulo Mello, Pedro Gabriel e Sandro Fusca.

Para conferir todas as categorias disputadas ao longo do evento, clique aqui.

Fonte: ABCCMM
Crédito das fotos: Divulgação/Sidney Araújo

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Mangalarga Marchador

34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida bate todos os recordes

Evento – que aconteceu de 23 a 28 de novembro, no Haras Raphaela, em Tietê/SP – reuniu 616 animais de todo o país.

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O 34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, realizado de 23 a 28 de novembro, no Haras Raphaela, em Tietê/SP, bateu todos os recordes. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), o evento reuniu 616 animais de todo o país, número recorde superado ano a ano.

Antes de mais nada vale lembrar que a final do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida é itinerante. Ou seja, a cada ano a Associação promove em um local diferente. “A ideia em ser itinerante é fortalecer as regiões e os estados. Então, a cada ano ele vai sendo realizado em locais diferentes para fortalecer o nosso cavalo em regiões diferentes. É o segundo evento mais importante da raça, porque o primeiro é a Nacional que é realizada em julho em Belo Horizonte”, explica o coordenador de evento da ABCCMM Luciano Rocha.

Dessa forma, para a realização deste evento em Tietê a ABCCMM contou com o apoio dos núcleos da raça no Estado de São Paulo. “A diretoria juntamente com os núcleos do Estado de São Paulo trabalharam a finco para realizar esse evento com muito carinho, mesmo estando no meio da pandemia, seguindo todos os protocolos. Ficamos  muito felizes com o sucesso do evento. Foi um CBM de marcha batida com maior numero de inscritos em todas as edições, estamos felizes”.

Sem dúvida, evento reuniu os melhores exemplares de marcha batida da raça – Foto: Divulgação/H. Possebon

Melhores exemplares de marcha batida da raça

Sem dúvida, o evento reuniu os melhores exemplares de marcha batida da raça. Sobretudo, cavalos e éguas que expressaram muita beleza, qualidade de sela e, principalmente, andamento marchado.

Um dos criadores que marcou presença no evento foi Robson Ferreira, do Haras Slim, de Jaboticatubas/MG. “Para a gente é um prazer ter participado. Foi o nosso primeiro CBM, nós temos menos de dois anos de haras. Nas copas durante a quarentena nos estivemos em toda e aqui é a continuidade de um trabalho que está sendo feito com muita dedicação. Eu achei de altíssimo nível, muito bem organizado, com uma estrutura excelente, de fato, um evento de alto nível”.

Do mesmo modo, outro criador também fez questão de marcar presença no evento. Trata-se do ex-jogador de vôlei e medalhista olímpico Sérgio Dutra Santos, mais conhecido como Serginho ou Escadinha, que também é um grande amante do Mangalarga Marchador. Inclusive, ele ainda é integrante do Núcleo Bandeirantes.

“Primeiramente, eu quero agradecer e parabenizar, não só a Associação, como também o Núcleo Bandeirantes pela organização, segurança, está tudo muito bonito. O Haras Raphaela foi invadido pelo Mangalarga Marchador, a raça comemora esse grande feito, diante de uma pandemia, que as pessoas tem que se cuidar, e estamos nos cuidando aqui, todo mundo com máscara, várias pontos com álcool gel, medicação de temperatura. Eu fico muito feliz com um evento muito bem organizado, com grandes criadores e animal, e a raça só tem a agradecer”.

Sentimento de missão cumprida, diz presidente da ABCCMM – Foto: Divulgação/H.Possebon

Missão cumprida

Na cerimônia de encerramento do evento, o diretor de Eventos da ABCCMM, Antônio Galvão dos Santos Junior, frisou o orgulho de ter o Estado de São Paulo como sede do campeonato. “ Nosso obrigado aos que ajudaram a fazer do CBM um grande evento. Quero reforçar que foi um prazer dividir a alegria de viver com vocês o entusiasmo deste momento”.

Para o presidente da ABCCMM, Daniel Borja o Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, foi um grande sucesso. Ele agradece a todos os criadores, funcionários, parceiros e patrocinadores pelo compromisso, confiança e apoio. E, por fim, garantiu que já planeja um 2021 com muitas novidades.

Para ver o resultado completo do 34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, clique aqui.

Por Natália de Oliveira
Colaboração: Verônica Formigoni
Crédito das fotos: Divulgação/Henrique Possebon

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Mangalarga Marchador

Haras El Far: excelência em Mangalarga Marchador

Confira uma entrevista especial com o titular do criatório, o egípcio naturalizado brasileiro Magdi Shaat, que já foi presidente da ABCCMM

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Localizado no Sul de Minas Gerais, na cidade de Lavras, o Haras El Far se destaca por possuir um dos maiores planteis de Mangalarga Marchador. Sendo considerado, portanto, um dos principais haras do país. 

Quem está à frente do criatório é engenheiro civil e pecuarista Magdi Shaat, que nasceu em Cairo, no Egito, mas veio para o Brasil em 1968. “Eu sou muito mais brasileiro do que muito brasileiro. Sou naturalizado, eu quis ser brasileiro”, brinca o criador que já presidiu a ABCCMM, de 2011 a 2015.

Dentre a tropa do Haras El Far estão alguns animais lendários na raça, tais como Favacho Estanho, Brasa da Encruzilhada, Sinira do Berma todos estes com o selo El Far. Dessa forma, com investimentos em animais de sela, especialmente na genética do Sul de Minas, foram feitos cruzamentos com animais premiados.

Ademais, como resultado de um trabalho criterioso, o Haras El Far vem a cada ano formando vencedores e grandes animais que atendem aos amantes do Mangalarga Marchador. Diante de toda essa qualidade e história, o Top Marchador bateu um papo com Magdi Shaat e a entrevista completa você confere abaixo.

Haras El Far – Foto: Divulgação/Top Marchador

Origem

“Eu sou muito mais brasileiro do que muito brasileiro. Sou naturalizado, eu quis ser brasileiro. Meu avô era criador de cavalo árabe e ele tinha amigos que eram grandes criadores e, entre eles, estava um dos maiores criadores do mundo.

O cavalo árabe tem três linhagens básicas: a egípcia, a polonesa e a americanaEste amigo do meu avô tinha 200 éguas e 20 garanhões. As 200 doadoras eram de várias famílias destas linhagens básicas. O mesmo com os garanhões. E ele fazia os cruzamentos e sempre falava que ficaria mil anos sem consanguinidade.

Dessa forma, eu copiei o modelo dele. Tenho 200 doadoras e 40 garanhões. Acredito que tudo o que eu aprendi com eles foi um ensinamento muito grande para fazer este trabalho de genética no Mangalarga Marchador.

Contudo, o cavalo deles tem outra função, para enduros, alta resistência. Mas eles faziam um trabalho baseado na genética e eu aprendi a fazer a mesma coisa aqui, quando eu comecei a criar o Mangalarga Marchador. Muita gente me chamou de louco. O resultado está chegando agora. Foi a aprendizagem na criação de cavalos que eu trouxe de lá comigo.”

Início no Mangalarga Marchador

Eu entrei na raça como todo criador entra. Eu era um criador novo, conhecia pouco da raça e fui aprendendo ao longo dos anos até chegar ao ponto em que cheguei. Sem dúvida, o primeiro momento, logo que o criador entra na raça, é de investimento em aquisição de animais.

Tive a preferência por algumas éguas para atuarem como doadoras e outras para pista. Todo criador novo começa como expositor. Mas chega um momento em que a gente visualiza o andamento, o cavalo de sela, cavalo marchado. Quando isso aconteceu, eu mudei. Investi mais nestes animais de sela, especialmente na genética do Sul de Minas.

Então, se olhar a nossa tropa hoje, mais de 90% dela é sul-mineira. Fomos fazendo cruzamentos, adequando, até acertar e chegar no ponto ao qual chegamos hoje. É um trabalho criterioso, temos que visitar os amigos, ver o que eles estão fazendo, para que possamos comparar, inclusive em pistas, o que está acontecendo e, assim, fazermos uma avaliação. O objetivo final é e sempre foi o cavalo de sela. “

Diferencial da criação no Sul de Minas

“A simplicidade do criatório, a rusticidade do animal, a forma de criar e o cruzamento certeiro. Eles pensam em todos os cruzamentos. É impressionante! As pessoas de lá, sejam de criatórios grandes ou pequenos, têm um acerto alto no cruzamento.

Todo ano tem animal extraordinário em cada haras. Portanto, mais de 90% da minha tropa é sul-mineira. Esse é o trabalho que eu tenho feito, buscando a genética para produzir animais de sela. No entanto, o que eu sinto no Sul de Minas é falta de mão de obra qualificada para atender a todo mundo”.

Haras El Far acumula, sem dúvidas, inúmeros grandes campeonatos – Foto: Divulgação/Top Marchador

Trabalho de seleção genética

“O sinal para mim, para eu começar o trabalho de seleção visando a marcha, foi quando o ex-presidente da ABCCMM, Alexandre Miranda, criou o regulamento implantando a seletiva pela marcha.

Foi neste momento, portanto, que eu fiz uma mudança radical na tropa. Ali eu comecei a ver que o cavalo tem que ser um animal de sela e comecei a fazer meu trabalho de seleção norteado pela busca por animais de marcha. 

Sangues mais presentes Haras El Far

“Basicamente JB, Favacho e Lobos. Eu tenho animais extraordinários JBanimais extraordinários Favacho. Inclusive, eu sou sócio na empresa Favacho, da qual faz parte o Pedro Venâncio, o Mário Lúcio e a família Favacho.

Entretanto, se tiver um animal extraordinário de uma outra linhagem, de sela e que produz, eu não tenho restrição nenhuma. Acima de tudo, é essa salada de frutas que eu adoro.

Como alcançar o sucesso na criação

“Para se chegar neste ponto são vários os passos principais. Além da seleção e da aquisição de animais de alta qualidade genética, é necessário um manejo extraordinário dentro de casa e tem que ter mão de obra qualificada.

Além do mais, tem que ter a gestão de tudo isso. O trabalho é árduo, eu fico ligado o tempo todoFormei grupos no WhatsApp com as pessoas responsáveis por cada setor do haras, nos falamos o tempo todo. As partes de veterinária, TE, clínica, treinamento. Conversamos d7 horas da manhã até 10 horas da noite

Devido a minha atividade profissional, é impossível estar presente o tempo todo, mas eu me esforço para estar presente o maior tempo possível. Criar os grupos foi uma forma que eu encontrei nestes últimos dois anos para acompanhar melhor tudo o que acontece no haras. 

Daniel Borja, atual presidente da ABCCMM, e Magdi Shaat – Foto: Divulgação/ABCCMM

Formas de comercialização de animais

 “Existem várias formas. Há 10 anos, eu comecei o Shopping Elfar, que é um dia de campo que nós fazemos. Eu fui um dos primeiros a fazer isso. Portanto, esta é uma forma extraordinária para vender animais para pequenos e médios criadores. 

Existe o leilão online, além dos leilões virtuais, via televisão. Eu acho que estes leilões virtuais precisam de um pouco mais de critério, de uma seleção mais rigorosa, precisam ter um dono. Quando o leilão tem dono, leva o nome do criatório, as pessoas que têm vontade de ter um animal daquele criatório buscam este leilão. 

leilão que não tem dono, que reúne várias pessoas sem seleção adequada, dificilmente terá um bom retornoPor isso eu acho que leilão virtual tem que ter o nome de um criatório de referência para ter sucesso. Além dos leilões presenciais, que são leilões de elite.”

Gestão na ABCCMM

“Durante minha gestão, nós focamos nos mercados interno e externo. Para crescer de dois mil para doze mil associados, o crescimento no mercado interno brasileiro tem que ter sido enormeBuscamos criar associações em várias regiões do mundo.

Nos EUA já tinha uma associação, então demos mais suporte técnico. Fundamos a Associação Europeia, na Alemanha, e a Associação Italiana, na Itália. Também na Argentina, mas por problemas com a economia local, o projeto ficou paralisado. 

As barreiras sanitárias complicadas existem, o mormo na Europa e a babésia nos EUA. A opção encontrada foi exportar sêmen e embrião congelados para fortalecer o Mangalarga Marchador no exterior. Fizemos um convênio com a Apex durante dois anos. Eles investiram dois milhões de reais e foi um projeto extraordinário de divulgação da raça na Europa e nos EUA. 

Os núcleos no exterior precisam de apoio técnico, não precisam de apoio financeiro. Por exemplo, em um concurso de prova funcional, enviar um árbitro daqui para julgar, dar aulas, ensinamentos, isso é fundamental para a associação manter o interesse lá fora. Além disso, incentiva a venda de óvulos e sêmen congelados.  

É fundamental divulgar o cavalo no mercado externo. A concorrência do cavalo de marcha lá é muito grande. Passo Fino, Passo Peruano, American Saddle Horse, Tenessee Walker, entre outros, mas que nem chegam perto do nosso cavalo, tanto picada como batida.”

Por Top Marchador
Crédito das fotos: Divulgação/Top Marchador

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Mangalarga Marchador

Tietê sedia o 34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida

Disputas do Mangalarga Marchador serão realizadas de 23 a 28 de novembro, no Complexo do Haras Raphaela

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CBM Caxambu 2019

A raça Mangalarga Marchador se prepara para viver mais um de seus grandes momentos. Afinal, está chegando a 34ª edição do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida. O evento acontece entre os dias 23 e 28 de novembro, no Complexo Haras Raphaela, em Tietê/SP.

Na ocasião, também será realizada, de forma simultânea, a 5ª Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador do Núcleo Bandeirantes. Além, aliás, da realização das provas funcionais da raça. Deste modo, a recepção dos animais que participarão do evento será feita neste sábado (21) e domingo (22).

O trio de juízes do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, bem como da 5ª Exposição Especializada será: Lucas Fernando Augusto, Márcio Meirelles Leite e Plinio Augusto Coelho Amaral. Já nas provas funcionais, José Renato Costa Caiado é o responsável pelos julgamentos. Por fim, os julgamentos de morfologia serão realizados por Carlos Eduardo Federici de Oliveira e Roberto Alves Ribas.

Antes de mais nada vale frisar que a cidade de Tietê foi escolhida para sediar o evento porque o Estado de São Paulo tem sido destaque na criação do Mangalarga Marchador. Afinal, atualmente, possui 1.872 criadores associados e um plantel em torno de 70 mil animais registrados.

Evento seguirá rígido protocolo sanitário

De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), o 34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida terá uma organização diferenciada. Isso em decorrência da pandemia do  novo coronavírus.

“Estamos trabalhando incansavelmente para que o nosso CBM aconteça de forma segura e com a qualidade que todos já conhecem. Além disso, o Complexo Haras Raphaela é um local com uma infraestrutura especial. Assim nos permitirá realizar não só um evento de qualidade. Mas, acima de tudo, seguro, organizado de acordo com todas as regras de saúde e segurança sanitárias estabelecidas pelas autoridades. Conforme já fazemos em todos os eventos que acontecem desde junho”, afirma,  confiante o presidente da ABCCMM Daniel Borja. 

Sendo assim, todos os participantes (criadores, expositores, apresentadores, público e demais envolvidos) deverão, obrigatoriamente, seguir todos os protocolos de segurança e saúde. Estes, aliás, pré-estabelecidos pelas autoridades responsáveis e pela organização do evento. 

Por exemplo, para acessar as dependências do Haras Raphaela será obrigatória, para cada pessoa, a aferição de temperatura e a apresentação da ficha de triagem devidamente preenchida. Clique aqui para imprimir o documento. Ademais, será obrigatório o uso ininterrupto de máscara e álcool em gel constantemente. 

Confira abaixo a programação completa do evento:

Fonte: ABCCMM
Legenda da foto em destaque Campeonato Brasileiro de Marcha Batida 2019, em Caxambu/MG

Crédito da foto em destaque: Divulgação/ABCCMM/Gabriel Lage

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Mangalarga Marchador

Haras Faraco: paixão pelo Marchador nas rédeas do crescimento

Criatório comandado por Alexandre Faraco está situado em Camanducaia, no extremo Sul de Minas Gerais

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Criatório comandado por Alexandre Faraco está situado em Camanducaia, no extremo Sul de Minas Gerais

Nascido em São Paulo, em meio ao movimento frenético de uma das capitais mais expressivas do país em termos de negócios, cultura e turismo, Alexandre Faraco é um homem do campo por opção. Desde menino, associava a imagem do cavalo a momentos alegres. Consequentemente, isso alimentou um importante desejo pela criação.

Dessa forma, em 2013 os planos se concretizaram com o surgimento do Haras Fortaleza Faraco. As atividades profissionais do criador se concentram no coração econômico do país, na capital paulista. Mas o refúgio onde ele se conecta com tudo o que mais gosta está no município de Camanducaia, extremo Sul de Minas Gerais.

Apesar do pouco tempo de criação, Faraco inspira muita gente. Afinal, seu nome já está consolidado na raça. Tanto que, atualmente, ele conta com um plantel formado por aproximadamente 150 animais, todos do mais alto padrão da raça.

Inegavelmente, Faraco possui uma base muito sólida no que diz respeito à genética. Produzindo, portanto, bons indivíduos de marcha, morfologia e sela. Entretanto, a história de sucesso também teve capítulos desafiadores.

No início, como ocorre com quase todos os novos criadores, a empolgação norteou algumas aquisições erradas. Dessa forma, o amadurecimento veio atrelado à capacitação da equipe profissional que trabalha na gestão do criatório. Bem como a troca de experiências com outros criadores veteranos.

Animais soltos no Haras Faraco – Foto: Divulgação/Top Marchador

Novos rumos do Haras Faraco

Em pouco tempo, as iniciativas foram se acertando. Em 2014, o criatório passou a contar com o garanhão Galeão RRC. Um animal Bicampeão Nacional de Categoria e Reservado Grande da Raça (2014), responsável, assim, pela base da tropa.

Ademais, Faraco dispõe ainda de dezenas de éguas de genética comprovada, que garantem muita qualidade ao plantel. Entre elas, destacam-se as doadoras: Amaral Araguaia, Harmonia de Alcateia, Grife RRC, Hortaliça do Expoente e Braza do Porto Palmeira.

Sobretudo, a tropa Faraco está sempre presente nas principais exposições do país. São nessas situações que é possível revelar ao público a excelência do trabalho desenvolvido. Além de pleitear o reconhecimento por meio de premiações.

“A pista é, realmente, importante. Naquele momento você está expondo a sua criação para análise e julgamento de profissionais. Estes que têm a responsabilidade de classificar os animais dentro do que é estabelecido no estatuto e na diretriz da ABCCMM. Além, é claro, de ser uma excepcional vitrine para o trabalho de criação. Por isso existem os rankings de animais, criadores, reprodutores e afins”, comenta Faraco.

Criador sabe da importância do trabalho de seleção da raça – Foto: Divulgação/Top Marchador

Trabalho de idealização dos produtos

Ciente da importância da participação nos principais eventos da raça, o criador não esconde sua paixão pelo trabalho de idealização dos produtos do haras. Para Faraco, a comodidade, o temperamento e a beleza dos animais são fundamentais. Em meio, aliás, a outras tantas características típicas do Mangalarga Marchador.

“Estudar um cruzamento e esperar 11 meses para ver o resultado é fabuloso. Olhar para sua propriedade, ver animais de qualidade, genética e bons de sela com seu sufixo. Saber que aquilo foi o resultado do seu planejamento, é uma sensação maravilhosa. Depois começa a vir o reconhecimento do seu trabalho, que se dá sempre pelos olhos dos amigos criadores que já estão na raça há mais tempo”, completa Faraco.

A busca pelo animal perfeito sempre será o grande desafio do criador. Aliar qualidade de marcha a morfologia perfeita é o sonho de todos que criam. Mas esse objetivo é muito difícil de ser alcançado. Pois os cruzamentos não são matemáticos. Quer um conselho de quem tem feeling para chegar lá? Aproveite então a expertise de Faraco!

“Estamos lidando com um ser vivo e todas as suas variáveis genéticas. Mas o que não podemos nunca deixar de lado é a utilização de animais marchados e com genética comprovada. Nossa seleção é pautada na marcha, genética e morfologia. Se o criador estiver nesse caminho, há grandes chances de sucesso!”, finaliza o criador.

Por Top Marchador
Crédito das fotos: Divulgação/Top Marchador

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Mangalarga Marchador

Haras Kitanda: há mais de 50 anos criando o Mangalarga Marchador

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Saiba mais sobre a história do criatório nesta entrevista com a criadora Liliana Wanderley, filha de um dos criadores ícones da raça Mangalarga Marchador

Inegavelmente, quando pequenos os filhos têm nos pais os maiores exemplos a seguir. Consequentemente, repetem palavras e gestos, sempre buscando serem iguais àquelas que os inspiram. Assim, muitas vezes, quando crescem os filhos acabam seguindo o mesmo caminho percorrido pelos pais… como é o caso da criadora do Haras Kitanda, Liliana Wanderley.

Filha de um dos criadores ícones da raça Mangalarga Marchador, Marcelo Antônio de Barros Wanderley, do Haras Nanuque, Liliana cresceu em meio ao cavalo. Além disso, depois de adulta se casou com Marcus Vinicius Wanderley, também filho de criador da raça, Marcus Wanderley, que é quem, de fato, iniciou a criação do Haras Kitanda.

Dessa forma, com a influência do pai e do marido, Liliana passou a se interessar cada dia mais pela criação. Tanto que, hoje em dia, participa ativamente das decisões do Haras Kitanda, que está localizado no Centro-Sul da Bahia, no município de Itapetinga.

Sendo assim, nesta entrevista especial com a criadora você fica por dentro da história do criatório, que está há mais de 50 anos criando o Mangalarga Marchador. Não perca tempo e confira abaixo!

Liliana e o marido Marcus Vinicius ao lado dos filhos do casal – Foto: Divulgação/Top Marchador

Início no Mangalarga Marchador

“Houve dois momentos distintos: o primeiro remonta a minha infância, já que sou filha de criador de Mangalarga Marchador. Meu pai é Marcelo Wanderley (Haras Nanuque).

Então, desde os 3 anos de idade monto a cavalo. Cresci passando férias na fazenda, passeando a cavalo e indo no pasto junto com meu pai para buscar o gado para o manejo no curral.

Meu pai foi aquele conhecedor de cavalo na prática, fazendo questão que os animais fossem cômodos de sela e tivessem boa índole. Ele sempre falou muito da marcha de centro, do “viageiro de picado”, como sendo uma marcha mais cômoda.

Junto a isso, ele sempre valorizou o cavalo bom de lama, que não escorrega fácil, que é de confiança para descer um morro alto e que não seja medroso. Então, nesse primeiro momento, o cavalo era muito mais a prática do que a teoria. Afinal, durante as mostras de cavalo lá em casa eu sempre dava um jeito de escapulir.

Depois de adulta, veio o meu segundo momento, que foi quando me casei com o Marcus Vinicius Wanderley, também filho de criador (Marcus Wanderley, titular do Haras Kitanda e, por acaso, meu primo, mas isso é assunto para outro dia).

E o Vinicius, apaixonado por cavalos, gostava muito de assistir o julgamento dos animais nas exposições. Eu, que nunca tive paciência de ficar parada observando marcha e morfologia, passei a me interessar por isso também.

Sendo assim, comecei a sentar ao lado do Vinicius nas exposições, a observar os animais e perguntar, quando tinha dúvidas. Aos poucos, comecei a opinar sobre quais animais tinham mais possibilidade de ganhar e fui aprendendo a gostar de assistir julgamento também.”

Marcus Vinicius Wanderley em 1980 montando em Arubé Bela Cruz, garanhão que serviu por muitos anos ao Haras Kitanda – Foto: Divulgação/Top Marchador

Trajetória na raça

“Criar cavalo é sempre emocionante. E vai muito além das pistas. A emoção está presente em um nascimento muito aguardado, na recuperação de uma lesão mais complicada, na evolução de um potrinho ao longo de diversas etapas do seu crescimento, na confirmação da genética que você tem quando vê aquela potrinha linda que você acompanhou, depois de grande gerar um animal melhor do que ela.

O retorno emocional que esses animais trazem está presente no simples convívio com eles, nos encontros e amizades proporcionados por eles. O Haras Kitanda existe há mais de 50 anos. Começou com o meu sogro, bem antes que eu e o meu marido, que é o herdeiro do sufixo Kitanda, tivéssemos nascido.

Durante todo esse período, houve inúmeras conquistas de títulos importantes e com certeza de fortes emoções. Mas se é para citar alguma premiação que tenha me marcado, posso citar a da Nacional de 2018, que foi bastante significativa: um mês antes da Nacional, vendemos um potro, o Morfeu da Kitanda, e lá ele sagrou-se Reservado Campeão Mirim.

Sem dúvidas, nós criamos o Marchador com amor. Mas dar continuidade a um trabalho que acaba por unir a genética dos criatórios dos nossos pais requer um bocado de responsabilidade.

Para nós, os nossos animais não são um número. Vê-los brilhando depois que saem daqui de casa é muito gratificante. Ver a satisfação de quem acreditou no nosso trabalho é muito recompensador.”

Fabuloso Tronco do Haras Kitanda – Foto: Divulgação/Top Marchador

Dedicação a animais de marcha picada

“Não diria dedicação exclusiva… Gosto de cavalo marchador. A boa marcha é boa em qualquer modalidade. Mas acho que, assim como o meu pai, gosto mais do cavalo que tende para a marcha de centro.

Além disso, Haras Kitanda está localizado em uma região em que a marcha picada é muito valorizada. Bem como os animais de pelagem sólida, principalmente a pelagem negra e pampa. Então, eu diria que priorizamos, sim, animais com essas características.”

Evolução da marcha picada

“A evolução tem sido muito grande, tanto em quantidade de criadores em busca desse andamento, quanto em qualidade de animais. Tem-se conseguido produzir animais cada vez mais equilibrados.

Em pista e em provas funcionais, vemos esses animais se saindo cada vez melhor. E, morfologicamente, os animais de batida e de picada estão muito mais próximos.”

Banho de éguas no Haras Kitanda – Foto: Divulgação/Top Marchador

Perspectivas para a raça

“As perspectivas são de que a raça cresça em número de associados e que os animais atinjam um grau de qualidade cada vez melhor. Acredito também que é tendência que o bem-estar dos mesmos seja cada vez mais levado em consideração. Pelo menos é o que eu espero. Todos temos a ganhar com isso a longo prazo.”

Dicas para os criadores iniciantes

“A primeira dica é que procure aprender, se capacite, para não fazer investimentos de que possa se arrepender futuramente. Também é fundamental que, antes de começar a comprar os primeiros animais, o criador defina bem o tipo de cavalo que quer criar.

Então, sugiro que visite alguns criatórios, monte nos animais sempre que for oferecido (o famoso “test drive”) e observe os tipos de cruzamentos que geraram os animais que o agradam… Tudo isso para não cair na armadilha do “modismo”.

A partir daí, é que o interessado em criar deve partir para investir de fato na compra de matrizes e na compra ou arrendamento de um garanhão para fazer uma base nessa éguada.

Assim, fica mais fácil trabalhar com a tropa posteriormente. Vale a pena respirar fundo para não agir por impulso no início. No mais, é criar com amor… aí não tem erro e o resultado é garantido.”

Por Top Marchador
Crédito das fotos: Divulgação/Top Marchador

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Mangalarga Marchador

Haras Nanuque: uma trajetória fora do comum

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Saiba mais sobre o criatório nesta entrevista com o titular do haras, Marcelo Antônio de Barros Wanderley

Alguns criadores são como ícones quando se trata do resultado do trabalho obtido em seus plantéis. Desse modo, quem nunca ouviu falar em Marcelo Antônio de Barros Wanderley, do Haras Nanuque?

Exemplar no trato com os cavalos, o criatório tem reconhecimento nacional e o criador… Ah, esse merece um capítulo à parte! Com quase nove décadas de vida, Sr. Marcelo tem a energia de um rapaz para a lida no campo.

Sem dúvida, parece rejuvenescer sempre que está sobre o lombo de um Mangalarga Marchador. Raça pela qual, aliás, ele nutre uma enorme paixão e aprendeu a selecionar montando.

Afinal, exercício que faz parte da rotina do criador. Apesar das limitações típicas da idade, ele não deixa nunca o ritual de lado. Sendo assim, toda manhã ele calça as botas e as perneiras, pega o carro e vai até as cocheiras.

Lá, ele puxa o animal pelo cabresto e o encosta em uma espécie de degrau onde se apoia para montar. Depois, ao terminar a lida da manhã, deixa as rédeas do cavalo mais livres. E, por comando de voz, orienta o animal a retornar próximo ao local de partida para que ele desça.

Folga então a sela, tira a cabeçada da bride e deixa o animal apenas com o cabresto. Na sequência, um simples “vai” basta para que o Marchador volte à cocheira. Ver Sr. Marcelo montado é admirável!

Seja o cavalo extremamente dócil ou mais arisco, sob o comando dele, há uma cumplicidade fora do comum. Relacionamento entre homem e animal que se traduz em carinho e confiança. 

Por meio da entrevista abaixo, apresentamos mais um pouco dessa história. Antes de mais nada vale frisar que Sr. Marcelo é um homem de hábitos simples. Todavia, de muito amor pela vida no campo.

Família do Haras Nanuque – Foto: Divulgação

Primeiro contato com cavalos

“Desde muito novo. Eu ainda era rapaz, quando morava no município de Santa Inês, na Bahia. Sobretudo, aprecio o cavalo da boa marcha. Sempre tive cavalos de sela para o meu trabalho na fazenda e também para o meu transporte.

A fazenda ficava a 18 léguas da cidade e eu ia a cavalo namorar, passear… Também comprava e vendia bons cavalos. Eram animais da raça Mangalarga Marchador, porém sem registros.

Quando me casei com minha esposa Perpétua, nos mudamos para Nanuque, em Minas Gerais. Isso na divisa com os estados da Bahia e Espírito Santo. Assim, lá iniciei a criação sem me associar à ABCCMM, em 1970.

A partir de 74, por influência de meu irmão Lúcio Wanderley e do amigo Arlecy Carvalho, iniciei oficialmente o criatório. Ingressando, portanto, na Associação com o registro 662-9.

Desde então, vivemos intensamente o criatório. Passamos a criar também pôneis, por conta de nossas filhas Ana Flávia e Liliana. Hoje, criamos Piquiras, muito marchadores.”

Tradição familiar

“Considero uma tradição familiar [criar cavalos]. Porque, além de mim, meus irmãos Lúcio, do Haras Granito, e Marcos, do Haras Kitanda, também criam.

Do mesmo modo, nossos filhos seguem nossos passos. Este ano nasceu o nosso primeiro bisneto e desde os 4 meses já estava entre os cavalos!.

Ademais, são diversos os motivos que me fizeram escolher a raça. Entre os principais estão andamento, docilidade, rusticidade e porte. Considero a raça Mangalarga Marchador completa. Útil tanto para o trabalho quanto para o lazer.”

Acima de tudo, Sr. Marcelo adora estar rodeado pela família – Foto: Divulgação

Localização Haras Nanuque

“Estamos na cidade de Jardim, no Mato Grosso do Sul. Saímos de Minas Gerais para o Mato Grosso do Sul no ano 2000 e hoje criamos em um estado que não tem muita intimidade com o Mangalarga Marchador.

É, geograficamente, bem distante dos polos de maior concentração de criadores e usuários da raça. Com o apoio de toda a família, mantemos a paixão por criar, apesar de termos optado por não participar de exposições.

Continuamos com o propósito de buscar o melhoramento genético por meio de inseminação artificial e transferência de embriões, com foco na evolução do plantel.”

Comercialização crias do Haras Nanuque

“Utilizamos principalmente os leilões virtuais. Em 2000, ano da nossa mudança para o Mato Grosso do Sul, fizemos um leilão presencial. Este com transmissão pelo Canal do Boi, sendo pioneiros nessa modalidade de vendas.

Atualmente, temos 150 animais no plantel, entre matrizes, garanhões, potras e potros. Sempre busquei animais de muito andamento, de marcha batida de centro e também de marcha picada bem equilibrada.

Em suma, animais de boa estrutura e profundidade torácica. Selecionamos também, preferencialmente, animais de pelagem sólida, como castanha e preta, além de pampas.”

Sede do Haras Nanuque – Foto: Divulgação

Nomes dos seus animais é curiosa!

“Essa parte é bem interessante. Diria que até divertida, pois a família participa intensamente do processo. Seguimos uma letra a cada estação de monta. E, normalmente, buscamos fazer uma referência ao nome da matriz.

Isso para que possamos lembrar mais prontamente dos nomes dos descendentes. Por exemplo, Quadra de Nanuque: filhos Zaga, Vôlei, Baralho, Desfile, Esportista, Juíza, Medalha, Nocaute…”

Primeiros animais do haras

“Iniciei minha seleção com o animal Arteiro da Gironda, filho neto do Trevo da Gironda. Um garanhão de extrema docilidade e muito andamento. Fiz cruzamentos com matrizes de origem sul-mineira, de Caxambu.

Inclusive tive também o garanhão Caxambu Orion. Fizemos uma base com Arteiro da Gironda. Depois,comprei o Herdade Alter, filho do Herdade Cadillac, em Herdade Alterosa.

Sem dúvida, ele fez um trabalho bem bacana nas filhas do Arteiro. Preservou, portanto, na tropa a marcha. Além disso, evoluiu em estrutura corpórea, profundidade torácica e belas orelhas.

Após Herdade Alter, usamos Sândalo do Granito. Uma cria do meu irmão Lúcio, filho do Arubé Bela Cruz em Macumba do Granito, uma filha do Abaíba Remo.

O Sândalo nos deu matrizes lindas, ganachudas e de olhos muito expressivos. Além de manter a docilidade da tropa. Depois tivemos Santana Xavante e Minueto do Pau D’Alho, dois garanhões de origem Abaíba. Teve, ainda, o Inglês JB, que trabalharam de forma positiva evoluindo em morfologia e beleza.

Há 12 anos, adquirimos do amigo Djalma Rocha o garanhão Sincero do Porto Azul. Um filho de Haity Caxambuense, que é o nosso principal garanhão até hoje. Ele tem uma produção que nos agrada demais em andamento e morfologia.

Seus filhos são muito estruturados, extremamente marchadores e muito dóceis. Recentemente, adquirimos também 50% do Sansão do Porto Palmeira, neto de Haity Caxambuense. Parceria com o Amigo Eider Dantas, do Haras Iguatu. Dessa forma, seguimos a nossa seleção em cima dos descendentes do Haity.”

Sem dúvida, o Haras Nanuque acumula diversos prêmios – Foto: Divulgação

Dedicação a marcha picada

“Produzimos, na essência, a marcha batida de centro. Entretanto, por ser considerada uma marcha intermediária entre a picada e a batida, e equidistante dos extremos da andadura e do trote, a marcha batida de centro, em cruzamento com a marcha picada, resulta em produtos de marcha picada com muita qualidade.

Atualmente, usando o sangue do Haity Caxambuense na linha baixa. Já na linha alta (filhas do Sincero do Porto Azul em cruzamento com o Sansão do Porto Palmeira e vice-versa).

Como resultado, estamos produzindo muitos animais de marcha picada de excelente qualidade. Além de equilibrados e, ainda, com uma dinâmica de movimentação muito evoluída.”

Quais são suas perspectivas para a raça?

“De fato, o Mangalarga Marchador tem evoluído muito. Sem dúvida, a ABCCMM se tornou a maior da América Latina em número de criadores de uma única raça.

Sendo assim, hoje, conta com um número muito grande de criadores e usuários. Bem como possui muitos apreciadores pelo dinamismo, pela qualidade de marcha, docilidade e versatilidade que os animais da raça oferecem.”

Dicas para os novos criadores

“Antes de mais nada devo dizer que crio o Mangalarga Marchador por ser um cavalo de muitas aptidões. Entre elas, por exemplo, estão: sela, lazer, trabalho, animal forte e de fácil adaptação, rústico e muito dócil.

Visto que crio por paixão, pelo prazer de montar todos os dias e, em suma, para apreciar o que o nosso cavalo tem de melhor. Por fim, a dica que dou, portanto, é que se tenha prazer em criar. E, ainda, busque por animais de bom andamento.”

Por Top Marchador
Crédito das fotos: Divulgação/Top Marchador/Haras Escuro

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Mangalarga Marchador

Haras Zel: dedicação, vocação e conhecimento a serviço do Marchador

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Comendador Laurinho Megale, titular do criatório, compartilha um pouco da história da sua criação

Situado em Ouro Fino, região Sul de Minas Gerais, o Haras Zel é bastante conhecido no meio equino. Sobretudo, os principais investimentos se deram a partir de 2012.

Mas, apesar do pouco tempo, o criatório já tem bastante história para contar. São, inegavelmente, casos de sucesso que o empresário José Lauro Afonso Megale, mais conhecido como Comendador Laurinho Megale, nos revela na entrevista abaixo. Confira!

Início no Mangalarga Marchador

“Tudo aconteceu de forma bastante natural. Afinal, meu pai criava Pampa e, quando ele adoeceu, eu me aproximei das atividades na fazenda. Depois, com o falecimento dele, em 2009, eu assumi as rédeas do criatório.

Dessa forma, selecionei a tropa e registrei na ABCCMM. Portanto, todos os animais do plantel são Marchadores. Acima de tudo, considero a raça multifuncional e de beleza ímpar.

Contudo, a partir de 2012, passamos a contar com o talento do Pedro Costa, que é o gerente do Zel. Em conclusão, a chegada dele trouxe novo fôlego para os trabalhos e tudo começou a ganhar forma.”

Comendador Laurinho Megale – Foto: Divulgação/Top Marchador

Principais dificuldades enfrentadas no início

“As mesmas que todo novo criador tem. Mas fui perseverante, sempre me inspirando em meu pai, José Lauro Megale. Nesse sentido, investimos na capacitação da nossa equipe de trabalho. Além disso, contamos com a ajuda e parceria de criadores amigos.

Aos poucos fomos aprendendo e tomando o caminho certo. Hoje, focamos em melhoramento genético e cuidados de ponta com os animais. Objetivando, assim, uma tropa de cabeceira, que nos traga muitos títulos.

Do mesmo modo, nos cruzamentos busco, além da melhor genética de marcha e morfologia, seguir minha intuição com a ajuda de Deus. Procuramos parceria com outros haras, no intuito de sempre trazer a melhor genética para o sufixo Zel.”

Momento marcante da trajetória 

“Quando a Folia Zel, uma filha do Haity Caxambuense, subiu pela primeira vez a rampa da Nacional, em 2014. Naquele instante tivemos a certeza do caminho que desejávamos trilhar.

Depois, no ano seguinte, lá estava ela novamente, nos enchendo de orgulho. Sendo, portanto, novamente coroada Campeã e Grande Campeã da Raça.”

Família Haras Zel – Foto: Divulgação/Top Marchador

Premiações relevantes para o haras

Por três anos consecutivos recebemos o prêmio Melhor Criador de Marcha Picada do Estado de Minas Gerais. Além da brilhante atuação da Folia Zel em 2015.

Também tivemos a imensa felicidade de ter Arlequim subindo a rampa com a nossa equipe. E, ainda, Birmânia, negociada durante a Nacional, como Campeã das Campeãs.”

 Exemplares de destaque do criatório

“Contamos com uma bela tropa. Animais nascidos na fazenda e outros trazidos de outros criatórios para melhoria genética. Entre os destaques temos Folia do Zel, filha de Haity Caxambuense, que foi Grande Campeã da Raça em 2015 na Nacional.

Acima de tudo, Folia já está nos trazendo bons frutos e temos grandes promessas, como:

  • Banda do Zel (Zorro do Zel x Flecha do Zel): neta de Haity, 4ª colocada no CBM, ainda jovem e com poucas pistas no currículo;
  • Arlequim Serra Bela (Galante do Expoente x Sapucaí do Porto Palmeira): belo macho de marcha picada, Campeão Nacional de Marcha e Categoria em 2018 e 1º prêmio Grande da Raça;
  • Amora do Porto Palmeira (Extrato do Minato x Sinhá do Porto Palmeira);
  • Falcão do Zel (Sublime da Ogar x Tequila do Porto Palmeira): futuro garanhão, marchador que tem a pelagem pampa, minha favorita, vem com força brigar pelo título da Nacional.

Além desses, temos mais animais de pista em sociedade com outros haras. São eles: Tequila do Porto Palmeira, Atitude do Corumbá, Década de Três Corações e Noviça RRC.

Sem falar na campeoníssima Birmânia Calambau do Cardeal, que já nos trouxe alegrias no passado. E, ainda, vem deixando sua genética forte em nosso criatório.”

Equipe Haras Zel – Foto: Divulgação/Top Marchador

Principais reprodutores e doadoras do Haras Zel 

“A princípio, no quesito reprodutores temos Haity Caxambuense (marcha picada) e Galante do Expoente (marcha batida). São eles, aliás, nossos destaques.

Ademais, contamos ainda com Fator e Arlequim, que já vem mostrando uma produção espetacular.
 
Já as doadoras, temos:

  • Folia do Zel;
  • Ideia das Minas Gerais;
  • Devassa J. Dias;
  • Vaidade da Santa Esmeralda;
  • Ariel do Zel;
  • Kapitu do Zel;
  • Antártica do Zel;
  • Tequila do Porto Palmeira;
  • Década de Três Corações;
  • Hilux do Narciso;
  • Vegas do Zel, Xuxa Luxor;
  • Quiris Luxor, Noviça RRC;
  • Atitude do Corumbá;
  • Xispa Morro Grande da Zizica;
  • Amora do Porto Palmeira;
  • Duna da Cachoeira;
  • Birmânia Calambau do Cardeal.”

Por Top Marchador
Crédito das fotos: Divulgação/Top Marchador/Haras Escuro

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