O cenário dos Três Tambores no Brasil tem revelado nomes que unem técnica, consistência e visão de futuro. Entre eles, Pedro Moema se destaca não apenas pelos resultados em pista, mas principalmente pela forma como construiu sua trajetória. Recordista mineiro na categoria aberta com o tempo de 16s378, ele também vem consolidando seu nome como treinador de cavalos campeões e formador de conjuntos competitivos. Com atuação também nos Estados Unidos, Pedro realiza doma e início de potros, inclusive de animais que já foram campeões em um dos maiores haras de cavalos de tambor da América, o Harrysson Quarter Horse, em Purcell, Oklahoma.
A base dessa construção começa ainda na sua formação. Médico veterinário, Pedro iniciou sua caminhada no esporte como amador e, desde cedo, enxergou a possibilidade de seguir por um caminho diferente dentro do treinamento.
“Eu comecei sendo um amador, e quando me formei em Medicina Veterinária vi que poderia ser um treinador diferente, com mais didática. Meu objetivo era justamente treinar amadores e transmitir conhecimento de forma simples, mas com técnica”, explica.
Da didática ao alto rendimento
O que começou com foco em ensinar amadores evoluiu naturalmente. A busca constante por aprimoramento, aliada à troca de experiências com profissionais do Brasil e dos Estados Unidos, elevou o nível do seu trabalho.
Com o tempo, os resultados começaram a aparecer também nas pistas.
“Quando o processo começou a ficar mais fácil para mim, eu passei a me destacar como competidor. Alguns cavalos especiais foram decisivos nesse processo, porque exigiram mais de mim e aceleraram minha evolução”, destaca.
Recorde que valida método
A marca de 16s378 na categoria aberta mineira não é vista por Pedro apenas como uma conquista individual. Para ele, o feito representa a validação prática de tudo o que construiu ao longo dos anos.
“O Ébano sempre foi um cavalo diferente, mas ele não chegou correndo 16 baixo de imediato. Foram três anos de evolução, resultado de treinamento, manejo e de tudo que venho buscando no esporte. Hoje é um cavalo automático, que corre com facilidade”, afirma.
O resultado, segundo ele, reforça que performance de alto nível é consequência direta de um processo bem estruturado.
Treinamento com foco no cavalo
Um dos principais diferenciais do trabalho de Pedro Moema está na forma como ele conduz o treinamento. Para ele, não existe fórmula única.
“O primeiro ponto é o manejo: alimentação, cuidados e rotina. Depois, entender que cada cavalo tem seu estilo e suas peculiaridades. Nós precisamos nos adaptar a eles, e não o contrário”, explica.
Ele também reforça a importância de um treinamento técnico, sem agressividade.

“Acredito em um trabalho sem trauma. É possível ter resultado com técnica, respeitando o animal. Essa conexão entre o que aprendi no Brasil e nos Estados Unidos torna tudo mais fácil para o cavalo e para o cavaleiro.”
Os erros mais comuns no início
Com experiência direta na formação de amadores, Pedro Moema identifica padrões claros de erro entre quem está começando na modalidade.
Entre os principais pontos, ele destaca:
• falta de clareza no percurso
• escolha inadequada do cavalo
• ausência de paciência no processo de evolução
• manejo e cuidados insuficientes por parte de treinadores
“Acredito muito que o aluno é reflexo do treinador. Por isso, buscar um profissional competente faz toda a diferença”, pontua.
Amador forte começa no conhecimento
Grande parte do trabalho de Pedro é voltada para amadores, e ele é direto ao falar sobre o que sustenta a evolução desse perfil.
“A confiança vem do conhecimento. O amador precisa entender o que está fazendo e ter um cavalo que permita isso. Nos Três Tambores, o cavalo representa cerca de 80% da passada para um amador”, explica.
Segundo ele, o progresso exige persistência, dedicação e, principalmente, confiança no processo.
“Muitas vezes, o cavalo não é o ideal para aquela pessoa. Saber identificar isso também faz parte do trabalho.”
Evolução do esporte no Brasil
Na visão de Pedro Moema, os Três Tambores no Brasil deram um salto significativo nos últimos anos. A evolução é visível em diferentes áreas.
“Tudo melhorou: as pistas, a genética dos animais e a qualificação dos profissionais. O nível subiu muito”, afirma.
Apesar disso, ele faz uma reflexão importante, especialmente voltada aos iniciantes.
“Meu desejo é que as pessoas se divirtam mais e que o esporte seja mais leve, principalmente para amadores e jovens.”
O que realmente faz diferença na performance
Entre genética, treinamento e gestão do conjunto, Pedro Moema não hesita em apontar o que considera essencial.
“Treinamento e manejo. Genética hoje todo mundo tem. Mas sem esses dois fatores, não existe consistência.”
Com foco no futuro, ele segue investindo na formação de cavalos jovens, pensando especialmente em animais que ofereçam facilidade para amadores.

“Quero formar cavalos que sejam competitivos, mas que também sejam acessíveis para quem está começando.”
Com uma trajetória construída na prática, aliando conhecimento técnico, sensibilidade e resultado, Pedro Moema reforça seu espaço como um dos nomes em ascensão e consistência dentro dos Três Tambores no Brasil.
Por: Redação/Portal Cavalus
Fotos: Arquivo Pessoal/Pedro Moema
Leia mais notícias aqui.