Vaguinho: a história viva do Congresso Brasileiro do Quarto de Milha segue fazendo campeões aos 60 anos

Presente nas 35 edições do evento, Vagner Simionato relembra a evolução da raça, celebra conquistas e inspira nova geração de competidores

Poucos nomes representam tão bem a trajetória do Congresso Brasileiro da Raça Quarto de Milha quanto Vagner Simionato, o famoso Vaguinho. Aos 60 anos de idade, sendo 45 deles dedicados ao cavalo, ele carrega uma marca histórica: participou das 35 edições do principal evento da modalidade no país, acompanhando de perto toda a transformação das pistas, da estrutura e da profissionalização do esporte quartista.

Vaguinho esteve no primeiro Congresso Brasileiro, realizado em abril de 1991, na cidade de Bauru. Na ocasião, venceu todas as provas das quais participou. Trinta e cinco anos depois, segue presente no evento e, mais uma vez, conquistando títulos — prova de que talento, paixão e dedicação atravessam gerações.

Reconhecido como um dos grandes nomes da raça Quarto de Milha, Vaguinho faz parte do Hall da Fama da ABQM e por mais de dez anos foi o cavaleiro mais pontuado da entidade. Mais do que números e troféus, tornou-se símbolo de perseverança e amor ao esporte.

“Para mim é um orgulho ver a raça Quarto de Milha, os eventos oficiais da raça Quarto de Milha, chegar onde chegaram, porque eu ajudei de uma forma ou de outra. Eu ajudei no crescimento da raça, no desenvolvimento do esporte e também a trazer novos competidores e novos agregados para os eventos quartistas”, destaca.

Ao olhar para trás, ele relembra os tempos em que os desafios eram muito maiores e a estrutura bem diferente da atual.

“Os lugares que mais marcaram foram, com certeza, o primeiro Congresso, em Bauru, e também quando fizemos Ribeirão Preto, por todas as dificuldades da pista e tantos perrengues que passamos por não ter pista coberta. Nós, competidores, resolvíamos os problemas. Não tinha equipe como hoje, profissionais responsáveis pela pista. Isso marcou muito. ”

Mesmo com décadas de história acumuladas, Vaguinho deixa claro que ainda está longe de parar.
“Na raça Quarto de Milha sou um velho apaixonado, que há 45 anos faz o que gosta. Vou vir mais 50 só, depois vou dar uma descansada… mas o povo vai ter que me aguentar aqui”, brinca.
E completa, em tom bem-humorado: “Velho sim, acabado nunca. Ainda tenho muito chão para queimar.”

O olhar também está no futuro. Entre tantos sonhos realizados, ele já projeta o próximo: ver a família seguir seus passos nas pistas. “Eu ainda vou trazer minha neta para competir na raça Quarto de Milha.”
Para os jovens que iniciam a caminhada no esporte, Vaguinho deixa um recado simples e poderoso: “Nunca desista dos seus sonhos. Persista que um dia Deus proverá.”

Entre passado, presente e futuro, Vaguinho segue como uma das figuras mais respeitadas da raça Quarto de Milha — não apenas pelos títulos conquistados, mas por representar, em essência, a história viva de um esporte que ajudou a construir.

Por: Verônica Formigoni/Agência Cavalus
Foto de chamada: Divulgação/Hugo Lemes

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