Atualização obrigatória de rebanhos em São Paulo inclui cavalos e impacta trânsito dos animais

Proprietários de equinos devem realizar declaração no GEDAVE até junho para garantir regularidade sanitária e emissão da GTA

Os proprietários de cavalos no estado de São Paulo já devem ficar atentos à Campanha de Atualização de Rebanhos 2026, iniciada nesta semana pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A medida é obrigatória e inclui equinos, asininos e muares, além de outras espécies de interesse agropecuário.

A atualização cadastral deve ser feita até o dia 14 de junho por meio do sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal) ou presencialmente em unidades da Defesa Agropecuária do Estado. A campanha ganhou ainda mais relevância após São Paulo conquistar o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, exigindo maior controle sanitário e rastreabilidade animal.

Atualização de rebanhos

Para o setor equestre, a atualização é fundamental principalmente para garantir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para transporte de cavalos entre municípios, estados, exposições, leilões e competições esportivas. Sem a regularização do cadastro, o produtor poderá enfrentar bloqueios de movimentação e sanções administrativas.

Além dos equinos, devem ser declarados todos os animais existentes na propriedade, incluindo bovinos, búfalos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, colmeias e outros animais aquáticos. Segundo a Defesa Agropecuária, a atualização permite acompanhar a evolução dos rebanhos, monitorar nascimentos, mortes e fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica paulista.

O médico-veterinário e diretor da Defesa Agropecuária, Luiz Henrique Barrochelo, destacou que a declaração funciona como uma importante ferramenta de monitoramento sanitário do Estado, permitindo respostas mais rápidas em situações de emergência zoossanitária.

Outra novidade deste ano é a contribuição obrigatória ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), aplicada aos produtores de bovinos e bubalinos. Embora a cobrança não envolva os equinos, a criação do fundo reforça a estratégia paulista de proteção sanitária dos rebanhos e prevenção contra possíveis focos de febre aftosa.

A expectativa do governo estadual é manter um banco de dados atualizado e mais eficiente, garantindo segurança sanitária, rastreabilidade e maior controle sobre o trânsito animal em um dos principais estados da equideocultura brasileira.

Por: Redação/Portal Cavalus
Foto: Reprodução/Pexels

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