O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou queda de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O resultado foi divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A retração mantém o movimento observado no último trimestre de 2025, quando o setor interrompeu a trajetória de crescimento apresentada até setembro. Apesar da desaceleração no encerramento daquele ano, o agronegócio acumulou avanço de 12,20% em 2025, sustentado pelo desempenho positivo dos três primeiros trimestres.
Com base nos dados consolidados entre janeiro e março, o PIB do agronegócio está estimado em R$ 3,13 trilhões em 2026. Desse total, R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.
A participação do setor na economia brasileira é projetada em 22,8% neste ano, percentual inferior aos 25,2% registrados em 2025.
Ramo agrícola concentra maior retração
O desempenho negativo do primeiro trimestre foi puxado principalmente pelo ramo agrícola, que apresentou queda de 3,62%. A pecuária, por sua vez, avançou 0,70% no período.
Segundo os pesquisadores, a expectativa de redução do valor da produção ao longo de 2026 teve influência direta sobre o resultado. A queda dos preços de diferentes produtos agropecuários superou os ganhos projetados com o aumento da produção em diversas atividades.
Todos os segmentos que compõem o agronegócio encerraram o trimestre em retração. O segmento primário apresentou a maior queda, de 4,15%, seguido pelos insumos, com redução de 2,15%. Os agrosserviços recuaram 1,25%, enquanto a agroindústria registrou baixa de 1,03%.
Agroindústrias pecuárias avançam
Dentro do segmento industrial, as agroindústrias ligadas ao ramo agrícola apresentaram retração. Em sentido contrário, as atividades de base pecuária avançaram, favorecidas principalmente pela redução mais intensa dos custos com insumos utilizados na produção.
Os agrosserviços acompanharam o comportamento dos demais elos da cadeia. Houve queda no ramo agrícola, enquanto o pecuário apresentou crescimento, sustentado pela maior demanda esperada por transporte, comércio e outros serviços relacionados ao aumento da produção animal.
Os dados integram o levantamento oficial elaborado pelo Cepea e pela CNA.
Por Redação/Portal Cavalus
Foto: Reprodução/Internet
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