A final do Freio de Ouro 2026 entrou para a história de Ricardo Wrege e Tomaz Gonçalves. Depois de uma disputa equilibrada, definida no último sábado (5), na Arena do Cavalo Crioulo, em Esteio (RS), os dois ginetes conquistaram pela primeira vez o principal título da modalidade.
Entre as fêmeas, Ricardo Wrege conduziu Oferenda da Tamanca à maior média da categoria, com 21,316 pontos. O ginete também ficou com o Freio de Prata ao lado de Iluminada do Rio Negro, que encerrou a competição com 21,121 pontos.
A conquista completou a coleção de Wrege, que já havia alcançado os Freios de Prata, Bronze e Alpaca em edições anteriores. Emocionado, o ginete celebrou o desempenho das duas éguas e dividiu o resultado com todos os profissionais envolvidos no trabalho.
“Foi iluminado desde o início. Já estava escrito que este seria o nosso ano. Fomos coroados da melhor maneira possível. Essas éguas são sensacionais, entregaram tudo dentro da pista”, declarou.
Oferenda da Tamanca chega ao primeiro Freio de Ouro
Criada e exposta por Lauro Cardoso Terra e Filhos, Oferenda da Tamanca pertence à Estância Tamanca, de Santa Vitória do Palmar (RS). A égua é filha de Chicão de Santa Odessa e Campana Tarimbera e foi domada por Jairo Garcia da Silva.
A edição de 2026 marcou a quinta participação da fêmea no Freio. Antes do título, Oferenda já havia conquistado o Freio de Alpaca na FICCC, classificada pelo proprietário Luciano Sperotto Terra.
Iluminada do Rio Negro, vice-campeã com Wrege, é filha de Bem Feito Cala Bassa e Debochada do Rio Negro. Criada e exposta por Gustavo Camponogara, representa a Estância Rio Negro, de Bagé (RS), e foi domada por Jorge Missioneiro Filho.
O Freio de Bronze das fêmeas ficou com Capanegra Doña Guinda-TE, apresentada por Eduardo Weber de Quadros, com 20,636 pontos. Belle Porcelana e Daniel Waihrich Marim Teixeira completaram o grupo de premiadas, conquistando o Freio de Alpaca com 20,133 pontos.
Tomaz Gonçalves realiza sonho com Leon Salvaje
Na categoria de machos, Tomaz Gonçalves alcançou o título inédito montando Leon Salvaje. O conjunto terminou a final com 21,265 pontos, após uma campanha marcada pela regularidade e pelo equilíbrio até a última etapa.
O título confirmou o bom momento da dupla, que chegou à decisão credenciada pelo terceiro lugar conquistado na FICCC. Diante das arquibancadas lotadas, Gonçalves comemorou o resultado ao lado da filha, Manuela.
“É uma vida inteira trabalhando e sonhando com isso. Poder chegar da forma como foi é muito gratificante. É um sonho que se concretizou”, afirmou o ginete.
Leon Salvaje é filho de Santa Alice Nublado II e Dinastia Salvaje. Criado e exposto por Anastasio Gamarra, da Cabaña Chimango, de Melo, no Uruguai, o garanhão também pertence ao jogador de futebol Sergio Rochet. Após a conquista, a expectativa dos proprietários é direcioná-lo à reprodução e preservar a genética do campeão.
Uruguai também sobe ao pódio
O Freio de Prata entre os machos foi conquistado por Pacífico Cupertino Corazon, da La Pacífica, de Paysandú, no Uruguai. Conduzido por Gabriel Viola Marty, o conjunto alcançou 21,079 pontos.
Patronato Cala Bassa-TE, apresentado por José Fonseca Macedo, ficou com o Freio de Bronze ao somar 20,979 pontos. Na sequência, Capanegra Espartano e Eduardo Weber de Quadros receberam o Freio de Alpaca, com 20,962 pontos.
Final reúne 106 conjuntos na Expointer
A edição de 2026 contou com 106 conjuntos, divididos igualmente entre 53 machos e 53 fêmeas. O número foi impulsionado pela participação dos animais classificados pela Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC).
As disputas permaneceram abertas até as últimas provas, especialmente nas etapas com gado. Entre os machos, o julgamento ficou sob responsabilidade de Cláudio Neto de Azevedo, Thiago Schilling de Ávila e Vinícius Guedes de Freitas. Nas fêmeas, atuaram Luciano Comiotto, Gustavo Silveira Rodrigues e Telmo de Oliveira Peixoto, com Leonardo Rodrigues Teixeira como jurado reserva.
Realizada durante a 49ª Expointer, a final lotou as arquibancadas e as áreas de convivência da Arena do Cavalo Crioulo. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) também anunciou uma novidade para o próximo ciclo: em 2027, o Freio de Ouro terá R$ 1,4 milhão em premiações.
Fonte: ABCCC
Foto de chamada: Divulgação/Mauricio Vinhas/ABCCC
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