Cavalgadas Brasil

Cavalgada em Mustangs no Wyoming

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a cavalgada na Trilha Big Horn no Wyoming com os cavalos Mustangs

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Cavalgada em Mustangs no Wyoming

Um dos destaques da cavalgada na Trilha Big Horn no Wyoming são os cavalos. Mais de 130 para escolher, Quarto de Milha, Paint e Mustang. Nos últimos anos, Mustangs do Wild Horse Center foram adicionados a tropa e agora já são 30 Mustangs no Rancho. Alguns dos Mustangs do Rancho passaram pelo Extreme Mustang Makeover, outros por meio do programa do Bureau of Land Management de Nick e Steve Mantle e alguns chegaram por meio do Programa de Presos, onde prisioneiros trabalham com Mustangs para terapia.

Eu montei num castanho muito bom e bonito e com ele percorri várias trilhas pelas montanhas da região. Destaque para a The Mail Trail – trilha de dia inteiro ao longo de uma antiga rota do correio, saindo a 2.300m de altitude cruzando floresta, com belas vistas do Shell Canyon. A Mail Trail é parte de uma antiga trilha do século passado, usada para transportar o correio a cavalo e mulas de Sheridan a Cody. Outra trilha que gostei muito foi a Five Fingers que seguiu através de desfiladeiros rochosos, ao longo das encostas das montanhas do Big Horn, que sobem 600 ms ao longo da trilha como uma enorme parede de granito. Algumas dessas rochas tem milhões de anos.

Cavalgada com Mustangs em meio as rochas

Os Mustangs

Os Mustangs são descendentes de cavalos trazidos para as Américas pelos espanhóis, vivem livres no oeste americano. Embora suas raízes estejam nesses cavalos espanhóis, ao longo do tempo outras raças e tipos contribuíram para o Mustang que vemos hoje. Todos descendem de cavalos que já foram domesticados, portanto, estritamente falando, não são cavalos selvagens.

Na década de 1970, o Congresso dos EUA reconheceu esses cavalos como “símbolos vivos do espírito histórico e pioneiro do Ocidente”. Isso fez com que eles passassem a ser controlados e protegidos pelo Bureau of Land Management, que gerencia manadas de Mustangs em 177 áreas de manejo em 26,9 milhões de acres de terras públicas. Trabalham para que cada vez mais cavalos estejam sob cuidados privados por meio de seus Programas de Adoção e Vendas, bem como parcerias com organizações em todo o país.

Mustangs sao identificados com uma marca no pescoço

Porque adotar um Mustang?

Os Mustangs são conhecidos por sua firmeza, força, inteligência e resistência. Com gentileza e paciência, eles podem se acostumar ao contato humano e, então, ser treinados para uma variedade de atividades. Domar um Mustang ‘selvagem’ pode ser desafiador, mas muitas vezes é um processo muito gratificante. É também uma chance única de adotar e cuidar de uma parte do patrimônio nacional da América.

Extreme Mustang Makeover

Criado e apresentado pela Mustang Heritage Foundation, o Extreme Mustang Makeover é uma competição cujo objetivo é mostrar a beleza, versatilidade e capacidade de treinamento dos mustangs americanos. Competem nesses eventos éguas e cavalos castrados, geralmente de quatro a sete anos de idade, que vivem em terras do BLM.

Os domadores aprovados recebem um Mustang e passam aproximadamente 100 dias se preparando para uma apresentação aonde mostrarão as novas habilidades do cavalo. Ao final do evento, todos os Mustangs estão disponíveis para adoção ou compra por meio de licitação pública.

EXTREME MAKE OVER

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Rotas Históricas a Cavalo – Real Caminho do Viamão

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre Rotas Históricas a cavalo, cenário de gravação de um documentário

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Rotas Históricas a Cavalo – Real Caminho do Viamão

A cavalgada dessa semana foi para gravação de um documentário para TV produzido pela Canal Azul Filmes e Produtora Brasileira. Trata-se da terceira temporada da série “Homens do Caminho, Rotas Históricas a Cavalo” – desta vez revivendo o Real Caminho do Viamão, Rota dos Tropeiros.

A primeira série lançada em 2019, com três episódios, reviveu a rota histórica da Estrada Real que ligava Diamantina – MG a Paraty e Rio de Janeiro. 

Refazendo os percursos das principais rotas históricas brasileiras, os cavalos da raça Mangalarga Marchador da Agro Maripá são os grandes protagonistas dessa aventura.
Nessa semana cavalgamos em São Luiz do Purunã, bela região dos Campos Gerais, no Paraná. No primeiro dia, com um pouco de frio apesar da chegada da primavera, a gravação foi num bosque de Pinheiros em meio a “viração” como são chamadas aqui no sul as brumas/ neblina.

No dia seguinte fomos cavalgar na Cabanha São Rafael, um dos mais tradicionais criatórios de cavalos da raça Crioulo. Um encontro muito oportuno, uma vez que a Cabanha dedica-se ao resgate da tradição tropeira e o desenvolvimento social e sustentável da região, por meio do incentivo às ações do Instituto Purunã.

Passeio pela Cabanha proporcionou observar a integração de duas grandes raças de cavalos: Mangalarga Marchador e Crioulo

Foi um momento muito especial esse encontro de raças. Guiados pelo anfitrião Mariano Lemanski, percorremos os belos campos da Cabanha, passando por manadas de cavalos e gado. Foi interessante observar a integração de cavalos Mangalarga Marchador e Crioulo.

Também foi uma rica troca de experiências, quando Marcelo e Sophia da Agro Maripá falaram de seus projetos e puderam conhecer um pouco dos mais recentes projetos da Cabanha São Rafael -“Bem-estar único” e “As Domadoras”- Conexão com o cavalo. Karoliny Lopes, uma das “domadoras” cavalgou conosco montando uma égua que esta domando.

No último dia fomos cavalgar na Fazenda Purunã, que abriga parte da Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana, formada há 400 milhões de anos, o que garante ao local uma biodiversidade e geodiversidade muito específicas. Cavalgamos entre afloramentos de rochas com vista para cânions e belíssimas paisagens que impressionaram pela grandiosidade.

Cavalgada proporcionou vistas para os cânions – Foto: Raphael Luiz Sobania

Nesses dias de cavalgada tive mais uma oportunidade de ver como paixão pelo cavalo pode unir pessoas e culturas.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 2ª parte

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, continua com a segunda parte sobre a cavalgada na Rota das Emoções, que inclui Sete Cidades, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses

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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete CidadesDelta do ParnaíbaLençóis Maranhenses – 2ª parte

Em continuidade a nossa cavalgada na Rota das Emoções, ainda no Pauí, nosso animado grupo de amigos composto de cariocas, mineiros, paulistas e paranaenses foi para o Delta do Rio Parnaíba, que fica entre os estados do Maranhão e Piauí. Ele é o único Delta das Américas que deságua em mar aberto (Oceano Atlântico) e o 3º maior do mundo, atrás apenas dos rios Nilo (África) e MeKong. É um arquipélago em formato de letra grega delta, que se assemelha a uma mão aberta em que os dedos representam cinco saídas para o mar, também chamadas de barras(ou foz), que formam um grande santuário ecológico.

Delta do Rio Parnaíba é o único das Américas que deságua em mar aberto

Em Parnaíba começamos a cavalgada no Porto da Barra e seguimos por cerca de 25 kms cavalgando entre dunas e lagoas, com um cenário de tirar o fôlego, até chegar na praia de Carnaubinha. Cavalgamos mais um pouco nessa bela praia deserta até chegar no Resort, nosso destino final aonde um ótimo almoço nos esperava.

No dia seguinte, fomos de lancha para a Ilha das Canárias, localizada em Araioses (MA). Passamos o dia conhecendo essa reserva extrativista marinha e área de preservação ambiental com mangues e dunas, flora e fauna encontradas só ali.

Depois de alguns dias surpreendentes no Piauí, nos despedimos da família Sampaio, nossos grandes anfitriões no estado e seguimos para os Lençóis Maranhenses.

Lençóis Maranhenses

Paradisíaco, um dos lugares mais incríveis do Brasil, os Lençóis tem lagoas de água doce entre as dunas formando um cenário único em todo o mundo. A área protegida é enorme, porém a região dos Lençóis Maranhenses é ainda maior que o Parque Nacional.

Cavalgar nesse ambiente foi um privilégio.

Atins

Para chegar a Atins, ponto de início da cavalgada, percorremos de lancha belo trecho do rio Preguiças, passando por Mandacaru, pequeno e bonito vilarejo que tem como destaque o Farol das Preguiças. Atins está localizado à beira-mar, entre o Rio Preguiças, a praia e as dunas repletas de lagoas. O vilarejo de difícil acesso ainda é um lugar tranquilo com um clima descolado, ruas de areia que me lembraram de Caraíva na Bahia. Italianos, franceses e alemães já descobriram Atins e estão fazendo cada vez mais investimentos por lá.

Cavalgada Pôr do Sol

Nossa primeira cavalgada nos Lençóis teve como objetivo ver o pôr do sol nas dunas. Seguimos da Ponta do Mangue, vilarejo de pescadores, por áreas de vegetação seguindo trilhas de animais, entre igarapés, áreas alagadas e lagoas, passamos na Lagoa do Mario e continuamos cavalgando até o Canto do Atins, aonde chegamos já com um belíssimo pôr do sol no horizonte. Na volta paramos no Restaurante do Antônio para provar os famosos camarões na brasa, prato mais conhecido dos Lençóis Maranhenses.

Pôr do sol nas dunas

Em nosso último dia de cavalgada, atravessamos Atins e o povoado de Santo Inácio, e seguimos por áreas de vegetação do Parque Nacional Lençóis Maranhenses no limite leste do campo de dunas, com diferentes formações arenosas e flora, cerrado e restinga, atravessando igarapés, até chegar nas dunas do circuito da Lagoa Tropical, passando por diversas lagoas de diferentes cores e tamanhos. Depois entramos novamente na Ponta do Mangue, e seguimos até a casa da Dona Ziluca, que nessa região criou seus 16 filhos.

Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 2ª parte
Restaurante tem cardápio original e saboroso

O local é simples e aconchegante, com um cardápio original e saboroso que inclui uma deliciosa galinha caipira e pescada amarela, receitas tradicionais da casa. Depois do almoço, um merecido descanso no redário. Depois de um bom café voltamos aos cavalos para percorrer um último trecho de dunas em direção da praia da antiga foz do Rio Preguiça. Assim encerramos essa espetacular viagem a cavalo com chave de ouro.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgadas Brasil

Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 1ª parte

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada na Rota das Emoções, que inclui Sete Cidades, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses

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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 1ª parte

Cavalgada na Rota das Emoções, em dois estados que inclui passagens pelo Parque Nacional Sete Cidades, Delta do Parnaíba e os Lençóis Maranhenses. Uma viagem a cavalo surpreendente que permitiu conhecer uma região muito interessante e pouco divulgada do Piauí, com cultura e belezas muito pouco divulgadas.

Nossos cavalos Mangalarga Marchador foram os companheiros ideais para essa viagem a cavalo.

Rota das Emoções

Começamos a cavalgada em Pedro II que fica a 200 km de Teresina, na Serra dos Matões. Trata-se de uma pequena cidade serrana com clima ameno e povo acolhedor. A cidade é conhecida nacional e internacionalmente pela extração de Opala. O garimpo, beneficiamento, lapidação e venda da pedra são a base para o sustento da maioria das pessoas na cidade.

Partindo do Mirante do Gritador, que tem uma vista panorâmica incrível, começamos descer a serra com destino ao Parque Nacional Sete Cidades. No caminho paramos para visitar um engenho de cana bem original, puxado a boi. Acompanhamos o processo de preparo da rapadura, depois visitamos uma Casa de Farinha, espaço onde são feitas as farinhadas e preparado o delicioso beiju feito de goma e coco babaçu ralado. Nossa última parada foi na Associação Artesanal Xique-Xique que conta com 25 artesãs que produzem peças que tem como foco as tradições locais de tecelagem com pontos bem característicos da região, como o “olho-de-pombo”, o “tapeueuirana” e o “catado”. Riqueza nos detalhes, dedicação, talento e trabalho minucioso.

Parque Nacional Sete Cidades

Então, o Parque Nacional das Sete Cidades ou Cidades de Pedra, se destaca por suas sete cidades imaginárias, sete grupos de formações rochosas, ricas em monumentos e semelhanças com a realidade. As “cidades” apresentam formações rochosas esculpidas pela flora, calor, sol e chuvas, em forma de figuras humanas, animais e símbolos, atrativos únicos em cada uma.

A beleza cênica dos paredões e formações rochosas servem de moldura para uma viagem ao passado ilustrada por pinturas rupestres. Passado e presente se misturam nos mais de 6 mil hectares do Parque, que também é uma zona de encontro da Caatinga com o Cerrado. Nossa cavalgada no Parque começou entre pés de pequi e juazeiros que se juntam na mesma paisagem que une flora e fauna típica dos dois biomas.

Cavalgar nesses biomas enriquece ainda mais as belezas naturais do Parque, um cenário impressionante que já foi mencionado pelo autor de “Eram os Deuses Astronautas”, Erich Von Dãniken, que atribuiu a construção das Sete Cidades de Pedra a forças não naturais.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada em Dubai com cavalos árabes

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada em Dubai com cavalos árabes

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Cavalgada em Dubai com cavalos árabes

Para apaixonados por cavalos e cavalgadas, uma opção para quem quer fazer uma cavalgada no deserto em uma visita a Dubai, é conhecer os estábulos de Al Jiyad. Eles oferecem uma experiência interessante, a apenas trinta minutos de carro de Dubai, em um ambiente tranquilo na bela região desértica de Saih Al Salam.

Oportunidade para um galope pelas dunas em um belo cavalo árabe e possibilidade de ver alguns dos animais selvagens únicos da Arábia de perto. A área de conservação de Al Marmum é o lar do órix árabe, gazelas e raposas do deserto, entre outros animais que normalmente não são visíveis de carro.

Al Jiyad é uma opção para quem quer fazer uma cavalgada no deserto em uma visita a Dubai
Al Jiyad é uma opção para quem quer fazer uma cavalgada no deserto em uma visita a Dubai

O Al Jiyad atende a todos os níveis de cavaleiros e tem cavalos adequados a cada perfil de experiência. Os guias experientes conduzem desde um passeio pelas belas dunas do deserto até uma cavalgada mais emocionante nas trilhas de enduro. Ambas as experiências oferecem belas memórias deste ambiente único e ficam ainda mais especiais, no nascer ou o pôr do sol sobre o deserto.

Cavalgada em Dubai com cavalos árabes
Raça mais antiga é apreciada em todo o mundo

Montando Cavalos Árabes

O cavalo árabe é apreciado em todo o mundo e é uma das raças de cavalos mais antigas, suas origens remontam a 4.500 anos. Existe uma lenda antiga sobre a origem do cavalo árabe. Muito, muito tempo atrás, em um deserto da Arábia, um redemoinho de poeira se abateu sobre um homem e sua tribo.

O homem congelou de medo com a visão, mas então, do centro daquela massa de areia e poeira em redemoinho veio uma visão extraordinária. O homem esfregou os olhos, pois não confiava na visão, mas quando os abriu novamente viu que era verdade. Dessa poeira caótica vieram cascos empinados que galoparam pelo deserto, movendo-se tão rápido que pareciam engolir o chão.

O homem exclamou “Dê as boas-vindas a esta criatura”, pois acima daqueles cascos emergiu um dos animais mais bonitos que ele já tinha visto. O homem reuniu seu povo para mostrar-lhes o ser magnífico e mágico. “Bebe o vento”, anunciou ele, e por muito tempo o chamaram de Bebedor do Vento; só mais tarde foi chamado de cavalo. Então, cada tribo queria cavalos próprios, e daquele primeiro redemoinho de força e beleza vieram milhares de outros.

Foi um prazer especial montar esses cavalos incríveis em suas terras nativas.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Roteiro de Charme na Austrália

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada que explora umas das últimas fronteiras da Austrália

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Roteiro de Charme na Austrália

Cavalgada explorando uma das últimas fronteiras da Austrália. Passando por desfiladeiros profundos, montanhas, fontes termais, alagados, planícies, florestas tropicais e cachoeiras. Uma área com mais de 280 mil hectares. incrivelmente bela e praticamente inexplorada.

Cobrindo toda região noroeste da Austrália, Kimberley esse “sertão” australiano, tem cerca de três vezes o tamanho da Inglaterra e uma população de menos de 40.000 habitantes. A região é conhecida por sua paisagem selvagem e a magnífica cordilheira Cockburn, que tem a forma de uma grande fortaleza redonda e se eleva mais de 600 metros acima das planícies. Paisagens de beleza extraordinária, melhor ainda quando exploradas a cavalo.

Os pioneiros de Kimberley no início da década de 1880, originalmente tentaram criar ovelhas, no entanto, a grama natural chegava a quase dois metros de altura na estação chuvosa e à medida que a seca chegava, não servia como alimento para animais como ovelhas.

Roteiro de Charme na Austrália
Local conta com cavernas e diversos pontos interessantes para os amantes de uma bela paisagem

Minha programação incluiu conhecer a cultura viva e rica dos povos aborígenas da Austrália, que remonta a dezenas de milhares de anos. Com o conhecimento transmitido de geração em geração, eles têm uma perspectiva distinta não apenas da terra, mas da própria vida.

O ponto de partida da viagem foi Kununurra, a maior cidade da Austrália Ocidental, com uma população de 5.000 habitantes, é a base para explorar a região. Tem um Parque Nacional à sua porta: o Hidden Valley (ou Parque Nacional Mirima) fica a apenas 1 km de Kununurra. Tem cavernas interessantes, rochas coloridas em camadas e pequenos desfiladeiros. O Celebrity Tree Park e o Waringarri Aboriginal Arts Center também valeram a visita. Para concluir a passagem por Kununurra, pegamos um barco no lago e tivemos a sorte de ver crocodilos de água doce e uma jibóia de cabeça preta.

A cavalgada

Nossa viagem a cavalo começou descendo para a base da Cordilheira Cockburn em direção ao Vale Caroline. O roteiro incluiu uma parada nas fontes termais Wild Dog para um lanche e um mergulho, antes de seguirmos em direção aos currais de gado da Cantin, com vista para a cordilheira Cockburn e muitas árvores antigas Baobá.
Em mais um dia de cavalgada, seguimos em direção a Zebedee Hot Springs através do deslumbrante Moonshine Gorge, paramos para um mergulho nas águas termais, um oásis em meio a uma paisagem tão seca.

Roteiro de Charme na Austrália
Selas australianas têm assento mais profundo

A sela australiana não tem nada a ver com as que chamamos de “australianas” aqui no Brasil. Elas combinam algumas características das selas inglesas e western, foram desenvolvidas para cavalgar em terrenos difíceis. Elas têm um assento mais profundo, assentam mais à frente, tem um apoio para os joelhos e os estribos também são colocados em uma posição mais avançada. Por isso o centro de gravidade e o peso do cavaleiro ficam em uma posição mais para frente.

O casal Christian and Laura, nossos guias, tem cerca de 30 cavalos nessa região, aonde desde 2013 realizam viagens a cavalo com clientes de todo o mundo. Christian conhece muito bem essa terra antiga e misteriosa, e compartilhou conosco muitas histórias do “homem branco”.

Explorar essas terras antigas, a cavalo foi um privilégio!

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgadas, Mulheres e Cavalos

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre mulheres e a relação delas com os cavalos e as cavalgadas

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Cavalgadas, Mulheres e Cavalos

As mulheres estão presentes em todas as atividades humanas e no universo dos cavalos, essa realidade a nível mundial já é predominante. Assim, no Brasil ela está cada vez mais assumindo seu espaço, ocupando lugar de destaque na criação e nas atividades esportivas.

Voando Sem Asas – Como os Cavalos Tocam a Alma das Mulheres

Então, como bem explica Mary Midkiff em seu livro “Voando Sem Asas – Como os Cavalos Tocam a Alma das Mulheres”, mais do que se destacar, a mulher cultiva uma relação muito especial com os cavalos, que transcende o simples fato de montar o animal. Trata-se de um dom de extrema percepção e sensibilidade.

Cavalgada também é uma atividade em que as mulheres se destacam. Após 20 anos de estreita relação com amazonas de todo o mundo, estou convencido de que a razão mais importante para a proeminência feminina nas cavalgadas é sua capacidade de se relacionar com os cavalos, sua sensibilidade e paciência.

Bem como, cerca de 70% dos clientes de minha agência de viagens a cavalo, Cavalgadas Brasil, são mulheres. Elas tendem encontrar um relacionamento fácil com os cavalos, naturalmente se preocupam com o bem-estar físico e psicológico deles e são extremamente cuidadosas.

Mulheres guias de cavalgadas

Muitas mulheres ao redor do mundo são guias de cavalgadas, dessa forma destaco algumas com quem tive oportunidade de cavalgar. Laura Rosseti, que além de guiar entre cafezais na região de Mocóca e Guaxupé é juiza de atrelagem; Tammy Robaina que guia uma famosa Travessia na Patagonia Argentina; a Cristina Glenz que deixou uma bem sucedida carreira de executiva no Brasil para guiar suas cavalgadas no Uruguai; a Ingeborg Hernes que deixou seu emprego na Holanda para se tornar guia na Namíbia e a Barney Bestelink que aprendeu a montar no Quênia, estudou na British Horse Society, competiu em eventos internacionais de equitação e a mais de 30 anos é uma das mais reconhecidas guias de safaris a cavalo na África.

Por fim, na idade média, quando os cavalos eram um símbolo de poder, existia quase que um monopólio masculino na equitação. Mas nem sempre foi assim, na Grécia antiga quando sabiam muito sobre a natureza humana, a mitologia sobre as mulheres cavaleiras era muito rica. A Mongólia tem mais cavalos que pessoas, quando estive lá, pude observar que as mulheres participam das atividades e cuidados dos cavalos junto com os homens.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Roteiro de Charme na Mantiqueira

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma Cavalgada na Mantiqueira, que tem um roteiro repleto de charme.

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Roteiro de Charme na Mantiqueira

Nessa semana fiz uma cavalgada intitulada Roteiro de Charme na Mantiqueira, que tem como base a fazenda Palmares, em Amparo/SP. É uma fazenda histórica muito bonita, aonde criam cavalos manga-larga marchador e produzem café. Dessa forma, como a paixão do dono são os cavalos, o nome do premiado café produzido na fazenda é Café do Haras.

Assim, Ricardo Bacelar, anfitrião dessa cavalgada tem como lema de seu Haras “Criar com Harmonia, Treinar com Sabedoria, Cavalgar com Alegria!”, que ele segue fielmente como um mantra.

Sela Verde

A criação do Haras V8 é a 1º do Brasil (desde 2013) certificada com o programa Sela Verde, que é um programa de capacitação, sensibilização, certificação e aperfeiçoamento da atividade equestre. Dessa forma, a Certificação Equestre do projeto Sela Verde nasceu pela parceria entre as ONGs Biotrópicos e Conservação Internacional Brasil. É um programa muito interessante que tem como princípios a conservação ambiental, a responsabilidade social e o bem-estar animal. Assim, as primeiras normas foram geradas em 2010, em Belo Horizonte. Contudo, a diferença para outras normas internacionais de outras certificações é que este é o primeiro selo “Equino”.

Roteiro de Charme na Mantiqueira

A Cavalgada justifica seu título – Roteiro de Charme na Mantiqueira, os cavalos, as instalações e a programação tudo tem muito charme. No primeiro dia o destino foi a Vinícola Terrassos, saímos do Haras e começamos a cavalgada nos corredores dos cafezais da fazenda, cruzando alguns trechos de mata, passamos por pastos aonde estão éguas com seus potros, depois pegamos uma estradinha até chegar nos parreirais da vinícola.

A Terrassos é uma vinícola boutique, com uma produção pequena, artesanal e a preocupação em produzir um vinho de “terroir”. Em seguida, depois de acomodar nossos cavalos num piquete, fomos para a bela sede da Vinícola aonde nos esperavam aperitivos, degustação de vinho e almoço, tudo com a belíssima paisagem da Mantiqueira a nossa frente.

Atalaia

Então, no segundo dia de cavalgada nosso destino foi a Fazenda Atalaia. Foram 2 horas percorrendo trilhas, estradas e matas. Dessa vez passamos pelos pastos aonde estão garanhões e como estávamos montados em éguas, eles ficaram agitados e foi bonito de ver… ao chegar na Atalaia, que há mais de 20 anos produz queijos premiados que são armazenados em tulhas. Bem como, uma degustação de queijos e almoço estavam a nossa espera.

Roteiro de Charme na Mantiqueira
Após o roteiro, degustação de queijos estava a espera

Alguns queijos harmonizam muito bem com o mel de abelhas nativas (sem ferrão) produzidos na fazenda. O queijo Mantiqueira, de sabor suave com casca maturada com alecrim foi meu favorito na degustação.

Por fim, a Fazenda Atalaia também merece destaque por sua história e arquitetura. A propriedade que é de 1870 pertenceu a Pedro Penteado, presidente do Banco Industrial de Amparo. Portanto, suas construções restaurada são um convite para uma viagem histórica às origens das construções da São Paulo, do barro e da madeira.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada na Reserva Indígena Navajo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma Cavalgada na Reserva Indígena Navajo, a maior área de terra mantida por uma tribo indígena nos EUA

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Cavalgada na Reserva Indígena Navajo

A cavalgada na terra dos Navajos atravessa as partes mais espetaculares e interessantes da vasta Reserva Indígena Navajo. Em primeiro lugar, destaca-se que é a maior área de terra mantida por uma tribo indígena nos Estados Unidos. É uma das poucas nações indígenas cujas terras de reserva se sobrepõem às suas terras originais.

Bem no coração do deserto, o antigo povo Anasazi construiu uma civilização altamente desenvolvida há mil anos, eles viviam habitações de pedra precárias, mas facilmente defendidas no alto das falésias de arenito. Então, muito tempo depois, os índios Navajo se estabeleceram nessa bela e isolada paisagem.

Reserva Indígena Navajo
Indios Navajo se estabeleceram nessa bela e isolada paisagem

Nossa cavalgada atravessou três áreas distintas da Reserva Indígena Navajo. Começando no Canyon de Chelly, cujas falésias muito altas são pontilhadas por ruínas Anasazi e Navajo. Em seguida, foram dois dias de cavalgada entre as famosas montanhas, colinas e arcos naturais do Monument Valley e os últimos dias de cavalgada na base da Montanha Navajo. No último dia de cavalgada paramos em alguns dos pontos populares que são vistos em muitos filmes.

Cavalgada na Reserva Indígena Navajo
Cavalgada atravessou três áreas distintas

Para chegar no acampamento perto da junção do Canyon de Chelly e do Canyon del Muerto, seguimos uma trilha em ziguezague para cima e para fora do Canyon del Muerto, passando por ruínas Anasazi e fazendas Navajo

Cavalgada na Reserva Indígena Navajo
Acampamento perto da junção do Canyon de Chelly e do Canyon del Muerto

Dessa forma, os índios Navajos foram nossos guias e anfitriões durante essa semana. Com eles tivemos oportunidade de vivenciar essa área fascinante em profundidade, conhecer muitas histórias antigas, costumes e a rica vida cultural Navajo que ainda está muito viva.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Grand Canyon a cavalo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada no Grand Canyon e como foi uma aventura esse ‘passeio’

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Na medida que descemos para as profundezas do Canyon, há uma série de plataformas que variam em largura de 200 metros a 1,5 km largura, em um microclima que é protegido do frio e dos ventos. Esta cavalgada foi uma grande aventura e não pode ser confundida com os passeios de burro tediosos que são oferecidos aos turistas que querem descer o famoso Canyon! Essa foi uma viagem a cavalo em algumas das áreas remotas e pouco visitadas do Grand Canyon. Todos tinham que ser cavaleiros experientes, pois conduziriam os cavalos por trilhas acidentadas e alguns trechos traiçoeiros. Os poucos que participaram da aventura foram amplamente recompensadas por sentir a grandeza do cânion como os primeiros exploradores fizeram.

Primeiros exploradores brancos

Em agosto de 1869, o major John Wesley Powell e oito homens, em três barcos de madeira, com rações ficando escassas e nenhuma ideia de onde o Grand Canyon terminava, foram os primeiros exploradores brancos a documentar a incrível rede de cânions e terraços que compõem esta área do Colorado. No diário de Powell diz: “Deste ponto, posso olhar para o oeste, para os desfiladeiros do Colorado e ver a borda de um grande planalto, de onde riachos descem e ravinas profundas na escarpa que fica de frente para nós, continuado por cânions, irregulares e alargados e penhascos altos, até o rio. ”

Grand Canyon a cavalo
Cavalgada foi uma grande aventura

Guia Mel

Nosso guia, Mel, vem de uma linhagem de fazendeiros nascidos e criados nessa região incrivelmente bela, mas desolada, entre o Rio Colorado e a fronteira de Utah/Arizona. Ele chama os terraços dos degraus do Grand Canyon de “pastagens de inverno”. Dessa forma, referindo-se à prática da pecuária local de levar o gado para os cânions durante os meses de inverno, quando há água nas nascentes e tanques naturais. Paredes verticais com mais de 300 metros de altura de um lado e uma queda vertical de 300 metros do outro são cercas bastante eficazes. “as pastagens têm 40 milhas de comprimento e 40 metros de largura”, diz Mel, “e os únicos lugares que temos de cercar são onde elas se abrem em um desfiladeiro”.

Nosso grupo era relativamente pequeno, 10 pessoas, 12 cavalos e 3 mulas. Às vezes parecia muito pequeno e insignificante, como quando estávamos cavalgando por um dos amplos terraços, ou nas profundezas de um desfiladeiro estreito. Mas, reunidos ao redor da fogueira nas noites escuras, ou quando era minha vez de ajudar no acampamento, nosso pequeno grupo parecia muito maior.

Grand Canyon a cavalo
Reunidos ao redor da fogueiro, grupo de 10 pessoas parecia ser muito maior

Seis dias a cavalo

Foram então 6 dias explorando as pastagens de inverno do Grand Canyon. Contudo, nesses dias descobrimos muitas coisas. Não há dois cânions iguais, a água é escassa mesmo depois de uma chuva, a temperatura ambiente pode mudar muito apenas ao entrar na sombra e o rio Colorado é apenas um elemento do complexo do Grand Canyon. Quando encontrávamos uma poça de água, a maioria não tinha mais de dois centímetros de profundidade, mas nossos cavalos habilmente encontravam as mais fundas e sugavam água fresca em longos goles. Ou seja, eles eram especialistas nisso, sabendo como sabiam que poderia ser uma longa jornada até a próxima poça de água.

Grand Canyon a cavalo
Cavalos conseguem encontrar poças de água de profundidade maior

Dessa forma, ao final dessa grande experiência, depois de uma semana sem tomar banho e, um pouco rígidos por dormir no chão, estávamos todos emocionalmente relaxados e rejuvenescidos, sem muita pressa para voltar a civilização!

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Cavalgadas Brasil

Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah, lembrando da história dos colonizadores

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Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah

A história dos cavalos no Arizona remonta a cerca de um século depois que os conquistadores espanhóis chegaram ao solo americano no século XVI. Depois de 1680, quando a Rebelião Pueblo ocorreu em Santa Fé, muitos cavalos escaparam e os índios conseguiram capturar centenas deles.

A potência e a velocidade dos cavalos mudaram totalmente o estilo de vida dos índios, tornando muito mais fácil caçar búfalos e se deslocar. Tribos como os apaches e os comanches atrasaram a colonização europeia por décadas porque se tornaram extremamente hábeis cavaleiros na guerra, com uma mobilidade incrível. Seu estilo de vida nômade os tornava difíceis de rastrear e subjugar.

Logo após a Guerra Civil, os conflitos indígenas foram bastante reduzidos e os enormes rebanhos de búfalos dos quais dependiam foram rapidamente exterminados. Ao mesmo tempo, a conclusão das ferrovias transcontinentais tornou possível comercializar gado no Leste, onde uma população em rápido crescimento havia desenvolvido um enorme apetite por carne bovina.

O gado logo começou a prosperar no Arizona e, claro, foram necessários muitos vaqueiros e ainda mais cavalos para lidar com os rebanhos nas vastas áreas onde pastavam. No início, ainda havia grandes manadas de cavalos selvagens, muitos deles foram capturados, domesticados sem os quais a pecuária não poderia ter se desenvolvido tão rapidamente

Paisagens cinematográficas

Os diretores de cinema há muito tempo reconhecem que o Arizona e Utah têm algumas das paisagens mais impressionantes e dramáticas do mundo. Nessa cavalgada vamos a três dos mais belos Parques Nacionais americanos, percorrendo trilhas em algumas das partes mais remotas desta área espetacular. Cavalgamos em trilhas através de terrenos muito variados na área de fronteira entre Utah e Arizona, muitas vezes em caminhos rochosos que descem para as profundezas dos cânions.

A cavalgada começa no Pariah River Canyon e segue para o norte para contornar o Bryce Canyon, dando uma perspectiva incomum de suas fenomenais torres rosa. A trilha segue o rio Virgin, cruza o canto sudeste do labirinto de cúpulas de arenito de Sião e suas gargantas sinuosas, seguindo para o sul através de uma vasta região aberta. Em outro dia de cavalgada, dia inteiro ao longo da formação Zions cercada por penhascos brancos, com passagem pela famosa formação Elephant Cove.

Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah

Pastagens de verão no Grand Canyon

Dia de cavalgada espetacular descendo uma área pouco visitada no trecho norte do Grand Canyon, aonde existem áreas que fornecem abrigo para o gado e a vida selvagem das tempestades de inverno, em um microclima mais quente. Poucas cavalgadas têm um final tão dramático como essa, em Toroweap, onde o abismo do Grand Canyon cai mil metros e expõe eras de tempo geológico. 

Por fim, o acampamento movido a cada dia por veículo permitiu não retardar a viagem a cavalo com animais de carga, possibilitando seguir um ritmo bom, determinado pelo tipo de terreno.
Nosso guia Mel é um verdadeiro cowboy e já participou como figurante em vários filmes do velho oeste. Os cavalos confiáveis, acostumados a esses terrenos acidentados, ajudaram tornar esta aventura inesquecível.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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