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Cavalgada na Colômbia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre cavalgada na Colômbia, que começa em Oiba e termina em Barichara

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Cavalgada na Colômbia

Uma trilha desafiadora seguindo rotas históricas pela província de Santander, no leste da Colômbia. A viagem a cavalo começou em Oiba e terminou na cidade colonial de Barichara. Cavalgamos por caminhos percorridos pelos conquistadores e colonizadores. Chamados de estradas reais, muitos desses caminhos em pedra, foram feitos com o trabalho de índios, e levam à emblemáticas joias arquitetônicas, legado da colonização espanhola na Colômbia. Ao longo do caminho, conhecemos algumas das paisagens mais bonitas do país e tivemos oportunidade de conhecer a vida local em algumas pequenas aldeias.

No terceiro dia chegamos em Charala, pequena cidade cuja sobrevivência sempre esteve ligada a produção de algodão. Fomos visitar uma tecelagem artesanal dirigida por mulheres que usam as mesmas técnicas das tribos indígenas Guane que viviam nesta área antes da chegada dos espanhóis.

No dia seguinte, atravessamos o Rio Fonce e depois continuamos até as Cachoeiras de Juan Curi onde paramos para almoçar vendo a água caindo a mais de 180 metros em uma piscina natural.

Nos últimos dias de cavalgada antes de chegar em Barichara passamos por plantações de café e tabaco a caminho do Canyon Chicamocha. Com 2.000 metros de profundidade, o Chicamocha é uma atração natural colombiana indicada na campanha para selecionar as sete maravilhas naturais modernas do mundo.

Barichara está na cordilheira oriental dos Andes. Esta vila permanece congelada no tempo, e seu isolamento ajudou a preservar a arquitetura colonial, a vida local tranquila e a rica cultura que a tornam um destino especial. As ruas de paralelepípedos em forma de labirinto alinhadas com belas casas coloniais brancas inspiraram muitos artistas e artesãos que decidiram viver na cidade.

Os cavalos que montamos são fruto de uma seleção criteriosa de mais de 25 anos. Todos possuem sangue do crioulo colombiano cruzados com anglo-árabes. A marca do coração na paleta deles tem sido utilizada em bovinos e cavalos da família de nosso anfitrião Julio Pardo, há mais de 150 anos.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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