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Escolha de uma matriz vai além da genética

Escolha da égua reprodutora vai além da genética, saiba como identificar fatores que contribuem para o sucesso final

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Escolha de uma matriz vai além da genética

A determinação do sucesso da reprodução dos equinos vai além da escolha do garanhão. É fato que, o macho escolhido para ser o doador do sêmen precisa ser um animal que com o maior número de características desejáveis.

Escolha matriz

Dessa forma, além do garanhão, a escolha da matriz deve ser levada em consideração. Então, neste caso, deve-se observar se a égua apresenta habilidade materna para assegurar o desenvolvimento do potro.

É necessário pesquisar por completo o histórico reprodutivo e produtivo. Verificar se a égua já apresentou algum tipo de problema durante uma reprodução e quantos produtos já foram gerados.

A avaliação do status reprodutivo da égua e a manutenção do seu estado de saúde determinam sua inclusão e permanência na atividade reprodutiva. Contudo, é necessário evitar o acasalamento entre animais aparentados próximos. Porém, se o animal gerado em um determinado acasalamento atender as expectativas esperadas, aconselha se repetir esse mesmo acasalamento, de forma a multiplicar a qualidade gerada.

A idade da égua matriz é mais variável, porém há um limite. Após a faixa entre 15 a 18 anos de idade, dependendo do número de crias já produzidas, a capacidade reprodutiva e produtivo da égua declina, principalmente devido ao desgaste sofrido pela parede uterina. Entretanto, a qualidade da cria independe da idade da mãe.

O histórico em competições deve ser detalhadamente pesquisado. As premiações relevantes são as de campeonatos e reservado campeonatos, dependendo do grau de competitividade.

Fatores de escolha

A seguir, você confere alguns parâmetros que podem e devem ser utilizados no momento da escolha da matriz.

Genética

O primeiro passo para escolher qual égua será a reprodutora é a genética. É necessário definir as bases genéticas de sua seleção. Logo após, escolher as éguas matrizes que têm esse perfil genético, com preferência aos pedigrees superiores, que é mensurado com base no mérito zootécnico dos familiares mais próximos, até a terceira geração ascendente, no máximo.

De cada um dos pais, a égua recebe 50% da bagagem genética, dos avós, 25%, bisavós, 12,5%, seguindo assim por diante a contribuição genética perde em relevância. Qualquer ancestral de baixo valor zootécnico, pode comprometer o resultado de produção.

Conformação

O proprietário precisa interpretar corretamente as definições inseridas no respectivo Padrão Racial. Em caso de dificuldade nessa interpretação, recomenda-se procurar um consultor especialista da área.

Funcionalidade

Item quase sempre subestimado em éguas matrizes, por serem introduzidas ainda em idade jovem na reprodução. Assim, em raças de andamento marchado a marcha deve merecer a mesma importância dada à conformação.

Por ser uma característica genética, que tem no diagrama e no estilo os parâmetros de herdabilidade mais alta, o criador deve evitar escolher éguas de diagrama excessivamente diagonalizado ou lateralizado, se necessário escolher entre um e outro, a preferência ainda será para o lateralizado, pois tem mecanismo genético recessivo, que pode ser erradicado do plantel com mais facilidade.

Todavia, o melhor diagrama é o da marcha de centro, que apresenta uma clara dissociação visual nos deslocamentos. Então, é recomendado, sempre que possível, montar para conferir a qualidade da comodidade, o equilíbrio dinâmico, vigor e disposição.

O temperamento é qualidade das mais relevantes. Mesmo que a égua tenha genética superior, boa conformação e bom andamento, se a personalidade for forte, já é uma contraindicação à seleção.

Uma ficha de controle de valor zootécnico produtivo pode ser organizada, que visa avaliar a qualidade da conformação e desempenho dos produtos gerados pela égua.

Avaliação

Por fim, o comprador precisa solicitar uma avaliação atual de fertilidade, mesmo que a égua tenha um bom histórico produtivo. Os mais comuns são os problemas de má conformação da vulva, que deve ter posição vertical, a fim de reduzir a introdução de ar e fezes na vagina; infecção uterina; casos de ruptura reto/vaginal; cervicite; vaginite; ovários inativos; tumores ovarianos; útero infantil; mal posicionamento do útero, devido ao relaxamento de ligamentos durante gestações anteriores.

Dessa forma, será com base nessa avaliação que a égua será classificada como doadora de embriões (mérito zootécnico superior), égua matriz mediana, égua receptora, égua para reprodução e competições.

Fonte: Mundo Equino
Foto:  Jan Laugesen/Pexel 

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