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Copas de Marcha: elegância ou desconforto?

Dalva Marques comenta em sua coluna sobre o bom desempenho em Copas de Marcha; o cavaleiro deve ter em mente que o cavalo precisa se apresentar leve, flexível e atento aos comandos

É muito comum vermos em importantes Copas de Marcha animais conduzidos extremamente acelerados. Cabeça, pescoço, coluna totalmente sem conforto. A tão desejada cobertura de rastros, sobretudo, está sendo confundida com correria. Estamos falando daquela composta por passadas amplas, elásticas, com posteriores eficientes. Assim, para o bom desempenho durante o julgamento, o equitador deve ter em mente que o cavalo precisa se apresentar leve, flexível e atento aos comandos.

Muitos cavaleiros querem ‘resolver o problema’ do cavalo apenas com as mãos atarracadas nas rédeas. Isso é errado! Acima de tudo, causa pressão exagerada na boca do animal. Aliás, ainda culmina em movimentos artificiais, sem estilo nem elegância. Tais apresentadores das Copas de Marcha se esquecem de que os comandos com as pernas propiciam a reunião do animal. Como resultado, obtém a impulsão de seus posteriores. Eles confundem ajudas eficientes com pernadas desnecessárias. Essas tiram o conforto do animal, deixando-o tenso.

As ajudas são eficientes desde que haja a percepção do cavaleiro para aliviar a pressão tão logo o cavalo ceda. Queremos, antes de mais nada, que nossos animais saiam da pressão. Quer seja na embocadura, quer seja nas ajudas de pernas. Sempre com aquele ‘efeito mola’, ou seja, natural, harmônico, sem briga. Uma vez reunido, ele estará pronto para alongar.

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Postura é essencial

Queremos um cavalo avante, com passadas amplas e sincronizadas. Atenção: quando pedimos o avanço, o desejo deve ser maior do que a própria obrigação em avançar. O animal precisa relaxar, sentir prazer ao cumprir os exercícios. Em Copas de Marcha buscamos a boa avaliação. Portanto, tenha um conjunto de frente oblíquo. Além disso, sem debruçar nem pesar nas mãos do cavaleiro. Certamente isso lhe garantirá a boa avaliação.

Lembre-se: mãos leves, cavalo leve. Mãos pesadas, cavalo pesado. Toda pressão exercida em excesso resulta em tensão, briga e desconforto para o conjunto. Assim sendo, faz-se necessário analisarmos o que realmente objetivamos com a nossa equitação: elegância ou desconforto?

Cavalos que participam de Copas de Marcha e respondem rapidamente às ajudas e aos apoios são sempre bem avaliados. Então, saia na frente! Não tema em evoluir. Monte com graça e leveza, de maneira esbelta e nobre. Deus no comando!

Por Dalva Marques
Criadora, apresentadora e treinadora |
CT Rancho Bigorna | jurada de equinos e muares de marcha
Crédito das fotos: Márcio Mitsuishi e Arquivo Pessoal

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