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No dia Internacional da Mulher conheça Lucille Mulhall

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Lucille é considerada a primeira cowgirl do mundo

Conhecida como a primeira mulher a competir com os homens em eventos de laço e montaria, ela foi chamada Rodeo Queen, Queen of the Western Prairie, Queen of the Saddle, World’s Champion Roper, America’s Greatest Horsewoman, Queen of the Range, entre muitas outras denominações. Rainha! A primeira cowgirl da história é Lucille Mulhall, que nasceu em 21 de outubro de 1885, em St. Louis, Missouri, e faleceu em 21 de dezembro de 1940.

Em 1889, Lucille mudou-se com os pais Zach e Agnes Mulhall para Oklahoma, e foi criada no Mulhall Ranch, uma fazenda de 80 mil hectares. O território onde eles viveram hoje é um condado, Mulhall, Oklahoma, nomeado a pedido de Zach, pai de Lucille. O nome da cidade foi alterado de Alfred para Mulhall pouco depois de 1889, porque havia duas cidades chamadas Alfred naquela época, de acordo com uma petição feita por Zach. Nada mais justo para a história a primeira cowgirl a competir e vencer tenha uma cidade com seu sobrenome. Parece que o pai dela adivinhou.

A bela loira com características pequenas e olhos azul-cinza tinha talento para equitação, fato que mostrou desde cedo. Era natural para ela estar em cima de um cavalo, laçando, marcando gado, treinando, entre tantas outras tarefas associadas à vida em um rancho. Era brilhante e com a ajuda do pai, fez sua carreira.

Zach Mulhall organizou seus próprios Wild West Shows por muitos anos em todo os Estados Unidos e foi assim que Lucille começou. Ela e os irmãos eram as estrelas. Aos oito anos de idade ela já era uma laçadora experiente. A família Mulhall era amiga dos Miller Brothers, do 101 Ranch Fame, de Ponca City, e por muitas vezes realizaram as apresentações em conjunto. E Lucille também se apresentava no 101 Ranch Wild Hors Show dos Miller Brothers, até formar sua própria trupe em 1913.

Mas não foi só de apresentações que ela compôs sua carreira, também competia. A primeira a competir e ganhar dos homens. Foram muitos títulos em 20 anos. Will Rogers é creditado pela história como mestre de Lucille, amigo e professor, e sempre a chamou como a melhor competidora do mundo. Ao contrário de suas irmãs, ela não se interessava por bonecas e costura, mas sim por gado e laço, e treinava muito. Sua aposentadoria foi em 1922 e ela se dedicou ao rancho da família, em Mulhall. Faleceu após sofrer um acidente de carro a poucas milhas de casa.

Há quem diga que o termo ‘cowgirl’ foi inventado para descrevê-la, quando Lucille levou o mundo Western para o Madison Square Garden, em 1905. A única palavra que cabia exatamente ao seu perfil e que foi incorporada no vocabulário. Lucille Mulhall foi introduzida no National Cowboy and Western Heritage Museum e no ProRodeo Hall of Fame em 1975, e no National Cowgirl Museum and Hall of Fame em 1977.

Por Luciana Omena
Fonte: cowgirls.com

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Presidente do IBEqui participa de debate sobre o mercado equestre

Manuel Rossitto foi um dos convidados do debate virtual que teve como tema “A Indústria do Cavalo”; live foi promovida pela Revista Horse

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Com o intuito de debater sobre o mercado equestre, o presidente executivo do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), Manuel Rossitto, participou de uma live na segunda-feira (12). Além dele, o debate virtual contou com a participação do professor Roberto Arruda de Souza Lima, coordenador dos Estudos do Agronegócio do Cavalo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP).

Antes de mais nada vale frisar que a live teve a realização da Revista Horse, tendo o jornalista Marcelo Mastrobuono no comando. Durante o debate, Manuel Rossitto, que também é superintendente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), fez questão de destacar a importância e a grandeza do mercado equestre.

“Precisamos entender o cavalo como um todo. Ainda temos pouca informação, por isso a relevância do trabalho do professor Roberto. O cavalo tem uma presença muito forte no país. Passando pelos cavalos de lida e dos esportes equestres, até os cavalos nas tropas do Exército e também na polícia montada”, afirmou.

Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo

Um dos assuntos também abordados na live foi o Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo (CEPEA/ESALQ/USP). Afinal, Roberto Arruda é um dos autores do estudo que, em 2016, divulgou que R$ 16 bilhões movimentam a economia do cavalo no Brasil.

Assim, no debate ele contou que agora essa pesquisa será atualizada e, ainda, melhorada.  “A ideia é fazer algo melhor que foi feito. Dar mais nitidez. Com isso, devem vir outras novidades para o setor. Como, por exemplo, o bem-estar único, que levam em conta o bem-estar do animal, do humano e equilíbrio do ambiente”, ressaltou.

Engajamento do setor

A necessidade de haver mais engajamento do mercado equestre com órgãos governamentais também foi tema do debate. De acordo com o professor Roberto, falta união dentro do setor para levar pautas às autoridades.

Nesse sentido, Rossitto explicou que o IBEqui surgiu da necessidade de agregar e unificar o universo do cavalo. “Hoje, 30 entidades compõem o Instituto. Como resultado, temos tentado estar cada vez mais perto das autoridades regionais, locais e federais. Precisamos contar com eles para termos uma coleta de dados para melhorar a nossa visão do cavalo como um todo”, disse.

Por fim, quando o assunto se tornou a previsão do valor da indústria do cavalo atualmente, Manuel Rossitto não hesitou em dar sua estimativa. Para ele, passa dos R$ 30 bilhões. Enquanto isso, o professor foi mais cauteloso e respondeu que é melhor esperar o resultado do levantamento.

Ao término do debate, Rossito declarou que o IBEqui será um grande parceiro do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo. Sendo assim, apoiará no que precisar em relação a aproximação com as autoridades e com os empresários do setor. “Estamos nos aproximando de uma evolução grande para achar soluções para o setor. Tenho certeza que os resultados vão surpreender positivamente”, finalizou Roberto Arruda.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Assessoria IBEqui
Crédito da foto: Divulgação/Assessoria IBEqui

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Conheça simbologias e fatos interessantes sobre os cavalos na arte

A arte equina mostra o cavalo como o animal mais representado desde a Pré-história e uma das mais antigas matérias artísticas

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O cavalo faz parte da história de evolução do planeta. Em tempos muito remotos, eram usados como meio de transporte e imprescindíveis em batalhas. Retratar o que acontecia na sociedade sempre fez parte do cotidiano humano e por isso há, simbolicamente, tantos cavalos na arte ao longo do tempo.

Antes de mais nada, a arte equina mostra o cavalo como o animal mais representado desde a Pré-história e uma das mais antigas matérias artísticas. É tão antiga como a própria arte. Só pra exemplificar, existem representações de cavalos na arte rupestre paleolítica (Idade da Pedra Lascada) e na arte antiga de todas as civilizações.

O cavalo aparece, portanto, em todos os tipos de arte antiga:

  • Egípcia (do quarto ao primeiro milênio antes de Cristo)
  • Grega (aproximadamente de 900 até 146 a.C.)
  • Chinesa (história contínua de mais de 3 mil anos)
  • Greco-romana (antigas civilizações mediterrânicas)
  • Na Idade Média (entre os Séculos 5 e 15)
  • Na época do Renascentismo (entre meados do Século 14 e o fim do século 16)
  • Barroca (final do século 16 e meados do século 18)

No início, os cavalos na arte eram retratados por seu uso durante a vida cotidiana do homem, como apoio na agricultura, e também durante as batalhas.

Se retratar cavalos na arte antiga era comum, aparece com menos frequência na arte moderna. Talvez por não se encontrarem mais tão significativos como modo de transporte ou como um instrumento de guerra.

Cavalos na arte: a arte equina mostra o cavalo como o animal mais representado desde a Pré-história e uma das mais antigas matérias artísticas
Arte rupestre

Arte moderna

O Modernismo no Brasil foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do Século 20, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas.

De acordo com os estudos da pintora Thelma Ferraz, na arte do Modernismo até os dias de hoje, com o advento da fotografia, qualquer representação muito acadêmica começou a perder o interesse. “A figura do cavalo é poética e romântica. Os cavalos na arte representam imponência e são fortes simbolicamente. Assim, a arte contemporânea está ligada a algo mais conceitual”.

O que se busca hoje, portanto, é o conceito de uma determinada obra, qual a finalidade do trabalho, o que ele quer dizer, qual sua função. “Nos dias de hoje, a arte é bastante usada para discutir os problemas da sociedade e da humanidade, retratar questões políticas e sociais. Por isso as representações de figuras, não só do cavalo, mas também de outros elementos, que são pelo belo, apenas por ser decorativo e bonito, esteticamente útil, não chama tanto interesse”, complementa Thelma.

Por sua experiência como uma artista que trabalha a representação acadêmica do cavalo, ela conta que um artista que queira, então, trabalhar hoje com a figura do cavalo terá que ‘linkar’ sua obra a alguma coisa pertinente a arte contemporânea, funcional. “Qual serviço que aquele obra prestará para o momento.”

Bucephalus, ‘O Brado do Ipiranga’, ‘A Proclamação da República’

Cavalos na arte: três obras que merecem destaque

Dentre tantas obras em todos os períodos citados acima, com a ajuda de Thelma, separamos três de destaque com histórias marcantes.

Bucephalus, um dos mais famosos cavalos da antiguidade. Talvez seja o cavalo mais famoso também da arte equina. Era o companheiro de batalhas de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. Em homenagem a ele, a história diz que Alexandre fundou uma cidade, Bucephala (atual Jhelum, no Paquistão). Do mesmo modo que Bucephalus é referenciado em arte e literatura. Algumas obras famosas do cavalo sobrevivem hoje no museu do Louvre em Paris.

O quadro do ‘O Brado do Ipiranga’, de Pedro Américo, é outra obra equestre emblemática. A pintura retrata D. Pedro I no alto de uma colina, de espada em punho e montado em um cavalo alazão. Foi o momento em que o então príncipe regente proclamou a Independência do Brasil. Aliás, muitos atestam que o cavalo era alazão, enquanto outros têm certeza de que era uma ‘bela besta baia’, ou seja, uma égua ou mula de carga sem nenhum charme.

O Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República e esse momento tornou-se uma das obras mais conhecidas e que, frequentemente, ilustra a história do Brasil. O quadro ‘A Proclamação da República’ é obra do artista Henrique Bernardelli. Há uma história que conta que o Marechal estaria muito doente e pediu para montar um cavalo mais manso e por caso o mais feio do batalhão na hora em que se daria a Proclamação da República. Mas o artista foi generoso e deu imponência ao momento.

Por Luciana Omena
Fonte: Wikipedia, Hisour.com
Crédito das fotos: Cedidas
Na foto de chamada: Leonardo Da Vinci – estudo de cavalos

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Casos de mormo em equinos são registrados em Santa Catarina

CIDASC informou que nove cavalos de propriedades localizadas no Oeste do estado foram acometidos pela doença

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De janeiro a março de 2021, foram registrados nove casos de mormo em equinos de propriedades localizadas no Oeste Catarinense. Isso de acordo com informações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).

Como resultado, os casos de mormo em equinos no estado pegou de surpresa autoridades sanitárias. Afinal, Santa Catarina estava prestes a conquistar o reconhecimento nacional como área livre da bactéria.

Dos nove casos registrados no estado, três foram identificados na região de Chapecó. Outros em São Carlos, São Miguel do Oeste, Tijuca, São José, Canelinhas e Rio do Cedro. A fim de evitar uma maior proliferação da doença, as cidades estão fazendo ações integradas nas entradas e saídas do estado.

Além disso, as autoridades catarinenses orientam que os criadores locais estabeleçam métodos de controle na propriedade. Como, por exemplo, o cadastro da propriedade em dia, com os nascimentos e compras, com as devidas guias de trânsito e exames necessários.

Sobre o mormo

Quando diagnosticado pelos meios reconhecidos internacionalmente, mesmo que não apresentando sintomas, o caso deverá ser obrigatoriamente notificado ao órgão responsável do estado. Na sequência, o animal deverá ser submetido a eutanásia.

Conforme especialista, pensar que o animal está curado do mormo é um grande risco para a sanidade animal e, inclusive, humana. Já que no homem a doença pode se manifestar de forma aguda, com febre, formação de nódulos com laringite e infecções nos vasos linfáticos. Podendo, portanto, evoluir para a morte do paciente.

Antes de mais nada vale frisar que o mormo é uma zoonose gravíssima e de grande importância socioeconômica, bem como sanitária. Sendo assim, os principais sintomas são:

  • Febre; temperatura elevada
  • Tremores;
  • Suor excessivo;
  • Sensibilidade a luz;
  • Rigidez muscular;
  • Catarro e sangramento nasal;
  • Perda de peso progressiva;

Como solicitar exame de mormo

O mormo acomete cavalos, asininos e muares. Ela faz parte do Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos (PNSE), estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Sendo assim, a solicitação e a realização de exames para diagnóstico da doença é procedimento que só pode ser desenvolvido em conformidade com a legislação.

Por fim, o diagnóstico do mormo é regulamentado pela IN 24 de abril de 2004. As amostras para a realização do exame de AIE devem ser colhidas somente por médicos veterinários devidamente reconhecidos pela Secretaria de Agricultura do estado. Bem como o nome constar na lista oficial do MAPA.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação

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