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Reunião em Brasília discute Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos

Entre os presentes no encontro, organizado pela ABRAPE, a diretoria de Os Independentes representando o setor equestre

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A ABRAPE – Associação Brasileira dos Promotores de Eventos organizou uma reunião em Brasília a fim de discutir pontos do PERSE – Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos. Estiveram presentes, representando o setor equestre, três diretores de Os Independentes, promotores da Festa do Peão de Barretos.

O presidente de Os Independentes, Jeronimo Muzetti, o vice-presidente, Kaká Santos, e o diretor adjunto de rodeio, José Alexandre S. Paiva, participaram desse encontro com o líder do Governo Ricardo Barros, representantes do Ministério da Economia, Casa Civil, Ministério do Turismo e lideranças parlamentares (mais de 120 Deputados e Senadores).

Na pauta, discussão de pontos do Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos e ainda a solicitação de que o Projeto de Lei escrito e articulado pela ABRAPE seja reconhecido como emergencial para a votação com prioridade, já que o setor de cultura e entretenimento é o mais afetado pela pandemia da Covid-19.

O presidente de Os Independentes Jeronimo Muzetti afirmou que o encontro foi importante para fortalecer a mobilização do setor, que gera milhares de emprego e renda para todas as regiões do Brasil. “Temos consciência dos cuidados necessários em relação à saúde pública, mas precisamos encontrar alternativas para o setor que emprega milhares de pessoas e acaba sendo o principal motor da economia em muitas regiões e cidades brasileiras que enfrentam dificuldade neste momento”, diz.

Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos: reunião em Brasília teve a  presença da diretoria de Os Independentes
Kaká Santos e Jeronimo Muzetti (no centro) estiveram na Missão da ABRAPE em Brasília para discutir o Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos

Impacto na Festa do Peão de Barretos

Por conta da pandemia da Covid-19, a Festa do Peão de Barretos do ano passado foi adiada para o período de 19 a 29 de agosto de 2021, com base na lei 14.046, de 24 de agosto de 2020. De acordo com Os Independentes, não houve cancelamento, e no final de semana que aconteceria o evento, a Associação promoveu uma ‘Live’.

Diretamente, cada edição do evento gera cerca de cinco mil empregos e, aproximadamente, oito mil empregos indiretos, comenta Os Independentes em nota enviada à nossa reportagem. Segundo a Secretaria de Turismo do Estado de S. Paulo, a Festa do Peão de Barretos movimentou, por exemplo, cerca de R$ 900 milhões na região em 2019.

“O adiamento da Festa causa sim um impacto econômico na região. Promovemos a ‘Live’ em agosto de 2020 para passar realmente uma mensagem de esperança e com a expectativa do retorno dos eventos presenciais”, afirma Jeronimo Muzetti. A saber, Os Independentes apuraram mais de 7,5 milhões de visualizações ao somarem as transmissões dos dois dias de ‘Live’, 29 e 30 de agosto. Sem contar na estrutura montada, algo jamais visto no evento.

Além desse encontro em Brasília, a Associação Os Independentes comenta que tem participado de reuniões com representantes do Governo Federal, junto com a ABRAPE. Todos em busca de medidas para atendimento das questões emergenciais do setor de eventos.

Live da Festa do Peão de Barretos em 2020 – Foto: Divulgação/Os Independentes

Números gerais

Conversamos com a APRAPE sobre o assunto e a entidade acredita que o prejuízo no setor de eventos provocado pela pandemia alcance R$ 90 bilhões. A associação calcula que os cofres públicos podem deixar de arrecadar ainda em 2021 cerca de R$ 4,65 bilhões em impostos federais, devido à total paralisação dos eventos de cultura e entretenimento. A projeção foi feita com base em dados da Receita Federal e Ministério da Economia.

Em nota, a ABRAPE nos disse que um levantamento feito por eles indica que foram perdidos, desde o início da pandemia, 335.435 empregos formais no setor, composto por operadores turísticos e agências de viagem, aluguel e montagem de estruturas para eventos, bares e restaurantes, hospedagem, publicidade e propaganda, segurança privada e serviços gerais e de limpeza. O número passa de 450 mil se entrarem no cálculo os trabalhadores indiretos.

Circulou nas redes sociais a notícia, confirmada pela ABRAPE, de que os empregos afetados no segmento de eventos superam em quase 80 vezes os perdidos com o fechamento das fábricas da Ford no país. A entidade, no entanto, não computou dados específicos sobre cada segmento, como por exemplo, rodeio, festas agropecuárias e provas equestres.

Em tempo, buscamos apurar com as associações de raças equinas dados sobre os prejuízos acarretados pela pandemia, mas não obtivemos retorno ainda.

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Por Luciana Omena
Crédito da foto de chamada: Divulgação/ABRAPE

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