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Working Cow Horse: Trabalho de cerca importante para o treinamento

Aperfeiçoar ‘Boxing’ – ou ‘Caixote’ – pode ser o que faltava para elevar o nível de suas apresentações na modalidade

Você sempre quis fazer Working Cow Horse, mas não se considera suficientemente confiante para cortar um boi na cerca. Ou simplesmente não se sente à vontade com todos os aspectos da modalidade?

Uma boa dica é aprimorar suas técnicas de Boxing, ou Caixote. “É uma aula introdutória ao trabalho fence work. Uma boa maneira de começar nesse esporte”, comenta o treinador Jake Telford, de Caldwell, Idaho.

Uma prova de Working Cow Horse conta com as fases fence work (cerca), rein work (rédeas) e cow work (gado). “Treinar o ‘Caixote’ te leva a aprender a ter mais controle sobre o gado. Aproximação, corrida e corte”, reforça Telford.

Para começar bem e da forma correta, há algumas coisas que você precisa saber:

– Seu cavalo deve usar embocaduras apropriadas para a idade (snaffle bit, hackamore ou freio). A exceção está nas classes de jovens ou amadores nível 1, onde cavalos de qualquer idade podem ser apresentados com as duas mãos, usando snaffle bit ou hackamore.

– Em parte do trabalho com gado, é permitido segurar no pito da sela.

– É muito difícil praticar ‘Caixote’ sem o gado. Caso você não tenha gado para praticar, pode usar a bandeira ou ter uma pessoa que possa fazer o lugar do boi.

O trabalho de cerca bem executado pode dar o ‘up’ que você precisava

A ideia do ‘Caixote’ ou ‘Boxing’ é mostrar ao juiz que você pode controlar o boi. Segundo Telford, algumas pessoas adotam uma abordagem agressiva, enquanto outras ficam mais tímidas, mais afastadas do gado.

Portanto, é ideal conhecer profundamente seu cavalo, aprender a ler o gado ou ser capaz de ouvir seu treinador. As pessoas que não têm muita experiência com gado devem buscar orientação sempre.

Telford comenta que uma boa corrida de ‘Caixote’ começa quando a pessoa sabe ler bem o seu boi. “Quando liberarem o seu boi e ele for em sua direção, fique um pouco longe para controlar a situação”, aconselha.

Ele reforça: “Se é um boi lento, o juiz não quer ver você parado lá, encarando ele por dez minutos antes de se aproximar. Você precisa ir para cima do boi e fazer com que ele se mova”. Não importa que tipo de boi que se apresente na sua frente, é preciso tirar o máximo proveito dele.

E a posição correta? “Deixar o nariz do seu cavalo em algum lugar entre a cabeça, o pescoço e a paleta do boi quando ele passar pelo final da arena”, diz Telford. Se você estiver paralelo ao final da arena, quando o boi chegar à lateral da cerca, seu cavalo deve alcança-la ao mesmo tempo.

“O que não queremos é ver o boi chegar na cerca e estarmos longe, demorando para nos aproximar e trabalhar. Se atrasar, perde o momento de cortar o boi”.

O juiz não lhe dará crédito se tiver fora de posição. A posição ideal é como se fosse um espelho. Os seus movimentos e os do cavalo devem estar em sintonia com os do boi. A diferença entre o ‘Boxing’ e a Apartação é que você não tem ajuda dos rebatedores para movimentar o gado. É você que precisa fazê-lo.

O ideal é ser sorteado com aquele boi que quer trabalhar, que vem até você e se movimenta espontaneamente. Caso isso não aconteça, Telford indica para que o cavaleiro permaneça na posição correta e espere o juiz liberar um novo boi. Mas se, mesmo lento, o boi der condições, vá até ele e faça-o se mover.

O juiz quer ver você e seu cavalo espelhando o boi e fazendo movimentos. Você força ele a se mover, você tem o controle. Assim os juízes darão crédito a sua manobra. E lembre-se: divirta-se!

Fonte: AQHA
Tradução e adaptação: Luciana Omena