Tie-down Roping

Do Motocross ao Laço, Bruno Renna conta como tudo começou

Morador do Vale do Paraíba em São Paulo, o laçador começou na modalidade em um momento que ele considera mais tarde que o usual, mas isso não atrapalhou em nada sua dedicação e desempenho

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Bruno César Renna Quartucci, de Arujá/SP, é hoje um dos nomes do Laço Individual. Tem pela ABQM mais de 350 pontos e participação nas mais importantes provas da modalidade. “Comecei a laçar em 2004. Eu era piloto profissional de Motocross e resolvi largar tudo a fim de aventurar no meio do cavalo”, conta.

Na época, um dos locais que ele treinava Motocross era uma hípica. Inclusive, um rapaz chamado Danilo arrendava algumas baias e a pista de laço. “Acabei me interessando e liguei para o Danilo com o intuito de saber mais sobre o esporte. Em seguida, me convidaram para visitar o treinador Hamilton Bezerra”.

Bruno Renna conta que foi nesse dia que largou de vez o Motocross. “No mesmo dia comecei a me dedicar exclusivamente ao Laço. Mesmo com meus pais dizendo que não tinha mais idade para começar, que iria disputar com pessoas que já treinavam desde criança, mais eu não desisti”, relembra o laçador.

Não demorou muito, portanto, para que a família o apoiasse integralmente. “Alguns meses depois da minha decisão, o Hamilton nos aconselhou a procurar o Daniel Lopes, que seria mais perto da minha casa e eu conseguiria treinar com mais constância”.

Começou ai uma parceria de sucesso. De acordo com Bruno Renna, muitos dos seus títulos vieram nessa época em que Daniel treinava seus cavalos. Assim como o treinador mais experiente também conquistou vitórias. Os anos se passaram e com a ida de Daniel para fora do Brasil, Bruno buscou outro treinador para dar continuidade ao seu projeto.

Morador do Vale do Paraíba em São Paulo, Bruno Renna começou na modalidade em um momento que ele considera mais tarde que o usual

Evolução e recado

“O Paulinho Saraiva, que na minha opinião é um dos melhores treinadores de cavalo de Laço, veio morar no meu rancho e isso me ajudou muito. Logo após um ótimo período com ele, iniciou-se mais um importante momento na minha carreira, com vinda do meu grande amigo Marcos Vendrameto ‘Mezenga’”.

Segundo o laçador, cada treinador que passou pela sua vida tem sua característica e ele aprendeu muito com cada um.

Mais de 10 anos depois, ele coleciona não só momentos importantes, como também cavalos que marcaram. “Entre os cavalos mais marcantes que já montei, Rondos Ronald, que me trouxe a primeira vitória e me acompanhou durante toda minha base nas categorias Iniciante e Amador; e Miss Get ‘Sertaneja’, o melhor animal que já montei até hoje, atualmente é a égua mais pontuada no Laço Individual Cronômetro em atividade”.

Foram muitos títulos nas categorias Iniciante, Jovem e Amador desde que Bruno Renna começou no Laço, bem como algumas vitórias na Aberta. Mas sempre tem aquele que todo competidor lembra com mais carinho. E para ele foi o título do Rodeio de Divinópolis em 2012. “Eu era da categoria Amador e nunca tinha conseguido entrar para uma final de rodeio. Naquele ano acabei campeão”.

Ninguém duvida que, do alto de sua bagagem ao longo dos anos no Laço e a forma como começou, vale seguir essa super dica: “Uma dica para quem está no esporte, principalmente para quem quer começar, é para ir atrás do seu sonho, não importa o que falam para você. Se dedique o máximo e nunca ache que é de mais. Você sempre vai aprender um pouco com alguém.”

Colaboração: PRO Tie Down Roping
Crédito das fotos: Reprodução/Instagram

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Fábio Moraes Bueno conta sua trajetória no Laço Individual

Carioca, o treinador hoje se estabeleceu em Leme/SP, onde treina e dá cursos de Laço Individual e Breakaway Roping

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Fabio Moraes Bueno começou a laçar em 2001. Carioca, hoje tem seu centro de treinamento em Leme, interior de São Paulo. Além de treinador de cavalos de laço, ele ministra cursos e aulas de Laço Individual e de Breakaway Roping. Sua inspiração para começar foi o pai, que laçava aos finais de semana com os amigos. “Comecei a ajudá-los nos treinos e, aos poucos, meu pai meu deixou laçar”, conta.

Antes de mais nada, o pai é até hoje o seu maior incentivador. “Ele sempre incentivou muito a minha carreira. Me proporcionou tudo que eu precisava para poder começar e continuar nessa jornada como treinador”. Além do pai, Fabio Moraes Bueno tem alguns ídolos no Laço Individual. “Quando criança era muito fã e queria ser igual ao Flávio de Oliveira e ao Carlinhos Pereira”.

Decorridos alguns anos de muita dedicação, Bola, como é carinhosamente chamado, não só convive com seus ídolos como também se inspira em outros amigos e profissionais. “São pessoas que, sem dúvida, se tornaram inspiração para o meu trabalho, como Paulo Saraiva, Flávio Brandão, Fábio Pereira e Ademir Daniel de Oliveira”.

Carioca, o treinador hoje se estabeleceu em Leme/SP, onde treina cavalos de laço e dá cursos de Laço Individual e Breakaway Roping
Geléia

Momentos de destaque

No começo da sua vida no Laço Individual, Fabio Moraes Bueno foi campeão Nacional Jovem 2006, campeão Copa Vale 2010, bicampeão da Copa dos Campeões ABQM categoria Aberta (2015 e 2016). Ano passado, voltou para casa com o título do Derby ABQM Aberta no Laço Individual Técnico.

Um competidor sempre tem no coração cavalos que marcam a carreira. No caso de Bola, ele destaca dois animais que marcaram sua vida. Geléia, do Chiquinho Mesquita, segundo ele o melhor cavalo que montou, treinado por Flávio de Oliveira; e Bella Época, do Renato Antunes, a melhor égua que treinou.

Assim como coleciona momentos marcantes, como ele mesmo conta: “Um dos momentos mais marcantes da minha vida no esporte foi em 2014. Morava com o Fabinho Pereira e tive que operar o ombro, ficando dez meses parado. Tinha oito cavalos de clientes em treinamento que eram o meu sustento”, lembra.

Com a impossibilidade de montar a fim de se recuperar totalmente da lesão, o laçador contou com a ajuda do amigo treinador. “Fabinho não me deixou entregar nenhum cavalo de volta aos donos. Ele os treinou para mim sem custo nenhum, me ajudando a ter uma renda e superar esse momento tão difícil. Nunca vou me esquecer disso!”

Por fim, Fabio Moraes Bueno tem um recado para quem ama o Laço Individual e pensa em seguir a modalidade: “a maior dica que posso dar é que o iniciante estude, da maneira que puder. Faça cursos, assista vídeos, tire dúvidas com os profissionais. Acima de tudo, esteja sempre em busca de aprender mais. Nunca deixe ninguém falar que você não consegue, a dedicação sempre vai ganhar do talento.”

Colaboração: PRO Tie Down Roping
Crédito das fotos: Reprodução/Instagram

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Quarto de Milha

Dalmyr Semeghini investe na criação de cavalos voltados ao Trabalho

A Fazenda Santa Maria, entre outros animais, é a casa dos garanhões Rey For Jackson e SM Shake Your Boon

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A história do Dr. Dalmyr Semeghini com os cavalos é antiga. Tudo começou em 1928 e já dura quatro gerações. Hoje, o foco do criatório é o Laço Individual, devido ao sucesso dos filhos de seus garanhões e matrizes terem destaque nessa modalidade. Bem como, foco na criação de cavalos voltados ao Trabalho de forma geral.

A Fazenda Santa Maria começou com o Sr. Theodósio Semeghini, há 93 anos. Em 1962 foi vendida por um dos herdeiros e readquirida em 1973, pelo então proprietário atual, o Dr. Dalmyr Semeghini.

De acordo com ele, originalmente era uma fazenda de criação de gado. A fim de fazer um manejo eficiente, utilizava cavalos de lida Mangalarga Paulista, liderados pelo garanhão Turbo MJ, filho do famoso Turbo Jo.

Então, a partir de 1993, iniciou-se a criação de cavalos Quarto de Milha. Foi Dalmyr Semeghini Jr, filho mais velho do criador, que deu o ‘ponta pé’ inicial nesse novo segmento. Dessa forma, a criação tem como foco as modalidades esportivas do Quarto de Milha, cuidando sempre do aprimoramento genético para provas de performance e gado.

A Fazenda Santa Maria, cria cavalos voltados ao Trabalho; e entre outros, é a casa dos garanhões Rey For Jackson e SM Shake Your Boon
SM Shake Your Boon – Foto: Fabio Cabrera

Animais em destaque

Em 28 anos desde que optaram pela criação de Quarto de Milha, Dr. Dalmyr conta que a experiência os carrega para excelência na raça. “Ótimas instalações, garanhões e matrizes importadas, que nos permitem colocar no mercado animais extremamente competitivos, com bela estrutura física, grande resistência e pelagem diferenciada”.

Localizada em Itápolis/SP, a Fazenda Santa Maria tem hoje um total de 85 animais. Entre eles dois garanhões principais, Rey For Jackson (Dual Rey x DA Royal Pepto) e SM Shake Your Boon (Fannig Sugar x OH Lady Boon). Ambos importados e produtores, assim como as principais matrizes do criatório, a maioria importada e produtoras de campeões.

Entre as reprodutoras, Crocheted. “Ela é importada dos Estados Unidos. Talvez, hoje no Brasil, a matriz viva que mais ganhou prova no Laço por lá, mais de US$ 200 mil”. Dr. Dalmyr ainda destaca Mandy Stylish SF, mãe do atual campeão Nacional de Laço Individual Cronômetro Aberta e Aberta Catrado, Boon Stylish Lena. O animal é cruzamento da égua com SM Shake Your Boon.

Entre outras, como Smooth Salley RE, My Kinda Party LN, Peptos Joy, Corona Dash Streak, Glory Designer, Mariah Red Feather.

A Fazenda Santa Maria, cria cavalos voltados ao Trabalho; e entre outros, é a casa dos garanhões Rey For Jackson e SM Shake Your Boon
Crocheted – Foto: Robson Tegani

Inventivo ao cavalo Quarto de Milha

Entusiasta de cavalos voltados ao Trabalho, o criador investe sempre. “A expectativa que eu tenho com o cavalo de Laço, se confunde com a expectativa que eu tenho com o cavalo de Trabalho. Na fazenda temos uma tropa bem específica de trabalho, importante e bem boa. E uma tropa de performance, voltada para os Três Tambores”.

Mas, ele faz questão de reafirmar não só o seu incentivo ao cavalo Quarto de Milha como um todo, como também ao cavalo de Trabalho “Tanto que tem um campeonato de Ranch Sorting que leva o nome do meu garanhão, Rey For Jackson. Eu dou toda a premiação e o fomento. Sou criador há muitos anos e tenho prazer em promover a raça Quarto de Milha, que eu adoro, amo e cuido”.

Por Equipe Cavalus
Na foto de chamada: Rey For Jackson / Crédito: Cedida

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Régis Alcântara é grato pelos cavalos e pessoas em sua trajetória

“Sem dúvida, um momento marcante foi vencer em um cavalo que treinei. Passa um filme na cabeça de todo o trabalho e dedicação. É muito gratificante.”

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Régis Alcântara, 34 anos, é natural de Mogi das Cruzes/SP, onde mora e tem seu CT. Começou nas modalidades equestres com o Team Roping, em 2002, laçando ao lado do irmão. “Treinava com meu irmão, mas quando percebi que ele já não tinha mais os mesmos sonhos que eu, fui em busca de realizá-los sozinho”, conta o laçador.

O start para migrar para o Laço Individual se deu quando o treinador assistiu a um vídeo. “O vídeo em questão é um curso de Laço Individual ministrado por Roy Cooper. Eu me apaixonei pela modalidade, então comecei a dedicar e treinar”. Na época, ele tinha um cavalo chamado Jambalaya do Brasil. De acordo com Régis Alcântara, era aquele tipo de cavalo antigo que fazia todas as modalidades.

“Em poucos meses de treino, meu e do meu cavalo, fui a uma prova no Rancho Bonanza, em Guararema/SP. Ganhamos a categoria Iniciante e acho que isso que passei lá no começo me alimenta até hoje. Estar no esporte, apesar de tantos imprevistos”.

Régis Alcântara diz: um momento marcante foi vencer em um cavalo que treinei. Passa um filme na cabeça de toda dedicação. É gratificante

Entre os ídolos do laçador, Cody Ohl. “Sem dúvida, ele é minha inspiração, assim como para qualquer laçador de bezerro. Aquele vídeo onde ele machuca o joelho e mesmo assim finaliza a laçada é o que mais me marcou”. Contudo, ele cita ainda Lindolfo Júnior, Fabinho Pereira, Daniel Lopes e Jair Cardoso.

Parceiro de pista, Pop Show Agae foi o cavalo que mais marcou o competidor. “Ele me ensinou muito e tem um coração gigante. Penso que a lealdade, às vezes, vale mais que a habilidade”. Sobre os destaques da carreira, ele comenta a primeira vez que venceu com um cavalo que ele mesmo treinou: “Foi gratificante!”.

Por Equipe Cavalus
Colaboração:
PRO Tie Down Roping
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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