Problemas cutâneos em equinos – Parte 2

Semana passada falamos da Dermatofilose Equina, uma doença infecto-contagiosa causada pela Dermatophilus congolensis

Há também a Dermatofitose Equina, causada pelo Tricophyton mentagrophytes, T. verrucosum, M. gypseum e raramente pelo Microsporum canis. É uma enfermidade cutânea contagiosa auto-limitante.

Caracterizada por uma área circular de alopecia com pelos grossos na margem e quantidades variáveis de descamação, a dermatofitose pode evoluir rapidamente para pápulas crostosas que vão se espalhando circunferencialmente.

Estas lesões são comumente encontradas nos cavalos, na área de cabeça, pescoço, paletas e paredes laterais do tórax. No início da formação das lesões os animais podem ficar com os pelos eretos onde irá manifestar a doença, mas a evolução é rápida para a descamação e formação de crostas.

A transmissão desta afecção ocorre por contato entre os animais e fômites contaminados. Como os fungos podem sobreviver na pele do animal sem demonstrar sintomas, estes animais são considerados portadores assintomáticos, e podem ser uma fonte de infecção importante.

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Para conclusão do diagnóstico podemos fazer um exame microscópico direto dos pelos infectados, porém o método mais confiável é o exame de cultura fúngica, que pode ser realizada com os pelos quebrados que permanecem na periferia das lesões.

Raspados de pele podem ser realizados após uma limpeza na pele com éter ou álcool, caso tenha sido realizado curativos com substancias gordurosas. O tratamento é recomendado para evitar a disseminação do fungo para outros animais e para os seres humanos.

Para a realização do tratamento tópico as crostas presentes devem ser eliminadas, e então ser administradas soluções fracas de iodo, unguento de mercúrio amoniacal a 10%, e soluções que contenham compostos quartenários de amônia. Bons resultados foram obtidos com pomadas de iodo-povidone, tiabendazol, e captano.

Tratamentos sistêmicos são bastante eficazes porem mais caros, e são escolhidos quando há infecção disseminada e persistente. Como o ozônio também age contra os fungos, a ozonioterapia também é indicada como tratamento da dermatofitose, com melhora eficaz e rápida.

Semana que vem continuaremos o assunto falando de Fotossensibilização.

Por Dr. Helio Itapema, Ana Paula Monteiro e Guilherme Galdino
Fonte: Editora Passos
Foto: vetstream.com

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