Recursos genéticos entram em pauta em workshop da CNA e reforçam importância para o futuro do agro

Evento reuniu especialistas para discutir inovação, biodiversidade e estratégias que podem impactar diretamente a competitividade da agropecuária brasileira

Os recursos genéticos, essenciais para o desenvolvimento de novas variedades vegetais e para o avanço da produção agropecuária, estiveram no centro das discussões do 1º Workshop Futuro dos Recursos Genéticos na Agricultura Brasileira, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O encontro reuniu pesquisadores, representantes do setor produtivo, entidades e especialistas para debater os desafios e as oportunidades relacionados ao tema.

Ao longo de cinco painéis, os participantes abordaram questões ligadas à conservação da biodiversidade, inovação tecnológica, segurança alimentar e às regulamentações internacionais que envolvem o acesso e o uso dos recursos genéticos.

Na abertura do evento, o vice-presidente da CNA e presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente, Muni Lourenço, destacou que o Brasil precisa ampliar sua participação nas discussões globais sobre biodiversidade, principalmente diante da crescente relevância do tema para o comércio internacional e para a produção sustentável de alimentos.

Segundo ele, a atuação do agro brasileiro nos fóruns internacionais é estratégica para evitar que barreiras não tarifárias sejam utilizadas para comprometer a competitividade da produção nacional.

Um dos assuntos em destaque foi o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura (TIRFAA), acordo internacional que busca facilitar o acesso ao patrimônio genético utilizado na agricultura, promovendo sua conservação e garantindo segurança alimentar.

Durante o primeiro painel, especialistas reforçaram a necessidade de fortalecer o diálogo entre governo, instituições de pesquisa e setor produtivo para que o Brasil tenha uma posição cada vez mais consistente nas negociações internacionais relacionadas aos recursos genéticos e à biodiversidade.

Outros debates abordaram temas como inovação tecnológica, conservação dos bancos genéticos, marcos regulatórios, sustentabilidade e o papel da pesquisa científica na construção de uma agropecuária mais resiliente diante das mudanças climáticas.

Para o setor equino, as discussões também ganham relevância. A preservação dos recursos genéticos é fundamental para programas de melhoramento, conservação de raças, desenvolvimento de características produtivas e esportivas, além de contribuir para a manutenção da diversidade genética dos rebanhos, garantindo sustentabilidade e competitividade para a equinocultura brasileira no longo prazo.

Fonte: CNA
Fotos: Divulgação/CNA

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