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Cavalgada Campos Gerais do Paraná mostra Caminho das Tropas

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Um passeio pela história em das principais rotas que ligava o Sul ao Sudeste brasileiro no século 18

A cavalgada Caminho das Tropas nos Campos Gerais reúne as melhores características do turismo equestre: bons cavalos, boa trilha, história, cultura, gastronomia e meio ambiente. Numa região chamada de segundo planalto, cavalgamos em áreas junto a Escarpa Devoniana. Notável formação geomorfológica que estende-se como uma faixa em forma de arco, por mais de 200 quilômetros.

Seus desníveis com paredes abruptas e verticalizadas, originadas pela erosão que vem esculpindo o relevo, formam verdadeiros cânions, sendo o mais famoso deles o de Guartelá. Reconhecido por sua beleza natural e pelo fato de ser uma das primeiras vias terrestres de ligação entre o Sul e o Sudeste do Brasil, o Caminho das Tropas, traçado no século XVIII alia história e turismo.

A região era passagem de inúmeros rebanhos de gado e tropeiros que percorriam o Caminho do Viamão, desde o Rio Grande do Sul até as feiras de Sorocaba, em São Paulo. O antigo fluxo desses tropeiros exerceu fundamental importância na formação cultural e econômica do Paraná, que acolheu várias levas de imigrantes europeus nessa região. Um passado repleto de histórias.

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O contraste entre os campos onde ainda pode-se ver algumas araucárias, árvore símbolo do Paraná, e as escarpas serranas é a característica principal da região. Essa paisagem proporciona cenários naturais de magia e rara beleza. Uma cavalgada onde alternamos momentos de contemplação da paisagem com outros de muita aventura.

A cultura local é fortemente influenciada pelas cooperativas de colonização holandesa e eslavo-germânica, como a Witmarsum que vamos visitar e conhecer um pouco de sua história e provar sua gastronomia. No caminho das tropas em Campos Gerais desbravaremos muitas coisas que conta um pouco do passado do nosso imenso Brasil.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Fell:uma raça rara desenvolvida na Grã-Bretanha

Você conhece o cavalo da raça Fell? Nessa semana, na coluna Cavalgadas Brasil, Paulo Junqueira conta como conheceu essa raça durante uma viagem para a Inglaterra

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Cavalgada Brasil Fell

Durante minha recente viagem a Inglaterra, tive oportunidade de conhecer a raça Fell, que é rara. “Fell” é um termo para as colinas de Cumbria, onde a raça começou há centenas de anos.

Naquela época, eram usados para transportar carga em carroças e arado. Os serviços realizados pelos Fells foram fundamentais para comunidades remotas de Lakeland até o século XVIII.

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Eles têm crina e cauda grossas e uma plumagem nas pernas. Embora possam ter algumas outras cores, na sua grande maioria são pretos.

Existem cerca de 250 deles semi-selvagens, divididos em 12 rebanhos vivendo livres nos campos e montanhas em Cumbria, Inglaterra. A história é um testemunho da resistência desta raça nativa que sobrevive nessa região desde os tempos romanos.

A raça desenvolveu-se na fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, com a introdução de cavalos fresianos pelos romanos.

Há também evidências deles sendo usados na Idade Média para impedir que lobos atacassem rebanhos de ovelhas.

A rainha Elizabeth tem seu Fell favorito, chamado Carltonlima Emma.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil

Foto: Divulgação

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Appleby Horse Fair

Nessa semana, Paulo Junqueira conta como foi sua visita a Appleby Horse Fair

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Hoje escrevo sobre visita que fiz essa semana a Appleby Horse Fair, evento histórico que acontece na Inglaterra desde 1685.

Milhares de ciganos e turistas viajaram essa semana para Appleby-in-Westmorland para a histórica feira Appleby Horse Fair.

O evento é o maior encontro tradicional da comunidade cigana na Europa e acontece todos os anos desde 1685. Ele atrai cerca de 10.000 membros da comunidade e um total de 30.000 pessoas para a pacata e histórica cidade. Eles chegam trazendo cavalos, pôneis e carroças decoradas. Uma das principais atrações é ver membros da comunidade com seus cavalos nas águas do rio Éden.

A Appleby Horse Fair começou para comercialização de ovelhas, gado e cavalos. Por volta de 1900, evoluiu para um grande evento cigano que trouxe famílias da comunidade de todo o Reino Unido e da Europa.

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O National Equine Welfare Council e algumas outras entidades realizam no evento um trabalho de conscientização do bem-estar. Porém, eu vi que o resultado não é satisfatório, presenciei muitos cavalos sendo forçados a trabalhar além de seus limites. Seja pelo excesso de bebida, seja pelo exibicionismo de seus donos, esses cavalos sofrem, algo que infelizmente também vemos em vários eventos no Brasil.


Gypsy Horse – O Cavalo Cigano foi originalmente criado por viajantes irlandeses e ciganos da Grã-Bretanha para puxar as carroças em que viviam e viajavam em meados século 18 e foram mais amplamente utilizados do final dos anos 1800 até a década de 1920.

Durante este tempo, os ciganos britânicos adquiriram os cavalos que o resto da sociedade não gostava, muitos dos quais eram coloridos. Entre os ciganos, no entanto, esses cavalos grandes, fortes e coloridos tornaram-se altamente valorizados. Cruzando com seus melhores Clydesdales, Welsh Cobs, Fell Ponies e Dales Ponies, os ciganos produziram um cavalo de carroça de ossos grandes, profusamente emplumado, colorido e bem-humorado.


Até após a Segunda Guerra Mundial, o Cavalo Cigano não era uma raça como tal, mas simplesmente um tipo comum com linhagens que variavam de uma família para outra. Como o povo cigano responsável por essa criação seletiva transmitiu os pedigrees e as características desejadas de seus cavalos oralmente, não foi possível identificar com certeza como foi a origem dos Gypsy Horses.

Eles permaneceram desconhecidos até a década de 1990, quando foram “descobertos” por dois americanos que viajavam pela Grã-Bretanha. Encantados com os cavalos que viram e surpresos com a falta de reconhecimento oficial da raça, eles procuraram conhecer tudo o que podiam sobre a raça e em 1996 criaram a Associação Gypsy Vanner.

A partir de então, várias outras associações e sociedades se seguiram à medida que a raça agora oficial rapidamente ganhou popularidade.

O Cavalo Cigano – Gypsy Horse tornou-se uma raça refinada e com padrões exigentes mantidos em todo o mundo. Eles são famosos por sua natureza leal e disposta. São inteligentes e sensíveis, além de serem extremamente resistentes e econômicos, exigindo surpreendentemente pouca ração em relação ao seu tamanho.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil

Foto: Matthew Lodge

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Bisão Round Up anual

Nessa semana, Paulo Junqueira conta a história do Bisão Round Up e sua importância para a Ilha Antelope

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bisão

Muitos acreditam que o único lugar para ver bisão selvagem é no Parque Nacional Yellowstone. Mas próximo a Salt Lake City, nos 28.000 acres da Ilha Antelope, vivem mais de 600 bisões desde 1890.

Todos os anos, no outono eles são levados para o curral, para que sejam separados aqueles que vão para o leilão. São abertas inscrições para quem quer ajudar os funcionários do Utah State Parks nesse trabalho.

Normalmente, há entre 700 e 750 bisões na ilha antes do Round Up, e a meta anual de população é de cerca de 500. O biólogo da vida selvagem do Utah State Parks responsável pelo bisão, determina qual deve ser a população da ilha a cada ano.

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“Temos que reduzir os números ao que a ilha pode suportar. O Round Up nos permite inocular os animais que vamos manter e reunir os que vão para o leilão.”

Leilão de bisão 

As pessoas compram o bisão no leilão por várias razões. Alguns estão começando seu próprio rebanho. Alguns são comprados para ajudar a treinar cavalos, porque os bisões são mais fortes, mais rápidos e mais ágeis que o gado.

Helicópteros e veículos com tração  foram usados no Round Up por muitos anos, mas os funcionários do Parque acabaram decidindo deixar apenas cavalos e cavaleiros fazerem isso.

Há muitas histórias de bisões e cavalos impacientes enquanto o rebanho está sendo levado para os currais. Antes de iniciar os trabalhos todos recebem instruções rigorosas para nunca chegar a menos de 100 metros dos bisões, pois são selvagens e podem ser perigosos.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Qual o animal mais perigoso da África?

Nessa semana, Paulo Junqueira conta quais são os animais mais perigosos de serem encontrados durante um safari na Africa

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Essa é uma pergunta muito comum e nas respostas estão estatísticas e lendas. Mais de 30 milhões de turistas visitam a África todos os anos. Um safári está na lista de desejos de muitas pessoas.

Existem várias opções de safáris de vários tipos e para vários perfis, sendo os safáris a cavalo um deles. Você pode estar se perguntando como os cavaleiros podem chegar tão perto de animais selvagens em um safári a cavalo e ainda permanecerem seguros. Eu já escrevi sobre isso aqui nas semanas anteriores e destaco aqui duas regras que você deve seguir para garantir sua segurança.

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Ouça o seu guia – os guias são muito bem treinados e especialistas em comportamento animal. É muito importante obedecer aos comandos dele. Ele pode pedir para você ficar quieto ou parar de se mexer. Essas instruções podem ser dadas para impedir que um animal ataque, para evitar que suas ações irritem um animal ou para impedir que você interrompa o comportamento normal dele.

Não perturbe a vida selvagem – devemos nos manter apenas como observadores. Evite fazer sons altos, ou movimentos que chamem atenção do animal. A seguir apresento os principais animais considerados perigosos (sem incluir as serpentes). Observe que no texto fica demonstrado que os números de ataques apresentado nas estatísticas se refere principalmente aos moradores locais.

Com esse texto encerro a série “Safári a cavalo é seguro?”

Hipopótamo

A palavra hipopótamo tem origem grega e significa “cavalo do rio”. Eles pesam até 1.500 kg e podem correr em terra a velocidades de até 30 km por hora. Estão nas estatísticas como os que mais matam por ano, porém a maioria dos ataques ocorre ao longo dos rios, com moradores locais, muitas vezes a noite. Embora sejam herbívoros e podem parecer desajeitados, os hipopótamos machos defendem ferozmente seus territórios, que incluem as margens de rios e lagos, enquanto os hipopótamos fêmeas podem ficar extremamente agressivos se perceberam algo entre eles e seus filhotes, que ficam na água enquanto elas se alimentam em terra.

Elefante Africano

Chegando pesar até 7.000 kg, são os maiores animais terrestres. O encontro com eles pode ser imprevisível, elefantes machos mais velhos, machos jovens e elefantes com bebês podem ser perigosos para qualquer um que esteja em seu caminho. Em áreas onde ocorre caça, eles tendem ser mais agressivos. Os elefantes estão constantemente em movimento em busca de comida, como herbívoros, passam de 12 a 18 horas por dia comendo, a maior parte de sua dieta consiste em grama, folhas, cascas e frutas. A tromba é uma das características mais marcantes dos elefantes, são usadas para sugar água, pegar objetos e para se comunicar. As presas de elefante são na verdade dentes que são usados para cavar buracos, tirar a casca das árvores e para lutar. Os ataques de elefantes ocorrem geralmente quando entram em conflito com os agricultores locais. Devido à destruição de seu habitat, os elefantes estão sendo empurrados para áreas menores e frequentemente atacam e destroem as plantações dos agricultores.

Crocodilo

A palavra crocodilo é derivada da palavra grega krokodeilos, que significa literalmente “verme de seixo”. Kroko é grego para seixo enquanto deilos significa verme ou homem. O nome é uma referência à pele áspera dos crocodilos. Os crocodilos são predadores de emboscada, que esperam que a presa chegue ao seu alcance. Quando presas desavisadas chegam muito perto, elas saltam para frente usando seus dentes e uma tremenda força de mordida para agarrar suas vítimas. Sua dieta, no entanto, consiste principalmente de peixes. Ataques a humanos ocorrem em lugares onde as pessoas dependem das vias navegáveis para seu dia a dia, quando estão lavando roupa perto das margens dos rios e lagos e quando estão entrando e saindo de seus barcos. Num safári, você pode ver crocodilos se aquecendo ao sol com a boca aberta. Esse comportamento é uma maneira dele liberar o calor do corpo.

Leão

Principal predador da selva africana, e um dos principais predadores do mundo, os leões não veem os humanos como alimento, mas sim como uma ameaça. A grande maioria dos ataques a humanos são de leões velhos que atacam moradores locais em áreas onde não existem mais suas presas naturais. Os leões vivem em grupos e quando caçam, o fazem cooperativamente, com as fêmeas fazendo a maior parte do trabalho.

Búfalo

O búfalo é um dos animais mais perigosos da África. São agressivos e imprevisíveis, podendo pesar até 1.000 kg. São relativamente mansos quando deixados tranquilos, pastando no início da manhã e no final da tarde. São destemidos e atacam qualquer predador que se atreva a ameaçar seus filhotes. Supostamente responsáveis por matar mais caçadores no continente africano do que qualquer outra criatura. Os búfalos são gregários e vivem em rebanhos mistos, muitas vezes com centenas de indivíduos.

Rinoceronte

A palavra rinoceronte é grega para “chifre do nariz”. Os rinocerontes pesam até 2.800 kg. Embora tenham pouca visão, seu olfato e audição são excelentes. São herbívoros, comem grama, folhas e frutas e podem chegar a velocidades de até 64 km por hora. Ataques de rinocerontes são raros, mas ocorrem, quando se sentem desafiados ou ameaçados. Todas as espécies de rinocerontes estão listadas como ameaçadas ou vulneráveis.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Treinamento de cavalos para safáris na África

Nessa semana, Paulo Junqueira conta como são os treinamentos de Steven Rufus, guia de safari muito conhecido na África

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safari

Steven Rufus é um guia de safári muito conhecido na África. Ele é um cavaleiro versátil e ousado, lecionou em estudos de equinos e competiu em eventos de alto nível na África do Sul.

No início dos anos 2000, ele estabeleceu sua empresa de safáris a cavalo no Vale Limpopo em Botsuana. Em 2013 guiou alguns safáris memoráveis no Delta do Okavango e Songimvelo Game Reserve na África do Sul, depois montou uma empresa de safaris em Zâmbia. O Steven sempre foi reconhecido por seu rigoroso treinamento.

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Limpobo

Em 2008 eu estive no Limpobo e tive oportunidade de conhecer um pouco de seu trabalho com treinamento de cavalos para safaris. Eles tem que lidar com várias situações incomuns para outras atividades equestres como, ter contato próximo com animais predadores, passar a noite em lugares remotos ouvindo os sons desses animais ao redor.

Steven contou que aprendeu com seu pai e seu avô a observar o comportamento dos cavalos e treina-los para safari usando seu corpo, conhecimento e voz. Ao observar o comportamento de cavalos e de zebras ele encontrou muitas semelhanças que utilizou em seus treinamentos.

Ele diz que para ter um ótimo cavalo de safari temos que aproveitar seus instintos para identificar predadores e também saber usar seus atributos físicos, como as orelhas em forma de cone, a boa e grande visão e as narinas sensíveis. Os cavalos vão nos alertar de qualquer sinal de animal muito antes que possamos perceber que ele está por perto. Saber usar esses sinais de alerta são muito uteis num safari.

O cavalo ideal para safari

Com excelente temperamento e resistência, a raça SA Boerperd da África do Sul, é muito usada nos safáris. Muitos foram cruzados com linhagens sangue quente europeus e árabes.                                

Segundo Rufus, o cavalo ideal para safari é um meio sangue AS Boerperd que já tenha realizado pelo menos uma temporada de trabalho na lida com gado. Tendo realizado esse trabalho ele já está acostumado ao som de estampido provocado pelo chicote, o que é muito importante, pois esse som é usado tanto por chicote usados por muitos guias, como por armas usadas para controlar animais perigosos em situação de risco.          

Na lida com gado esse cavalo trabalhou em diversos tipos de terreno, está mais “centrado” e se acostumou ser guiado com a rédea no pescoço, no estilo “neck reining”.

Programa de treinamento de cavalos para safári de Steven Rufus:

  • Disciplina de manada

Quando em treinamento eu gosto que meus cavalos vivam e trabalhem em grupo, permitindo que os mais velhos ensinem os mais novos. O cavalo mais velho não vai ver uma manada de zebras, girafas ou antílopes como ameaça e isso é fundamental para que os cavalos aprendam que podem conviver no mesmo “espaço” sem receio. Isso é uma parte muito importante do treinamento e dá muita confiança para a próxima etapa.

  • Join up

A primeira etapa é me posicionar como um garanhão dominante ou uma fêmea madrinha fazem na natureza. O cavalo precisa me ouvir e obedecer como faria com outro cavalo indicando para ele cruzar um rio ou entrar num mato, e isso é feito da mesma maneira que um cavalo ou égua dominante. Os cavalos novos devem aprender a me respeitar e me ouvir.                                                   

Num redondel eles são ensinados a juntar-se a mim/“join up”. Usando meu corpo, ensino eles a se aproximarem e se afastarem, a se moverem em diferentes sentidos e velocidades. Tudo por sinais e comandos de voz. Durante esse trabalho a confiança é adquirida uma vez que eles entendem que você está lá para ensinar. Regras e limites são importantes, tanto quanto paciência e entendimento. Eles precisam confiar que é seguro estar comigo e me seguir. Em situações de stress, com animais perigosos, eles não estarão 100% confiáveis se estiverem agindo numa base de medo, o que por sua vez pode ter resultados imprevisíveis.                                                    

Os cavalos que eu treino voltam ao guia quando chamados, eles reconhecem meu assobio, podem ser até atrevidos as vezes, mas importante é que eles sabem a hora de trabalhar e vão reagir de acordo.

  • Cavalo Guia

Como estabelecido, nossos cavalos devem trabalhar como um time. O cavalo líder é o componente mais importante desse time, já que os demais vão segui-lo.

  • Estabelecendo contato com predadores

Eu promovo encontros (próximos) dos cavalos com elefantes, rinocerontes e búfalos (observe que não inclui leopardo e leão – nenhum guia de safári a cavalo que se preze o levaria conscientemente para perto de um leão a cavalo – em termos de comportamento, o leão deve aprender a reconhecê-lo como a ameaça e sair de perto).                                               

Cavalos mostram sinais bem particulares quando se aproximam de um elefante pela primeira vez – cabeça mais elevada, narinas dilatadas, boca contraída, coração batendo e deslocamento do corpo para preparar uma rota de fuga.                          

Todos os cavalos nesse primeiro encontro são conduzidos por mim e eles aprendem a me aceitar como uma figura confiável e segura. Quando eu digo para eles ficarem parados e aceitarem o avistamento, eles são capazes de refrear seu instinto natural e ouvir seu cavaleiro que está dizendo para eles ficarem parados. Tem mais algumas coisas que também são essenciais para esse resultado: tenha certeza que seu arreamento esteja em boas condições. Se você devido a situação está colocando mais pressão no estribo e ele arrebenta, isso causara uma grande alteração na distribuição de seu peso no cavalo e consequentemente vai tirar a “concentração” dele em seus comandos e tudo isso pode resultar num grande problema.        

O tipo de embocadura também é importante, deixe o bridão de treinamento e use algo adequado para uma possível situação em que tenha que ter seu cavalo totalmente em suas mãos.                                

Muito importante também é seguir aquele instinto de manada e sempre levar um cavalo novo, em treinamento, junto com cavalos experientes. Uma vez que os cavalos experientes vão estar relaxados na frente de um elefante e não vão mostrar sinais de medo, o cavalo novo, ainda vai sentir medo porem seu instinto de fugir será subjugado, uma vez que os demais a seu redor estarão parados.                                                 

Devemos sempre assegurar que o primeiro encontro com um elefante seja positivo, que todos estejam relaxados e que não ocorram ameaças. Para isso devemos encorajar nosso cavalo a pastar nesse momento para ficar mais relaxado. Observar uma distância de 50 metros para que o elefante não se sinta ameaçado. Como todo treinamento, a repetição é a chave, conforme o cavalo novo ficar mais relaxado, a distância deve ser diminuída gradualmente até que eles sintam que essa “convivência” pode ser normal. Com mais tempo e treino, pode-se chegar a uma distância de 10 metros de elefantes, rinocerontes, búfalos.                 

Nesses encontros, sempre posicionar o cavalo novo numa posição um pouco atrás do cavalo mais experiente, mas observar para que ele esteja vendo o elefante.                                                             

  • Conclusão

O cavalo de safari deve ser bem equilibrado, com grande personalidade, que idealmente deve combinar com a personalidade do cavaleiro.

Eu procuro produzir a companhia ideal para um safari e o melhor meio de transporte na natureza africana (to the bush). 

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Safári a cavalo é seguro?

Nessa semana, Paulo Junqueira conta como são realizados os cursos de guias de safaris.

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Dando continuidade ao tema safári a cavalo, hoje escrevo sobre o treinamento dos Guia de Safári. A experiência e proficiência dos guias é fundamental para o bom resultado de um safari.

Eu já participei de 16 diferentes safaris a cavalo em 6 países no continente africano. Vários deles em áreas aonde circulam os Big 5 e sou testemunha disso.

No Zimbabue aonde participei de 2 safáris, o guia foi o James Varden dono da empresa de safaris que tem 30 anos como guia profissional e é um dos examinadores dos rigorosos testes da ZPGA -Zimbabwe Professional Guides Association. É um dos países que tem um dos mais rigorosos programas de treinamento para guias na África. Para se tornar um guia profissional totalmente licenciado como James, leva de 3 a 4 anos.

Outros países do continente africano têm seus próprios programas de treinamento e avaliação, tenho alguns arquivos que posso enviar a quem se interessar por mais detalhes.

Treinamento para Guia de Safári a cavalo no Zimbabue:

Primeiro o candidato deve fazer um exame escrito para obter a licença de aluno. Isso abrange comportamentos animais básicos, identificação de espécies animais e conhecimento geral do país.

Uma vez que tenha a licença de aluno, ele passa acompanhar um guia profissional e pode começar a participar de safáris.

Acompanhando o guia profissional por 3 anos, o aluno vai estudar e conhecer em profundidade: botânica, comportamento animal, estrelas, armamento, caça perigosa, insetos, observação de pássaros, mecânica, primeiros socorros, para citar alguns temas.

Vai aprender abordar animais potencialmente perigosos usando o vento e a cobertura para disfarçar sua presença. Cada nuance de comportamento se torna importante e ele deve aprender a ler a vida selvagem, os sinais de alerta de tensão ou agressão elevada.

O treinamento para se tornar um Guia de Safári a cavalo é mais exigente fisicamente do que os cursos típicos de guia de natureza. Todos os dias são realizados exercícios para aprender e aperfeiçoar a coordenação de tiro, caminhar boas distâncias pelo mato dentre outras atividades. A fadiga muscular faz parte da experiência.

Durante o curso do aprendizado, um requisito óbvio é que o aluno possa obter e se tornar proficiente com um rifle. Dentre outras coisas vai mostrar que pode manusear sua arma sem olhar para ela, mantendo seu foco no animal. Velocidades de carregamento, posicionamentos de tiro, também são avaliadas. Uma tarefa cara e difícil, no entanto, de importância extrema. Para realizar a proficiência de tiro, todos são testados em diferentes disciplinas projetadas para verificar velocidade, precisão e competência.

Exame de Avaliação

No final do período de aprendizado, os alunos fazem o exame de proficiência – este é o teste final para ver se ele está apto para se tornar um Guia Profissional do Zimbábue.

No final de cada ano, todos os candidatos se reúnem “em campo” por uma semana com os examinadores profissionais de Parques Nacionais e da Associação de Guias -Z.P.G.A.

Os examinadores tornam-se então os “clientes”. Os alunos devem montar um acampamento de safári a cavalo completo levando em consideração alimentos bebidas, posição do acampamento, equipe do acampamento, veículo, tudo deve estar pronto para os “clientes”.

Durante uma semana, os guias em perspectiva são interrogados e testados em seus conhecimentos sobre a savana, praticar as antigas habilidades de rastreamento, fazem abordagens para animais perigosos, muitas madrugadas e noites são testadas em pássaros, árvores, estrelas, gramíneas, insetos, reprodução comportamentos de muitas espécies, etc.

Somente um guia profissional totalmente licenciado pode guiar em áreas aonde tem animais do grupo chamado Big 5 (leão, elefante, leopardo, búfalo e rinoceronte).

Manter clientes e funcionários seguros, é a parte mais importante de todo o regime de treinamento.

Os padrões são altos e as taxas de aprovação são baixas.
*na próxima semana vamos falar do treinamento dos cavalos para safari

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavaleiro das Américas Filipe Masetti Leite faz algumas revelações no Podcast Cavalgadas com Paulo Junqueira

Nessa semana, Paulo Junqueira comenta sobre o bate-papo com o Cavaleiro das Américas Filipe Masetti Leite em seu podcast

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Cavaleiro das Américas Filipe Masetti Leite faz algumas revelacoes no Podcast Cavalhadas com Paulo Junqueira

Meu convidado especial do podcast 𝐂𝐀𝐕𝐀𝐋𝐆𝐀𝐃𝐀𝐒 dessa semana foi o 𝐅𝐢𝐥𝐢𝐩𝐞 𝐌𝐚𝐬𝐞𝐭𝐭𝐢 𝐋𝐞𝐢𝐭𝐞, mais conhecido como o 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐀𝐦𝐞́𝐫𝐢𝐜𝐚𝐬, o único brasileiro a cruzar as Américas a cavalo!

Foram mais de 25.000 km atravessando 12 países, do Alaska a Ushuaia na Argentina, em três diferentes jornadas. Autor de 2 livros best-sellers, em agosto o Cavaleiro das Américas lançará no Brasil um documentário de longa-metragem sobre sua aventura de 8 anos pelas Américas (um dos assuntos do Podcast).

Assista ou ouça esse bate-papo com o Cavaleiro das Américas contando histórias incríveis, já disponível no Youtube, Spotify e outras plataformas de podcast.

Temas abordados no bate-papo com o Cavaleiro das Américas

Dentre outros temas, no bate-papo Paulo e o Cavaleiro das Américas conversaram sobre a importância de se acostumar montar dos dois lados numa viagem a cavalo. Você sabe porque as pessoas costumam montar do lado esquerdo?

Felipe falou que a região de El Bolson perto de Bariloche como um dos destaques de sua longa jornada na Patagonia Argentina e conversou sobre seus planos para próximas viagens.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Safári a cavalo – Quão seguro é cavalgar nas proximidades de leões, rinocerontes, elefantes?

Nessa semana, Paulo Junqueira conta como são os bastidores de uma cavalgada em safaris, com toda a proximidade dos animais selvagens

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Safari a cavalo? Cavalos são presas e o que impede um bando de leões de ir atrás do cavalo em que um cavaleiro está? O que acontece se você, de repente, encontrar um animal selvagem no meio da savana?
Quando a maioria das pessoas ouve falar de safáris a cavalo pela primeira vez, a primeira conclusão é: sair num animal que é presa no país dos leões? Loucura total! Cavalgar no prato principal, e você é a sobremesa, certo?

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Mas a verdade é que, embora sempre haja um risco em qualquer tipo de safári , num safári a cavalo o risco é mantido excepcionalmente baixo com guias super especializados e cavalos excepcionais, também muito bem treinados para esse fim específico.

Podemos encontrar predadores enquanto cavalgamos, mas eles muito raramente representam uma ameaça para os cavalos. Os cavalos são grandes (muito maiores que uma zebra) e uma presa bastante antinatural para os grandes animais, inclusive os felinos, além de terem humanos com cheiro estranho neles! Você recebe instruções para nunca correr quando vê um deles, mas se reúnir como um grupo – os leões ficam confusos por que a “presa” não está fugindo. Eles geralmente ficam intimidados (acredite ou não, eles geralmente ficam com medo).

Os guias do safari a cavalo

Nossos operadores de safári percorrem essas áreas há muitos anos e conhecem a região como a palma de suas mãos. Os guias são altamente treinados*, com pelo menos 10 anos de experiência como guia de safári a cavalo antes de se tornar um guia líder.

Sua experiência no campo, aliada a incríveis cavalos, significa que eles são especialistas em ler a linguagem corporal dos animais e lidar muito bem com a natureza selvagem. Eles sabem quando se afastar e como se posicionar quando se trata de animais maiores – sempre fico impressionado com a capacidade deles de ler cada aba da orelha de um elefante ou movimento de sua tromba.

Todos os guias também carregam um chicote, ou um tipo de “caneta”, ambos fazem um som de tiro que geralmente assusta qualquer animal. Eles também sempre estão armados e sabem usar muito bem essa arma (só em último caso).

É muito raro que você precise sair de uma situação difícil rapidamente, pois os guias conhecem muito bem a região e a vida selvagem que habita nela, mas um bom nível de equitação, sem dúvida, ajuda minimizar os riscos.

Há sempre um guia principal e um guia reserva preparados para garantir a segurança de todos. Se acontecer algum encontro inesperado com animal, seu guia principal se concentrará em garantir que ele não represente uma ameaça. Nesse caso, o grupo recebe instruções para sair do local com o guia de apoio. Todos os operadores de safári a cavalo têm um excelente histórico de segurança e sou testemunha disso, já participei de 16 diferentes safaris a cavalo em 5 países no continente africano.

*na próxima semana vamos falar do treinamento dos Guias e dos animais que participam dos safari a cavalo.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Projeto Cavalgadas Temáticas da Associação Brasileira de Cavalos Mangalarga Marchador

Nessa semana, Paulo Junqueira comenta sobre o projeto Cavalgadas Temáricas da ABCCMM

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Conforme divulgado na semana passada aqui em nossa coluna, na entrevista que a presidente da ABCCMM, Cristiana Gutierrez deu no Cavalgadas Podcast, foi divulgado ontem oficialmente pela presidente e pelo diretor de esportes da ABCCMM Mauricio Câmera, o projeto Cavalgadas Temáticas da Associação.

O projeto da ABCCMM visa alinhar roteiros de interesse histórico-cultural e turístico às belas paisagens por onde o cavalo Marchador irá passar.

Leia mais:

Agenda

Para o lançamento desse programa foi escolhido o roteiro cultural Baependi-Cruzília (MG), no dia 07 de maio, próximo à data comemorativa da beatificação de Nhá Chica.

Esse roteiro terá saída próxima ao Santuário de Nhá Chica, passando pelo Museu do Mangalarga Marchador e terminando na região berço da raça.

Em seguida, virão os roteiros do Café, no dia 04 de junho, em Varginha (MG), e o roteiro do Queijo no dia 02 de julho nas cidades mineiras de Serranos, Aiuruoca e Alagoa.

Para o próximo Ano Hípico, que se inicia em 31 de julho de 2022, o objetivo é trabalhar em parceria com os Núcleos regionais para fomentar todas as regiões do Brasil com novos roteiros temáticos, como por exemplo rota das bandeiras, do descobrimento, do vinho, da cachaça, das cachoeiras, das fazendas históricas e etc.

Por: Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgadas Brasil lança Cavalgadas Podcast com Paulo Junqueira

Cavalgadas Podcast traz a cada quinze dias um novo bate-papo sobre cavalos e viagens a cavalo, pelo Brasil e o mundo. Primeira entrevistada é Cristiana Gutierrez, presidente da ABCCMM

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Uma ótima notícia para os leitores a coluna Cavalgadas Brasil do portal Cavalus! Paulo Junqueira, cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil, lança hoje o Cavalgadas Podcast com Paulo Junqueira.

Presente nas principais plataformas de podcast e videocast como Spotify, Apple Podcast, Deezer e YouTube, o Cavalgadas Podcast traz a cada quinze dias um novo bate-papo sobre cavalos e viagens a cavalo, pelo Brasil e o mundo.

“Nele vamos tratar de uma variedade de assuntos, tendo sempre o tema cavalgadas como principal eixo. Você poderá ouvir ou assistir aos episódios quando quiser, nas principais plataformas de podcast e videocast”, explica Junqueira.

Realizado pela Cavalgadas Brasil, com patrocínio da Drogavet, o podcast receberá “convidados especiais que compartilharão histórias pessoais, desafios, experiências, emoções e informações interessantes”, afirma Junqueira.

“Cada programa Cavalgadas Podcast com Paulo Junqueira será uma inspiração para quem tem paixão por cavalos e cavalgadas. Será como uma viagem repleta de oportunidades de aprendizado e motivação, para pessoas interessadas em ouvir boas histórias e refletir sobre a profunda relação dos entrevistados com cavalos e cavalgadas”, pontua.

Primeira convidada do Cavalgadas Podcast

Nesta primeira edição, o Cavalgadas Podcast com Paulo Junqueira receberá a presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Cristiana Gutierrez, primeira mulher presidente da entidade.

Titular do Haras Morada Nova (MG), atua no setor há 30 anos. É médica por formação, atuante no agronegócio, dedicando-se ao segmento de pecuária extensiva, intensiva e leiteira, além da criação do Mangalarga Marchador.

Outros convidados

O Cavalgadas Podcast com Paulo Junqueira já possui outros convidados confirmados, como: Filipe Masetti Leite, Beatriz Biagi Becker, Marcelo Baptista de Oliveira, Pedroca Aguiar, José Henrique Castejon, Sebastião Malheiro e Eduardo Rocha.

Confira o bate-papo com Cristina Gutierrez no Cavalgadas Podcast com Paulo Junqueira nas principais plataformas de podcast e videocast.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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