Cavalgadas Brasil

Cavalgada na Coxilha Rica – Santa Catarina

Paulo Junqueira conta em sua primeira coluna de 2021 sobre um destino da Rota dos Tropeiros

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Um dos destinos mais tradicionais para cavalgada no Brasil é a Coxilha Rica, na região de Lages/SC. Sem dúvida, trata-se de um dos trechos mais preservados da antiga Rota dos Tropeiros. Antes de mais nada, eu já fiz essa cavalgada várias vezes e sempre encontrei a mesma boa acolhida desses catarinenses com alma de gaúcho.

Em uma das primeiras viagens fui acompanhado da Claudia Lechonski, conhecida professora da Universidade do Cavalo. E ainda da renomada fotógrafa Paula da Silva, que como sempre fez fotos maravilhosas. A saber, divulgadas mundo afora.

Paulo Junqueira conta em sua primeira coluna de 2021 sobre um destino da Rota dos Tropeiros, a cavalgada de Coxilha Rica, na região de Lages

Nosso ponto de partida foi a Fazenda Barreiro, mais tradicional da região, fundada em 1782. O Laelio Bianchini ‘tio Lelo’, dono da fazenda, é a incomparável companhia que nos contou dos costumes, cultura e construções deixadas por seus antepassados.

Lá, um museu guarda peças do século 19 e uma carta com 150 anos, retirada das paredes de uma das primeiras casas. Logo depois do jantar, em um galpão de madeira, decorado com peças antigas, foi a vez de música folclórica gaúcha regional no fogo de chão.

Paulo Junqueira conta em sua primeira coluna de 2021 sobre um destino da Rota dos Tropeiros, a cavalgada de Coxilha Rica, na região de Lages

Cavalgada na Coxilha Rica

O destaque nessa cavalgada, portanto, foram as travessias pelas ‘coxilhas’, que são extensões de campos verdes ondulados. Também cavalgamos pelos corredores de taipa, centenas de quilômetros de corredores entre muros de pedra.

Construídos a mais de 250 anos, por escravos e índios, esses corredores evitavam a dispersão das tropas conduzidas pelos tropeiros. Trata-se de rico patrimônio histórico, cultural e arquitetônico. E, só para exemplificar, local por onde já passaram milhares de mulas que vinham de Viamão/RS a caminho de Sorocaba/SP.

Paulo Junqueira conta em sua primeira coluna de 2021 sobre um destino da Rota dos Tropeiros, a cavalgada de Coxilha Rica, na região de Lages

No dia seguinte de manhã, antes do café, o chimarrão passou de mão em mão. Depois de nos despedir do tio Lelo, encilhamos os cavalos e trotamos pelas coxilhas. Cavalgamos vários dias, parando cada dia numa tradicional fazenda da região.

As refeições sempre muito boas e típicas. Destaque para o ‘entreveiro’, prato típico feito com carne, pinhão e verduras, servido ao grupo no almoço do terceiro dia. Bem como da paçoca de pinhão e vaca atolada no jantar do quarto dia.

Fazendas durante a cavalgada

A Fazenda da Ferradura foi a segunda fazenda tradicional onde paramos. Lá tivemos a oportunidade de conhecer e escutar os causos do tio Beja, como é conhecido Benjamin Kuse de Faria. Tradicionalista autêntico, referência dos costumes serranos da região.

Para nos receber, tio Beja carneou uma de suas ovelhas e ao redor do fogo escutamos muitas histórias da Coxilha Rica. Dona Ilusa, mulher do tio Beja, nos mostrou seu tear. Ela faz artesanato de lã e as peles estão por toda casa.

Paulo Junqueira conta em sua primeira coluna de 2021 sobre um destino da Rota dos Tropeiros, a cavalgada de Coxilha Rica, na região de Lages

De maneira idêntica, a Fazenda São João foi outro destino que merece destaque. Foi uma das primeiras residências da família Ramos, de grande importância política no estado de Santa Catarina. Afinal, quatro governadores do Estado e um presidente da República pertencem a ela.

O casarão sede, de arquitetura luso-brasileira, foi construído há cerca de 200 anos. Os mangueirões de pedras junto à casa continuam em uso até hoje para juntar o rebanho. Coxilha Rica, um lugar que parece ter sido esquecido pelo tempo.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Safari no Zimbábue – Parte 2

Em sua coluna da semana, Paulo Junqueira continua sua viagem pelo Zimbábue, na segunda parte desse relato

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Antes de mais nada, logo depois de cavalgar no norte do Zimbábue, cruzamos o País de carro. Foram cerca de 750 km até chegarmos ao Parque Nacional Hwange. Sem dúvida, um local para entrar na lista de qualquer amante de safaris.

Do tamanho da metade Bélgica – 14.600 km² -, ele tem uma das maiores diversidades de mamíferos dentre os parques nacionais do mundo. De tal forma que inclui cerca de 50.000 elefantes e uma das maiores populações de cães selvagens ameaçados de extinção.

A grande variedade de paisagens e terrenos significa que uma série de espécies diferentes habitam o Parque Nacional Hwange. Acima de tudo, local composto por áreas de savana aberta, mata nativa densa intocada.

Ademais, o Parque Nacional Hwange no Zimbábue fica entre dois rios famosos – o Zambeze e o Limpopo. Além disso, tem uma variedade de vida selvagem fascinante, incluindo os famosos ‘Big 5’ e mais de 100 espécies de mamíferos.

Paulo Junqueira continua sua viagem pelo Zimbábue, na segunda parte desse relato; elefantes, caçadores clandestinos; raça sul-africana

Cavalgada em trilhas abertas por elefantes nessa parte do Zimbábue

Nossa cavalgada foi na maioria do tempo em trilhas abertas por elefantes. Um terreno típico da região com areias do Kalahari e bosques de teca e acácia. Muitas dessas trilhas eram acidentadas e difíceis. Fato que ofereceu, com toda a certeza, uma experiência desafiadora de equitação.

Nessa cavalgada, mais do que nunca, tínhamos que confiar na segurança de nosso cavalo. Assim cruzamos muitos poços de água que atraem a vida selvagem. Também permitiram que víssemos interações brilhantes. Nos campos abertos aproveitamos para fazer bons e emocionantes galopes.

Na maioria dos dias, nossa parada para o lanche de almoço (levado no alforje) foi em algum kopje (rochas ou montanhas isoladas) que servem como mirantes naturais.

Não tínhamos roteiro definido para cada dia. A programação dependia do que nos chegava de informação durante a noite. Ou seja, quais rastros de animais encontramos e como estavam as condições do tempo.

Paulo Junqueira continua sua viagem pelo Zimbábue, na segunda parte desse relato; elefantes, caçadores clandestinos; raça sul-africana

Boerperd – raça sul-africana

Janine Varden – você saberá mais sobre ela lendo a parte 1 dessa viagem – foi quem selecionou e treinou os cavalos que usamos. Uma raça escolhida por sua adequação ao trabalho, habilidades e temperamento.

Cada cavalo é muito especial para ela. Não são apenas o aspecto central do trabalho, mas também parte da família. Meu cavalo, o Bump, um Boerperd, justificou a fama dessa raça sul-africana.

Como na maioria dos safaris na África, neste também montei numa sela McClellan sul-africana feita à mão. Projetadas especialmente para trilha, são muito confortáveis para a maioria dos cavalos e também para cavaleiros por longas horas na sela.

Caçadores clandestinos – Poachers

Um problema sério em toda África é a caça ilegal, principalmente de rinocerontes e elefantes. Só para ilustrar, eu já acompanhei trabalhos de proteção em outros safaris.

No Hwange Park o problema apresenta maiores dificuldades devido a limitação de recursos frente ao tamanho do parque e grande quantidade de elefantes. Em todos safaris na África sempre nossos guias estão armados, com revolver, pistola e/ou espingarda.

Mas, desta vez, o guia do Hwange que nos acompanhou estava armado com uma metralhadora (vide foto) e explicou que tomou essa medida por conta da possibilidade de encontrar caçadores clandestinos (poachers).

Paulo Junqueira continua sua viagem pelo Zimbábue, na segunda parte desse relato; elefantes, caçadores clandestinos; raça sul-africana

Acampamento

Nosso acampamento de tendas em estilo safari tradicional era semimóvel. Mudamos de local a cada dia. Não havia eletricidade no acampamento, mas tínhamos água quente para o banho com os chuveiros de balde. Água aquecida na fogueira.

 Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Safári no Zimbabue – parte 1

Paulo Junqueira conta nesse artigo uma aventura e tanto com direito a dados históricos, bat cave, cavalgadas em montanhas e cavalos

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A antiga Rodésia foi colônia britânica até 1980. Até que, após cerca de 20 anos de guerra, conseguiu sua independência. Mudou o nome para Zimbábue, que no idioma Shona significa ‘casa de pedras’ ou ‘casas veneradas’.

Antes de mais nada, o país é famoso pelas Cataratas Vitória, considerada uma das maiores cachoeiras do mundo. São muito bonitas, mas nada que tire o brilho da nossa Cataratas do Iguaçu.

Então, desde a independência até 2017 quem governou o País foi Mungabe, ditador que o comandou de forma ruinosa. Em 2006, durante um encontro de operadores de cavalgadas na África do Sul, conheci o casal Varden, do Zimbábue, e recebi um convite para visitá-los.

Para a maioria das agências de viagens do mundo, o País não oferecia condições necessárias para uma viagem segura. Em março de 2009, com a adoção do dólar como moeda oficial, a situação começou a melhorar.

Decidi, portanto, aceitar o convite do James Varden para um safari piloto de exploração. Contudo, eles não operavam comercialmente ainda, estavam em fase de implantação e organizando o safari.

Fomos ao famoso Parque Nacional Hwange, que tem grande quantidade de animais. E, por ser muito pouco explorado, oferecia condições excepcionais para um safári a cavalo.

Cavalgada nas montanhas no Zimbábue

Antes de ir para o Hwange, programei com o James uma cavalgada nas montanhas do norte do Zimbábue. Da capital Harare seguimos direto para Mavhuradonha, um  lugar com água corrente no idioma Shona.

Antes de chegarmos ao Lodge, paramos na fazenda Siya Lima. Ela foi a maior da região, empregando 2.000 pessoas com grande produção de milho, porcos, tabaco e gado. Além disso, tinha cerca de 50 cavalos de Polo. Inclusive, abrigava um campo de polo cross, modalidade mais praticada no País na época.

A casa da fazenda, muito bonita, tinha um pavilhão de cocheiras bem interessante, com enorme pé direito. Como na maioria das fazendas, quem assumiu a propriedade foi algum parente ou apadrinhado do ditador e não agricultores.

O estado de abandono em que encontramos a fazenda foi triste de ver. Com toda a certeza, um bom exemplo do fracasso da reforma agrária realizada por lá.

Paulo Junqueira conta nesse artigo uma aventura e tanto com direito a dados históricos, bat cave, cavalgadas em montanhas do Zimbábue

Kopje Tops

No final do dia chegamos à Kopje Tops Lodge. Jantamos no topo de uma construção que, além de servir como área para refeições, também era um ótimo mirante. Ademais, estava em uma altura acima da copa das arvores, muito interessante e bonito.

A construção da Kopje Tops teve a família inglesa Carew à frente. Primeiramente, com a ideia de operar safaris a cavalo intercalados com alguns dias de jogo de polo. Localizada junto ao rio Tingua, tem várias cabanas construídas com paredes de pedra.

Devido aos problemas políticos e a reforma agrária de 2000 – reforma em que simplesmente o governo expropriou violentamente praticamente todas as fazendas do País – os Carew voltaram para a Inglaterra. Assim, os Varden assumiram o local que, com muita dificuldade vem tentando manter. Sem a atividade de polo.

Paulo ao lado do guia Nesbert

Mavhuradonha Wildness

Em seguida, na nossa programação uma cavalgada para uma parte da enorme área conhecida como Mavhuradonha Wildness – Comuniuty Áreas Managment Program For Indigenous Resources Area. Em outras palavras, um tipo de área destinada a preservação, com belas florestas e montanhas.

Meu cavalo, o Apache, um tordilho muito bom, ideal para aquela região montanhosa.

Não foi um safari aonde vimos quantidade de animais, pois além da vegetação alta e tipo de terreno, a área é muito grande (600 km2). Mas, com sorte, encontramos alguns que estão criticamente ameaçados de extinção.

Por ser uma área totalmente selvagem, sem estradas, nem trilhas, a única maneira de percorre-la é a cavalo. De tal forma que esse fato transformou o safari numa verdadeira aventura!

A noite, retornamos para o Lodge de pedras, que tinha um charme especial com sua iluminação a luz de velas. Não tinha energia elétrica no local.

Bat Caves

No último dia de safari, o guia Nesbert nos acompanhou. Um antigo policial das forças britânicas até a independência do Zimbábue. Ele conhece muito bem a região, seu povo e costumes.

Assim, saímos cedo com destino a Bat Caves. Situado acima das Cavernas de Morcegos do Rio Tingwa. Montamos um acampamento remoto em área totalmente selvagem. Enquanto levamos nossos suprimentos no cavalo de carga.

À noite, pudemos ver o voo dos morcegos egípcios de fruta. Eles vivem nessa enorme caverna, cujos números são estimados em cerca de 20.000. A maior colônia conhecida ao sul do Equador.

Paulo Junqueira conta nesse artigo uma aventura e tanto com direito a dados históricos, bat cave, cavalgadas em montanhas do Zimbábue
Bat Cave

James Varden

James Varden é conhecido como um dos melhores guias profissionais e operadores de safari da África. Desde muito jovem mostrou grande interesse e amor pela natureza. Desse modo, ao deixar a escola começou sua carreira de guia de safari no Parque Nacional de Hwange.

Ele guiou nos principais parques e áreas selvagens do Zimbábue, como Mana Pools, Hwange, Matusadona e o Baixo Zambeze. De fato, tem muita experiência e é particularmente especializado em pássaros, botânica e fotografia da vida selvagem.

Fazer o safari a cavalo com ele foi uma grande oportunidade em partilhar de seu conhecimento especializado. Janine esposa do James cresceu com cavalos na Austrália e trabalhou por muitos anos como Jillaroo* em uma fazenda de ovelhas e gado em Victoria. Logo depois, ela foi para o Werribee Open Range Zoo, em Melbourne, como tratadora especializada em mamíferos africanos.

Os cuidados e a manutenção dos cavalos são de sua responsabilidade. Janine também tem um grande interesse em questões de conservação e comunidade rural no Zimbábue.

*Jillaroo é o termo usado para designar as jovens que vão para propriedades rurais da Austrália a fim de aprender como trabalhar em uma fazenda de ovelhas ou gado. Então, as Jillaroo’s e os Jackaroo’s (termo masculino) recebem treinamento para serem versáteis. Por isso também os chamam de ‘auxiliares de estação’.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada no Parque Nacional Los Glaciares – Patagônia Argentina

A coluna de Paulo Junqueira dessa semana passeia pela Argentina, e ele conta sobre uma cavalgada que fez Parque Nacional Los Glaciares

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Desta vez escrevo sobre uma cavalgada que fiz dentro do Parque Nacional Los Glaciares na Patagonia Argentina, região de Calafate.

A estância onde cavalgamos, portanto, tem mais de 100 anos na mesma família. ‘La Jerónima’, nome de fundação por imigrantes croatas da estância, tinha cerca de 20.000 hectares. O foco era a criação de ovelhas. Atualmente com 12.000 hectares cria gado Hereford.

Cavalgada no Parque Nacional Los Glaciares

Essa cavalgada permitiu contato com geleiras em áreas remotas do Parque Nacional Los Glaciares. Seguimos trilhas onde encontramos a natureza no seu melhor estado: uma combinação única de bosques andinos, lagos azuis, altas montanhas e glaciares imponentes.

Na tarde do terceiro dia cruzamos um bosque com muitas lengas. Logo depois de mais uma hora de cavalgada, chegamos no marco de divisa com o Chile. Sem dúvida, momento de comemoração e fotos.

Puesto

Pequenos abrigos no campo, estrategicamente localizados, servem como abrigo para os puesteiros. Puesto , assim são chamados esses locais na Patagônia Argentina. Puesteiros são aqueles que cuidam do gado e do campo.

Eles moram sozinhos, acompanhados apenas de seu cavalo, seu cão e da imensidão dos campos patagônicos. Todos os dias saem para cuidar do gado e do campo. É uma vida difícil, principalmente no inverno.

Nessa viagem vivenciei um pouco essa rica experiência cultural, pois nos hospedamos duas noites no Puesto Laguna. Local de quarto com dois beliches e um cômodo que serve como cozinha e sala de jantar. Dois bancos para a sala de jantar se transformam em camas para dormir. Tudo muito básico e rústico.

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Pumas

Os dias começam bem cedo para ver se alguma raposa ou puma matou algum cordeiro ou bezerro. Tem que ser antes que clareie completamente, porque senão os condores deixam apenas os ossos. A raposa e o puma, geralmente, pegam uma cria mais gorda e comem o máximo que pode.

Eu me surpreendi ao saber que nessa região os proprietários são autorizados a caçar os pumas (existia até um incentivo para isso). Então, decidi acompanhá-los em uma dessas caçadas, a fim de encontrar um macho que estava matando muito ali na Estância.

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A caça

Saímos com os cachorros no final da manhã para seguir a trilha. Era um trecho muito íngreme numa rocha grande. Ouvimos o barulho dos cachorros que tinham encurralado um puma. Quando nos aproximamos, o puma saltou de trás de alguns arbustos. Ele nunca ataca: sempre tenta escapar, aliás, foi o que aconteceu naquele dia.

O trabalho no campo é sempre imprevisível, presas e predadores são atores comuns. O puesteiro contou que o problema maior é quando um puma está ensinando os filhotes a caçar. Chegam a matar 28 capões em uma noite. E como os filhotes não sabem, eles deixam alguns deles meio vivos e também machucam em qualquer lugar. É uma imagem muito feia de se ver.

Nessa cavalgada vivenciamos experiências que remetem aos pioneiros e aventureiros que fazem parte da história da região.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Foto de chamada: Divulgação/Luis Franke

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