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Dicas e locais para você nadar com o cavalo

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Paulo Junqueira compartilha sua experiência de nadar com o cavalo em viagens pelo Brasil e pelo mundo

Nadar com o cavalo é uma sensação muito gostosa e divertida. Com toda a certeza, sempre que posso procuro nadar com meu cavalo em minhas viagens.

Já fiz isso várias vezes com cavalos diferentes ao longo dos anos. Antes de mais nada, essa sensação de entrar montado na água e depois, meio boiar, meio nadar acima do cavalo é muito bacana. Além disso, é muito bom sentir que o cavalo também está gostando.

As travessias na água podem ser fáceis e seguras, mas é importante seguir algumas dicas. Vou compartilhar um pouco de minha experiência para quem quer fazer isso em segurança.

Em sua vida livre, os cavalos naturalmente tinham situações em que precisavam nadar. Mas muitos cavalos hoje não vivem soltos, nunca tiveram essa necessidade ou oportunidade. Por isso, o ideal é prepará-los antes.

Paulo Junqueira compartilha sua experiência de nadar com o cavalo em viagens pelo Brasil e pelo mundo; experiências da África a Bahia
Bahia

1-Local

Pode ser um rio, lago ou no mar. Antes de tudo, a água deve ser profunda o suficiente para induzir a natação. Um fundo de areia é o ideal. Certifique-se de que o local de entrada e saída da água sejam seguros. Principalmente se for a primeira experiência do seu cavalo.

Aterros íngremes e lisos podem fazer com que seu cavalo tenha uma experiência negativa e dificulte futuras travessias de água. Eles também podem ter risco de lesão. Importante também identificar o melhor lugar para atravessar.

Botsuana

2-Prepare seu cavalo

Se tiver um cavalo experiente – que já nadou antes – para ir na frente é o ideal. Permita que seu cavalo se sinta confortável na água até a barriga antes de pedir a ele para entrar em águas mais profundas. Não tenha pressa, seja paciente com ele durante a investigação. Ou seja, permita que ele continue olhando para a água, mas não o deixe se virar ou recuar.

Se você deixar ele voltar, pode entender que a água é algo que deve evitar. Sua posição calma, sobretudo, mostrará a ele que a água é um lugar seguro e confortável.

O ideal que seja um local com água limpa que permita você ver o fundo. em suma, evite local com lama ou com muitas pedras em sua primeira travessia. Quando começar a nadar, dê ao seu cavalo tempo para se ajustar à sensação de flutuabilidade.

Certamente, ele pode mergulhar um pouco no início. Mantenha-se firme pela crina, a uma distância segura de outras pessoas em seu grupo e fique alerta.

Paulo Junqueira compartilha sua experiência de nadar com o cavalo em viagens pelo Brasil e pelo mundo; experiências da África a Bahia
Moçambique

3- Equipamento

O ideal é que não esteja com a sela. Mas se estiver, importante que a barrigueira não esteja muito apertada. Se não puder tirar o freio, ele NÃO deve ser acionado de maneira nenhuma durante a travessia. Qualquer comando deve ser por meio do cabresto/buçal.

A cabeça do seu cavalo precisa estar livre. Sem dúvida, é muito perigoso impedir seu cavalo de usar a cabeça e o pescoço para se equilibrar. Muitas vezes ele ‘dá um impulso’ para fora da água quando nada. Infelizmente, já vi acidentes graves causados pelo cavaleiro ao querer comandar o cavalo nadando.

Indonésia – Foto: Tânia Araújo

4- Você

É obvio que o cavaleiro deve ser competente o suficiente para controlar seu cavalo enquanto se diverte e que deve saber nadar bem!

Além disso, é importante ter mais alguém junto. E, se forem vários cavalos fazendo a travessia, é recomendável manter distância entre cada um. Desse modo, indico não entrarem todos juntos na água.

Cavalos nadam em ritmos e velocidades diferentes. Nesse sentido, senão tomar cuidado, pode acontecer de um cavalo ao ultrapassar o outro chegar muito perto e bater no cavaleiro.

Durante a travessia, segure pela crina. Fique boiando acima ou ao lado de seu cavalo. É provável que você o ajudo se junto com seu ele.

5-Distância

A natação pode ser cansativa para cavalos e cavaleiros. De tal forma que é importante usar o bom senso. Não exagere na distância. Seu cavalo deve ter uma boa experiência, especialmente na primeira vez.

Paulo Junqueira compartilha sua experiência de nadar com o cavalo em viagens pelo Brasil e pelo mundo; experiências da África a Bahia
Paulo no açude na infância

Minhas experiências

Na infância, eu nadava sempre com meu cavalo Pedreizinho no açude da fazenda de meu avô. Depois, sempre que tive oportunidade, nadei com cavalos em diversos lugares do Brasil e do mundo. Destaco alguns dos melhores:

Bahia – durante a Cavalgada das Praias na Bahia, um dos momentos mais esperados é o dia da Travessia do rio Caraíva. Faço sempre quando o rio está cheio. Assim, a travessia fica mais longa conforme a maré tem um pouco de correnteza. Por isso só recomendo para quem está acostumado nadar com cavalo e sabe nadar bem. Quando tem alguém junto com menos experiência, por segurança, contrato um pescador com barco para nos acompanhar.

Pantanal (foto de chamada) – essa é uma travessia interessante. Geralmente no local que cruzamos tem piranhas. Dessa maneira, eu só conto isso para quem está junto depois que termina e dou a vara para pescarem…

Botsuana Delta do Rio Okavango – o safari do PJ é considerado por cavaleiros experientes o destino ‘top’ do mundo para uma aventura a cavalo. Quando fiz esse safari, no terceiro dia mudamos de acampamento e cavalgamos cerca de 30km através de várzeas abertas e pequenas ilhas espalhadas em direção ao rio Matsebe. Posteriormente, na chegada ao Mkolowane Camp, cruzamos o rio nadando. Foi maravilhoso !

Moçambique – mundialmente famosa, a cavalgada nas praias da ilha de Benguerra tem uma particularidade. Assim, um dia em que depois de cavalgar entre lagoas e dunas de areia vermelha com vistas deslumbrantes, nadamos com os cavalos num mar azul-turquesa. Uma experiência indescritível!

Indonésia – essa cavalgada fiz em março deste ano na ilha de Sandal, localizada a uma hora de vôo de Bali. Foi uma experiência, antes de tudo, muito interessante conhecer essa cultura e tradições ancestrais nas quais os cavalos desempenham um papel importante. Todos os dias no final da tarde os cavalos mergulham no Oceano Índico e eu me juntei a eles nadando com meu cavalo!

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada na Reserva Indígena Navajo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma Cavalgada na Reserva Indígena Navajo, a maior área de terra mantida por uma tribo indígena nos EUA

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Cavalgada na Reserva Indígena Navajo

A cavalgada na terra dos Navajos atravessa as partes mais espetaculares e interessantes da vasta Reserva Indígena Navajo. Em primeiro lugar, destaca-se que é a maior área de terra mantida por uma tribo indígena nos Estados Unidos. É uma das poucas nações indígenas cujas terras de reserva se sobrepõem às suas terras originais.

Bem no coração do deserto, o antigo povo Anasazi construiu uma civilização altamente desenvolvida há mil anos, eles viviam habitações de pedra precárias, mas facilmente defendidas no alto das falésias de arenito. Então, muito tempo depois, os índios Navajo se estabeleceram nessa bela e isolada paisagem.

Reserva Indígena Navajo
Indios Navajo se estabeleceram nessa bela e isolada paisagem

Nossa cavalgada atravessou três áreas distintas da Reserva Indígena Navajo. Começando no Canyon de Chelly, cujas falésias muito altas são pontilhadas por ruínas Anasazi e Navajo. Em seguida, foram dois dias de cavalgada entre as famosas montanhas, colinas e arcos naturais do Monument Valley e os últimos dias de cavalgada na base da Montanha Navajo. No último dia de cavalgada paramos em alguns dos pontos populares que são vistos em muitos filmes.

Cavalgada na Reserva Indígena Navajo
Cavalgada atravessou três áreas distintas

Para chegar no acampamento perto da junção do Canyon de Chelly e do Canyon del Muerto, seguimos uma trilha em ziguezague para cima e para fora do Canyon del Muerto, passando por ruínas Anasazi e fazendas Navajo

Cavalgada na Reserva Indígena Navajo
Acampamento perto da junção do Canyon de Chelly e do Canyon del Muerto

Dessa forma, os índios Navajos foram nossos guias e anfitriões durante essa semana. Com eles tivemos oportunidade de vivenciar essa área fascinante em profundidade, conhecer muitas histórias antigas, costumes e a rica vida cultural Navajo que ainda está muito viva.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Grand Canyon a cavalo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada no Grand Canyon e como foi uma aventura esse ‘passeio’

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Na medida que descemos para as profundezas do Canyon, há uma série de plataformas que variam em largura de 200 metros a 1,5 km largura, em um microclima que é protegido do frio e dos ventos. Esta cavalgada foi uma grande aventura e não pode ser confundida com os passeios de burro tediosos que são oferecidos aos turistas que querem descer o famoso Canyon! Essa foi uma viagem a cavalo em algumas das áreas remotas e pouco visitadas do Grand Canyon. Todos tinham que ser cavaleiros experientes, pois conduziriam os cavalos por trilhas acidentadas e alguns trechos traiçoeiros. Os poucos que participaram da aventura foram amplamente recompensadas por sentir a grandeza do cânion como os primeiros exploradores fizeram.

Primeiros exploradores brancos

Em agosto de 1869, o major John Wesley Powell e oito homens, em três barcos de madeira, com rações ficando escassas e nenhuma ideia de onde o Grand Canyon terminava, foram os primeiros exploradores brancos a documentar a incrível rede de cânions e terraços que compõem esta área do Colorado. No diário de Powell diz: “Deste ponto, posso olhar para o oeste, para os desfiladeiros do Colorado e ver a borda de um grande planalto, de onde riachos descem e ravinas profundas na escarpa que fica de frente para nós, continuado por cânions, irregulares e alargados e penhascos altos, até o rio. ”

Grand Canyon a cavalo
Cavalgada foi uma grande aventura

Guia Mel

Nosso guia, Mel, vem de uma linhagem de fazendeiros nascidos e criados nessa região incrivelmente bela, mas desolada, entre o Rio Colorado e a fronteira de Utah/Arizona. Ele chama os terraços dos degraus do Grand Canyon de “pastagens de inverno”. Dessa forma, referindo-se à prática da pecuária local de levar o gado para os cânions durante os meses de inverno, quando há água nas nascentes e tanques naturais. Paredes verticais com mais de 300 metros de altura de um lado e uma queda vertical de 300 metros do outro são cercas bastante eficazes. “as pastagens têm 40 milhas de comprimento e 40 metros de largura”, diz Mel, “e os únicos lugares que temos de cercar são onde elas se abrem em um desfiladeiro”.

Nosso grupo era relativamente pequeno, 10 pessoas, 12 cavalos e 3 mulas. Às vezes parecia muito pequeno e insignificante, como quando estávamos cavalgando por um dos amplos terraços, ou nas profundezas de um desfiladeiro estreito. Mas, reunidos ao redor da fogueira nas noites escuras, ou quando era minha vez de ajudar no acampamento, nosso pequeno grupo parecia muito maior.

Grand Canyon a cavalo
Reunidos ao redor da fogueiro, grupo de 10 pessoas parecia ser muito maior

Seis dias a cavalo

Foram então 6 dias explorando as pastagens de inverno do Grand Canyon. Contudo, nesses dias descobrimos muitas coisas. Não há dois cânions iguais, a água é escassa mesmo depois de uma chuva, a temperatura ambiente pode mudar muito apenas ao entrar na sombra e o rio Colorado é apenas um elemento do complexo do Grand Canyon. Quando encontrávamos uma poça de água, a maioria não tinha mais de dois centímetros de profundidade, mas nossos cavalos habilmente encontravam as mais fundas e sugavam água fresca em longos goles. Ou seja, eles eram especialistas nisso, sabendo como sabiam que poderia ser uma longa jornada até a próxima poça de água.

Grand Canyon a cavalo
Cavalos conseguem encontrar poças de água de profundidade maior

Dessa forma, ao final dessa grande experiência, depois de uma semana sem tomar banho e, um pouco rígidos por dormir no chão, estávamos todos emocionalmente relaxados e rejuvenescidos, sem muita pressa para voltar a civilização!

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah, lembrando da história dos colonizadores

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Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah

A história dos cavalos no Arizona remonta a cerca de um século depois que os conquistadores espanhóis chegaram ao solo americano no século XVI. Depois de 1680, quando a Rebelião Pueblo ocorreu em Santa Fé, muitos cavalos escaparam e os índios conseguiram capturar centenas deles.

A potência e a velocidade dos cavalos mudaram totalmente o estilo de vida dos índios, tornando muito mais fácil caçar búfalos e se deslocar. Tribos como os apaches e os comanches atrasaram a colonização europeia por décadas porque se tornaram extremamente hábeis cavaleiros na guerra, com uma mobilidade incrível. Seu estilo de vida nômade os tornava difíceis de rastrear e subjugar.

Logo após a Guerra Civil, os conflitos indígenas foram bastante reduzidos e os enormes rebanhos de búfalos dos quais dependiam foram rapidamente exterminados. Ao mesmo tempo, a conclusão das ferrovias transcontinentais tornou possível comercializar gado no Leste, onde uma população em rápido crescimento havia desenvolvido um enorme apetite por carne bovina.

O gado logo começou a prosperar no Arizona e, claro, foram necessários muitos vaqueiros e ainda mais cavalos para lidar com os rebanhos nas vastas áreas onde pastavam. No início, ainda havia grandes manadas de cavalos selvagens, muitos deles foram capturados, domesticados sem os quais a pecuária não poderia ter se desenvolvido tão rapidamente

Paisagens cinematográficas

Os diretores de cinema há muito tempo reconhecem que o Arizona e Utah têm algumas das paisagens mais impressionantes e dramáticas do mundo. Nessa cavalgada vamos a três dos mais belos Parques Nacionais americanos, percorrendo trilhas em algumas das partes mais remotas desta área espetacular. Cavalgamos em trilhas através de terrenos muito variados na área de fronteira entre Utah e Arizona, muitas vezes em caminhos rochosos que descem para as profundezas dos cânions.

A cavalgada começa no Pariah River Canyon e segue para o norte para contornar o Bryce Canyon, dando uma perspectiva incomum de suas fenomenais torres rosa. A trilha segue o rio Virgin, cruza o canto sudeste do labirinto de cúpulas de arenito de Sião e suas gargantas sinuosas, seguindo para o sul através de uma vasta região aberta. Em outro dia de cavalgada, dia inteiro ao longo da formação Zions cercada por penhascos brancos, com passagem pela famosa formação Elephant Cove.

Cavalgada 3 Parques – Arizona e Utah

Pastagens de verão no Grand Canyon

Dia de cavalgada espetacular descendo uma área pouco visitada no trecho norte do Grand Canyon, aonde existem áreas que fornecem abrigo para o gado e a vida selvagem das tempestades de inverno, em um microclima mais quente. Poucas cavalgadas têm um final tão dramático como essa, em Toroweap, onde o abismo do Grand Canyon cai mil metros e expõe eras de tempo geológico. 

Por fim, o acampamento movido a cada dia por veículo permitiu não retardar a viagem a cavalo com animais de carga, possibilitando seguir um ritmo bom, determinado pelo tipo de terreno.
Nosso guia Mel é um verdadeiro cowboy e já participou como figurante em vários filmes do velho oeste. Os cavalos confiáveis, acostumados a esses terrenos acidentados, ajudaram tornar esta aventura inesquecível.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada em Mustangs no Wyoming

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a cavalgada na Trilha Big Horn no Wyoming com os cavalos Mustangs

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Cavalgada em Mustangs no Wyoming

Um dos destaques da cavalgada na Trilha Big Horn no Wyoming são os cavalos. Mais de 130 para escolher, Quarto de Milha, Paint e Mustang. Nos últimos anos, Mustangs do Wild Horse Center foram adicionados a tropa e agora já são 30 Mustangs no Rancho. Alguns dos Mustangs do Rancho passaram pelo Extreme Mustang Makeover, outros por meio do programa do Bureau of Land Management de Nick e Steve Mantle e alguns chegaram por meio do Programa de Presos, onde prisioneiros trabalham com Mustangs para terapia.

Eu montei num castanho muito bom e bonito e com ele percorri várias trilhas pelas montanhas da região. Destaque para a The Mail Trail – trilha de dia inteiro ao longo de uma antiga rota do correio, saindo a 2.300m de altitude cruzando floresta, com belas vistas do Shell Canyon. A Mail Trail é parte de uma antiga trilha do século passado, usada para transportar o correio a cavalo e mulas de Sheridan a Cody. Outra trilha que gostei muito foi a Five Fingers que seguiu através de desfiladeiros rochosos, ao longo das encostas das montanhas do Big Horn, que sobem 600 ms ao longo da trilha como uma enorme parede de granito. Algumas dessas rochas tem milhões de anos.

Cavalgada com Mustangs em meio as rochas

Os Mustangs

Os Mustangs são descendentes de cavalos trazidos para as Américas pelos espanhóis, vivem livres no oeste americano. Embora suas raízes estejam nesses cavalos espanhóis, ao longo do tempo outras raças e tipos contribuíram para o Mustang que vemos hoje. Todos descendem de cavalos que já foram domesticados, portanto, estritamente falando, não são cavalos selvagens.

Na década de 1970, o Congresso dos EUA reconheceu esses cavalos como “símbolos vivos do espírito histórico e pioneiro do Ocidente”. Isso fez com que eles passassem a ser controlados e protegidos pelo Bureau of Land Management, que gerencia manadas de Mustangs em 177 áreas de manejo em 26,9 milhões de acres de terras públicas. Trabalham para que cada vez mais cavalos estejam sob cuidados privados por meio de seus Programas de Adoção e Vendas, bem como parcerias com organizações em todo o país.

Mustangs sao identificados com uma marca no pescoço

Porque adotar um Mustang?

Os Mustangs são conhecidos por sua firmeza, força, inteligência e resistência. Com gentileza e paciência, eles podem se acostumar ao contato humano e, então, ser treinados para uma variedade de atividades. Domar um Mustang ‘selvagem’ pode ser desafiador, mas muitas vezes é um processo muito gratificante. É também uma chance única de adotar e cuidar de uma parte do patrimônio nacional da América.

Extreme Mustang Makeover

Criado e apresentado pela Mustang Heritage Foundation, o Extreme Mustang Makeover é uma competição cujo objetivo é mostrar a beleza, versatilidade e capacidade de treinamento dos mustangs americanos. Competem nesses eventos éguas e cavalos castrados, geralmente de quatro a sete anos de idade, que vivem em terras do BLM.

Os domadores aprovados recebem um Mustang e passam aproximadamente 100 dias se preparando para uma apresentação aonde mostrarão as novas habilidades do cavalo. Ao final do evento, todos os Mustangs estão disponíveis para adoção ou compra por meio de licitação pública.

EXTREME MAKE OVER

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada com cavalo Bashkir Curly: hipoalergênico

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre o cavalo Bashkir Curly, equino que não altera a alergia em humanos

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As pessoas com alergia a cavalos têm uma resposta imune exagerada diante do contato com a caspa do animal (resultado da descamação do epitélio de alguns animais, incluindo os cavalos). Entretanto, vários estudos mostraram que a pelagem dos cavalos com pelos encaracolados não possui a proteína que causa alergias em humanos.

Tudo indica que uma pessoa alérgica pode conviver com eles sem problemas. Essa informação se aplica particularmente à raça Bashkir Curly, e a boa notícia é que existem cavalos com essa pelagem no Brasil.

Cavalgada na Coxilha Rica

Semana passada fui cavalgar na Coxilha Rica em Santa Catarina, e na tropa tinham alguns cavalos Curly. Foi interessante conhecer e conviver alguns dias com um cavalo dessa raça. A cavalgada foi muito bonita, percorremos vários quilômetros dentro dos famosos corredores de taipa, cruzamos bosques de araucária, rios e muitas coxilhas.

Origem da raça

O Bashkir é a raça de cavalos do povo Bashkir, criado principalmente em Bashkortostan, uma república dentro da Federação Russa que fica no sul dos Montes Urais.

As origens do cavalo Bashkir não são conhecidas, ele tem sido importante na economia local por possivelmente milhares de anos. Fornecem leite e outros produtos, além de serem usados para transporte e agricultura. As éguas Bashkir são excelentes produtoras de leite. Em um período de lactação de sete a oito meses, uma égua Bashkir produz até 2.000 litros de leite.

Raça rara

Trata-se de uma raça rara e atualmente a maior quantidade de cavalos com essa característica está nos Estados Unidos. A origem do Bashkir Curly americano pode ser rastreada até 1898, quando Peter Damele notou cavalos com pelos fortemente encaracolado e seu filho resolveu iniciar uma criação com eles.

Bashkir Curly
Curly nos Estados Unidos

Curly Marchador

Cerca de 10 por cento dos cavalos Bashkir Curly exibem uma marcha intermediária, “macia”, e um passo lateral conhecido como Indian Shuffle ou Curly Shuffle.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Ioga e Cavalgada

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a junção da ioga e cavalgada e seus benefícios.

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Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a junção da ioga e cavalgada e seus benefícios.

Vários livros foram escritos sobre o uso de posturas de ioga para apoiar os cavaleiros por meio de maior flexibilidade, força e equilíbrio. “Uma das coisas bonitas sobre ioga e equitação é que são jornadas sem fim, permitindo-nos continuar a crescer, aprender e expandir – não é disso que se trata a vida? ”, do livro Ioga para Cavaleiros, da instrutora de ioga e amazona Cathy Woods.

Ioga e Cavalgada na Espanha

A boa notícia é que agora podemos fazer uma cavalgada na Espanha e ter essa experiência! São duas opções ambas excelentes:

Na praia com cavalos Friesian

A 170 Kms de Barcelona, em Castellon, o haras da Orion com 80 belos cavalos Friesian, oferece espetaculares cavalgadas na praia combinadas com aulas de ioga. As aulas de ioga são projetadas para atender os cavaleiros com exercícios específicos que enfocam a força, postura e presença, a função é priorizada sobre a forma. Você não precisa ser um praticante de ioga experiente para participar.

O local das aulas alterna entre a Villa, a praia e as montanhas e são intercaladas com cavalgadas nas praias. Os cavalos estão acostumados a cavalgar na praia e gostam de galopar na beira da água.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a junção da ioga e cavalgada e seus benefícios.

Nas montanhas do Pirineus

O Cavalo, a Montanha e Você – fusão de almas. Assim definem a Programação “Ioga e Cavalgada” nas montanhas dos Pirineus. Uma experiência única para conectar você e a magia da natureza através do maravilhoso mundo dos cavalos.

Um fim de semana alternando cavalos em semiliberdade, cavalgadas e passeios a cavalo com sessões de yoga, meditação e banhos de floresta. Uma aproximação do mundo equestre desde o conhecimento do cavalo em estado natural, incluindo aspectos de etologia (comportamento do cavalo). Vamos encontrar os cavalos no pasto e ver seu comportamento em manada, a aproximação será progressiva e intercalada com seções de ioga, banhos de bosque e meditação.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a junção da ioga e cavalgada e seus benefícios.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada no Valle Escondido – Pireneus – Espanha

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, conta de uma cavalgada no “Valle Escondido” localizado nos Pireneus de Huesca

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Cavalgada no Valle Escondido - Pireneus - Espanha

Cavalgada no Valle de Benasque o “Valle Escondido” localizado nos Pireneus de Huesca, um lugar conhecido e admirado por suas montanhas e natureza. Considerado o mais bonito de todos os vales dos Pireneus, preservou a tradição, mantém a arquitetura alta aragonesa e uma língua (dialeto) própria – Patués.

Monumentos Naturais das Geleiras dos Pireneus

Cavalgamos 5 dias em ótimos cavalos andaluzes e cruzados andaluz, no vale no meio das montanhas mais altas dos Pireneus, na região de Aragão, que faz fronteira com a França. Cada dia uma paisagem espetacular diferente e variada. Passamos por florestas, campos alpinos e altas montanhas com geleiras e neve permanente nos picos.

A cavalgada seguiu trilhas ao longo do Parque Natural de Posets-Maladeta, onde existem três maciços que foram declarados Monumentos Naturais das Geleiras dos Pireneus. Essas geleiras modelaram o vale há mais de 40 milhões de anos e cavalgamos pela paisagem que elas criaram. O maciço da Maladeta é coroado pela montanha mais alta dos Pireneus, o Aneto com 3404ms. Além dele vimos várias outras montanhas altas e belíssimos lagos azuis.

Vilas medievais

Durante a cavalgada, passamos por vilas medievais como Ansils, Cerler, Sahun e Solano, e aprendemos sobre a história, arquitetura e modo de vida nas montanhas. A vilas de Benasque e Anciles são muito charmosas. No centro histórico de Benasque encontram-se edifícios emblemáticos como a Torre de Juste e o Palácio dos Condes de Ribagorza. A vila de Anciles tem a arquitetura tradicional mais bem preservada da região com esplêndidas casas ancestrais.

‘Accompagnateur du Tourisme Equestre’

Nosso anfitrião é um ‘Accompagnateur du Tourisme Equestre’ qualificado. Ele passou muitos anos trabalhando como guia na França e na Islândia, além da Espanha. Ele é PhD em Arte, Natureza e Paisagem, e adora compartilhar sua paixão e explicar sobre as paisagens enquanto cruzamos as montanhas. Ele é acompanhado por outro guia que é professor em Barcelona quando não está a cavalo nas montanhas. Com esses guias, durante a cavalgada aprendemos muito sobre a região.
Nessa cavalgada tivemos a sensação de mergulhar na história em um dos espaços naturais mais espetaculares dos Pirineus.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada em Laguna celebra o bicentenário de Anita Garibaldi

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, conta de uma cavalgada que fez no último sábado em homenagem a Anita Garibaldi

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Essa semana eu falo sobre a Cavalgada em Laguna, organizada no último sábado pelo Instituto Cultural Anita Garibaldi. O passeio teve como objetivo homenagear e celebrar os 200 anos de nascimento de Anita Garibaldi. De acordo com os organizadores, contou com a participação de mais de 40 mulheres.

Assim, a cavalo, elas fizeram o sentido inverso da última viagem da heroína em Laguna. Caminha que, simbolicamente, representou o retorno de Anita Garibaldi a sua cidade natal. Chamou atenção o gesto, feito pelas Guardiãs de Anita, quando cada uma colocou uma Rosa de Anita aos pés do seu monumento.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, conta de uma cavalgada que fez no último sábado em homenagem a heroína Anita Garibaldi
Foto: Elvis Palma

Cavalgada

Foram quase dez horas de cavalgada entre a Barra do Camacho e a praça República Juliana. Participaram do passeio grupos a cavalo do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Houve ainda a participação da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr.

“Ficamos muito felizes de poder celebrar Anita Garibaldi de uma forma que muito a representa, cavalgando. Todos sabemos que Anita foi uma exímia amazona e as guardiãs e suas convidadas farão jus a essa história”.

“O sonho de muitas mulheres é conhecer onde Anita passou, morou. E fomos justamente nesses caminhos de Anita”, comenta a diretora do Departamento de Guardiãs, Ivete Scopel.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, conta de uma cavalgada que fez no último sábado em homenagem a heroína Anita Garibaldi
Foto: Juarez Schmitt/Colaboração/CulturAnita

200 anos do nascimento de Anita Garibaldi

Antes de mais nada, o evento integrou as programações mundiais da data comemorativa. A cavalgada relembra o momento em que a guerreira lagunense deixou sua terra natal a fim de seguir rumo ao Rio Grande do Sul.

O bicentenário de Anita Garibaldi tem coordenação do Museu e Biblioteca Renzi, na Europa, e do Instituto CulturAnita, para a América do Sul. O projeto conta ainda com apoio de cidades catarinenses, gaúchas, italianas, uruguaias e são-marinenses.

“Entre seus objetivos, além de preservar e difundir a memória e a história, o projeto também pretende promover o turismo internacional, de caráter histórico, cívico e cultural em todas as cidades dos quatro países, compondo um roteiro internacional para realização de diversos atos que deverão acontecer, sempre em comemoração ao bicentenário”, explica o presidente do CulturAnita, Leo Felipe Nunes.

Confira o vídeo da cavalgada clicando aqui.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
Crédito da foto de chamada: Juarez Schmitt/Colaboração/CulturAnita
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Cavalgada e Cultura Equestre na Rússia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, conta dessa cavalgada para quem busca conhecer uma cultura equestre secular e ainda participar de uma aventura nas montanhas do Cáucaso, ao longo dos montes Urais

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Realizada no extremo oeste do país, ao norte da Geórgia, essa Cavalgada na Rússia tem como paisagem dominante o Monte Elbrus, a montanha mais alta não só da Rússia, como também da Europa.

O Elbrus tem uma calota de gelo permanente que alimenta 22 geleiras. Além disso, tem dois picos, ambos vulcões dormentes (não entra em erupção desde 50 d.C.). Seu cume oeste é o mais alto, com 5.642 metros.

Nessa viagem a cavalo, as paisagens são selvagens. Vemos penhascos e gargantas impressionantes, antigos sistemas de cavernas, cachoeiras e cânions. A saber, trata-se de uma cavalgada em trilhas, longe das rotas turísticas, sob as montanhas imponentes do Elbrus.

Da mesma forma que na viagem à Mongólia, para mim, o principal objetivo dessa cavalgada é a experiência cultural com os circassianos. Termo que inclui doze tribos Adyghe.

Oportunidade, então, de conhecer a história e as tradições dos cavaleiros circassianos, seus cavalos Cabardino e as selas cherkess/circassiana, que têm características únicas no mundo.

Desde os tempos antigos, os circassianos amam os cavalos. Em sua língua, eles chamam o cavalo de ‘Shi’, cuja tradução tem dois significados: irmão ou cavalo.

Paulo Junqueira conta dessa cavalgada para quem busca conhecer a cultura equestre secular da Rússia e participar de aventura nas montanhas

Cavalos Cabardino/Kabardin

Criados no Cáucaso, por tribos das montanhas desde o Século 16, a raça surgiu a partir de uma combinação de cavalos das estepes. Principalmente o Karabakh, o Árabe e o Turcomano.

Os Cabardinos, portanto, têm cascos duros e são bem musculosos. Seu sangue tem elevada capacidade de transporte de oxigênio, adequada para trabalhar nas altas montanhas.

Sela circassiana/cherkess

A sela circassiana/cherkess não se assemelha a nenhuma outra sela no mundo! É única em sua construção e detalhes, muito bem pensados. Antes de mais nada, detalhes esses que evoluíram ao longo de várias centenas de anos de história da equitação no Cáucaso. E, provavelmente, vários milhares de anos antes.

Como a maioria dos cabardianos passou uma parte significativa de sua vida na sela, viajando milhares de quilômetros por mês durante as operações militares, as projetaram a fim de cumprir alguns objetivos básicos: conforto do cavaleiro e do cavalo, estabilidade do cavaleiro e durabilidade da sela.

Ao olhar para a sela circassiana, ela parece grande, pesada e com o centro de gravidade muito alto. Mas, uma vez que você se senta nela e dá alguns passos, descobre a sabedoria dos antigos fabricantes dessas selas. Baseada em uma armação semelhante às utilizadas nas selas militares, distribuindo o peso do cavaleiro no dorso do cavalo.

Paulo Junqueira conta dessa cavalgada para quem busca conhecer a cultura equestre secular da Rússia e participar de aventura nas montanhas
Foto: copyright by Catherine Michelet e Paweł Krawczyk

Detalhes da sela

A armação é, relativamente, curta. Mas ela própria repousa sobre uma ‘almofada’ de couro longa e elástica. Assim, essa armação evita que a sela bloqueie o movimento dos ombros do cavalo enquanto espalha o peso em uma parte mais longa das costas.

Outro segredo dessa sela é uma almofada quadrada, feita de couro macio e recheado com pelo de cabra da montanha. Graças à sua forma específica, não apenas é confortável, como também com a pressão do corpo, aperta as pernas do cavaleiro, estabiliza-o e amortece-o, protegendo o cavaleiro e o cavalo.

Além disso, é muito útil em trilhas de longa duração, principalmente no trote. Ao contrário do que parece olhando as fotos, o cavaleiro não fica alto no meio dessa ‘almofada’. O quadril do cavaleiro, portanto, fica logo acima da armação, como nas selas inglesas.

Outro detalhe interessante são as três cilhas, sendo a última voltada para trás na barriga do cavalo (esta é opcional e quando usada, não é apertada). Isso melhora a estabilidade da sela durante descidas e subidas íngremes nas montanhas.

As competições equestres

Como bem descreveu o historiador Amjad M. Jaimoukha, os circassianos foram guerreiros nascidos no cavalo. E sempre foram famosos por suas habilidades equestres, que atingiu o seu apogeu na época dos lendários Narts. Tinham regras e códigos especiais e para coroar tudo, um deus, Zeik’wethe, designado como divindade evocado nas campanhas militares.

As competições equestres (Adigean) eram ocasiões para os heróis da aldeia mostrarem suas habilidades equestres. Cavaleiros intrépidos montavam em todas as posições: em pé ou agarrados ao lado do cavalo, em simulação de manobras de batalha.

Eles tinham a incrível habilidade de ficar sob a barriga do cavalo, a galope – uma manobra chamada ‘schinibech’epsh’ – com o intuito de confundir o inimigo. ‘Shurelhes’ – que significa montar-desmontar -, outra manobra em que um cavaleiro, a toda velocidade, salta e depois monta em seu cavalo, também fazia parte das apresentações.

Neste link – clique aqui – uma filmagem antiga (1965) de cavaleiros circassianos demonstrando suas habilidades.

Paulo Junqueira conta dessa cavalgada para quem busca conhecer a cultura equestre secular da Rússia e participar de aventura nas montanhas

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Cavalgadas Brasil

Cavalgada e Cultura Equestre – Escócia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada que tinha agendado para fazer junho de 2020, foi adiada para 2021, adiada novamente, mas que agora está confirmada para junho de 2022

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Durante todos os verões, as cidades da fronteira da Escócia com a Inglaterra organizam os Common Ridings, um dos festivais equestres mais antigos do mundo.

Antes de mais nada, são cavalgadas que se transformam em um espetáculo de equitação. Enquanto é um costume mantido com verdadeiro fervor pelos habitantes locais em homenagem à identidade da região, moldada por seu passado tumultuado.

O evento acontece em 11 cidades, cada um com sua própria visão particular da tradição. Portanto,  em algumas cidades, os eventos duram até duas semanas. Usualmente envolvem cavalgadas, churrascos, esportes tradicionais, jogos, música e bebidas tradicionais.

Milhares de Borderers aplaudem centenas de cavaleiros galopando em torno de suas cidades.

Uma tradição equestre de 900 anos

Dessa forma, a história da Scottish Borders está profundamente entrelaçada com a turbulenta era dos Borders Reivers. Trata-se do nome dado aos invasores e bandidos que pilharam as terras em ambos os lados da fronteira anglo-escocesa do final do Século 13 ao início do Século 17.

Hoje, os escoceses comemoram os tempos em que seus antepassados patrulhavam os limites de seus assentamentos a cavalo. Arriscava, portanto, suas vidas a fim de proteger sua cidade e seu povo de invasores.

Uma tradição equestre que evoluiu ao longo de 900 anos para se tornar um dos maiores espetáculos equestres da Europa.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada para a Escócia, adiada para 2022 por conta da pandemia de covid-19

Borderes escoceses

Em nossa programação vamos ter o privilégio de cavalgar no Common Ridings – um dos festivais equestres mais antigos do mundo. Vamos montar um cavalo irlandês e cavalgar junto com os Borderes escoceses, vestidos em seus tweed, felizes por compartilhar conosco uma tradição consagrada pelo tempo.

Kilchurn Castle e Loch Awe – Foto: P. Tomkins Visit Scotland Scottish Viewpoint/Divulgação Rabbie’s Tours

Outlander

A Escócia é um país com paisagens de tirar o fôlego e uma história milenar. Antes de tudo, é a terra de lendas celtas, castelos medievais, a gaita de fole, o kilt e os fabulosos single malts. O espírito guerreiro e as heranças gaélicas, nórdicas e saxãs moldaram a cultura escocesa.

Além das cavalgadas com os Borderes, vamos conhecer a cavalo belos campos da Escócia. Cavalgaremos por vales, campos com muitas ovelhas e praias.

O cenário nos levará de volta ao tempo dos confrontos de clãs e contos românticos de donzelas em perigo que vimos na série Outlander. Depois, ao final, podemos nos qualificar como um escocês honorário, participando de um jogo kilt, bebendo um single malte e apreciado um bom cachimbo.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada para a Escócia, adiada para 2022 por conta da pandemia de covid-19

The Kelpies

Nossa programação termina com uma viagem até Falkirk. Lá está as The Kelpies, esculturas enormes em forma de cabeças de cavalo, feitas com armação de metal e revestidas com aço inoxidável.

Elas estão na entrada do canal Forth and Clyde e são consideradas a maior escultura de equinos do mundo. Pesam 300 toneladas e foram inspiradas em uma criatura mitológica que assombrava os rios e córregos da Escócia e era conhecida por possuir a força e a resistência de dez cavalos.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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