Eles galoparam por cenários de faroeste, participaram de grandes aventuras e protagonizaram histórias que emocionaram diferentes gerações. Em muitas produções, os cavalos conquistaram tanto carinho do público quanto os atores com quem dividiam a cena. Mas o que aconteceu com esses animais quando as câmeras foram desligadas?
Para alguns, o fim das filmagens marcou o início de uma aposentadoria tranquila. Outros passaram a viver com seus próprios parceiros de trabalho, em uma demonstração de que a conexão construída diante das câmeras também existia nos bastidores.
Em uma reportagem publicada pela revista norte-americana COWGIRL Magazine, a jornalista Emily Fought reuniu curiosidades sobre o destino de oito estrelas equinas do cinema e da televisão. Confira!
Trigger: o parceiro de Roy Rogers que virou peça de museu
Poucos cavalos se tornaram tão associados a um artista quanto Trigger a Roy Rogers. O palomino participou de mais de 87 filmes e 101 episódios de televisão, consolidando sua imagem entre os fãs das produções de faroeste.
Depois de uma longa vida, Trigger morreu aos 30 anos. Rogers decidiu preservar a pele do companheiro por meio da taxidermia, com uma montagem que reproduzia o cavalo empinado sobre os membros posteriores.
Durante décadas, ele esteve exposto no Museu Roy Rogers–Dale Evans. Posteriormente, a peça passou por um leilão. Assim, o animal que havia conquistado espectadores nas telas também se tornou parte de uma coleção dedicada à memória do entretenimento norte-americano.
Buttermilk: o companheiro de Dale Evans teve destino semelhante
Ao lado de Dale Evans, Buttermilk marcou presença em produções de faroeste e no The Roy Rogers Show. A dupla ajudou a construir algumas das imagens mais conhecidas da atriz e cantora no universo western.
Após a morte do cavalo, em 1972, sua pele também foi preservada por taxidermia. Buttermilk permaneceu exposto junto de Trigger no Museu Roy Rogers–Dale Evans por muitos anos.
Em 2010, a peça foi vendida em leilão por US$ 25 mil, demonstrando o interesse de colecionadores por objetos ligados às estrelas equinas de Hollywood.
Silver: uma aposentadoria longe das aventuras do justiceiro
O cavalo branco do personagem conhecido no Brasil como Cavaleiro Solitário se tornou um dos símbolos das histórias de faroeste. Entre os animais que deram vida a Silver estava o garanhão White Cloud, apontado pela reportagem como o principal intérprete do papel na série.
Depois da produção, White Cloud foi aposentado e morreu em 1959. Sua imagem também seria homenageada ao lado do ator Clayton Moore em um selo postal dos Estados Unidos, perpetuando a lembrança da dupla para além da televisão.
The Pie: Elizabeth Taylor ganhou seu parceiro de cena
No clássico National Velvet, lançado em 1944 e conhecido no Brasil como A Mocidade É Assim Mesmo, o cavalo The Pie foi interpretado por King Charles, um Puro-Sangue Inglês neto do lendário Man o’ War.
Segundo a COWGIRL Magazine, o animal podia ser difícil de manejar para integrantes da equipe, mas demonstrava uma afinidade especial com Elizabeth Taylor.
A relação teve continuidade após as filmagens: King Charles foi presenteado à atriz e passou o restante da vida em sua propriedade. Para Taylor, o parceiro de cena também se tornou um companheiro fora dos estúdios.
Hidalgo: Viggo Mortensen levou o cavalo para casa
A ligação entre Viggo Mortensen e os cavalos com quem trabalhou é uma das curiosidades dos bastidores de sua carreira. Em Hidalgo, RH Tecontender, também conhecido como TJ, foi o principal animal utilizado para interpretar o personagem equino que dá nome ao filme.
A conexão durante a produção foi tão forte que Mortensen comprou o cavalo depois das filmagens. De acordo com a reportagem, ele passou a viver no rancho do ator, em Idaho, junto de outros animais, incluindo cavalos ligados à trilogia O Senhor dos Anéis.
Flicka: a estrela era uma égua da raça Árabe
Quem acompanhou a série My Friend Flicka, exibida na década de 1950, talvez não saiba que a personagem foi interpretada por Wahana, uma égua pura da raça Árabe.
Após o encerramento da produção, Wahana foi vendida a um novo proprietário no estado norte-americano do Novo México. Ali, viveu seus últimos anos e teve descendentes.
A égua morreu em 1968, deixando sua participação em uma das histórias mais lembradas sobre a amizade entre uma criança e um cavalo.
Spartan: a relação com Amber Marshall também existe fora de Heartland
Em Heartland, Spartan é um dos cavalos mais queridos pelos espectadores. Seu principal intérprete na vida real é Hawk, que pertence à atriz Amber Marshall, responsável por dar vida à protagonista Amy Fleming.
Segundo a reportagem, Hawk vive com a atriz em uma fazenda de aproximadamente 40 hectares nos arredores de Calgary, no Canadá. A convivência fora das gravações acrescenta um significado especial à parceria que o público acompanha na série.
Mister Ed: um desfecho triste para o famoso cavalo falante
Bamboo Harvester, um cavalo castrado de pelagem palomina, interpretou o inesquecível personagem da comédia Mister Ed. Sua atuação ajudou a transformar um cavalo falante em um dos personagens mais reconhecidos da televisão.
Sobre seu destino, a COWGIRL Magazine relata que o animal morreu em 1970, poucos anos depois do encerramento da série, após receber por engano uma dose fatal de tranquilizante. Conforme essa versão, ele foi cremado e suas cinzas foram espalhadas pelo treinador.
As trajetórias desses animais revelam um capítulo que o público nem sempre conhece: a vida depois dos estúdios. Entre aposentadorias, adoções e homenagens, seus destinos mostram como os vínculos construídos durante uma produção podem continuar muito além da última cena.
Fonte: Cowgirl Magazine
Foto de chamada: Reprodução/Internet
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