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Proprietário reencontra cavalo desaparecido há 8 anos

Animal fugiu com uma manada de Mustangs selvagens e órgão do governo americano o encontrou durante uma ação

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Proprietário reencontra cavalo desaparecido há 8 anos

Uma história pra lá de inusitada, mas com um final muito feliz. Em Utah, Estados Unidos, um cavalo desaparecido há quase 10 anos foi encontrado e, pasmem, passou todo este tempo passeando com uma manada de cavalos Mustang. Uma verdadeira aventura!

Há oito anos, Shane Adams estava acampando no deserto localizado no oeste de Utah com seu cavalo Mongo. O animal estava amarrado próximo da barraca de Adams, quando uma manada de Mustangs selvagens passou por perto do acampamento e o “fujão” resolveu seguir com o grupo.

Adams percebeu a fuga e tentou impedir, mas já era tarde demais. Mongo se soltou e seguiu com o grupo. O proprietário avisou a todos os órgãos e procurou por seu cavalo desaparecido por anos, todos os finais de semana voltava para o local do acampamento para procurar, mas o tempo foi passando e a esperança de encontrá-lo foi diminuindo.

Para a sua surpresa, o Bureau of Land Management, órgão do Departamento de Interiores dos EUA, estava reunindo um rebanho de Mustangs selvagens perto de uma propriedade militar em setembro último, quanto notaram que um dos cavalos era diferente dos outros: ele respondia alguns comandos e tinha uma marca semelhante a que Adams relatou quando Mongo desapareceu.

A surpresa de Adams e seus familiares foi enorme. “É uma loucura que ele ainda aja da mesma forma, o mesmo cavalo. Oito anos sendo selvagem e ele age como se nada tivesse acontecido”, comemorou emocionado.

Mongo está com aproximadamente 18 anos e abaixo do peso por causa da sua nova vida como selvagem, mas Adams disse que vai trabalhar para que ele volte ao porte de antes. Uma verdadeira aventura da Disney!

Fonte: Cowgirls / 2KUTV

Fotos: Cowgirls / 2KUTV

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O cavalo e a humanidade: como os equinos ajudaram na construção da história

Cavalos já serviu de correio e meio de transporte, ajudou a erguer e a afundar exércitos. Saiba como, carregando o homem em seu lombo, o cavalo ajudou a construir civilizações

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O cavalo e a humanidade como os equinos ajudaram na construção da história

A mitologia grega tem na imagem do centauro – metade homem, metade cavalo – um ser forte, inteligente e perigoso. Não era para menos. Deve ter sido aterrorizante para os gregos antigos, que nunca tinham visto uma pessoa montada naquele animal, enfrentar um bando de cavaleiros com arco e flecha invadindo seu território, saqueando riquezas e fugindo velozes. A figura do centauro provavelmente foi inspirada nos povos nômades da Ásia central, que começaram a atacar os assentamentos agrícolas no século 2 a.C. A destreza, a coordenação e a rapidez dos cavaleiros surpreenderam aquelas comunidades.

Cavalo e a humanidade

Como era possível dominar um cavalo assim? Na verdade, o processo de domesticação foi demorado e não se sabe exatamente quando o homem começou a montar. Mas é certo que, a partir do momento em que isso aconteceu, surgiu uma nova forma de organização.

Eles passaram a ajudar na agricultura, a servir como meio de transporte e como armas de guerra, mudando a balança de poder entre as civilizações até a primeira metade do século 20 – quando as máquinas começaram a ser usadas nas batalhas. “Por meio do manejo do cavalo, o homem das estepes atingiu uma organização socioeconômica de grande sucesso. […] Pastoreando os cavalos, os nômades administraram melhor os recursos disponíveis e evitaram as correrias desenfreadas que, frequentemente, terminavam com suas barrigas vazias”, diz o pesquisador Bjarke Rink em Desvendando o Enigma do Centauro.

O cavalo existe há 55 milhões de anos. O gênero mais antigo de que se tem notícia é o Eohippus, que tinha a altura de um pônei e dedos nas patas. Há cerca de 3 milhões de anos surgiu a espécie Equus, ancestral do cavalo atual. Dotada de cascos, ela se espalhou por vários continentes. Uma das mais importantes características do equino – e que permitiu o sucesso de seu relacionamento com o homem – é que ele precisa de um líder. Sua capacidade, e mesmo vontade, de transferir lealdade determinou o reconhecimento do humano no lugar de outro equino como guia. E lá se foram juntos, homem e cavalo, rumo ao desenvolvimento das sociedades.

Clint Eastwood montado em um cavalo na série Spaghetti Westerns Getty Images

Entre as comunidades nômades que domesticaram o animal, os hunos se destacam. Eles podiam passar dias seguidos montados em equinos. Até dormiam nas costas do animal, que servia de alimento, tração e transporte. O rei Átila devastou cidades inteiras, no século 5, com sua cavalaria.

Aos poucos, os demais povos aprenderam as habilidades equestres dos nômades. Ao conviver com o homem sedentário, o cavalo passou a ter outro papel, mais atrelado à vida econômica. As primeiras academias de equitação foram criadas na Idade Média, baseadas em técnicas violentas de conduta.

Invenções

“Todos os inventos europeus para economizar tempo foram inspirados no cavalo e na equitação, que acabaria lhe dando o domínio do mundo”, escreveu Bjarke Rink. A nobreza do noroeste europeu foi responsável pela difusão do uso do cavalo numa rede de comunicação que depois se tranformaria nos correios. Até as calças foram inventadas para a equitação e depois adaptadas para o uso cotidiano. Nas cidades, os cavalos distribuíam todos os produtos agrícolas e manufaturados e ainda ofereciam locomoção para as viagens.

Quando a era das grandes navegações chegou, lá estavam eles. Para os nativos da América, os equinos devem ter parecido monstros cruéis – o animal estava extinto na região. Os espanhóis tiraram vantagem disso e ajudaram a espalhar boatos de que os equinos eram bestas mágicas. Hernán Cortéz, que comandou a conquista do que é hoje o México, disse: “Próximo a Deus, devemos nossa vitória aos cavalos”.

No Renascimento, Federico Grisone descobriu o que seria uma glória para a equitação clássica – e um alívio para os equinos. Suas buscas em textos sobre os equinos renderam a descoberta do mais antigo texto sobre cavalaria, o Manual da Equitação, escrito pelo general grego Xenofonte, em 400 a.C. A obra, que tinha ficado desaparecida por 1 800 anos, oferece uma abordagem mais branda para o adestramento, sugerindo paciência e racionalidade no tratamento dos animais.

Os séculos 18 e 19 foram marcados por batalhas ferozes. O poder equestre de uma nação era decisivo. Montado, o guerreiro ficava maior, mais rápido e forte. “O papel mais importante de um cavalo numa batalha era fazer parte da cavalaria de frente. Essa operação, com centenas de milhares de equinos emparelhados atacando o inimigo, era uma das mais apavorantes e temidas ações da história militar. Mil cavalos se movendo a 50 km/h é muito intimidador – além de fazer a terra tremer de verdade”, afirma Louis DiMarco, autor de War Horse – The History of the Military Horse and Rider (“Cavalo de guerra, a história do cavalo militar e do cavaleiro”,). A derrota de Napoleão em Waterloo (1815) foi um verdadeiro enfrentamento equestre. O general foi para o exílio e seu cavalo, Marengo, acabou incorporado às tropas britânicas.

Elizabeth Taylor balança a perna por cima de um cavalo enquanto monta em 1947 Getty Images

Nos séculos 19 e início do 20, o mundo estava bem diferente. Mas, cada vez mais, o homem dependia do cavalo. As cidades modernas estavam cheias deles. Nos anos 1800, já havia congestionamentos nas ruas de Londres. A Revolução Industrial não poupou os animais. “No século 19, o ‘horse power’ fazia sozinho o que a energia elétrica, o petróleo e o biodiesel somados fariam no século 20”, diz Rink. Em 1870, cerca de 300 patentes foram registradas nos Estados Unidos para maquinários que utilizavam cavalos. “Alguns usos eram bem exóticos. Por exemplo, em Nova York, existiam ferry-boats movidos a cavalos que giravam as rodas”, afirma Clay McShane, autor de The Horse in the City: Living Machines in the Nineteenth Century (“O cavalo na cidade: máquinas vivas no século 19”). Em 1900, 130 mil cavalos trabalhavam em Manhattan (mais de dez vezes o número de táxis nas ruas da metrópole, hoje).

O excesso de estrume, urina e carcaças causava sérios problemas. “No pico do uso, Nova York tinha um cavalo para cada 26 pessoas. Se fosse a São Paulo atual, seriam necessários 428 mil cavalos para a cidade funcionar”, diz Clay McShane.
Logo que os carros chegaram, era difícil acreditar que o animal seria substituído. Mesmo nos anos 1940. “Ninguém imaginava que tantos avanços tecnológicos em energia e transporte pudessem torná-lo dispensável”, afirma Rink. Mas foi o que aconteceu. Hoje os cavalos estão praticamente restritos às zonas rurais e centros esportivos. No entanto, cresce seu uso em tratamentos terapêuticos e como ferramenta educacional para treinar liderança, por exemplo. O fato é que o cavalo já provou seu valor na Terra. E ainda faz isso, todos os dias.

Jogos equestres

Os esportes com cavalos são quase tão antigos quanto sua domesticação. A corrida foi a primeira competição equestre de que se tem notícia, em 644 a.C., na 31ª Olimpíada de Atenas. O poeta grego Homero descreveu na Ilíada as regras para esse jogo, dizendo que o primeiro prêmio seria uma mulher “versada nas prendas domésticas”. Depois vieram o polo (de origem oriental), as justas, que imitavam guerras com equipes de laçadores, e o enduro, que simulava as grandes cavalgadas realizadas pelos mensageiros. Até hoje, no Afeganistão, se pratica um jogo criado pelos súditos de Átila, rei dos hunos. No Buz Kashi, 300 cavaleiros tentam agarrar um bezerro. O salto derivou da caça às raposas e foi oficializado como uma competição de obstáculos de altura em 1865, na Irlanda. Muitos reis praticaram esportes com cavalos e por muitos anos essas competições foram “assuntos da nobreza”. Ainda hoje pode-se dizer que os esportes equestres exigem uma boa condição financeira. É custoso adquirir e manter um cavalo. Alguns garanhões reprodutores ou campeões mundiais podem valer dezenas de milhões de dólares.

Fonte: Aventuras na História
Fotos: Divulgação/Getty Images
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Primeira classe: descubra como cavalos viajam para eventos equestres internacionais

Cavalos de Corrida viajam de ‘primeira classe’, com uma operação que mobiliza centenas de pessoas, exigindo meses de preparação

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Primeira classe descubra como cavalos viajam para eventos equestres internacionais

No último sábado (30), 122 atletas aguardavam a sua vez de competir em uma das pistas mais prestigiadas do mundo. Cerca de dois terços deles vieram de 14 países dos cinco continentes para participar em um dos maiores eventos de corrida do seu esporte.

Esses corredores não usavam tênis — porque são cavalos. A Copa do Mundo de Dubai distribui US$ 30,5 milhões em prêmios, divididos por nove corridas (incluindo o evento homônimo, com um enorme prêmio de US$ 12 milhões), e atrai muitos dos jóqueis de elite do mundo.

Enquanto as corridas duram apenas alguns minutos, o transporte dos cavalos leva meses de preparação e centenas de pessoas.

“Essa é uma operação enorme”, disse John Nicholls, gerente de quarentena do Dubai Racing Club. Nicholls e sua equipe são responsáveis por garantir a saúde dos cavalos desde o momento em que eles pousam na cidade até sua volta, e supervisionam os estábulos de quarentena do clube de corrida no Hipódromo de Meydan, avaliado em US$ 1 bilhão.

“É basicamente cinco estrelas”, diz Nicholls. “Eles recebem muita água, muito feno e atenção”.

Econômica, executiva ou primeira classe

O sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante de Dubai e ávido fã de corridas de cavalos, tem seu próprio Boeing 747, que normalmente transporta todos os cavalos de corrida para o evento dentro e fora da cidade.

“Infelizmente, o avião está em manutenção no momento, então os cavalos estão voando em voos comerciais. Não é uma grande diferença, mas é muito mais conveniente para nós termos nossa própria aeronave”, diz Nicholls.

Divulgação/Emirates

Os cavalos viajam em baias com ar-condicionado no compartimento de carga de um avião, que pode acomodar até 25 baias, com um máximo de três cavalos em cada. No mundo equestre, eles chamam isso de classe econômica, com dois por baia sendo a classe executiva e um por baia o equivalente a voar de primeira classe, diz Nicholls.

Nos aviões da Emirates, os cavalos andam em baias feitas sob medida, com tetos ajustáveis, coberturas de ventilação para controlar a luz e a temperatura e pisos de borracha antiderrapantes — “o equivalente equino às viagens em classe executiva”, independentemente de quantos estejam na baia, diz Nadeem Sultan, vice-presidente sênior de planejamento de carga e fretados da Emirates SkyCargo.

Mas, ao contrário dos passageiros humanos, mais espaço nem sempre os torna mais confortáveis, diz Suné Schäffler, gerente geral da Equitrans, um serviço de logística equestre que trabalha com o Dubai Racing Club para transportar os cavalos.

“Eles são animais de rebanho, então querem estar próximos uns dos outros, principalmente quanto mais jovens forem os cavalos. Desde que consigam ver o cavalo que está ao seu lado, estarão bem”, diz Schäffler.

Cavalos maiores podem precisar de mais espaço, mas nem sempre é o caso: “Certos cavalos têm comportamentos de viagem diferentes. Podem ser pequenos, mas são um pouco explosivos, por isso precisam de espaços maiores”, diz ela. Outros ficam claustrofóbicos e agitados se tocarem nas laterais de sua baia, por isso recebem mais espaço para evitar que entrem em pânico e se machuquem.

Cuidadores profissionais, ou tratadores de cavalos, acompanham os animais durante todo o processo de carregamento e viagem, junto com um veterinário. A decolagem e pouso são os momentos mais difíceis e quando é mais provável que ocorram problemas. Os cavalos costumam usar itens de proteção, como meias para apoiar as articulações ou capacete para suavizar solavancos — e até mesmo protetores de ouvido, se ficarem incomodados com ruídos altos.

Os cavalos recebem água durante todo o voo, mas não são alimentados com as refeições típicas. No entanto, mantê-los ocupados é essencial para um voo sem estresse, diz Schäffler, por isso os cavalos recebem frequentemente feno ou grama para mastigar.

Divulgação/Emirates

Em geral, porém, os cavalos viajam “muito bem”, especialmente aqueles que estão tão habituados a isso como os atletas internacionais, diz Schäffler: “Os cavalos são realmente muito fáceis”.

São as pessoas — e as grandes quantidades de equipamento que trazem — que causam a maior pressão nas equipes de transporte, diz Nicholls. Ele estima, de forma conservadora, que pelo menos 5 mil quilos de equipamento viajaram com os 82 cavalos este ano, desde itens de montaria até comida, além do próprio abastecimento de água durante a estadia.

“As pessoas trazem todo tipo de coisas que realmente não precisam”, diz Nicholls. Ele lembra que uma pessoa voou com uma caixa tão grande que o aeroporto não tinha uma empilhadeira de tamanho suficiente para movê-la, enquanto outra trouxe uma arca de metal antiga cheia de equipamentos extras de montaria.

Todo o equipamento também tem que passar pela alfândega e, quando as coisas não estão claramente etiquetadas, provocam enormes atrasos, diz ele.

Alguns treinadores trazem sua própria palha para o estábulo, às vezes para mitigar alergias a poeira, mas muitas vezes na tentativa de gerenciar cada detalhe da rotina do cavalo.

“É uma questão de controle”, diz Nicholls, acrescentando que o esporte está repleto de superstições: por exemplo, baias usadas por um vencedor anterior são propriedade popular, e os cavalos costumam usar talismãs da sorte nas rédeas.

Passaportes de cavalo

Para a Copa do Mundo de Dubai, os cavalos pousam no Aeroporto Al Maktoum, nos arredores da cidade, a cerca de 45 minutos de carro do Hipódromo de Meydan, o que permite que os cavalos sejam transferidos facilmente do veículo de transporte terrestre para o estábulo e mitigue ainda mais o risco de lesões.

Uma parte fundamental para colocar e tirar os cavalos da pista o mais rápido possível é a documentação, como passaportes, com a qual empresas como a Equitrans lidam.

“Os cavalos precisam cumprir certos requisitos quando viajam, em termos de residência, talvez para quarentena antes ou depois da chegada, exames de sangue e vacinações”, diz Schäffler. Os cavalos possuem números de microchip exclusivos, que são a principal forma de identificação, mas seu passaporte também indicará sua cor, sexo, raça e marcações exclusivas em um diagrama para ajudar a segurança a identificá-los facilmente.

O sócio fundador da Equitrans, David Robson, estima que o custo de voar nos 82 cavalos para a competição está entre US$ 2,5 e 3,5 milhões

Divulgação/Emirates

A grande quantidade de papelada que empresas como a Equitrans passam acelera as verificações de segurança dos cavalos — e torna a viagem relativamente simples para a equipe que viaja para o evento.

“O transporte é bastante fácil para os cavalos de Hong Kong até aqui [Dubai] porque o tempo de quarentena não é muito longo para nós”, diz Toto Wong, comentarista de corrida do Jockey Club de Hong Kong, que viajou para Dubai com a equipe de Hong Kong. Os cavalos de Hong Kong chegaram 11 dias antes da competição, diz Wong, o que lhes dá tempo para se adaptarem ao novo ambiente antes da corrida.

Assim como as pessoas, os cavalos podem sofrer com o fuso horário, embora isso afete alguns mais do que outros. É um dos motivos pelos quais Nicholls recomenda que os cavalos cheguem de duas a três semanas antes da corrida, “para aclimatá-los” — embora para este evento os cavalos ainda chegassem cinco dias antes da corrida, e Nicholls viu cavalos voarem um dia antes da competição.

Enquanto para muitas pessoas a Copa do Mundo de Dubai terminou na noite de sábado, outras como Nicholls e Schäffler só ficam mais ocupadas: os cavalos começaram a voar de volta para casa logo na manhã de domingo (31).

“A maioria deles não se incomoda com isso”, diz Nicholls, acrescentando que, quer viajem na classe econômica ou não, “eles são cuidados como na primeira classe”.

Fonte: CNN
Foto: Reprodução/Pixabay

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Dia da Mentira: confira alguns mitos sobre os cavalos

No Dia da Mentira, pessoas costumam fazer pegadinhas, uma prática que é considerada antiga, com origem no século 16

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Dia da Mentira: confira alguns mitos sobre os cavalos

Celebrado no dia 1º de abril, o Dia da Mentira tem origem no século 16. Tudo começou com a mudança de calendário instituída pelo Papa Gregório 13 para o mundo cristão, em 1582. Até então, o ano começava oficialmente no dia 25 de março, após a chegada da primavera no Hemisfério Norte, e as comemorações prosseguiam pela semana até 1º de abril.

Na França, porém, dada a tradição da festança de começo de ano, os franceses ignoraram a norma e continuaram a celebrar a chegada do novo ano no final de março. Com o tempo, quem continuou a insistir na tradição acabou se tornando alvo de piadas e ficou conhecido como um “bobo de abril”, surgindo assim, o Dia da Mentira. A galhofa durou tanto tempo que se espalhou não só pelo país, mas para a Europa e, depois, para o mundo.

Dia da Mentira no Brasil

No Brasil, o Dia da Mentira chegou até a realeza. Em 1828, o jornal mineiro “A Mentira” foi publicado pela primeira vez, e trazia na manchete o falecimento de Dom Pedro 1º — uma mentira completa, já que o monarca faleceu anos depois, em 24 de setembro de 1834, em Portugal.

Assim como nós humanos, no reino animal também existem alguns mitos, que não chegam a ser propriamente uma mentira, mas são informações que as pessoas acreditam e que acabam passando para frente. Neste Dia da Mentira, separamos alguns mitos sobre os cavalos:

Equitação é esporte para ricos

Quantas pessoas você conhece que desviam seus caminhos do trabalho para terem aulas de equitação diariamente? Quantos trocam os finais de semana com os amigos ou com suas famílias para irem às competições? Quantas pessoas trocam seus finais de semana de descanso na praia ou no clube para ficarem escovando, lustrando e fotografando os seus cavalos?

É verdade que a conta para manter um cavalo pode ser ilimitada, ainda mais se contarmos que os objetivos de cada pessoa que monta são diferentes e podem representar gastos maiores ou menores. Assim, se você olhar cuidadosamente encontrará muitas pessoas assalariadas, que trabalham incansavelmente em empregos médios, mas que possuem uma paixão pelos cavalos muito acima da média.

Então, podemos assegurar que equitação é um esporte para todos aqueles que quiserem dedicar o seu tempo a um outro ser.

Montar cavalo é fácil

Todo mundo que monta alguma vez na vida já discutiu sobre esse assunto: “montar é fácil, afinal quem faz todo o esforço é o cavalo”. Então, sem perder tempo, vou direto ao ponto: Montar cavalo NÃO é fácil. Explico, montar um animal seis vezes o nosso tamanho e peso e coordenar o corpo em cima dele para não cair já é, por si só, um grande desafio.

Fazer isso parecer fácil é algo ainda mais desafiador e, a maioria de nós gasta toda uma vida para aperfeiçoar as habilidades na equitação em busca desse “parecer fácil”. Os cavaleiros que conseguem apresentar um cavalo como se não estivessem fazendo nada, ou mesmo parece que estão passeando são precisamente aqueles que estão mais ocupados no dia a dia treinando e suando a camisa para fazer boas apresentações.

Cavalos requerem poucos cuidados

É bem verdade que os cavalos podem ser deixados em um pasto para se defenderem sozinhos e provavelmente eles irão se virar muito bem. Mas observe e aprenderá em poucos dias que, no mínimo, o pasto necessitará de manutenção. Os cavalos necessitam de água fresca e muito pasto para se desenvolverem. E, logo que o pasto se esgote eles precisarão de alimentação suplementar.

Além disso, se você tiver qualquer expectativa de performance para o seu amigo, notará que os cavalos precisam ser regularmente tratados, alimentados, cuidados e treinados para estarem sempre com a saúde em dia. Pensar em competições exige ainda mais cuidados: vacinação regular, alimentação balanceada, preparo muscular, rotina de exercícios, treinamento físico constante, cuidado com os cascos, pelos, crinas e caudas, e por aí vai.

O Compromisso de cuidar e montar um cavalo não é uma decisão para ser tomada rapidamente. Isso porque, como temos um ser vivo sob nossa responsabilidade, não podemos simplesmente deixar de cuidá-lo do dia para a noite. Ou seja, mesmo se você cansar do seu cavalo ele vai continuar necessitando de cuidados permanentes.

Cavalos são como cachorros, porém maiores

Esse mito leva muito pouco tempo para ser desvendado. Para começar os cavalos são presas e cachorros predadores. Apesar de ambos terem como ponto comum serem companheiros para os humanos, eles são extremos oposto em termos de dinâmica social e comportamento. Como presa os cavalos possuem a sensibilidade e um instinto de fuga altamente desenvolvidos (mesmo os cavalos domésticos) e tendem a resistir apenas o tempo suficiente para fazer uma observação detalhada sobre uma situação de risco.

A forma de comunicação do cavalo e a resposta à liderança humana é feita de maneira completamente diferente a dos cães. Os donos de cães rapidamente percebem a diferença no tratamento com cavalos. Os abraços e recompensas com comidas usadas com cachorros não funcionam bem com os cavalos. Logo eles percebem que se eles ouvirem atentamente eles irão aprender uma nova linguagem reservada especialmente para seus cavalos.

Fontes: Equestre Online e O Tempo
Foto: Reprodução/Pexels

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Cavalos são tradição em desfiles de Páscoa na Alemanha

Nas pequenas vilas localizadas no leste alemão, a celebração da Páscoa é ligada aos cavalos, e não aos coelhos

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Cavalos são tradição em desfiles de Páscoa na Alemanha

Seguindo uma tradição, vestindo ternos e cartolas como os do século XIX e carregando estandartes, grupos de homens montam cavalos e saem enfileirados em direção a povoados vizinhos – eles vão anunciar a ressurreição de Cristo aos conterrâneos, numa procissão que pode reunir até 100 cavaleiros.

Tradição alemã

É costume que os visitados agradeçam a homenagem com uma cavalgada no sentido oposto, e assim a festa dura até o fim da tarde. Os equinos também vão paramentados: flores, lenços, rédeas e arreios especiais (alguns com enfeites de prata e ouro) adornam os animais. A tradição provavelmente data da Idade Média, época em que os sorábios passaram a aderir ao catolicismo.

O trajeto é cumprido a trotes calmos e repleto de cuidados. Durante os percursos, nenhum cavalo pode cruzar o caminho de outro, pois os sorábios acreditam que isso traz infelicidade.

Reprodução/Pinterest

A procissão, que pode ser vista por turistas em vilarejos como Alte Ziegelscheune, Crostwitz e Raecklewitz, só é permitida aos homens, mas as mulheres não ficam de fora dos rituais de Páscoa – elas é que são responsáveis pela pintura de ovos, outra tradição local. Todos os anos, cinco semanas antes da Páscoa, as mulheres exibem os ovos de galinha decorados num festival na cidade de Bautzen.

Estima-se que haja apenas 60 mil sorábios em todo o mundo. O povo teve origem no século VI, quando tribos fundaram a Lusácia, território que no futuro se tornou parte da Alemanha. Essas comunidades não falam alemão, mas uma língua própria, que se assemelha aos idiomas tcheco e polonês.

Fonte: Terra
Foto de chamada: Reprodução/Internet

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Estudos revelam que cavalos possam ter sido usados pela elite de Londres em torneios

Escavações em Westminster, em Londres, revelaram antigo cemitério de cavalos de justas, antigos combates com armas alteradas

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Estudos revelam que cavalos possam ter sido usados pela elite de Londres em torneios

Em 1990, arqueólogos britânicos descobriram na rua Elverton — em Westminster, Londres —, em meio a obras que seriam realizadas, um intrigante cemitério de cavalos usados em justa, antigos torneios realizados com armas adaptadas para diminuir os ferimentos.

Torneios em Londres

Análises recentes dos restos mortais dos animais apontam que, possivelmente, alguns membros da elite de Londres costumavam “importar” cavalos de diferentes áreas da Europa.

Vale mencionar que, no período medieval, os cavalos eram tratados como ‘supercarros modernos’, e importados de várias regiões pela elite. No caso, as descobertas recentes apontam que os animais também teriam sido utilizados nas famosas justas.

Com técnicas avançadas de investigação, pesquisadores da Universidade de Exeter analisaram a composição química dos restos mortais de vários cavalos encontrados no cemitério, com o intuito de identificar as origens e até mesmo rotas que percorreram.

“As assinaturas químicas que medimos nos dentes do cavalo são altamente distintas e muito diferentes de tudo o que esperaríamos ver num cavalo que cresceu no Reino Unido”, afirma o Dr. Alex Pryor, professor sênior de arqueologia e investigador principal, em comunicado.

“Esses resultados fornecem evidências diretas e sem precedentes de uma variedade de movimentos e práticas comerciais de cavalos na Idade Média”, acrescenta.

Com as investigações recentes, foi confirmado que as elites de Londres tinham representantes em meio a mercados comerciais de toda a Europa, onde buscavam os melhores cavalos que seriam levados até Londres. Grande parte dos animais, foi constatado, era originária da Escandinávia, dos Alpes e outras áreas do norte e leste europeu.

Análises

Conforme repercutido pelo Heritage Daily, para o primeiro experimento realizado, os pesquisadores coletaram 22 dentes molares de 15 animais. A partir de uma medição de proporções isotópicas nos dentes, foi possível identificar a origem potencial de cada cavalo.

Além disso, também foram descaradas algumas possibilidades, como centros de reprodução de equinos da Espanha e do sul da Itália.

“A análise física dos dentes revelou desgaste sugestivo de uso intenso de freio, frequentemente empregado em animais de elite, especialmente aqueles preparados para guerras e torneios após o século XIV. O desgaste em duas das éguas também sugeria que elas eram usadas sob a sela ou com arreios e para reprodução”, também acrescentam os pesquisadores no estudo, publicado na Science Advances.

Além disso, os pesquisadores ainda apontam, por fim, que “a análise dos esqueletos revelou que muitos deles tinham tamanho acima da média, com vários casos de vértebras torácicas e lombares inferiores fundidas, indicativas de uma vida de equitação e trabalho duro.”

Fonte: Aventuras na História
Fotos: Divulgação/Domínio Público via Wikimedia Commons

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Cavalo de Guerra: saiba se o filme é baseado em uma história real

Em Cavalo de Guerra, o público confere a emocionante história de um jovem e um cavalo que são separados após a eclosão da Primeira Guerra Mundial

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Cavalo de Guerra: saiba se o filme é baseado em uma história real

Filho do fazendeiro e ex-combatente de guerra Ted, o jovem Albert Narracott recebe a missão de treinar um cavalo chamado Joey. Assim, desenvolve uma forte conexão com o animal.

No entanto, ele vê tudo ameaçado com o início da Primeira Guerra Mundial. Joey é vendido para a Cavalaria do Exército e vai atuar no combate. Desesperado, Albert decide resgatar o seu companheiro.

Esta é a sinopse do filme Cavalo de Guerra, que se baseia em um dos maiores conflitos da História, muitos podem se perguntar se a história retratada é verdadeira.

A verdade, repercute o Looper, é que o filme dirigido por Steven Spielberg é baseado no romance de mesmo nome publicado por Michael Morpurgo, que tem como fundo a Primeira Guerra Mundial. Entretanto, os personagens retratados e a suas respectivas histórias compreendem ficção.

Inspiração Cavalo

Uma inspiração verdadeira para a história, entretanto, surgiu em 1976, quando Morpurgo e sua esposa inauguraram a Farms for City Children, uma instituição de caridade que proporciona a experiência de uma rotina rural.

Foi assim que o escritor conheceu um garotinho chamado Billy, que tinha a gagueira como obstáculo. Em determinado momento, ele se deparou com o menino conversando com um cavalo nos estábulos.

Foi assim que presenciou um momento ‘mágico’. “Ele começou a falar”, explicou o escritor ao New York Times em 2011. “Ele estava conversando com o cavalo, e sua voz fluía. Foi simplesmente desbloqueado. E enquanto eu ouvia o garoto contando ao cavalo tudo o que ele havia feito na fazenda naquele dia, de repente tive a ideia de que é claro que o cavalo não entendia cada palavra, mas que sabia que era importante para ele ficar de pé e permanecer no lugar pela criança. Esse se tornou o papel de Joey em Cavalo de Guerra – tanto observador e testemunha quanto protagonista”.

Além disso, o autor também conheceu veteranos da Primeira Guerra, que descreveram suas intensas experiências durante o conflito. Inclusive, esses combatentes são mencionados na dedicatória do livro.

Vítimas da guerra

Também vale ressaltar que os cavalos se tornaram as vítimas esquecidas da Primeira Guerra. Pelo menos 8 milhões de cavalos acabaram dizimados como resultado do conflito.

Enquanto os exércitos da França contaram com cerca de 1,5 milhão ou 1,8 milhão de cavalos, a Inglaterra colocou em campo 1,2 milhões. Já a Alemanha, 1 milhão. Outras nações, estimam historiadores, tinham 4 milhões de equinos.

“A Primeira Guerra foi um conflito equestre”, disse a historiadora Gene Tempest, como repercutido pela SuperInteressante. “A força dos animais tornou-se possível a vida e os combates diários. Eles foram os principais motores da guerra.”

Com um destino cruel, 80% dos cavalos da França, por exemplo, foram mortos em batalha. Enquanto 35% eram abatidos por balas, a maioria falecia de fome e cansaço. Outros também eram sacrificados ou deixados de lado durante extensas travessias.

Os que sobreviveram acabaram vendidos para os fazendeiros que tentavam voltar a normalidade após o conflito. Os relatos mostravam a realidade dos cavalos que sobreviveram ao conflito de proporções mundiais: fracos, magros e cansados. Como resultado, não conseguiam ajudar nas plantações.

Fonte: Aventuras na História – Thiago Lincolins
Fotos: Reprodução/Internet

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Artigo revela que cavalos reconhecem a tristeza e alegria em seres humanos

Cientistas submeteram cavalos a uma série de experimentos não invasivos que atestaram que esses animais sabem distinguir emoções humanas

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Artigo revela que cavalos reconhecem a tristeza e alegria em seres humanos

Um artigo recém-publicado na revista Animal Cognition relata uma incrível descoberta a respeito dos cavalos: segundo o estudo, esses animais são capazes de diferenciar entre expressões de alegria e tristeza manifestadas por humanos por meio de movimentos faciais ou tons de voz.

Resumidamente, os cavalos se mostraram mais atraídos pelas expressões faciais de alegria do que de tristeza e pareciam mais excitados pelas vozes alegres.

Diversas espécies animais, de orangotangos a pombos, já são conhecidas por perceber as emoções humanas, e os mamíferos domésticos têm sido foco de vários estudos nos últimos anos. Cães, gatos, cavalos e até cabras vêm sendo testados para distinguir diferentes expressões faciais humanas.

Agora, uma equipe internacional de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (INRAE), na França, da Universidade de Tours, também na França, e da Universidade de Turku, na Finlândia, observou e analisou o comportamento dos equinos quando apresentados a rostos e vozes humanas expressando alegria ou tristeza. A frequência cardíaca dos equinos também foi registrada durante o experimento

“A tristeza é uma emoção particularmente interessante, porque não é apenas de valência negativa – ao contrário da alegria, que é positiva – mas também de baixa excitação”, diz Plotine Jardat, do INRAE e da Universidade de Tours, principal autora do estudo. “Estudos anteriores mostraram que os cavalos reagem a emoções de alta excitação, como raiva ou alegria. Eles também poderiam detectar sinais de tristeza, uma emoção de baixa excitação?”.

Segundo Jardat, a equipe pretendia investigar se os cavalos podem associar os sinais vocais e faciais da tristeza humana, da mesma forma como fazem para alegria e raiva.

Cavalos podem associar um rosto a uma voz que expresse o mesmo sentimento

Em um dos testes do estudo, os cavalos foram colocados em frente a duas telas que exibiam a face da mesma pessoa expressando alegria em uma e tristeza na outra. Simultaneamente, uma voz era transmitida, expressando alegria ou tristeza.

Os pesquisadores observaram que, durante os primeiros olhares dos cavalos para cada imagem, um número maior de cavalos passou mais tempo olhando para a imagem incompatível do que a imagem que correspondia ao som.

Em outras palavras, quando os animais olharam pela primeira vez para as imagens, ficaram, como esperado, surpresos com a incompatibilidade entre o rosto triste e a voz alegre, e vice-versa. Isso sugere que os cavalos podem associar um rosto e uma voz humanos expressando a mesma emoção, seja tristeza ou alegria.

“Isso é interessante porque significaria que, quando os cavalos observam nossos rostos e ouvem nossas vozes, eles não apenas veem e ouvem coisas separadas, mas são capazes de combiná-las em diferentes modalidades. Você pode imaginar que eles têm uma caixa específica em sua mente rotulada como ‘tristeza humana’ contendo as características de um rosto triste humano e uma voz triste humana”, diz a pesquisadora de doutorado Océane Liehrmann, da Universidade de Turku

Nos experimentos anteriores sobre raiva e alegria, bem como sobre a percepção de adultos e crianças, os cavalos reagiram à configuração olhando mais para a imagem que não combinava com o som. Os pesquisadores acreditam que os cavalos olham mais para a imagem incongruente porque ficam intrigados com a falta de correspondência entre essa imagem e o que ouvem.

Após o olhar inicial, os cavalos então se concentravam na tela mostrando o rosto alegre e olhavam para ele por mais tempo e um número maior de vezes. Além disso, suas frequências cardíacas pareciam aumentar mais quando a voz transmitida expressava alegria em vez de tristeza, sugerindo que os cavalos estavam em um estado mais elevado de excitação ao ouvir o primeiro.

O que explica esse comportamento

Segundo os pesquisadores, três hipóteses poderiam explicar essas observações. Primeiro, os cavalos poderiam ter sido mais atraídos pelas imagens alegres por causa de um movimento maior, e mais animados pelas vozes alegres por causa de características acústicas como variações de tom.

Em segundo lugar, os cavalos poderiam ter associado rostos humanos alegres a situações positivas, então eles preferiram olhar para essas expressões ligadas a memórias positivas.

Por último, os cavalos podiam se sentir mais positivamente ao olhar para as imagens de alegria, e mais excitados, ao ouvir vozes alegres, por causa de um fenômeno chamado “contágio emocional”.

O contágio emocional é a correspondência do estado emocional de um observador com o estado emocional do indivíduo que ele observa. Ela tem sido descrita em humanos e primatas, e vários estudos sugerem que também pode acontecer entre humanos e outros animais, como cavalos. Esse fenômeno é muitas vezes considerado como uma premissa de empatia.

Os pesquisadores apontam que mais estudos são necessários para entender melhor a percepção dos equinos sobre a tristeza humana. No futuro, eles pretendem descobrir, por exemplo, se os cavalos também podem diferenciar a tristeza de outras emoções negativas, ou se as expressões tristes dos humanos podem influenciar o comportamento desses animais, especialmente durante as interações entre eles.

Fonte: Olha Digital
Foto: Reprodução/Pixabay

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Curiosidades

Aprenda a compreender a linguagem dos cavalos

Assim como os outros animais, os cavalos também têm a sua própria linguagem corporal, sendo importante entender os seus comportamentos

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Aprenda a compreender a linguagem dos cavalos

Todos os animais têm a sua própria linguagem, sejam cães, gatos ou ratinhos. Com as orelhas, postura corporal e os sons que emitem, dizem-nos o que se passa com eles. Assim, também os cavalos têm a sua linguagem corporal. Gostaria de compreender melhor o seu e outros cavalos? Então pode descobrir aqui quais os sinais corporais mais relevantes:

A linguagem corporal dos cavalos

Para compreender o que o cavalo lhe está a dizer, o melhor é começar pela impressão geral que ele lhe transmite. Ou seja, o cavalo parece ansioso ou relaxado? Observe-o à distância e depois dê atenção aos pormenores.

O que nos dizem a posição das orelhas do cavalo?

Se o cavalo parecer ansioso e tiver as orelhas para trás é um sinal claro que deve ter cuidado. Assim, tente perceber o que está a incomodar o seu cavalo. Por outro lado, se estiver em presença de um cavalo desconhecido, deve ser cauteloso e manter uma distância segura. Quando os cavalos estão relaxados ou curiosos, as orelhas estarão apontadas para cima ou viradas na direção do ruído que lhes despertou a atenção.

O que significa um cavalo virar a parte traseira na sua direção?

Ao virar a traseira para si, o cavalo está a transmitir um sinal de perigo ainda mais forte do que com as orelhas. Quando este comportamento é intencional, indica que pode estar prestes a dar um coice. Por isso, distancie-se e tente perceber a causa deste comportamento. Por exemplo, o animal pode estar com dores.

Um cavalo pode rir?

Um cavalo com o lábio superior levantado e os dentes expostos parece que se está a rir. No entanto, este comportamento tem um significado completamente diferente. Esta posição dos lábios indica que o cavalo está a cheirar o ar intensamente, pois detetou feromonas no ar. Os especialistas denominam este comportamento como reflexo de Flehmen e é comum a vários animais. Por outro lado, um cavalo relaxado tem o lábio inferior para baixo ou mastiga algo com prazer.

Como podemos ler o movimento dos cavalos?

Se o cavalo o tocar levemente com a cabeça, está a pedir-lhe alguma coisa. Talvez tenha uma deliciosa cenoura no bolso? Por outro lado, o atirar a cabeça para trás é uma postura defensiva. Nesse caso, tenha cuidado, o cavalo pode pisá-lo ou tentar trepar.

O que significa o bater dos cascos?

Um cavalo que bate com os cascos no chão significa que está impaciente. No entanto, o bater dos cascos no chão energicamente e com força é um comportamento típico de corte de um garanhão a uma fêmea. O exercício “passo espanhol” baseia-se neste comportamento.

O que significam os sons que os cavalos fazem?

O que nos quer dizer um cavalo ao relinchar?

Assim como os gatos domésticos miam mais do que os selvagens, também os cavalos domesticados relincham mais. No entanto, o relinchar pode ter diferentes significados. Muitos cavalos cumprimentam quem chega com um relinchar suave. Os relinchos também servem para comunicar à distância. Por exemplo, os cavalos relincham para comunicar uns com os outros à distância. As éguas fazem-no para encontrar mais rapidamente os seus potros. Por outro lado, um relincho estridente pode anunciar um ataque quando dois cavalos que disputam algo se encontram. Também as éguas que se sintam assediadas por um garanhão expressam o seu desconforto com o relinchar. Por fim, o relinchar pode ser um sinal de medo. Se ouvir atentamente o relinchar do seu cavalo vai aprender as distinguir melhor as várias nuances deste som.

Qual o significado do resfolgar?

Quando um cavalo resfolga é sinal que está relaxado. Pode acontecer, por exemplo, depois de uma refeição saborosa. Neste caso, o cavalo resfolga para mostrar que está satisfeito. Muitos cavalos resfolgam quando regressam ao pasto depois de um passeio ou de uma sessão de treino. É também um sinal de satisfação, pois, para eles começa agora melhor parte do dia. Ao resfolgar, um cavalo também indica aos seus companheiros que se sente bem. Assim, quando ouvir um cavalo resfolgar de satisfação pode tentar imitá-lo. Um resfolgar muito alto ou sucessivo mas curto indica que o cavalo se sente inseguro ou está a chamar à atenção para um perigo. Nesta situação, a postura corporal é naturalmente tensa.

Qual é o significado do grunhir?

Os cavalos que grunhem estão eufóricos ou muito excitados. Muitos grunhem depois dos seus cinco minutos de brincadeira intensa. Depois começam a dar pinotes e a libertar energia. No entanto, os cavalos que grunhem devem ser tratados com cuidado, pois eles podem irritar-se rapidamente.

Identificar problemas de comportamento

Os problemas de comportamento nos cavalos também se identificam pela sua linguagem corporal. Estes cavalos fazem geralmente movimentos estereotipados, ou seja, movimentos rítmicos repetitivos. Os comportamentos mais comuns são a aerofagia e a síndroma do urso.

Qual o significado da aerofagia?

Na aerofagia o cavalo descontrai a musculatura inferior do pescoço e assim emite um ruído que se assemelha ao arrotar. Muitas vezes, o cavalo ao fazer isto apoia o queixo em alguma coisa, como por exemplo, numa cerca, flexiona o pescoço e engole ar. Existe também a aerofagia sem apoio. Neste caso, o cavalo flexiona o pescoço em direção ao peito e em seguida levanta-o para o ar. A aerofagia é frequentemente um sinal de tédio. Este problema afeta especialmente cavalos de alto desempenho. Assim, provavelmente indica que precisam de mais atividade.

Qual o significado da síndroma do urso?

Cavalos com esta síndrome abrem as pernas da frente e balançam-se de uma perna para a outra. Este comportamento é mais frequente nos cavalos de sangue quente do que nos de sangue frio. Na maioria dos casos, o comportamento estereotipado é consequência de pouco exercício, ansiedade ou pouca ração disponível, como feno ou palha. Esta síndroma não é perigosa para a saúde, mas mostra que o cavalo está pouco estimulado. Optar por manter o seu cavalo num estábulo aberto pode ajudar a resolver esta situação.

Atenção e paciência para compreender o seu cavalo

Quem se quiser tornar um “encantador de cavalos” precisa de tempo, pois deve conhecer muito bem o seu cavalo. Para compreender o seu companheiro deve ter em consideração tudo o que se passa com ele. A linguagem corporal dos cavalos é constituída por vários sinais, que combinados têm significados diferentes.

Fonte: Zooplus Magazine
Fotos: Reprodução/Pixabay

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Ana Castela demonstra habilidades com cavalo e é chamada de ‘encantadora de cavalos’

Recém-solteira, a boiadeira compartilhou um vídeo, na quarta-feira (17), exibindo seus dotes na equitação

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Ana Castela demonstra habilidades com cavalo e é chamada de 'encantadora de cavalos'

Ana Castela, de 20 anos, demostrou suas habilidades em montaria, e provou que não recebeu o título de ‘boiadeira’ à toa. Recém-solteira, a cantora compartilhou um vídeo no Instagram, nesta quarta-feira (17), montando a cavalo e exibindo seus dotes na equitação.

“Encantadora de cavalo”, escreveu ela na legenda do vídeo em que aparece em momento de lazer.

Na última segunda-feira (15), Ana Castela surpreendeu os seguidores ao anunciar que seu relacionamento com Gustavo Mioto, de 26 anos, chegou ao fim.

Através dos Stories do Instagram, a cantora compartilhou um comunicado, no qual afirma que os dois ‘não estão no mesmo momento’. “Oi galera, em respeito à vocês que torcem pela minha felicidade e do Gu, venho aqui comunicar que nós não somos mais um casal”, começou em seu texto.

“Antes que saiam falando por aí, não houve pivô, traição, briga ou qualquer outra coisa de ruim, apenas não estamos no mesmo momento”, justificou.

Fonte: Quem
Foto: Reprodução/Instagram

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Cavalos Garranos usados no Império Romano estão ameaçados de extinção em Portugal

Além da espécie de cavalos que têm registros desde pinturas em cavernas, lobos ibéricos também conta com poucos exemplares vivos

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Cavalos Garranos usados no Império Romano estão ameaçados de extinção em Portugal

No norte de Portugal, para algumas espécies a vida se segura por um fio. A região é lar de lobos e cavalos selvagens que se mantêm desde tempos pré-históricos, mais precisamente, o período paleolítico, que se encerrou há cerca de 12 mil anos. Contudo, com populações muito pequenas em comparação ao que já foram, estes animais vivem sob ameaça de desaparecer.

Cavalos Garranos

Os cavalos garranos, raça típica de Portugal, usada pelo Império Romano e também na era de ouro das grandes navegações portuguesas, hoje enfrentam um encolhimento devido a uma crise de função, substituídos nas fazendas por tratores e carros.

“Um cavalo precisa de uma função”, afirma José Leite, veterinário que atua como assessor técnico da Associação dos Criadores de Cavalos Garrano (Acerg). “Sem isso, eles estão condenados a desaparecer. E foi o que estava acontecendo aqui. A necessidade do cavalo como ferramenta agrícola acabou e, assim, esta criação intensiva também cessou”, afirma o especialista, em entrevista ao jornal The Guardian.

Reprodução/Internet

Na década de 1940, estima-se que existiam entre 40 mil e 60 mil garranos em Portugal. A população total da espécie hoje é calculada entre 1.500 e 3 mil desses animais.

Uma das possibilidades para dar aos garranos um novo lugar na sociedade, ajudando assim a preservar a espécie, seria no combate aos incêndios florestais, um mal que Portugal enfrenta a cada verão, e vem intensificando-se com a mudança climática.

Em julho, temperaturas acima dos 40°C causaram mais de 20 incêndios florestais simultâneos no país, mobilizando milhares de bombeiros. A Acerg assinou um acordo com a maior empresa de infraestruturas elétricas de Portugal, REN, para fornecer 280 cavalos que irão limpar o mato sob torres de energia, pastando em 4 mil hectares de encostas de montanha.

Fonte: Um Só Planeta
Foto: Divulgação/Patrícia de Melo Moreira – Getty Images

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